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2.   FREMSKRITTSPARTIETS  STYRINGS-­‐  OG  FORVALTNINGSPOLITIKK  I  PERIODEN  1975-­‐1981

2.4.1   Effektvisering  og  rasjonalisering

Como considerado na seção do objeto de estudo, as fontes de dados foram as cooperativas internacionalizadas e não internacionalizadas que têm foco na comercialização do café, filiadas à Federação de Cafeicultores do Cerrado, bem como a própria Federação. Entende-se como fonte os lugares e as situações nas quais seja possível extrair as informações de que se precisa (SANTOS, 2005).

Na coleta de dados, há o estabelecimento das fronteiras do estudo, bem como a indicação das maneiras como as informações serão coletadas, por meio de observações, entrevistas, documentos e materiais visuais, e se estabelece o protocolo de registro de informações. Para isso, devem ser indicados os locais ou as pessoas selecionadas para o estudo, ademais da indicação do tipo ou tipos de dados a serem coletados (CRESWELL, 2007). Nesse sentido, os dados foram obtidos por meio de entrevistas semiestruturadas, como descritos na Tabela 1 e, também, por meio de documentos e dos próprios sítios na internet das cooperativas estudadas e da Federação dos Cafeicultores do Cerrado.

O “documento é o nome genérico dado às fontes de informação bibliográficas que ainda não receberam organização e tratamento analítico para publicação” e podem ser tabelas estatísticas, relatórios, documentos informativos, fotografias, correspondência, dentre outros (SANTOS, 2005, p. 32). Já a entrevista é um meio de obtenção de informações de um entrevistado acerca de determinado assunto ou problema e a caracterização semiestruturada é por ela ser conduzida por meio de um roteiro previamente estabelecido, contudo, sem demasiada rigidez, o que confere ao entrevistador a liberdade de explorar mais amplamente algumas questões (RICHARDSON, 1999; SANTOS, 2005; VERGARA, 2005).

Tabela 1 – Descrição das entrevistas

Lócus entrevistasQ. de Posição Ordem das

entrevistas

Data Duração Meio páginas Q.

transcritas

Federação dos Cafeicultores

do Cerrado 2

- Superintendente-

FCC Entrevista 3 22/10/15 34min36s Skype 8 - Membro-FCC Entrevista 2 06/10/15 57min47s Skype 11

Cooperativa

Hades 4

- Presidente-CH Entrevista 5 24/11/15 1h10min 26s Presencial 18 - Gestor do departamento de cafés-CH Entrevista 1 18/09/15 1h53min 41s Presencial 23 - Cooperado 1-CH Entrevista 6 24/11/15 27min29s Presencial 5

- Cooperado 2-CH Entrevista 8 24/11/15 24min31s Presencial 5

Cooperativa

Poseidon 3

- Trader-CP Entrevista 9 28/11/15 43min50s Skype 14

- Cooperado 1-CP Entrevista 10 17/12/15 19min17s Telefone 6

- Cooperada 2-CP Entrevista 11 21/12/15 11min17s Telefone 3 Cooperativa Atena 1 - Superintendente- CA Entrevista 7 24/11/15 3min01s Presencial 1 Cooperativa Hebe 1 - Gestor do setor de classificação de cafés-CHB Entrevista 4 19/11/15 4min38s Telefone 1 Cooperativa

Morfeu 0 Recusa da Superintendente-CM em conceder a entrevista - - - - Fonte: Elaborado pelo autor (2015).

Em síntese, foram acessadas cinco cooperativas agropecuárias que têm foco na comercialização do café e a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, sendo que o primeiro contato para realização das entrevistas se deu via telefone e ou e-mail, no qual foi indagado a concessão ou não da entrevista, bem como se justificou que a mesma tem finalidade acadêmica. O primeiro resultado foi a realização de 11 entrevistas, coletadas entre os dias 18 de setembro de 2015 e 21 de dezembro de 2015, com duração total de 6h50min33s e que, quando transcritas, perfizeram 95 páginas. Destas entrevistas, foram realizadas cinco presenciais, três via Skype e três por telefone.

