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2. Design and method
3.3 Effects of the Brøset-model
O tipo de financiamento a ser adotado pelos parques e a atratividade do empreendimento aos investimentos, tanto públicos quanto privados, são influenciados e limitados pela natureza jurídica do ente contratante, pela característica do que vai ser contratado, e pelo modelo de
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negócio do empreendimento em questão, ou seja, a perspectiva de renda futura, as garantias oferecidas, o fluxo de receitas, etc.
O financiamento da implantação dos elementos constitutivos do parque, além de aportes diretos das diversas fontes, pode-se dar também por meio de uma estruturação mais complexa, em que a gestora do empreendimento busque a participação em projetos imobiliários associados e, possuindo um participante público, negocie com os investidores a alteração da lei de uso e ocupação do solo e o uso de incentivos fiscais.
A organização gestora do parque pode obter receitas por meio de:
a) aluguéis, leasing ou venda de terrenos na área do parque, sendo que estes podem ser negociados para doação com entidades públicas ou privadas. Para estas últimas, há o forte argumento de que a implantação do parque naquele local geraria uma valorização da área no entorno; ainda, a construção de edifícios institucionais e infra-estruturas tecnológicas do parque poderiam ser negociadas em função de tal valorização;
b) aluguéis, leasing ou venda de salas ou edifícios - se a organização gestora for a proprietária de edifícios, condomínios de empresas ou barracões;
c) royalties sobre produtos/processos cuja titularidade é compartilhada em função da utilização de seus equipamentos e profissionais;
d) prestação de serviços tecnológicos ou de gestão; e) participação no capital das empresas residentes; e
f) participação em projetos imobiliários associados, promovidos pela valorização do entorno da área do parque.
A estruturação do modelo do negócio em um arranjo que busque acelerar o processo de instalação de empresas e o desenvolvimento do empreendimento por meio de baixos valores de aluguel, venda de terrenos e serviços prestados, pode tornar o empreendimento financeiramente deficitário e levá-lo a não alcançar sua sustentabilidade financeira, ficando, então, dependente de dotações púbicas para se manter, tornando-o não atrativos a investidores privados. Tal estrutura é interessante se o objetivo de todos os atores participantes do empreendimento não possuir como prioridade o retorno sobre o recurso investido em forma de lucro. Mas, para a atração de investidores privados, afirma Gower e Harris (1996, p. 31) que
é essencial para a prosperidade dos parques tecnológicos que eles possam ser vistos como hábeis em prover retornos financeiros suficientes para atrair investimentos do setor privado. Os motivos filantrópicos iniciais devem dar lugar às necessidades de viabilização comercial.
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Em relação aos recursos requeridos pelo parque e sua independência financeira, Craveiro (1992, p.112) salienta que
o apoio logístico que o parque presta às empresas vai do desenvolvimento do produto ao controle de qualidade do mesmo. É para essa infra-estrutura de pesquisa, desenvolvimento e controle de qualidade que o parque necessita de recursos extras. É claro que, à proporção em que as empresas amadureçam o seu desenvolvimento e o parque passe a cobrar por seus serviços, a tendência é que se torne independente.
Uma maior quantidade de informação disponível aos participantes e potenciais investidores, por meio de uma avaliação de performance, poderia facilitar a atração de investimentos aos parques.
Bigliardi et al. (2005, p.2) apontam que um método de avaliação da performance dos parques, não somente financeira, mas de maneira sistêmica, viria ao encontro dos interesses dos atuais e potenciais participantes do empreendimento: as instituições locais e regionais avaliariam os recursos alocados (ou recursos a planejar) e as empresas teriam um guia para ajudá-las na escolha da localização de seus próprios laboratórios de pesquisa e desenvolvimento. Segundo Bigliardi et al. (2005, p.6),
o sistema de avaliação de performance é diretamente influenciado pela missão e estratégia do parque, as quais são determinadas pelo contexto, ciclo de vida do parque, sua forma jurídica e o compromisso com seus participantes.
No Quadro 10 é apresentado um modelo de avaliação baseado em áreas de resultados e indicadores a elas relacionados.
Quadro 10 - Exemplo de áreas de resultados e indicadores de performance relacionados
Áreas de
Resultado Indicadores de Performance Resultado Áreas de Indicadores de Performance Área do Parque Tecnológico – PT Crescimento da rentabilidade dos
serviços Valor do imobilizado
(imobilizações, plantas, maquinário, etc.)
Crescimento da rentabilidade pela posição das áreas
Investimento em infra-estrutura Crescimento da rentabilidade das royalties
Investimento em infra-estrutura
(rede de telecomunicação) ROA (tendência) ROE (tendência) Estrutura
patrimonial do Parque- tendência
Preço da área (metro quadrado)
Aspectos econômico- financeiros
Nível de depreciação
Número de incubadas no período Novas competências científico- tecnológicas adquiridas no período Número e tipo de laboratório de
P&D abrigados no período Número e tipo de novos protótipos de produtos lançados pelas empresas incubadas (sic)
Número e tipo de spin-offs
acadêmicos gerados no período Número e tipo de novos protótipos de produtos lançados pelas empresas incubadas
Desenvolvimento interno do Parque Tecnológico
Número e tipo de novos serviços oferecidos Recursos humanos e produtividade técnica- científica
Número de patentes de laboratórios adquiridas no período
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Áreas de
Resultado Indicadores de Performance Resultado Áreas de Indicadores de Performance Número e tipo de novos pré-
competitivos programas de pesquisa iniciados por laboratórios estabelecidos
Número de licenças e subvenções obtidas no período pelos laboratórios instalados
Número e tipo de convênios estabelecidos no período com laboratórios estabelecidos visando o desenvolvimento conjunto de produtos e processos
Número de publicações científicas no período com seu relativo fator de impacto
Possíveis redes de empresas fomentadas pelo PT
Fluxo de investimentos de outras regiões ou de países estrangeiros fomentado pelo PT
Convênios e colaboração entre os laboratórios do PT e as empresas locais
Fluxo de pessoal de outras regiões ou de países estrangeiros fomentado pelo PT
Novos produtos ou processos adotados pelas empresas locais e desenvolvidos com a colaboração com o PT
Possíveis laboratórios de empresas de outra região ou estrangeiras
instalados no PT durante o período considerado
Número e tipo de empresas geradas por meio da colaboração com o PT dentro de programas de reindustrialização de áreas industriais abandonadas
Relações de colaboração e parcerias entre empresas locais, extra-regionais e internacionais fomentadas pelo PT
Número e tipo de trabalhadores empregados nas empresas originadas da colaboração com o PT
Treinamento técnico e gerencial para residentes de fora da região ou internacionais iniciados pelo PT Repercussão do
Parque
Tecnológico na área
Número e tipos de melhoramentos no meio-ambiente desenvolvidas em colaboração com o PT Desenvolvime nto de relacionament os interna- cionais e inter- regionais
Acordos de colaboração científica com outros PT trans-regionais ou intenacionais
Fonte: B. Bigliardi et al. (2005, p. 5)