4 Austrian Business Cycle Theory (ABCT)
4.3 Monetary Policy and Expansion
4.3.4 Effects on the Structure of Capital (Hayekian Triangle)
Abaixo, o enquadramento taxonômico do gênero ora inventariado para o Estado de São Paulo de acordo com Medlin & Kaczmarska (2004) para os táxons supra- ordinais e Round et al. (1990) para os subordinais.
Divisão Bacillariophyta Haeckel 1878 (Diatomea Dumortier 1821 in Adl et al. 2005) Subdivisão Bacillariophytina Medlin & Kaczmarska 2004
Classe Bacillariophyceae Haeckel 1878 emend. Medlin & Kaczmarska 2004 Subclasse Bacillariophycideae D.G.Mann in Round et al. 1990
Ordem Naviculales Bessey in Round et al. 1990 Família Naviculaceae Kützing 1844
Navicula Bory de Saint-Vincent 1822
Navicula angusta Grunow
Verhandlungen der Kaiserlich-Königlichen Zoologisch-Botanischen Gesellschaft in Wien 10: 528, pl. 3, fig. 19. 1860.
[Pl. 1, fig. 1-6]
Valvas lineares, ápices amplamente arredondados, área axial estreita, esterno reto, simétrico no nódulo central, área central com forma de ângulo agudo; rafe filiforme, extremidades proximais dilatadas, levemente desviadas para o lado secundário da valva, extremidades distais com forma de gancho, desviadas para o lado secundário; estrias transapicais radiadas na região mediana da valva, convergentes nos ápices. Dimensões: eixo valvar 35,9-45,7 µm, eixo pervalvar 5,7-6,5 µm, relação C:L 6,3-7,1; 10-12 estrias em 10 µm.
Distribuição geográfica no Estado de São Paulo
Material examinado: reservatórios Atibainha (SP469255), Cachoeira (SP
Em literatura: foi registrada por Tavares (2001) nos municípios de Barra
Bonita, Batatais, Brodowski, Campos do Jordão, Inúbia Paulista, Marília, Matão, Miracatu, Mirassol, Paraguaçu Paulista, Piedade, São Paulo e São Pedro.
Comentários
Os espécimes ora examinados podem ser confundidos com os de Navicula
oblonga (Kützing) Kützing por conta das valvas lineares, mas, difere de N. angusta nos
ápices prolongados, arredondados e no maior tamanho de seus espécimes representantes.
Informação ecológica: espécie cosmopolita, comum em ambientes da América do Sul
com baixa condutividade e de preferência ligeiramente ácidos, oligotróficos e musgos (Lange-Bertalot 2001). A literatura menciona que Navicula angusta Grunow não é tolerante à poluição (Denys 1991, van Dam et al. 1994). Entretanto, Patrick & Reimer (1966) afirmaram que a espécie é característica de ambientes de montanha, o que foi confirmado por Schneck et al. (2007) que demostrou a afinidade da espécie para ambientes com concentrações de fósforo entre 25,0 e 29,0 mg L-1. Para o Estado de São Paulo, N. angusta Grunow foi encontrada em ambientes oligotróficos e mesotróficos, ácidos (pH 5,8), ligeiramente ácidos (pH 6,7) a alcalinos (pH 9) em amostras de fitoplâncton, perifíton e de sedimentos superficiais.
Tabela 2. Tabela comparativa das medidas de Navicula angusta e espécie semelhante
(N. oblonga). Espécie Comprimento (µm) Largura (µm) Estrias (10 µm) Navicula angusta 35,9-45,8 5,7-6,5 11-14
Navicula angusta (material-tipo) 43,0-51,0 5,1 12,6
Navicula oblonga 86,0-176,0 15,0-19,0 8
Navicula antonii Lange-Bertalot & Rumrich
Iconographia Diatomologica 9: 155, pl. 46, fig. 64:1-11. 2000. [Pl. 1, fig. 7-9]
Valvas amplamente-lanceoladas, ápices obtuso-arredondados, área axial estreita, esterno reto, levemente simétrico, área central pequena, elíptica; rafe filiforme,
extremidades proximais desviadas para um lado da valva; estrias transapicais radiadas, fortemente curvas na região mediana da valva, convergentes a paralelas nos ápices.
