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The effect of PFOS, PFHxS and PFBS on the transport of digoxin by P-gp

De acordo com a pesquisa realizada, foram contratadas 37 professoras no primeiro ano do ingresso de mulheres nos corpos docentes dos colégios da Província Marista do Brasil Norte, dentre as quais 12 são falecidas. Das 25 pioneiras vivas, entrevistamos 14, as demais não foram localizadas (Anexo D).

Conforme os documentos pesquisados nos Colégios em foco e entrevistas com as professoras e Irmãos, o grupo de pioneiras da Província Marista do Brasil Norte era composto conforme apresentamos no quadro constante na próxima página.

As fotos apresentadas tiveram como fontes os arquivos das pioneiras, de informantes, da pesquisadora e os documentos localizados nos arquivos dos Colégios pesquisados.

Colégio Professoras Pioneiras Data de ingresso Data saída Idade no ano do ingresso Estado civil no ano do ingresso Série Formação de acadêmica

Adelaide Soares Andrade 3.1961 31.3.1974 39 Casada 5 Magistério

Amália dos Santos Damous 3.1961 4.1962 Acima de 48 Viúva Não

informado

Não informado

Maria da Conceição Noleto Cruz 3.1961 1965 22 Solteira 4 Magistério

Marista Maranhense São Luís

Maria do Carmo Pinto Pinheiro 3.1961 12.1970 Não

informado

Solteira 3 Não informado

Ilca 8 .1961 Não informado Não informado Não informado Exame de Admissão Não informado Ivanilde 3.1962 Não informado Não informado Solteira Exame de Admissão Magistério São Luís Recife

Maria Helena Bezerra

Cavalcante Mendes

3.1962 12.1991 19 Solteira 4 Magistério

Maria Augusta Vieira 1.2.1962 28.2.1964 25 Solteira 5 Magistério

Maria de Jesus Cassundé 15.1.1962 1987 23 Solteira Exame de

Admissão

Magistério

Helena Gonzaga Moreira 1.3.1962 31.12.963 24 Solteira 4 Magistério

Sagrado Coração de Jesus Fortaleza

Maria Helena Pereira da Silva 1.3.1962 31.12.963 25 Casada 4 Magistério

1

4

Colégio Professoras Pioneiras Data de ingresso Data de saída Idade no ano do ingresso Estado civil no ano do ingresso

Série acadêmica Formação

Amália Pacheco Uchoa 1.3.1962 1987 34 Casada 3 Magistério

Antonia Paes da Silva 3.1962 Não informado Acima de 48 Solteira 5 Magistério

Helena Iracema de Albuquerque 3.1962 Não informado Acima de 48 Solteira 5 Magistério

Lea Belém Almeida Giordano 3.1962 1966 19 Solteira 3 Magistério

Lea Maria Canto Costa 1.3.1962 1989 19 Solteira 3 Magistério

Maria de Jesus Rodrigues 3.1962 4.1988 32 Solteira 4 Magistério

Maria José Marçal 3.1962 Não informado Acima de 48 Solteira 5 Magistério

Raimunda Maria Vamei 3.1962 Não informado Acima de 48 Viúva 5 Magistério

Nossa Senhora de Nazaré

Belém

Thelma Gonçalves Sarmanho 3.1962 1968 24 Solteira 5 Secundário –

Educação Física

Santo Antônio Natal

Miriam Mirtes de Medeiros 1.3.1962 28.2.1967 32 Solteira Não informado Secundário

Hebe Coiticeira Assunção 3.1962 1965 Não informado Solteira 4 Magistério

Maria Ruth Ramos 3.1962 4.6.1979 38 Solteira 5 Magistério

Marista Recife

Maria Violeta Amaral da Fonte 8.3.1962 1992 31 Solteira 5 Magistério

1

4

Colégio Professoras Pioneiras Data de Ingresso Data de Saída Idade no Ano do Ingresso Estado Civil no Ano do Ingresso