O Skype é um software gratuito da Microsoft que permite a realização de chamadas com áudio e vídeo, ademais de envio de mensagens, por meio da internet (MICROSOFT, 2015). Para as entrevistas realizadas por telefone, foi utilizado o aplicativo Automatic Call Recorder, também gratuito, obtido na loja online Google Play, que viabiliza as chamadas serem gravadas e salvas, tanto no próprio aparelho celular quanto em computadores (GOOGLE PLAY, 2015). E o software de transcrição de entrevistas utilizado foi o Express Scribe (NHC, 2015).

Os entrevistados foram acessados como descrito na Tabela 2. Faz-se aqui o registro da dificuldade em obter as informações da Cooperativa Morfeu, que desde o primeiro contato, em 04 de novembro de 2015, até o encerramento da coleta, em 21 de dezembro de 2015, foram diversas as tentativas de entrevistar a Superintende-CM, que havia aceitado participar da pesquisa, e depois mudou de ideia.

Tabela 2 - Meio de acesso aos entrevistados

Lócus Posição Ordem das entrevistas Meio de acesso aos entrevistados

Federação dos Cafeicultores do Cerrado

- Superintendente-FCC Entrevista 3 Indicado pelo Membro-RCM - Membro-FCC Entrevista 2 Indicado pela orientadora do trabalho.

Cooperativa Hades

- Presidente-CH Entrevista 5 Contato direto pelo pesquisador - Gestor do departamento de

cafés-CH Entrevista 1 Indicado pela orientadora do trabalho. - Cooperado 1-CH Entrevista 6 Contato direto pelo pesquisador - Cooperado 2-CH Entrevista 8 Contato direto pelo pesquisador

Cooperativa Poseidon

- Trader-CP Entrevista 9 Indicado pelo Superintendente-FCC - Cooperado 1-CP Entrevista 10 Indicado pelo Trader-CP - Cooperada 2-CP Entrevista 11 Indicada pelo Cooperado 1-CP Cooperativa Atena - Superintendente-CA Entrevista 7 Contato direto pelo pesquisador Cooperativa Hebe - Gestor do setor de classificação de cafés-CHB Entrevista 4 Contato direto pelo pesquisador Cooperativa Morfeu Recusa da Superintendente-CM em conceder a entrevista Contato direto pelo pesquisador

Para a condução destas entrevistas, foram elaborados quatro roteiros:

a) Roteiro de Entrevista I: para os gestores das cooperativas internacionalizadas, com o intuito de responder à pergunta de pesquisa proposta (Apêndice A);

b) Roteiro de Entrevista II: para os gestores da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, com o mesmo intuito do Roteiro de Entrevista I, agora valendo-se da visão geral sobre o processo de internacionalização (Apêndice B);

c) Roteiro de Entrevista III: para os cooperados das cooperativas internacionalizadas, que objetivou entender o processo de internacionalização sob a ótica do cooperado, que é dono da cooperativa, fornecedor e cliente ao mesmo tempo e, por vezes, ainda é o gestor (Apêndice C);

d) Roteiro de Entrevista IV: para os gestores das cooperativas não internacionalizadas, com o intuito de entender o porquê de não se internacionalizar, além de indagar a possível internacionalização, no futuro (Apêndice D).

Além dos roteiros acima descritos, foi elaborado o Roteiro de Entrevista Complementar (Apêndice E), pois durante a análise dos dados, pelas respostas obtidas por meio dos outros roteiros, surgiu a necessidade de novas informações a respeito de aspectos da infraestrutura das cooperativas analisadas. Dessa maneira, na Tabela 3, foram especificados os detalhes de cada uma destas novas entrevistas.

Tabela 3 – Descrição das entrevistas – Roteiro de Entrevista Complementar

Lócus Q. de

entrevistas Posição

Ordem das entrevistas

Data Duração Meio páginas Q.

transcritas Cooperativa

Hades 1 - Presidente-CH Entrevista 16 04/01/16 2min39s Telefone 1 Cooperativa

Poseidon 1 - Assessora de Comunicação-CP Entrevista 12 04/01/16 2min01s Telefone 1 Cooperativa Atena 1 - Gerente Administrativo-CA Entrevista 14 04/01/16 3min47s Telefone 1 Cooperativa Hebe 1 - Gestor do setor de classificação de cafés-CHB Entrevista 13 04/01/16 2min49s Telefone 1 Cooperativa

Morfeu 1 - Gerente de Controladoria-CM Entrevista 15 04/01/16 2min25s Telefone E-mail 1 Fonte: Elaborado pelo autor (2016).