Dimensões: eixo valvar 16,5-18,1 µm, eixo pervalvar 5,4-6,3 µm, relação C:L 2,6-3,3;
14-16 estrias em 10 µm.
Distribuição geográfica no Estado de São Paulo
Material examinado: reservatórios Guarapiranga (SP428512), Hedberg
(SP469533) e Paiva Castro (SP469370).
Em literatura: primeira citação da ocorrência da espécie no Estado de São
Paulo.
Comentários
Navicula menisculus Schumman var. grunowii Lange-Bertalot foi considerada
sinônimo de Navicula antonii Lange-Bertalot & Rumrich. É importante mencionar, entretanto, que Lange-Bertalot (2001) considerou que N. antonii Lange-Bertalot & Rumrich ainda não está completamente separada de N. menisculus Schumman, porque esta apresenta maiores dimensões do comprimento e da largura das valvas.
Por outro lado, N. antonii Lange-Bertalot & Rumrich lembra, morfologicamente,
Navicula reichardtiana Lange-Bertalot & Krammer por conta das valvas amplamente
lanceoladas e da área central pequena; difere, porém, de N. antonii nos ápices sub- rostrados alongados.
Assemelha-se, finalmente, a Navicula pseudoantonii Levkov & Metzeltin por conta de suas valvas amplamente lanceoladas e da área central elíptica ou levemente expressada nos espécimenes de menor tamanho. No entanto, o número de estrias (16- 18), as extremidades retas da rafe e o menor tamanho de seus indivíduos representantes são diferenças que caracterizam N. antonii Lange-Bertalot & Rumrich.
Informação ecológica: espécie cosmopolita, encontrada em ambientes eutróficos e
hipereutróficos com alta condutividade, considerada boa indicadora de atividades antropogênicas (Lange-Bertalot 2001). No presente estudo, foi encontrada em ambientes oligotróficos a eutróficos, ácidos (pH 6,2) a alcalinos (pH 8,2) em amostras de perifíton e dos sedimentos superficiais.
Tabela 3. Tabela comparativa das medidas de Navicula antonii e espécies semelhantes
(N. menisculus, N. reichardtiana, N. pseudoantonii).
Espécie Comprimento (µm) Largura (µm) Estrias (em 10 µm) Navicula antonii 16,5-17,5 6,1-6,3 14-16
Navicula antonii (material-tipo) 11,0-30,0 6,0-7,5 10-15 Navicula menisculus 32,0-50,0 11,0-12,5 24-25 Navicula reichardtiana 12,0-22,0 4,5-5,3 14-16 Navicula pseudoantonii 13,0-22,0 6,0-7,0 16-18
Navicula bicuneolus Metzeltin & Lange-Bertalot
Iconographia Diatomologica 5: 139, pl. 76, fig. 12-13, pl. 77, fig. 5-6. 1998. [Pl. 6, fig. 20-21]
Valvas lanceoladas a estreito-lanceoladas, margens onduladas, ápices prolongados, obtuso-arredondados, área axial estreita, linear, esterno reto, simetricamente espessado no nódulo central, área central ampla, retangular, estrias areoladas, curtas, levemente radiadas de cada lado da valva; rafe filiforme, lateral, extremidades proximais desviadas para um lado da valva; estrias transapicais radiadas a convergentes nos ápices; aréolas visíveis ao microscópio de luz. Dimensões: eixo valvar ca. 38,3 µm, eixo pervalvar ca. 6,5 µm, relação C:L ca. 5,8; ca. 16 estrias em 10 µm; 21-25 aréolas em 10 µm.
Distribuição geográfica no Estado de São Paulo
Material examinado: reservatórios Cachoeira (SP469250) e Serraria
(SP469445).
Em literatura: primeira citação da ocorrência da espécie no Estado de São Paulo.
Informação ecológica: neste estudo, a espécie foi encontrada em amostras de perifíton
e dos sedimentos superficiais de ambientes oligotróficos e ácidos (pH 6,0-6,3).
