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Effekt av tiltrekking av fisk til oppdrettsanlegg

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C: Effekter av lokalisering av oppdrettsanlegg i oppvekstområder for ville marine arter

3.1 Effekt av tiltrekking av fisk til oppdrettsanlegg

uma interação; e, seguimos uma linha conceitual de texto em situação, para Coutinho (2003); texto como reconstrução do mundo e não seu simples reflexo, nos estudos de Marcuschi (2008); texto encaixado em atividades sociais para Bazerman (2011) e, finalmente, Adam (2011) propõe o texto como unidade de sentido composta por partes (sequências textuais) e por seu todo (plano de texto). Na seção 2.2 Tipos e gêneros textuais, trazemos a exposição dos estudiosos: Travaglia (2007; 2014) que aponta que não temos como dizer algo que não seja categorizado em algum tipo textual e que os gêneros possuem uma função sociocomunicativa específica; Bazerman (2011) para quem o gênero, uma vez estabelecido, torna-se um ambiente estruturado para a escrita e para a leitura; e Marcuschi (2008), que nos diz ser impossível não se comunicar verbalmente por algum gênero, e também por algum texto.

Na seção 2.3 Planos de texto, apresentamos os estudos de Adam (2011) sobre a organização do todo de um texto, denominado plano de texto, composto por partes (sequências textuais) que, por sua vez, compõe o texto, definido pelo autor como uma unidade de sentido. Outras contribuições nos são oferecidas por Coutinho (2003) que apresenta o plano de texto como um trabalho de estruturação, e Cabral (2013), para quem o conceito de plano de texto é percebido como um princípio organizador.

Na seção 2.4 Sequências textuais, discorremos sobre os cinco tipos de sequências de base para Adam (1992; 2011): narrativa, descritiva, argumentativa, dialogal e explicativa e, para Travaglia (2014), também a da injunção. Optamos por deixar, para a próxima seção, a explanação sobre a sequência textual descritiva por se tratar da análise desta pesquisa.

Na seção 2.5 O descritivo: suas categorias e sequências, enfocamos os estudos de Marquesi (2004) que define o descritivo como tipo textual; os estudos de Adam (2011) que tratam o descritivo como sequência textual e, por fim, novamente Marquesi (2012; 2014) que aponta para uma proximidade sobre a abordagem de Adam referente às macrooperações das sequências textuais descritivas e seus estudos sobre as categorias do Descritivo.

2.1 O conceito de texto

A concepção de texto adotada pela Linguística textual, atualmente, entende que todo texto possui sentidos múltiplos, ou seja, não é detentor de um único sentido.

Em As tramas do texto (Koch, 2014), a significação da palavra texto inicialmente aparece como produto (fase transfrástica), depois enquanto processo (fase pragmática). Inicia-se uma reflexão sobre o contexto considerando a situação imediata.

Nota-se que o processamento textual acontece online, numa atividade interacional de construção de sentidos. Existem padrões textuais ou modelos que nos fazem pensar na intencionalidade do texto somado às demais características centrais, como tema, coesão, coerência, aceitabilidade, informatividade, situacionalidade e intertextualidade.

Segundo Koch (2014), o texto, quando considerado estrutura de compreensão como um todo, possui elementos interdependentes, sendo cada um necessário para a compreensão das demais. Para que aconteça o entendimento ou a compreensão textual, faz-se necessário a intervenção de elos cognitivos que possibilitem a progressão do texto, fidelizando o sentido textual. Em outras

palavras, os textos gerenciam a humanidade e, assim, pode ser conceituado como

uma manifestação verbal constituída de elementos linguísticos selecionados e ordenados pelos coenunciadores, durante a atividade verbal, de modo a permitir-lhes, na interação, não apenas a depreensão de conteúdos semânticos, em decorrência da ativação de processos e estratégias de ordem cognitiva, como também a interação (ou atuação) de acordo com práticas socioculturais (KOCH, 2013b, p.27).

Na sequência desta reflexão, precisamos identificar aquilo que os falantes devem acionar, além dos conhecimentos que possuem sobre o sistema e contexto linguístico, necessários para a elaboração do texto, o conhecimento de mundo ou enciclopédico, no dizer de Van Dijk (1992), pois "o sentido não está no texto, mas se constrói a partir dele, no curso de uma interação" (Koch, 2013a, p.30). Além disso, a segmentação, os anúncios de temas e subtemas, as mudanças de tópicos, as reformulações presentes num texto, compõem as mais diversas articulações no nível de análise textual e, por isso, devem ser consideradas na interação.

Koch (2011, p.53) sublinha que "a competência textual de um falante permite [...] averiguar se em um texto predominam sequências de caráter narrativo, descritivo, expositivo / argumentativo".

Constituída a afirmação precedente, trata-se o texto como uma unidade comunicativa e não mais se ele pertence ao sistema (langue) ou ao uso da língua (parole). Ambos são importantes.

Para Coutinho (2003, p. 54), a definição de texto é assumida como texto- em-situação.