O Roteiro de Entrevista Complementar resultou em mais cinco entrevistas, algumas com entrevistados diferentes daqueles respondentes indicados na Tabela 1. As durações destas novas entrevistas somaram 13min41s e que, transcritas, perfizeram 5 páginas, todas realizadas por telefone. Logo, no total, as durações das 16 entrevistas perfizeram 7h04min14s e 100 páginas transcritas.

Chama-se atenção para a aplicação do Roteiro de Entrevista Complementar à Cooperativa Morfeu. Neste, além das respostas almejadas, foi possível compreender, em termos gerais, a resistência da Superintendente-CM em responder o Roteiro de Entrevista III. A Gerente de Controladoria, por telefone, se dispôs a fornecer as respostas pleiteadas, no entanto, solicitou que o pedido fosse realizado via e-mail e esclareceu que houve um episódio desagradável na Cooperativa Morfeu que os exige maior atenção ao fornecer dados da cooperativa.

Para validação dos dados obtidos, utilizou-se a técnica de triangulação de dados, que é uma estratégia de pesquisa pautada na utilização de vários métodos para investigar um mesmo fenômeno, com o intuito de determinar a posição do objeto de estudo a partir de diversos pontos de referência. Dessa maneira, a validade advém da triangulação de diversas fontes de dados, ao estudar o problema de pesquisa posto a partir de diferentes momentos, locais e informantes (VERGARA, 2005). Para Creswell (2007, p. 200), a triangulação de dados é a obtenção “de diferentes fontes de informação de dados, examinando evidências das fontes e usando-as para criar uma justificativa coesa para os temas”.

Nesta pesquisa, foram triangulados os dados coletados por meio das entrevistas semiestruturadas, sites institucionais e demais sites correlatos ao tema e documentos das organizações estudadas, físicos e virtuais (Figura 9). Além disso, foi feita a triangulação de respondentes, por meio das entrevistas realizadas com os gestores das cooperativas internacionalizadas e não internacionalizadas, membros da Federação de Cafeicultores do Cerrado e pelos produtores rurais das cooperativas internacionalizadas (Figura 10), e triangulação de teorias, por meio das teorias econômicas sobre internacionalização, abordagem comportamental de internacionalização e Teoria das Capacidades dinâmicas (Figura 11).

Figura 9 - Triangulação de dados

Fonte: Elaborado pelo autor (2016). Figura 10 - Triangulação de respondentes

Fonte: Elaborado pelo autor (2016). Figura 11 - Triangulação de teorias

Fonte: Elaborado pelo autor (2016). Entrevistas Documentos Sites Gestores Cooperados Membros FCC Teorias econômicas sobre internacionlização Teoria das Capacidades Dinâmicas Abordagem comportamental de internacionalização

Por fim, a análise dos dados obtidos foi feita por meio da técnica de análise de conteúdo, que segundo Vergara (2005), atenta-se para descrições numéricas das características encontradas, bem como por identificar e analisar tipos, qualidades e distinções nos textos, também, por estabelecer conexões entre elementos estatísticos e análise qualitativa dos materiais (BAUER; 2002). Ainda, a análise de conteúdo é utilizada para que se identifique o que está sendo dito a respeito de determinado tema (VERGARA, 2005) e, para Bardin (2009), a análise de conteúdo é:

Um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens (BARDIN, 2009, p.42).

Além disso, esta técnica se aplica a transcrições de entrevistas e documentos (BAUER, 2002; BARDIN, 2009). Ao enfocar a fonte, o texto é um meio de expressão e, com isso, a análise de conteúdo se refere à coisa a ser explicada. Seus procedimentos reconstroem representações em duas principais dimensões, a sintática e a semântica. A primeira enfoca nos transmissores de sinais e suas inter-relações, nos meios de expressão e influência, isto é, a frequência das palavras e sua ordenação, o vocabulário, tipos de palavras e características gramaticais e estilísticas. Já a segunda, foca na relação entre os sinais e seus sentidos denotativos e conotativos. Esta técnica de análise pode ser usada para reconstruir mapas de conhecimento à medida que eles são corporificados no texto e na construção de índices ao relacionar um fenômeno a outro (BAUER, 2002).