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PROJECTOS/ACÇÕES

‚ Acessibilidades – urbanas, regionais e ao resto do país e a Espanha, construção de passeios, apoio a transportes públicos, reforço da sinalização;

CONCRETIZADOS ‚ Habitação e urbanização - recuperação de algum edificado e um aumento significativo da construção de edificado;

‚ Desporto - Construção do novo Estádio do Beira-mar, apoio a associações desportivas existentes, construção de polidesportivos, obras de beneficiação nos campos de jogo existentes e construção de novas instalações;

‚ Cultura – Reabilitação do Teatro Aveirense, Centro Cultural;

‚ Educação - melhoria da cobertura do Ensino Preparatório e Secundário, reforço de Escolas Primárias, de Jardins-de-Infância e de outros equipamentos;

‚ Equipamentos empresariais – conclusão da Zona Industrial de Taboeira, criação de pequenas zonas industriais pelo concelho, equipamentos de ensino especializado e investigação, divulgação da produção local, centro de Formação Profissional e de Congressos na antiga Fábrica Jerónimo Pereira Campos, Parque de Feiras e Exposições;

‚ Turismo – dinamização da ria através da criação de percursos turísticos por barco, visitas às salinas, S. Jacinto foco de atracção turística em virtude da Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto, promoção de festividades locais e feiras ao longo do ano;

‚ Saúde - melhoria das instalações existentes, construção da sede do Centro de Saúde de Aveiro e de novas unidades de saúde;

‚ Espaço público - verde e de lazer;

DOMÍNIOS DOS PROJECTOS/ACÇÕES

NÃO CONCRETIZADOS

‚ Acessibilidades - urbanas e regionais;

‚ Coesão e articulação empresarial - instalação do Aeroclube, instalação do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico em Mamodeiro, instalação do Mercado Abastecedor em Cacia, Centro de Negócios de Aveiro, Bolsa de terrenos para empresas, Pavilhão Multi-usos, Agência de Desenvolvimento Local;

‚ Cultura – instalação do Museu da Ria, Museu Municipal, construção da biblioteca, dinamização cultural da cidade;

‚ Habitação e urbanização – processo de requalificação urbana do centro histórico;

ASPECTOS POSITIVOS

‚ Espaço público / espaços verdes-lazer; ‚ Acessibilidades;

‚ Desenvolvimento do sector terciário; ‚ Oferta de habitação; ‚ Infra-estruturas; PERCEPÇÃO DA POPULAÇÃO RELATIVAMENTE ÀS MUDANÇAS SENTIDAS NA CIDADE ASPECTOS NEGATIVOS

‚ Insuficiência /ineficácia dos transportes públicos; ‚ Degradação do edificado no Centro Histórico; ‚ Envelhecimento populacional;

‚ Desemprego;

‚ Falta de zonas verdes/caminhos pedonais; ‚ Pressão urbanística;

‚ Descaracterização da cidade;

Da análise do quadro 56, conclui-se que a cidade de Aveiro apresentava, na década de noventa, ainda alguma carência ao nível de equipamentos, em especial culturais, desportivos, habitação e escolares. Para além destas debilidades, o Centro Histórico revela a degradação de alguma edificado e verificava-se uma falta de um urbanismo rigoroso. No entanto, a cidade apresentava alguns aspectos bastante favoráveis para o seu desenvolvimento, como a Universidade de Aveiro, a concentração de alguns equipamentos de nível superior, a concentração de tecnologia e “know-how” em domínios fundamentais como as tecnologias de informação, as comunicações e o desenvolvimento de energias alternativas, dinamismo demográfico, população qualificada e o próprio dinamismo económico (nomeadamente da base industrial e de serviços) da região.

Os instrumentos de planeamento de política urbana e/ou territorial incidiram sobre estas mesmas debilidades e souberam aproveitar os pontos fortes existentes e estabeleceram as estratégias de desenvolvimento da cidade de Aveiro. Desde a implementação dos instrumentos muitas acções foram desenvolvidas de modo a eliminar as fragilidades da cidade. O município deu prioridade à concretização de projectos vocacionados para a dotação do município ao nível de infra-estruturas

físicas e equipamentos nos seguintes domínios: acessibilidades, desporto, cultura, educação, turismo, espaço público, habitação e saúde. No entanto, os objectivos estratégicos dos instrumentos de planeamento, dando especial destaque para o Plano Estratégico, ainda não foram todos concretizados em alguns domínios como as acessibilidades, a coesão e articulação empresarial, a requalificação urbana e a cultura, por falta de recursos financeiros.