Série Acadêmica Formação

Amélia Rebelo de Vasconcelos 1.3.1963 Não informado 40 Casada 2 Secundário

Concilia 1963 Não informado Não informado Não informado 3 Não informado

Janete Costa Coutinho 1963 Não informado Não informado Não informado 1 Não informado

Marista de Maceió

Maria José Rebelo Sá 1.3.1963 15.2.1978 47 Casada 4 Secundário

Lourdes Ridalva Xavier Borja 1.3.1963 28.4.1967 31 Solteira 5 Magistério

Nossa Senhora da Vitória

Salvador

Liége Sampaio Lessa 1.3.1965 30.12.1967 23 Solteira Exame de

Admissão

Superior

incompleto1

Carmem Lúcia de Vasconcelos Cabral

1.3.1967 15.1.1968 24 Solteira Não informado Superior

Josefina Assis Correia 1.3.1967 15.1.1968 41 Solteira Não informado Superior

Maria Gouveia da Costa 1.3.1967 19.12.1977 27 Solteira Não informado Superior

Veralúcia Monteiro da Silva 1.3.1967 30.12.1970 22 Solteira Não informado Secundário

Vera Maria de Sá Nóbrega 1.3.1967 31.1.1973 18 Solteira 1 – 4 Superior

incompleto2

Gilceli Regina do Amaral Muribeca 1.8.1967 30.3.1970 21 Solteira Não informado Superior

Pio X João Pessoa

Zuleida Maria de Oliveira

Cavalcanti

24.4.1967 10.10.1967 24 Solteira Não informado Superior

Quadro 9 - Relação nominal das professoras pioneiras da Província Marista do Brasil Norte com dados relativos ao ingresso e saída dos respectivos colégios

Fonte: Entrevistas realizadas e documentos dos arquivos dos Colégios em foco (1- Filosofia e Letras; 2- Geografia).

1

4

São Luís - Colégio Marista Maranhense

Figura 3 - Maria do Carmo Pinto Pinheiro e Maria da Conceição Noleto Cruz

Figura 4 - Adelaide Soares Andrade

Figura 5 - Maria da Conceição Noleto Cruz

Figura 6 - Adelaide Soares Andrade

Fortaleza – Colégio Marista Sagrado Coração de Jesus (Marista Cearense)

Recife - Colégio São Luís

Figura 9 - Amélia Pacheco Uchoa - 1962

Figura 8 - Maria Helena Bezerra Cavalcante Mendes

Belém – Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré

Natal – Colégio Marista Santo Antônio

Figura 11 - Léa Belém Almeida Giordano

Figura 12 - Léa Maria Canto Costa

Maceió – Colégio Marista de Maceió Recife - Colégio Marista de Recife

Salvador – Colégio Marista Nossa Senhora da Vitória

Figura 15 - Lourdes Ridalva Xavier Borja

Figura 16 - Liége Sampaio Lessa Figura 14 - Hebe Coiticeira Assunção

João Pessoa – Colégio Marista Pio X

Figura 18 - Amélia Rêbelo de Vasconcelos

Figura 19 - Janete Costa Coutinho

Figura 20 - Concilia

Figura 22 - Josefina Aires Correia Figura 23 - Maria Gouveia da Costa

Figura 24 - Carmem Lúcia de Vasconcelos Cabral

Figura 25 - Veralúcia Monteiro da Silva

Figura 26 - Gilceli Regina do Amaral Muribeca

Figura 27 - Zuleida Maria de Oliveira Cavalcanti

27 5 2 0 5 10 15 20 25 30 Solteira Casada Viúva

Estes dados nos possibilitaram identificar a faixa etária, estado civil, nível de escolaridade das pioneiras, bem como a série em que trabalharam no ano de seus ingressos nos corpos docentes dos Colégios Maristas pesquisados, como passamos a detalhar.

A faixa etária das professoras pioneiras, quando de seu ingresso nos colégios da Província Marista do Brasil Norte encontrava-se num intervalo entre os 18 e mais de 48 anos, não sendo estes precisamente indicados, tendo maior índice no intervalo entre 23 e 28 anos, e não foram identificadas as idades de seis professoras. Assim, estes dados nos revelam que o ingresso das pioneiras incidiu num grupo bastante jovem, como demonstramos abaixo.

