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Effects of Channel Leakages in PFGA

A realidade virtual pode ser utilizada em diversos modelos de atividades educacionais. De forma geral, a interação em ambientes de realidade virtual pode ser usada como um dos elementos motivadores para a descoberta de informações, para a observação de simulações e para a realização de experimentos. A realidade virtual agrega-se como um dos momentos da atividade educacional, que no seu contexto completo pode envolver ainda outras atividades complementares, tais como explicações preparatórias para apresentar o contexto científico da atividade, a fim de estabelecer objetivos de estudo, ou discussões posteriores à atividade em realidade virtual, para que os participantes tirem conclusões sobre o estudo.

Dadas as possibilidades de uso da realidade virtual na educação, e observando-a como uma ferramenta para uso tanto em atividades em sala de aula ou laboratório, quanto em atividades realizadas a distância – ou uma combinação das duas –, alguns modelos podem ser aplicados para o planejamento do emprego de realidade virtual em atividades educacionais.

3.4.1 Interação através de uma única aplicação

Nesse modelo, a apresentação do ambiente virtual para os participantes (professor e alunos) é realizada através de um único computador (Figura 3.18). A ferramenta de realidade virtual exerce papel análogo ao que um kit de laboratório ou um conjunto de artefatos faria em uma sala de aula. Ou seja, é um recurso para ser explorado de forma conjunta, apesar de ser único na atividade, o que leva à necessidade de uma alternância de controle sobre a interação, a fim de que todos possam ter a experiência direta de explorar o ambiente virtual. Em (Cox, 2000), é relatada uma experiência de sucesso com esse tipo de modelo.

3.4.2 Interação através de múltiplas aplicações

Nesse modelo, os participantes utilizam-se de vários computadores para acessar o ambiente virtual, que pode ser tanto um ambiente idêntico para todos, quanto ambientes diferentes para cada computador (Figura 3.19). Assim, é como se cada aluno pudesse dispor de seu próprio kit de laboratório ou de seu próprio conjunto de recursos (livros, figuras, etc.) para análise. O professor, nesse modelo de atividade, libera os alunos para realizar explorações individuais do ambiente, a fim de que eles tirem suas próprias conclusões sobre o tema de estudo.

Figura 3.19. Modelo de atividade com várias aplicações. 3.4.3 Interação em rede

Nesse modelo, o ambiente de realidade virtual é compartilhado entre vários participantes. Dentro do ambiente virtual, esses participantes poderão realizar explorações de forma conjunta, com a possibilidade de perceberem simultaneamente as modificações ocorridas no ambiente virtual e de comunicarem-se entre si. Interessante é a possibilidade de misturar os dois primeiros modelos de atividades dentro da atividade em rede, ou seja, cada participante da atividade em rede pode ser tanto um único indivíduo como pode ser um grupo que compartilha o controle do participante.

Possibilita, ainda, que o professor acesse o ambiente compartilhado e desempenhe o papel de um agente virtual que orienta os alunos ou grupos de alunos para a realização das atividades previstas. Esse papel do professor pode ser exercido tanto de forma local (em um laboratório, por exemplo), quanto de forma remota, caso em que professor e alunos estarão geograficamente dispersos.

Com efeito, a interação em rede apresenta-se como um modelo extremamente versátil e motivador. Um exemplo de uso da interação em rede é a interconexão de diversos alunos de diferentes escolas em um mesmo ambiente virtual, para trabalhem de

forma cooperativa na realização de tarefas. Mais especificamente no contexto do projeto Infovias do Desenvolvimento, do governo do Estado do Ceará, a interação em rede poderia propiciar a integração entre alunos de diferentes localidades, assim como também permitiria que alunos do interior do estado mantivessem contato com professores dos grandes centros urbanos, permitindo uma melhoria no aprendizado.

Em programas de educação a distância, nos quais as atividades realizadas de forma remota são predominantes, atividades complementares que envolvam os diversos alunos e professores geograficamente dispersos requerem o uso de ferramentas de comunicação tais como fóruns ou grupos de discussão, abordadas no Capítulo 2. Como também foi discutido no Capítulo 2, os sistemas de gerenciamento de aprendizado (SGAs), em geral, apresentam um bom conjunto de recursos para a distribuição de cursos a distância através da Internet e por isso têm sido cada vez mais adotados. Logo, é crível que um programa de educação a distância através da Internet tenha um SGA como pilar principal de sua infraestrutura de serviços, o que torna interessante investigar a possibilidade de integrar a esses SGAs as novas propostas de uso da realidade virtual em rede.

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Capítulo 4

Integração de AVRs a SGAs

A fim de oferecer os recursos de ambientes de realidade virtual em programas de educação a distância, as aplicações de realidade virtual devem ser agregadas aos Sistemas de Gerenciamento de Aprendizado (SGAs). Embora existam modelos simples de ambientes de realidade virtual – por exemplo, baseados em VRML – que podem ser distribuídos de forma padronizada através da Internet, o uso de espaços de realidade virtual multiusuários, disponibilizados através dos ambientes virtuais em rede (AVRs), requerem uma integração entre ambos os tipos de sistema, SGA e AVR. Nesse capítulo, são discutidos os principais aspectos de integração entre AVRs e SGAs. Inicialmente, são caracterizados os AVRs, apresentadas suas principais áreas de aplicações, e destacados os AVRs voltados para uso através da Internet. Em seguida, os principais aspectos de desenvolvimento de AVRs são apresentados e discutidos. Por fim, os principais aspectos de integração entre AVRs e SGAs são apresentados e discutidos.