Comentários
A população estudada por Metzeltin & Lange-Bertalot (1998) foi coletada no Rio Esequibo, Guaiana. Os espécimes do Estado de São Paulo identificados por Almeida & Bicudo (2014) como Navicula bicuneolus Metzeltin & Lange-Bertalot são,
porém, de outra espécie, Navicula insulsa Metzetlin & Lange-Bertalot (1998), cujas características são similares às discutidas anteriormente e que também foi encontrada neste estudo. Assim sendo, presentemente não há outro registro da ocorrência da espécie no Brasil.
Navicula breitenbuchii Lange-Bertalot
Diatoms of Europe 2: 83, pl. 37, fig. 8-15. 2001. [Pl. 1, fig. 15-30]
Valvas lanceoladas, amplamente linear-lanceoladas a estreito-elípticas, ápices obtusos-arredondados a rostrados, área axial estreita, esterno conspícuo, assimétrico no nódulo central, semicircular no lado secundário, área central circular; rafe filiforme, lateral, apenas visível as extremidades proximais da rafe dilatadas e desviadas para o lado primário da valva e extremidades distais desviadas na forma de gancho desviadas também para o lado secundário; estrias transapicais fortemente radiadas curvas na região mediana da valva, e convergentes nos ápices; falha de Voigt visível. Dimensões: eixo valvar 29,8-44,6 µm, eixo pervalvar 7,8-8,3 µm, relação C:L 3,8-5,7; 11-13 estrias em 10 µm.
Distribuição geográfica no Estado de São Paulo
Material examinado: reservatórios Ribeirão do Campo (SP427917), Cabuçu
(SP428923), Guarapiranga (SP469460, SP428507b), Tanque Grande (SP428932, SP428920), Taiaçupeba (SP468858), Cachoeira (SP469272, SP469274, SP469273, SP469250), Atibainha (SP469277, SP469255, SP469280, SP469258), Paiva Castro (SP469370, SP469380), Salto Grande (SP469383), Hedberg (SP469511, SP469508, SP469533).
Em literatura: primeira citação da ocorrência da espécie no Estado de São
Paulo.
Comentários
A presente população assemelha-se à de Navicula novaesiberica Lange-Bertalot por causa das valvas linear-lanceoladas ou elípticas e dos ápices obtuso-arredondados a rostrados. Mas, Navicula breitenbuchii Lange-Bertalot possui estrias menos densas (10- 11 estrias em 10 µm) e aréolas que não são facilmente visíveis ao microscópio de luz.
Informação ecológica: Navicula breitenbuchii Lange-Bertalot habita ambientes com
alta condutividade e, segundo Lange-Bertalot (2001), foi reportada somente para ambientes eutróficos da Dinamarca, Israel e Holanda. No presente estudo, a espécie foi encontrada em ambientes oligotróficos, mesotróficos e hipereutróficos, ácidos (pH 5,3- 6,7) ou alcalinos (pH 7,3-8,2) em amostras de fitoplâncton, perifíton e sedimentos superficiais.
Tabela 4. Tabela comparativa das medidas de Navicula breitenbuchii e espécie
semelhante (N. novaesiberica). Espécie Comprimento (µm) Largura (µm) Estrias (em 10 µm) Navicula breitenbuchii 29,8-44,6 7,8-8,3 11-13
Navicula breitenbuchii (material-tipo) 25,0-40,0 6,5-7,5 10-11
Navicula novaesiberica 28,0-39,0 8,0 9-11
Navicula canalis Patrick
Boletim do Museu Nacional: nova Série, Botânica 2: 6, pl. 1, fig. 7. 1944. [Pl. 1, fig. 13]
Valvas lanceoladas, ápices prolongados, rostrados a arredondados, área axial estreita, linear, esterno reto dilatado em um lado do nódulo central, área central assimétrica semicircular; rafe filiforme, lateral, extremidades proximais desviadas para um lado da valva; estrias transapicais radiadas na região mediana da valva e convergentes nos ápices; aréolas levemente conspícuas ao microscópio de luz.