Tabela 3 - Faixa etária das professoras pioneiras quando de seu ingresso nos colégios da Província Marista do Brasil Norte ANOS COMPLETOS ƒ ƒR 18 23 7 22,58% 23 28 9 29,03% 28 33 4 12,90% 33 38 1 3,23% 38 43 4 12,90% 43 48 1 3,23% 48 Maior de 48 anos 5 16,13 % TOTAL 31

Fonte: Entrevistas realizadas e documentos dos arquivos dos Colégios em foco.

Os registros não nos oferecem informações sobre o estado civil de três das pioneiras, os quais destacamos no gráfico a seguir:

Gráfico 3 - Estado civil das professoras pioneiras quando de seu ingresso nos colégios da Província Marista do Brasil Norte

20 5 4 3 1 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 Magis tério Superior - s em indicação do Curs o Superior incom pleto (Filos ofia e Letras – Geografia )

Secundário – s em indicação do Curs o Secundário - Educação Fís ica

Portanto, o grupo de pioneiras foi formado, em sua maioria, por professoras solteiras, tendo um percentual de 100% em quatro das nove escolas: Santo Antônio, de Natal, Marista de Recife, Nossa Senhora da Vitória, em Salvador, Marista de Maceió e Pio X, de João Pessoa.

Muito provavelmente o mesmo terá ocorrido no Colégio São Luís, de Recife, entretanto, a ausência de dados relativos a uma das pioneiras de seu corpo docente, nos impossibilita de assim afirmar. Nos demais colégios, os grupos se constituíram de maneira heterogênea, quanto a este aspecto.

Ao focarmos nossas atenções na formação acadêmica das professoras, obtivemos os dados expostos no próximo gráfico, apesar de não ter sido possível identificar o nível de escolaridade de cinco pioneiras.

Gráfico 4 - Nível de escolaridade das professoras pioneiras quando de seu ingresso nos colégios da Província Marista do Brasil Norte

Fonte: Entrevistas realizadas e documentos dos arquivos dos Colégios em foco.

A formação em Magistério apresentou o percentual mais expressivo quanto ao nível de escolaridade das pioneiras, tendo o percentual de 100% de ocorrência nos Colégios Sagrado Coração de Jesus, em Fortaleza, e Marista de Recife. O mesmo poder-se-ia considerar quanto ao Colégio Nossa Senhora de Nazaré, em Belém, tendo em vista que o Curso de Educação Física citado era voltado especificamente para o Curso Primário, conforme depoimento da professora portadora desta titulação.

Nos Colégios Maranhense e São Luís de Recife é possível que as demais professoras, cujas referências a este aspecto não tivemos acesso, tenham sido, também, normalistas.

Aventamos esta possibilidade tendo em vista que as mesmas contavam com experiência no magistério quando de seus ingressos nestes colégios, como registramos nas entrevistas realizadas com outras pioneiras e informantes a quem recorremos nas cidades sede destes estabelecimentos. O mesmo ocorrendo com as professoras do Marista de Maceió, quanto a este aspecto.

No que se refere à expressão “curso secundário”, constante nos documentos localizados nos Colégios Marista, de Maceió, Santo Antônio, de Natal, e Pio X, de João Pessoa, aventamos, também, a possibilidade supra mencionada.

Assim, inferirmos, tomando por base o ocorrido com uma das pioneiras do Colégio Nossa Senhora de Nazaré, de Belém, em cuja ficha individual constava o “curso secundário” como seu nível de escolaridade, mas, ao entrevistá-la, ela nos esclareceu que sua formação, à época, era em Magistério. Entretanto, o rigor científico nos impede de fazer constar no Quadro 9 os referidos dados.

