6 Dynamic Response Analysis of Floating Vertical Axis Wind Turbine
6.3. Dynamic response analysis of the 5 MW Optimized FVAWT
6.3.2. Effect of Turbulence on FVAWT Dynamic Response
A depreciação real do câmbio em 2002, por seu lado, esteve condicionada ao processo eleitoral vigente àquela época, a aversão ao risco dos investidores estrangeiros devido aos prejuízos sofridos pelas instituições financeiras com a declaração de moratória
do governo argentino e ao forte stress gerado com a quebra de importantes empresas nos Estados Unidos. Tais fatores conjugados foram apontados como os principais determinantes para explicar a grande variação do câmbio no período de alguns meses.
A trajetória do quantum exportado ficou mais evidente que nos demais períodos já a partir do 3º trimestre quando grande parte dos setores de atividade analisados apresentou elevação substancial em relação ao 2º trimestre do mesmo ano. Em relação aos preços, cabe ressaltar o comportamento de elevação para algumas commodities no decorrer de 2002 enquanto no setor de manufaturados a tendência de queda se deu com base no repasse da desvalorização cambial aos clientes estrangeiros. Em relação aos preços e quantum importado, a queda se deu quase que de forma generalizada.31
Comparativamente a 1999, cabe ressaltar que muitos setores exportadores não sofreram o impacto da recessão que atingiu muitos países da América Latina. Alguns setores manufatureiros, dentre os quais Veículos Automotores e Máquinas e Tratores, que possuíam uma grande concentração de vendas para a Argentina e outros países da América Latina, obtiveram crescimentos em quantum superiores àqueles observados em 1999, muitos dos quais elevando as suas vendas externas. Segundo o Boletim da FUNCEX, “isto
mostra que estes setores foram capazes de redirecionar suas vendas para outros mercados. Destaque-se, por exemplo, que o quantum de exportação de Veículos Automotores para os países do Nafta cresceu 28% em 2002; o quantum de Máquinas e Tratores para os países da Ásia-Pacífico cresceu 90%” .
Uma característica comum a todos os períodos considerados é o efeito da demanda mundial sobre o quantum exportado, especialmente das economias latino-americanas que possuem forte relação comercial com o Brasil. Para todos os períodos analisados e, em maior parte para os anos de 1999 e 2002, a desvalorização/depreciação real do câmbio veio acompanhada de cenários adversos de tais economias e que restringiu a possibilidade de ajustamento do setor externo da economia brasileira no curto prazo. No ano em que tal restrição se deu de forma mais acentuada (1999), alguns setores de atividade que se utilizavam destes mercados para comercializar os seus produtos foram amplamente
31 Maiores detalhes podem ser consultados no Boletim Setorial da Funcex referente a
afetados, sendo forçados a buscar novos nichos de mercado na Ásia e América do Norte principalmente. No ano de 2002, entretanto, a realocação dos bens produzidos impediu que o volume exportado de tais setores fosse afetado significativamente.
Outra característica comum aos períodos analisados é o efeito do nível de atividade do Resto do Mundo na variação dos preços comercializados pelo país, em especial das
commodities agrícolas. Dado que tais bens representam importante parcela das exportações
efetuadas pelo país, é de se esperar que períodos marcados pela variação negativa dos seus preços, em especial 1983 e 1999, afetassem o volume total dos saldos comerciais do país, independentemente da desvalorização cambial, já que tais bens possuem característica de seguirem os preços definidos internacionalmente.
Em relação aos produtos manufaturados, percebe-se pela descrição dos Boletins de 1999 e 2002 que o fenômeno do pricing to market se dá de forma mais intensa para este tipo de bem e que explicou o mau comportamento do saldo comercial obtido em 1999. As evidências obtidas a partir dos resultados da abordagem VAR com teste de causalidade de Granger corroboram tal conclusão com a identificação da significância da variação cambial sobre o efeito termos de troca encontrada na maior parte dos setores de atividade produtores deste tipo de bem. Entretanto, dos resultados de tal abordagem, também pode-se concluir que o efeito competitividade é igualmente significante, o que viria a anular o efeito de repasse da desvalorização sobre o volume total dos saldos comerciais. Aliado a isso, as medidas de contenção implementadas na década de 80 que tinham por objetivo restringir as importações quantitativamente, e a restrição ao quantum exportado a partir da produção industrial gerada a partir das políticas de desaquecimento da demanda doméstica implementadas no período de 1999 foram fatores condicionantes ao ajustamento instantâneo do setor externo ocorrido em 1983 e à lentidão de ajustamento ocorrida em 1999, conforme ressaltado em Iglesias (2001).
Portanto, é possível argumentar no sentido de que os movimentos do nível de renda tenham agido de forma determinante na trajetória do saldo comercial ao longo do tempo de forma que para, os períodos avaliados em que tal variação tenha sido mais intensa no sentido de atuar favoravelmente para a geração de um déficit ou superávit comercial, o saldo comercial seguiu tal tendência.
Em relação aos efeitos derivados da variação da taxa real de câmbio, é possível inferir que os movimentos contrários ao ajuste do setor externo, tais como o pricing to
market, tenham sido absorvidos pelo efeito de ajuste via quantum ocorrido no curto prazo e
que variou de intensidade conforme a maior ou menor restrição imposta à absorção doméstica ou internacional. Assim, uma explicação para a observação de um período de deterioração transitória dos saldos comerciais para 1999 que pudesse vir a caracterizar o fenômeno da curva J é que a ação do efeito renda contrário ao ajustamento de curto prazo, quer seja pelo efeito de diminuição dos preços das commodities exportadas, que seja pela diminuição das quantidades de produtos manufaturados exportados aos países latino- americanos, tenha ocorrido com maior intensidade nesse período e, devido a isso, fica comprometida uma conclusão clara apenas analisando-se o gráfico.