Desse ponto de vista, a organização estrutural dos textos deixa de ser um fator imanente: se bem que é estrutura seja inseparável do seu objeto, uma e outro, como a implicação que os une, deixam-se condicionar por fatores cognitivos e comunicacionais ligados à situação concreta (interlocutores envolvidos e respectivas competências cognitivas, tema, objetivos e circunstâncias comunicação, entre outros aspectos). Quer isto dizer que a questão da estruturalidade ultrapassa largamente a mera segmentação de unidades. Trata-se, sobretudo de um trabalho de estruturação e segundo o qual as unidades se delimitam reciprocamente e se ordenam entre si - em função de critérios que são como já disse de ordem cognitiva e comunicacional. Por outras palavras, uma unidade não se constitui pelo fato de ser segmentável: é segmentável pelo contrário, na medida em que se constitui como unidade temática e funcional.

A exposição da autora corrobora o entendimento de que hoje, para a Linguística Textual, o texto é analisado como um evento que ocorre inserido em contextos comunicativos, portanto, expressos pela linguagem. Considera que a ênfase deve ser na relação entre texto e discurso, e não na preocupação em distingui-los de forma tão rígida.

O texto é também considerado como uma (re)construção do mundo “e não uma simples refração e reflexo” (Marcuschi, 2008, p. 72). Assim, o texto pode ser tido como “um tecido estruturado, uma entidade significativa, uma entidade de comunicação e um artefato socio-histórico”(idem).

Fica explícito, dessa forma, que o texto ativa estratégias, expectativas, conhecimentos linguísticos e não linguísticos. Quando se considera o texto como unidade, a referência é, portanto, feita como unidade de sentido.

Seguindo a abordagem de Marcuschi (2008), a produção textual pode ser caracterizada como uma atividade sociointerativa. Apoiando-se nos estudos de Beaugrande (1997 apud Marcuschi, 2008), o autor explica que o texto não é uma simples sequência de palavras escritas ou faladas, mas um evento.

De acordo com os estudos de Bazerman (2011, p.22), cada texto bem sucedido cria para seus leitores um fato social, “[...] ações significativas mediadas pela linguagem, que são realizadas através de formas textuais padronizadas, típicas: os gêneros, que estão sempre relacionados a outros textos e gêneros que ocorrem em circunstâncias afins”.

Essa definição de texto somado à interação social nos faz pensar que tanto os textos de conhecimentos anteriores ao produtor, quanto os que são produzidos a partir de determinada situação fazem parte do universo do texto e do discurso. Ademais, um texto apresenta outras informações:

Uma vez que um texto é povoado por vários objetos apropriados, trazidos adequadamente traduzidos, para seu mundo representado, e completamente responsável por carregar a força total das outras realidades representadas, o texto pode então fazer coisas com esses objetos: pode transformá-los ainda mais através de operações sobre os símbolos; pode agregá-los ou dividi-los; pode mostrar que eles formam um processo ou pode fornecer evidências para uma reivindicação mais geral; pode prever consequências. Dentro de cada gênero, há certas operações apropriadas que o texto pode fazer e há certos domínios de abstrações que são invocados adequadamente para realizar essas operações (Bazerman, 2011, p. 82).

Há uma aproximação de Adam (2011) com os quadros teóricos da Linguística Textual (LT) e da Análise do Discurso (AD), uma vez que o autor concebe o texto como um objeto circuncidado e determinado pelo discurso.

A identificação das condições de produção dos textos, segundo Adam ( 2), engloba a análise do conteúdo temático do texto, ou melhor dizendo, aquilo que se quer informar por meio do texto e que, invariavelmente, deve ser traduzido de uma existência cognitiva (conhecimentos prévios, existentes na mente dos agentes denominados macroestruturas semânticas) para uma existência linguístico-discursiva.

Um texto pode ser construído por meio de “trechos sucessivos que formam subconjuntos em seu interior. O reconhecimento do texto como um todo passa pela percepção de um plano de texto, com suas partes constituídas, ou não, por sequências identificáveis" (Adam, 2011a: 255-6).

Não há textos que se apresentem neutros, pois do ponto de vista de sua composição estrutural, não há textos puros e homogêneos, mas, sim, uma “estrutura de sequências heterogêneas, complexas, na qual podem figurar sequências de tipos diversos, ou uma sequência de tipo dominante” (Adam,1992, p. 11).

Segundo Adam (2011), um texto pode ser composto por um encadeamento de sequências de mesmo tipo ou de tipos diferentes, podendo haver uma “dominante sequencial”, ligada aos gêneros de discurso. Para fazer de um texto um todo configurado, dois tipos de operação são realizados: “o estabelecimento de uma unidade semântica (temática) global, e (pelo menos), um ato de discurso dominante. Unidade temática e unidade ilocucionária determinam a coerência semântico-pragmática global de um texto (ou de uma parte do texto)" (Adam, 2011, p.256).

O entendimento do conceito de texto para o autor abrange um todo (plano textual) e suas partes (sequências textuais). Ao se tratar da análise do texto, portanto, considera-se que a (re)construção de partes – ou segmentos que correspondem ou ultrapassam os níveis do período e da sequência –, é “uma atividade cognitiva fundamental que permite a compreensão de um texto e, para isso, mobiliza todas as informações linguísticas de superfície disponíveis [...]” (idem, p. 263).

Os textos raramente são monossequenciais e se estruturam de modo completo ou parcial por diversas sequências, idênticas ou diferentes. Nesse caso, podemos falar de sucessividade sequencial e de hierarquização ou dominância de sequências. Como a arquitetura de todo e qualquer texto é altamente complexa, validamos o estudo do plano de texto, cuja função primordial é explicitar a estrutura global do texto possibilitando-nos identificar elementos importantes para a sua compreensão e produção.

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