Convém colocar em relevo a quase totalidade (90%) de professoras com Cursos Superiores, completos ou incompletos, nos quadros docentes do Colégio Pio X, de João Pessoa, o que nos motivou a questionar: teria a federalização da Universidade da Paraíba, ocorrida em 13 de novembro de 1960 – Lei Nº 3.835, concorrido para essa realidade?

E dentre as duas pioneiras do Colégio Nossa Senhora da Vitória, em Salvador, uma delas estava cursando Filosofia e Letras, no caso, na Faculdade Católica da Bahia, conforme nos revelou ao ser entrevistada por nós.

As entrevistas nos permitiram constatar que todas as professoras pioneiras eram católicas e foram contratadas para ensinar no antigo Curso Primário, incluindo o Exame de Admissão à época de seus ingressos nos Colégios pesquisados, sem, no entanto, termos o registro de oito pioneiras quanto a este último aspecto, conforme detalhamos a seguir:

Tabela 4 - Série em que as professoras pioneiras foram admitidas para lecionar quando de seu ingresso nos colégios da Província Marista do Brasil Norte

SÉRIE FREQÜÊNCIA 1ª 01 2ª 01 3ª 05 4ª 07 5ª 09 1ª - 4ª 01 Exame de Admissão 05 TOTAL 29

Após as entrevistas com as professoras, percebemos que, levadas a revelar o pioneirismo de suas experiências, em geral, elas se reconheceram privilegiadas, mas só a partir do momento em que foram convidadas a relatá-las é que nos parece terem vislumbrado a amplitude daquele pioneirismo.

A escuta e posterior leitura de seus depoimentos nos revelaram aspectos convergentes, os quais reunimos em três grupos, conforme passamos a elencar:

1- Aqueles depoimentos que fizeram referências à dimensão profissional do pioneirismo e suas repercussões, como nos seguintes depoimentos:

Sobre esta experiência pioneira, vejo que foi de muito valor, uma lembrança bem marcante na minha vida, fiquei com muitas lembranças boas, instrutivas e religiosas (Pioneira 5).

Eu me sinto vaidosa eu dizia sempre às minhas colegas: “vocês deviam me pagar dizimo, porque vocês estão aqui, porque nós demos certo, caso contrário vocês não estariam aqui!” Não foi uma questão de sorte. Eu acho que foi uma coisa mandada por Deus. Ele determinou, e Champagnat disse “eu quero elas!” (Pioneira 7).

Eu tive uma experiência muito positiva, eu também nunca tinha trabalhado com homens, eu trabalhava no Estado, era professora no Estado e a Diretora era mulher, sempre com mulher. Os homens eram meus alunos, então para mim, essa relação com eles, foi muito boa, porque eu, pelo menos, me tornei mais natural em relação com o convívio masculino. Bom eu só lembro coisas boas do Marista, eu fui muito feliz nos anos que eu passei lá, gostei demais e sofri muito quando eu saí, a saudade era imensa (Pioneira 8).

Minha experiência no Colégio Marista, ela só me fez bem até hoje porque sempre que às vezes em qualquer reunião de professores, em qualquer tipo de reunião que se esteja, eu falo que eu fui uma das pioneiras professoras no Marista, eles dizem: “Você? Foi a primeira professora do Marista?” Isso para mim foi sempre motivo de honra. Sempre eu sou elogiada nesse sentido, as pessoas se admiram: “Você?! Como foi naquela época? Como você conseguiu se adaptar?”. Sempre me perguntam isso. E foi legal, eu guardo uma grata recordação do Marista e eu gostaria que pudesse vivenciar mais essa recordação, que eu freqüentasse, que eu vivesse um pouco por lá, mas eu não culpo também o colégio, eu é que me afastei (Pioneira 10)

Eu me encho de orgulho e me sinto felicíssima por ser a primeira professora a entrar nos Maristas. Adoro o colégio, amo aquilo de coração mesmo. Eu amo os Maristas! (Pioneira 11).