Dimensões: eixo valvar ca. 23,5 µm, eixo pervalvar ca. 4,9 µm, relação C:L ca. 4,7; ca.
18 estrias em 10 µm.
Distribuição geográfica no Estado de São Paulo
Material examinado: reservatório Ipaneminha (SP469507).
Em literatura: primeira citação da ocorrência da espécie no Estado de São
Comentários
O material original de N. canalis Patrick foi primeiro identificado por Krammer & Lange-Bertalot (1991) como Navicula vandamii Schoeman & Archibald, uma espécie que apresenta características morfológicas similares; mas, difere nas extremidades proximais retas e levemente dilatadas da rafe. Outra espécie que se assemelha a
Navicula canalis Patrick é Navicula namibica Lange-Bertalot & Rumrich também
identificada durante este estudo, a qual possui maior densidade de estrias em 10 µm (18- 20) e área central mais ampla, além dos ápices valvares obtuso-arredondados.
Finalmente, é importante mencionar que o holótipo de N. canalis Patrick foi coletado na Lagoa dos Quadros, Estado do Rio Grande do Sul. A literatura consultada não observou, entretanto, qualquer registro posterior da referida espécie.
Informação ecológica: no presente estudo, a espécie foi coletada de ambiente
oligotrófico ao redor de neutro (pH 7,3) em amostra de fitoplâncton.
Tabela 5. Tabela comparativa das medidas de Navicula canalis e espécie semelhante
(N. vandamii, N. namibica).
Espécie Comprimento
(µm) Largura (µm) (em 10 µm) Estrias
Navicula canalis 23,5 4,9 18
Navicula canalis (material-tipo) 22,0 5,0 15-17
Navicula vandamii 19,0-31,0 5,0-6,0 13-16
Navicula namibica 16,0-24,0 4,5-5,7 18-20
Navicula capitatoradiata Germain
Diatomophycées des eaux douces et saumâtres du Massif Armoricain et des contrées voisines d’Europe occidentale. 188:189, pl. 72, fig. 7. 1981.
[Pl. 1, fig. 31-32]
Valvas amplamente linear-lanceoladas a lanceoladas, ápices prolongados, subcapitados a capitados, área axial estreita, esterno conspícuo, simétrico no nódulo central, área central pequena, elíptica, estrias curtas e longas alternadas, sigmoides; rafe filiforme, extremidades proximais dilatadas, levemente desviadas, extremidades distais com forma de gancho, desviadas unilateralmente; estrias transapicais radiadas, curvas
no centro, convergentes nos ápices. Dimensões: eixo valvar 35-34,4 µm, eixo pervalvar 7,3-7,6 µm, relação C:L 4,5-4,8; 14-15 estrias em 10 µm.
Distribuição geográfica no Estado de São Paulo
Material examinado: reservatório Jundiaí (SP468832, SP468830).
Em literatura: a espécie foi documentada por Tavares (2001) nos municípios
Barretos, Marília e Rio Claro.
Comentários
Navicula capitatoradiata Germain lembra, morfologicamente, Navicula subalpina Reichart por conta de suas valvas amplamente lanceoladas e das estrias da
área central sigmoides; mas, é distinta nos ápices curtos e nas extremidades proximais da rafe fortemente desviadas para um lado da valva.
Informação ecológica: a presente espécie é cosmopolita e foi encontrada em ambientes
levemente salobros ou de água doce com alta condutividade, sendo tolerante à poluição (Lange-Bertalot 2001). O material foi encontrado em amostras de fitoplâncton, em águas ácidas (pH 6,2-6,4) mesotróficas a eutróficas.
Tabela 6. Tabela comparativa das medidas de Navicula capitatoradiata e espécie
semelhante (N. subalpina).
