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Fonte: Acervo do autor/ 2009.

O deslocamento dentro da cidade é feito principalmente de bicicleta, chegando a ser um atrativo o hábito e o número de bicicletas circulando. Também se deslocam de ônibus de linha regular, inclusive para a área rural. Outras alternativas utilizadas são o transporte por motos, inclusive motoboys, carro próprio, serviços de vans, táxis e moto táxis.

A sua economia está baseada principalmente na pecuária e na agricultura e secundariamente no turismo. Em Cáceres localiza-se a sede administrativa da Unemat - Universidade do Estado de Mato Grosso.

Na Praça Barão do Rio Branco estão os bares e restaurantes, onde se reúnem moradores e turistas, nas tardes e noites pantaneiras.

Cáceres é a cidade do Polo Pantanal com a melhor estrutura de serviços turísticos, pois além dos recursos naturais associados ao rio Paraguai, ao Pantanal, às cavernas, etc. ainda apresenta a beleza do casario secular, o povo hospitaleiro, a culinária irresistível e o sucesso do Festival Internacional de Pesca (FIP). É conhecida como “Princesinha do Paraguai”.

Siqueira (2002) relata que:

Pensando em estabelecer uma conexão efetiva entre a Vila de Cuiabá e Vila Bela da Santíssima Trindade, esse governante mandou fundar Vila Maria, a meio caminho de dessas duas importantes vilas. Povoada inicialmente com casais de índios da Missão Jesuíta de Chiquitos, essa vila marcou mais um espaço ocidental da fronteira lusitana. (SIQUEIRA, p. 53, 2002)

Através da BR 070 dá acesso a Cuiabá, chegando-se também ao “Corixa” (município de San Matias) na divisa do Brasil com a Bolívia.

Cáceres ainda faz conexão com a BR 174, que por sua vez faz a ligação com o Estado de Rondônia, passando por Porto Esperidião, Pontes e Lacerda e Comodoro, onde é sobreposta pela BR -364, com destino a Vilhena (RO).

Grande trunfo em seu território e com alto potencial de aproveitamento o Rio Paraguai, pertencente à Bacia do Prata, é considerado um dos mais importantes rios de planície do Brasil, suplantado apenas pelo rio Amazonas. Este rio é um dos mais importantes eixos de integração continental, juntamente com o trecho do Rio Paraná. Abaixo de sua foz corta metade da América do Sul e vai desde Cáceres, em Mato Grosso, até Buenos Aires, na Argentina. São 3.442 km em águas de corrente livre, sem barragens ou obstáculos para a navegação, ligando o interior do continente ao Oceano Atlântico.

De acordo com a SEDTUR (2010), apresenta alguns pontos turísticos de grande potencialidade:

 Estação Ecológica de Taiamã:

É uma Unidade de Conservação Federal com uma área de 14.300 ha, localizada a esquerda do rio Paraguai e a 180 km ao sul de Cáceres. Foi criada com o objetivo de preservar o importante ecossistema do Pantanal propiciando o desenvolvimento de atividades científicas para conservação, em uma área onde se encontram as maiores diversidades de fauna do mundo.

Apresenta extensos campos graminóides entremeados por manchas mais elevadas de florestas A ictiofauna é predominante na estação, destacando-se o dourado, o pacú, o pintado e o jaú. Verifica-se também a presença de jacarés e várias espécies ameaçadas de extinção, como o cervo do pantanal, onça e a anta, bem como jabutis, cobras e mamíferos de médio porte como o bugio e a capivara.

A visitação pública só é permitida em caráter educacional e/ou científico, dependendo de autorização prévia do IBAMA, órgão responsável pela administração da unidade.

 Estação Ecológica da Serra das Araras:

Unidade de Conservação Federal criada em 1982, com 29.741 ha, abrangendo terra dos municípios de Barra do Bugres e Cáceres.Tem como objetivo preservar amostras significativas de ecossistemas em estado não alterado, bem como uso da área em pesquisas e educação conservacionista.

A vegetação é constituída por: 50% de Cerrado, 40% de Matas, 5% de Capoeiras, 4% de Campos e cerca de 1% de Várzeas e Veredas. A fauna da região é representada pelo porco-do-mato, onça-pintada, cotia, tatu, capivara, cachorro-do- mato etc. A avifauna é muito rica e destacando-se a presença de araras azuis, pardais, siriemas e a raríssima rolinha-do-planalto-central, entre outras.

A visitação pública só é permitida em caráter educacional e/ou científico, dependendo de autorização prévia do IBAMA, responsável pela administração da unidade.

 Reserva Particular de Patrimônio Natural Reserva Jubran:

RPPN criada em 2002, com 35.531 ha, na propriedade da empresa Agroju Agropecuária Ltda. A Reserva Particular do Patrimônio Natural é uma área privada, gravada com perpetuidade e tem como objetivo, conservar a diversidade biológica. Nela poderá ser permitida, a pesquisa científica e a visitação com objetivos turísticos, recreativos e educacionais.