Não sabia que tinha sido pioneira, para mim está sendo uma novidade! Este colégio marcou muito em minha vida porque foi o meu primeiro emprego, bem como a confiança que o Irmão depositou em mim. Porque, na minha época, foi o pioneirismo: primeiro porque foi em um colégio masculino e eu como mulher, ser professora de uma disciplina vista como masculina (Pioneira 13).

2- Os discursos que se reportaram ao caráter afetivo desta experiência, como o trecho destacado a seguir: “Foi uma experiência maravilhosa que eu agradeço muito a Deus. Eu recordo tanta felicidade nesse colégio. Que coisa formidável!” (Pioneira 9); e o depoimento da Pioneira 14, ao afirmar que: “Foi

uma experiência maravilhosa, inesquecível, e que repercutiu em toda minha vida.” E as recordações desta professora: “Eu vejo primeiramente como uma grande saudade. Eu saí do Marista mas não foi porque eu quis não, mas porque foi preciso. Senti muito! Mas sempre eu venho aqui, no Marista, que é meu grande amor!” (Pioneira 6).

3- Os depoimentos em que o significado desta experiência se projeta no reconhecimento e projeção profissional dos antigos alunos:

Vejo que foi uma experiência muito boa, me vejo gratificada, principalmente quando encontro meus antigos alunos hoje doutores, dentistas. Na época, eu ia com a euforia, sem perceber esta importância, o que a gente fazia era trabalhar (Pioneira 2).

Privilegiada, assim é que me considero. Orgulhosa mesmo do dever cumprido. Mais feliz ainda quando encontro algum daqueles garotinhos transformados em: Médicos, Engenheiros, Advogados, Arquitetos, etc, e imaginar que tive uma pequena parcela em tudo isso. È bom demais! (Pioneira 4).

Entretanto, encontramos exceções quanto à visão deste pioneirismo, conforme registramos neste trecho “Para mim não repercute em nada, não tem importância.” (Pioneira 3), e nos discursos de duas professoras:

Sinto-me esquecida. Nunca lembrada. Nem um cartão de felicitações no Natal, uma coisa leve, só para lembrar o trabalho todo que foi deixado. Até o registro não consta. Foi um trabalho feito com grande amor, com grande amor. No tempo das Olimpíadas Infantis dávamos tudo para brilhar. Tudo por amor. A recompensa é encontrarmos os alunos que nos abraçam e dizem: “Oh! Querida mestra!” Mas outros passam, e nem olham. Mas é a vida! (Pioneira 1).

Não houve assim nenhuma marca, eu poderia ter sido a primeira, a segunda, a terceira, não importa. O que me marcou realmente é que eu trabalhei gostando e me realizando e ainda hoje me identifico com o trabalho e com o pessoal que trabalha no Colégio Marista (Pioneira 12).

Em que pese esta dualidade de visões quanto ao pioneirismo das primeiras professoras dos Colégios Maristas da Província do Brasil Norte, não podemos olvidar o que nos diz Dubar (1997, p. 118):

A identidade social não é “transmitida” por uma geração à seguinte, ela é constituída por uma geração com base em categorias e posições herdadas da geração precedente, mas também através das estratégias identitárias desenroladas nas instituições que os indivíduos atravessam e para cuja transformação real eles contribuem.

Desta maneira, as informações contribuem para entender que o ingresso das mulheres professoras, provavelmente, provocou transformações nos Colégios Maristas, tendo ocorrido por via de um conjunto de atos de atribuição à identidade da mulher professora, aos

quais se somaram os da mulher católica, a que elas “responderam” à luz dos atos de pertença por elas construídos e expressos em sua identidade de mulher professora.

Convém ressaltar que esta “resposta”, portanto, não eximiu estas pioneiras da vivência de estratégias identitárias, em suas formas de transações externas e internas (DUBAR, 1997, p. 107), em seu processo de incorporação da identidade Marista, e de construção da “educadora Marista” proposta.

Em decorrência deste processo, elas passaram à condição de transmissoras da identidade Marista, educando à luz de uma proposta educativa com uma peculiar identidade feminina, a qual buscamos explicitar na próxima Tessela.