Espécie Comprimento (µm) Largura (µm)
Estrias (10 µm)
Navicula capitatoradiata 35,0-34,4 7,3-7,6 14-15
Navicula capitatoradiata (material-tipo) 35,0-40,0 8,0 12-13
Navicula subalpina 20,0-52,0 5,7,0 14-17
Navicula cariocincta Tsarenko, Lange-Bertalot, Stupina & Wasser
Cyanoprocaryotes and algae of continental Israel. 271, pl. 23, fig. 203-207. 2000. [Pl. 1, fig. 12]
Valvas linear-lanceoladas, ápices prolongados, obtuso-arredondados, área axial estreita, linear, área central ampla, assimétrica, elíptica, estrias regularmente curtas de cada lado, fortemente radiadas; rafe filiforme, levemente lateral, extremidades proximais dilatadas, retas, extremidades distais desviadas para um lado da valva; estrias
transapicais radiadas, paralelas a convergentes nos ápices. Dimensões: eixo valvar ca. 34,2 µm, eixo pervalvar ca. 6,3 µm, relação C:L ca. 5,2; ca. 17 estrias em 10 µm.
Distribuição geográfica no Estado de São Paulo
Material examinado: reservatório Salto de Iporanga (SP469420).
Em literatura: primeira citação da ocorrência da espécie no Estado de São
Paulo.
Informação ecológica: espécie cosmopolita nas regiões tropicais e temperadas do
Globo. Segundo Lange-Bertalot (2001), não existe indicação das preferências ambientais desta espécie podendo, provavelmente, ser encontrada em ambientes dulcícolas com alta condutividade. Porém, em estudo realizado por Rodrigues (2007) a espécie foi encontrada em ambientes ácidos. No presente caso, N. cariocincta Tsarenko
et al. foi coletada em ambiente mesotrófico e ácido (pH 6,2).
Comentários
Lange-Bertalot (1993) incluiu em um manuscrito o nome N. cariocincta, apenas estabelecendo suas características diferenciais de Navicula cari Ehrenberg, o que caracteriza essa descrição como não formal. Anos depois, Tsarenko et al. (2000) validaram o nome.
O exemplar ora estudado lembra os de N. cari Ehrenberg pelas valvas linear- lanceoladas, área central ampla (não retangular a arredondada), ápices obtuso- arredondados, porém, não prolongados; além disso, difere na menor densidade de estrias (10-13 em 10 µm), as quais são mais distantes entre si e relativamente espessas.
Tabela 7. Tabela comparativa das medidas de Navicula cariocincta e espécie
semelhante (N. cari). Espécie Comprimento (µm) Largura (µm) Estrias (em 10 µm) Navicula cariocincta 34,3 6,3 17
Navicula cariocincta (material-tipo) 30,0-50,0 5,0-5,7 10-12
Navicula cataracta-rheni Lange-Bertalot
Bibliotheca Diatomologica 2(2): 99, pl. 59, fig. 13-15. 1993. [Pl. 1, fig. 10-11]
Valvas lanceoladas, ápices pouco estreitos a amplos, obtuso-arredondados, área axial estreita, área central rômbico-lanceolada; rafe filiforme, reta, extremidades proximais na forma de gota, estrias transapicais radiadas, paralelas, convergentes nos ápices. Dimensões: eixo valvar 35,4-39,9 µm, eixo pervalvar 7,1-7,6 µm, relação C:L 4,9-5,1; 13-14 estrias em 10 µm.
Distribuição geográfica no Estado de São Paulo
Material examinado: reservatórios Guarapiranga (SP428512b) e Jaguari
(SP427351).
Em literatura: primeira citação da ocorrência da espécie no Estado de São
Paulo.
Informação ecológica: espécie encontrada em ambientes oligotróficos a mesotróficos
ricos em cálcio (Lange-Bertalot 2001). Neste estudo, foi encontrada nos sedimentos superficiais e no fitoplâncton de ambientes mesotróficos a eutróficos, ácidos (pH 6,3) a alcalinos (pH 8,2).