Quanto à perspectiva da população, esta está consciente das modificações ocorridas na cidade nas últimas duas décadas. Os inquiridos referiram, como aspectos positivos dessa mudança, uma parte significativa dos domínios concretizados, como as acessibilidades, o espaço público/espaços verdes- lazer, a oferta de habitação, as infra-estruturas e o desenvolvimento do sector terciário. A população, surgindo aqui como avaliadora da realidade evolutiva da cidade de Aveiro, acabou por salientar os aspectos mais importantes na sua perspectiva, tendo consciência que a cidade foi palco de profundas mudanças que contribuíram para a melhoria do seu bem-estar. No entanto, destacam ainda aspectos negativos sobre os quais as estratégias do município deverão incidir; caso da constatada ineficácia dos transportes públicos, o envelhecimento demográfico na cidade e o desemprego. É ainda de salientar, a exigência dos aveirenses pelas zonas verdes e caminhos pedonais, apesar da melhoria dos espaços verdes no âmbito do Programa Polis. Os restantes problemas apontados pela população estão inseridos nas estratégias que o município ainda não concretizou, demonstrado a prioridade na sua concretização.

Apesar de nem todos os projectos/acções terem sido concretizados, é de salientar os efeitos que a concretização dos projectos concluídos para a cidade, pelo facto de contribuírem para referenciar Aveiro como um espaço dinâmico, ambicioso e atractivo quer para os seus residentes, quer para o mundo empresarial, reforçando assim, a sua competitividade na rede urbana nacional. A concretização das estratégias, nos domínios anteriormente referidos, veio atribuir uma maior capacidade de apoio à actividade económica da região, reforçando a estrutura de infra-estruturas básicas, de equipamentos e de serviços. Atribuiu também, para uma maior consolidação e dinamização da vida desportiva, cultural e lúdica que proporciona melhores condições de vida à população, contribuindo assim, para a melhoria da qualidade urbana e para a sua coesão socio- urbanística da cidade.

As mudanças ocorridas na cidade, nas últimas duas décadas, deram um contributo para o desenvolvimento da cidade e, consequentemente, para uma melhoria do ambiente urbano e da qualidade de vida. Independentemente dos problemas/insuficiências existentes é de salientar que aproximadamente 98% dos inquiridos gosta da cidade de Aveiro.

Relativamente à avaliação dos instrumentos de política urbana na cidade de Tavira, o quadro seguinte surge-nos a síntese avaliativa sobre da sustentabilidade das políticas na cidade.

Quadro 56 – Síntese avaliativa da sustentabilidade das políticas em Tavira

PONTOS FRACOS

‚ Fraco dinamismo demográfico;

‚ Inexistência de um estabelecimento de ensino superior; ‚ Destino turístico pouco qualificado e indiferenciado; ‚ Inexistência de infra-estruturas empresariais; ‚ Reduzida actividade dos agentes económicos; ‚ Mão-de-obra com insuficiência de qualificações;

‚ Carência de equipamentos de saúde, culturais e desportivos;

‚ Carência de infra--estruturas (escolares, rede viária, água e saneamento básico; ‚ Pressão urbanística; REALIDADE EVOLUTIVA DA CIDADE E DO CONCELHO DE AVEIRO PONTOS FORTES ‚ Localização geográfica; ‚ Centro Histórico de Tavira;

‚ Actividade turística em desenvolvimento; ‚ Diversidade paisagística natural e ambiental;

DOMÍNIOS DOS

PROJECTOS/ACÇÕES

CONCRETIZADOS

‚ Urbanismo e requalificação – requalificações no Centro Histórico (restauro do Palácio da Galeria, Praça da República;

‚ Educação – geral e profissional;

‚ Infra-estruturas físicas – água e saneamento básico, passeios, acessibilidades (urbanas e regionais);

‚ Espaço público;

‚ Desporto – piscina e polidesportivos; ‚ Cultura – dinamização cultural; ‚ Desenvolvimento do sector terciário;

INSTRUMENTOS DE