 Cavernas:

Cáceres possui um rico patrimônio espeleológico. Entre eles estão: a Caverna do Japonês, a das Maritacas, a do Falcão, da Rola Pedra, a de Ponta Canudo I e II e as Grutas da Revoada, da Onça, a do Sobradinho e a do Saião. Destaca-se entre as estruturas espeleológicas, a dolina Água Milagrosa, conforme figura 15 a seguir:

Figura 15 – Vista Aérea da Dolina Água Milagrosa

Fonte: MMA/ 2009.

A Água Milagrosa fica a mais ou menos 40 quilômetros do centro da cidade de Cáceres, seguindo 20 quilômetros pela estrada Cáceres - Barra do Bugres, e mais 20 quilômetros, por estradas de fazendas e chácaras da região. Os últimos 20 quilômetros são percorridos por uma estrada muito ruim, com muita pedra, buracos e porteiras a abrir. Mas a chegada à gruta compensa esses obstáculos todos, além do que, estas dificuldades podem ser encaradas como desafios a serem vencidos.

A partir do ponto onde se deve deixar o carro e seguir a pé, escala-se mais ou menos 20 metros numa subida bastante íngreme, e é necessário descer uns 50 metros, por uma escada feita de pedra e corda pela borda da lagoa. Durante a descida, já é possível ver a água azul no fundo da gruta, quase transparente. O paredão que circunda a gruta, a água azul, a paz e a tranqüilidade do local, compõem este importante atrativo.

De acordo com informações do Site da Prefeitura Municipal de Cáceres (2010), a falta de informação faz com que muitas pessoas imaginem que essa dolina tenha sido causada por um meteoro que caiu na Terra há milhares de anos, formando o enorme buraco em um dos morros da região; há ainda outros, donos de uma imaginação mais fértil, que pensam que isto foi o local de aterrissagem de uma, ou de várias, naves espaciais, ou esconderijo de ET‟s.

A Constituição Federal Brasileira de 1988 reconhece “as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos” como bens da União, (art. 20 inciso X); e como patrimônio cultural brasileiro (art. 216), os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referências à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem:

I. As formas de expressão;

II. Os modos de criar, fazer e viver;

III. As criações científicas, artísticas e tecnológicas;

IV. As obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações Artístico-culturais;

V. Os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.

O Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas - CECAV / IBAMA é quem controla os sistemas cársticos no Brasil. Atualmente desenvolve dois projetos no Estado de Mato Grosso:

 Projeto Diagnóstico do Patrimônio Espeleológico;  Projeto Etnoespeleologia.

Cinco regiões de alto potencial espeleológico ocorrem em Mato Grosso: Alto Paraguai-Araguaia, Chapada dos Parecis, Planalto dos Guimarães, Planalto dos Alcantilados e interflúvio Juruena-Teles Pires.

A província espeleológica do Alto Paraguai-Araguaia é caracterizada por uma faixa de dobramentos que se estendem das margens do Rio Araguaia até a divisa com a Bolívia, cortando o Estado no sentido leste-oeste, atravessando as regiões de Cocalinho, Nova Xavantina, Paranatinga, Nobres e Cáceres. Nesta faixa existe a maior concentração de cavernas do Estado, de constituição predominantemente calcária. Esta província cruza a região objeto deste trabalho, na direção leste-oeste.

As cavernas podem funcionar como opções de lazer (práticas recreativas, esportivas e de contemplação), desde que sejam respeitadas regras mínimas de proteção e conservação do ambiente;

É possível usar uma gruta mediante cessão, porque as cavernas são um bem público da União. O art. 64 do Decreto-lei no. 9.760/47, estabelece que os bens imóveis da União não utilizados em serviço público, qualquer que seja a sua natureza, poderão ser alugados, aforados ou cedidos.

Tratando-se de uma caverna encravada em terras particulares devem-se estabelecer inicialmente entendimentos com o proprietário, que poderá ou não aceitar a proposta de cessão de forma pacífica e sem oposição. Caso contrário, o acesso à via pública será mediante passagem forçada, prevista no art. 559 do Código Civil. A forma de indenização está prevista no art. 560 do mesmo diploma legal.

Se a caverna estiver em faixa de fronteira, a obtenção do assentimento prévio é prerrogativa do Conselho de Defesa Nacional, nos termos do § 1o, inciso III do art. 91, da Constituição Federal.

 Praias:

No período da seca, de julho a outubro, Cáceres oferece inumeráveis praias de areia branca, foto 05 abaixo, localizadas às margens do rio Paraguai, dentre as quais se destacam a do Daveron, Ximbuva e Julião, todas próprias para banho, atividades desportivas e acampamento.