Tabela 8. Tabela comparativa das medidas de Navicula cataracta-rheni e do material
tipo. Espécie Comprimento (µm) Largura (µm) Estrias (em 10 µm) Navicula cataracta-rheni 35,4-39,9 7,8-9,7 11-13
Navicula cataracta-rheni (material-tipo) 25,0-65,0 8,0-12,5 10-11
Navicula cryptocephala Kützing
Die Kieselschaligen Bacillarien oder Diatomeen. 95, pl. 3, fig. 20, 26. 1844. [Pl. 2, fig. 1-35]
Valvas amplamente lanceoladas, estreito-lanceoladas, estreito-romboides a lanceoladas, ápices rostrados, subcapitados a obtuso-arredondados, área axial estreita, esterno reto, simétrico, área central ampla, circular, transversalmente elíptica; rafe filiforme, extremidades proximais dilatadas, levemente desviadas para um lado da
valva; estrias transapicais fortemente radiadas, paralelas nos ápices. Dimensões: eixo valvar 21,9-35,5 µm, eixo pervalvar 4,7-7,2 µm, relação C:L 3,7-4,9; 14-17 estrias em 10 µm.
Distribuição geográfica no Estado de São Paulo
Material examinado: reservatórios Ribeirão do Campo (SP427916, SP427917
SP427919, SP427920), Taiaçupeba (SP468858), Jundiaí (SP427996, SP468830, SP427997, SP468831, SP468832), Ponte Nova (SP427922), Paraitinga (SP427994), Guarapiranga (SP428507b, SP469474, SP428512b, SP469468, SP428520), Cachoeira (SP469295), Jaguari (SP427355, SP427353, SP427355), Tanque Grande (SP428920, SP428935), Cabuçu (SP428923), do Tatu (SP469378), Paiva Castro (SP469282, SP469304, SP469370, SP469380, SP469551, SP469552, SP469262), Salto Grande (SP469285, SP469307, SP469381, SP469372, SP469263, SP469374, SP469383), Hedberg (SP469508, SP469511, SP469533, SP469539, SP469510, SP469513, SP469537, SP469242), Barra Bonita (SP469523), Ipaneminha (SP469504, SP469530), Santa Helena (SP469454, SP469524, SP469525, SP469230), Itupararanga (SP469492, SP469497, SP469232) e Paineiras (SP469405).
Em literatura: espécie encontrada por Tavares (2001) nos municípios de Águas
da Prata, Andradina, Araçatuba, Avaré, Barra Bonita, Barretos, Bragança Paulista, Brodowski, Capivari, Casa Branca, Dracena, Eldorado, General Salgado, Ibiúna Paulista, Itaí, Itanhaém, Itapetininga, Itu, Jaú/Bariri, Marília, Matão, Mirassol, Monte Alto, Piedade, Pindamonhangaba, Piracicaba, Rancharia, Reginópolis, Ribeirão Branco, Rio Claro, São Carlos, São José do Barreiro, São Paulo, Teodoro Sampaio, Tremembé, Tupã, Ubatuba, Uchoa, Urânia e Vargem Grande Paulista; Costa (2008) no Lago das Garças; Nascimento (2012) no reservatório Jaguari-Jacareí; Faustino (2014) no reservatório Guarapiranga e Oliveira (2015) nos reservatórios Cabuçu e Tanque Grande; porém neste último sem foto nem descrição.
Comentários
Navicula cryptocephala Kützing é uma espécie que mostra ampla variedade
morfológica podendo, por isso, ser confundida com espécies de Navicula cryptofallax Lange-Bertalot & Hofmann por conta de suas valvas lanceoladas, mas, difere nos ápices estreitos, sub-rostrados, prolongados e na área central estreita, elíptica ou circular, mas
não tão ampla quanto a de N. cryptocephala Kützing, que geralmente possui quatro estrias regularmente encurtadas na área central, que formam um círculo.
Navicula notha Wallace também mostra ampla variedade morfológica e,
igualmente, apresenta valvas lanceoladas estreitas. Difere, entretanto, pela área central inconspícua nos espécimes de menor tamanho e rômbica nos maiores.
Informação ecológica: espécie cosmopolita, com ampla amplitude ecológica e
encontrada em ambientes oligotróficos, com baixa condutividade e levemente ácidos; ou em ambientes eutróficos, com alta condutividade e levemente alcalinos (Lange- Bertalot 2001). Neste estudo, a espécie foi encontrada em ambientes ultraoligotróficos, a hipereutróficos, ácidos (pH 5,4-6,9), ligeiramente alcalinos (pH 8,2) ou ao redor do neutro (pH 7-7,4) em amostras de fitoplâncton, perifíton e sedimentos superficiais.
Tabela 9. Tabela comparativa das medidas de Navicula cryptocephala e espécies
semelhantes (N. cryptofallax e N. notha).
Espécie Comprimento
(µm) Largura (µm) (em 10 µm) Estrias
Navicula cryptocephala 21,9-35,5 4,7-7,1 14-17
Navicula cryptocephala (material-tipo) 26,5-30,0 ---- ---
Navicula cryptofallax 23,0-30,0 5,5-6,0 12-14
Navicula notha 19,0-31,0 4,0-4,5 16-17
Navicula cryptotenella Krammer & Lange-Bertalot
Bibliotheca Diatomologica 9: 62, pl. 18, fig. 22-23, pl. 19, fig. 1-10, pl. 27, fig. 1, 4. 1985.
[Pl. 3, fig. 1-35]
Valvas estreito-lanceoladas a estreito-romboides, ápices cuneado-arredondados, área axial estreita, linear, esterno inconspícuo, área central pequena, elíptica, uma estria longa, sigmoide, ladeada por duas estrias curtas de cada lado da valva (ao menos em um lado); rafe filiforme, extremidades proximais dilatadas, desviadas para um lado da valva, extremidades distais com forma de gancho, desviadas para o mesmo lado das extremidades proximais; estrias transapicais radiadas, curvas na região mediana da valva, convergentes nos ápices. Dimensões: eixo valvar 16,1-41,0 µm, eixo pervalvar 4,2-7,2 µm, relação C:L 3,5-5,8; 13-18 estrias em 10 µm.
Distribuição geográfica no Estado de São Paulo:
Material examinado: reservatórios Ribeirão do Campo (SP427917), Jundiaí
(SP427988, SP468832), Guarapiranga (SP469482), Paiva Castro (SP469380, SP469551, SP 469552), Hedberg (SP469511, SP469533, SP469539), Ipaneminha (SP469507, SP469530, SP469239), Santa Helena (SP469454, SP469490, SP469524, SP469525) e Itupararanga (SP469526).
Em literatura: citada por Tavares (2001) nos municípios de Barra Bonita,
Campos de Jordão, Capivari, Dracena, Eldorado, Itapetininga, Itu, Marília, Matão, Mirassol, Pioneiros, Rancharia, Rio Claro, São Carlos, São Paulo, São Pedro, Tupã e Uchoa; Costa (2008) para o Lago das Garças; Camargo & Ferragut (2014) para o Lago das Ninfeias; e Faustino (2014) para o reservatório Guarapiranga.
Comentários
Navicula cryptotenella Krammer & Lange-Bertalot assemelha-se a Navicula notha Wallace pelas valvas estreito-lanceoladas e área central pequena; porém, N. cryptotenella Krammer & Lange-Bertalot tem ápices cuneados enquanto N. notha
Wallace os tem rostrados e levemente prolongados, além da presença de uma estria longa, sigmoide, ladeada por duas estrias curtas na área central.
Navicula cryptotenella Krammer & Lange-Bertalot também pode ser comparada
com Navicula wildii Lange-Bertalot, por possuir valvas lanceoladas e uma estria longa ladeada por duas outras curtas, enquanto N. wildii Lange-Bertalot é distinta pelos ápices valvares prolongados e pelo menor número de estrias por intervalo de 10 µm (11-12,5).
Por fim, outra espécie a ser comparada com N. cryptotenella Krammer & Lange- Bertalot é Navicula cryptotenelloides Lange-Bertalot (1993) por conta de suas valvas lanceoladas, seus ápices obtuso-arredondados e da estria longa ladeada por duas estrias curtas; todavia, difere de N. cryptotenella Krammer & Lange-Bertalot pelas medidas tanto do comprimento (9,0-18,0 µm) quanto da largura (3,7-4,2 µm) da valva e das terminações proximais da rafe nunca estarem desviadas para um lado da valva.
Informação ecológica: a presente espécie é cosmopolita e habita ambientes
oligotróficos a eutróficos, com alta condutividade e é considerada indicadora de águas mesotróficas e sensível à poluição (Krammer & Lange-Bertalot 1985). O material ora estudado foi encontrado em amostras de fitoplâncton, perifíton e sedimentos
superficiais, em águas ácidas (pH 5,4-6,9), ao redor de neutros (7,2) a alcalinas (8,7), oligotróficas a eutróficas.
Tabela 10. Tabela comparativa das medidas de Navicula cryptotenella e espécies
semelhantes (N. notha, N. wildii, N. cryptotenelloides).
Espécie Comprimento (µm) Largura (µm)
Estrias (10 µm)
Navicula cryptotenella 16,1-41,0 4,2-7,2 13-18
Navicula cryptotenella (material-tipo) 19,0-40,0 5,0-7,0 12-18
Navicula notha 19,0-31,0 4,0-4,5 16-17
Navicula wildii 23,0-50,0 5,5-7,5 11-12,5
Navicula cryptotenelloides 9,0-18,0 3,7-4,2 16;18
Navicula curtisterna Lange-Bertalot
Diatoms of Europe: diatoms of the European inland waters and comparable habitats. 2: 29, pl. 18, fig. 1-8. 2001.
[Pl. 1, fig. 14]
Valvas amplamente linear-lanceoladas, ápices rostrados, levemente prolongados, área axial estreita, esterno reto, simétrico, área central elíptica, estrias irregularmente encurtadas; rafe filiforme, extremidades proximais na forma de gota, levemente desviadas para o lado secundário da valva; estrias transapicais fortemente radiadas, subparalelas a convergentes entre a falha de Voigt e os ápices. Dimensões: eixo valvar ca. 24,2 µm, eixo pervalvar ca. 6,1 µm, relação C:L ca. 3,9; ca. 16 estrias em 10 µm.
Distribuição geográfica no Estado de São Paulo
Material examinado: reservatório Jaguari (SP427353).
Em literatura: primeira citação da ocorrência da espécie no Estado de São
Paulo.
Comentários
O único espécime de Navicula curtisterna Lange-Bertalot encontrado nas preparações presentemente examinadas lembra, morfologicamente, representantes de
Navicula cryptocephala Kützing por conta das valvas amplamente lanceoladas e de
irregularmente encurtadas e nas extremidades proximais da rafe retas. É semelhante também aos de Navicula salinarum Grunow por possuir estrias irregularmente encurtadas na área central da valva, porém, arqueadas, radiadas e convergentes nos ápices lembrando exemplares de N. curtisterna Lange-Bertalot, que têm estrias radiadas e levemente curvas; difere, entretanto, pelo menor comprimento (24,0-28,0 µm) do eixo valvar.
Informação ecológica: espécie encontrada, até o momento, apenas no lago Plitvice, na
Croácia (Lange-Bertalot 2001). No presente estudo, a espécie foi coletada dos sedimentos superficiais de ambientes mesotróficos e ligeiramente ácidos (pH 6,9).
Tabela 11. Tabela comparativa das medidas de Navicula curtisterna e de espécies
semelhantes (N. cryptocephala e Navicula salinarum)
Espécie Comprimento (µm) Largura (µm) Estrias (em 10 µm) Navicula curtisterna 24,2 6,1 16
Navicula curtisterna (material-tipo) 24,0-28,0 6,5-7,3 14,5-15,5
Navicula cryptocephala 26,5-30,0 --- ---
Navicula salinarum 23,0-37,0 10,0-12,0 14-16
Navicula eicchorniaephila Manguin ex Kociolek & Reviers
Cryptogamie, Algologie 17(3): 193. 1996. [Pl. 4, fig. 13-15]
Valvas lanceoladas a linear-lanceoladas, ápices cuneados, área axial estreita, esterno estreito, assimétrico, semicircular no nódulo central, área central pequena, elíptica a linear; rafe lateral, extremidades proximais levemente desviadas para o lado primário da valva, estrias transapicais radiadas na região mediana da valva,