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V EDLEGG 5: E UREF 89 UTM OG NTM, INNFØRING OG TRANSFORMASJON

2 A- Tem os materiais e os equipamentos preparados para a aula 2 B- É capaz de antecipar e lidar com problemas de indisciplina

2 C- Identifica as causas de comportamentos incorretos e utiliza técnicas adequadas para corrigi-los.

2 D- A aula está organizada de forma a minimizar comportamentos inapropriados. 2 E- Estabelece limites e regras para o uso de smartphones durante a aula.

3 A- Expressa-se muito bem, tanto oralmente como por escrito 3 C-Utiliza diversas atividades na aula.

3 E-Reage e adapta-se às alterações de atenção dos alunos.

3 H- Destaca os pontos importantes levantando a voz, falando mais devagar ou fazendo uma pausa.

3 J- Usa linguagem acessível aos alunos 4 D- Movimenta-se enquanto fala

4 G- Expõe desafios

5 F-Revela respeito e sensibilidade pelos diferentes estilos de aprendizagem. 5 G-Estabelece de forma clara a transição entre as atividades.

Os comportamentos descritos acima evidenciam a capacidade do professor em propiciar um ambiente em que as informações podem ser captadas pelo aluno neurotípico sem impedimentos. Podem-se inferir dois tipos de desafios relacionados à falta de atenção, a desatenção explícita e a desatenção implícita. Em dois episódios de aulas do professor Darwin foi notado um ambiente com muita conversa e distratores como smartphones, havendo pouca intervenção do professor. A minoria de alunos interessados na correção dos exercícios foi perdendo o interesse e se rendendo aos gracejos dos outros alunos. Alguns alunos afirmavam o seguinte: “- Não gosto de genética. ”; “- Não entendo nada dessa matéria. ” Não houve nenhuma

tentativa do professor em refutar tais comentários. Esse momento é caracterizado pela desatenção explícita, em que predomina a atenção involuntária e dividida, os alunos focam seus sentidos e interesses nas conversas alheias e em outros eventos que interrompem as aulas. Sendo assim a barreira já se estabelece num primeiro momento, em que não há captação de informações pelo sistema sensorial e, portanto, a impossibilidade de consolidação cerebral. Já em uma das aulas da

professora Margulis, o ambiente era de silêncio total e os alunos estavam apáticos em relação ao conteúdo. Mesmo percebendo nitidamente que sua explicação não estava sendo recepcionada pelos alunos, a professora seguiu o cronograma até o fim do horário de 50 minutos sem buscar resgatar a atenção, mantendo a mesma estratégia didática. Pode-se caracterizar esse episódio como desatenção implícita, em que a aula não apresentava recursos capazes de estimular o foco da atenção. Foi notado que alguns alunos se esforçavam para concentrar, porém acabavam por demonstrar sonolência. No episódio 1, descrito a seguir, observa-se o comportamento adotado pela professora Margulis:

Episódio 1:

Professora Margulis: “_Bom, então agora vamos falar de nomenclatura

científica. (...)

Aluno: _. Isso tem a ver com o conceito de espécie? ”

Professora Margulis: “_. Olha, isso vou te responder depois senão foge do

tema e não dá tempo de terminar. ”

Nota-se que num ambiente de predomínio da desatenção, um aluno trouxe à tona algo que despertou seu interesse, porém foi logo descartado pela professora Margulis. Isso indica uma desconsideração quanto aos aspectos fundamentais da atenção, que é o despertar do interesse. Se não há um legítimo interesse pela informação, mesmo captada pelo sistema sensorial, as chances de serem materializadas em conexões cerebrais são mínimas.

Em outro episódio de aula, nesse caso da professora Rachel, a aula era dinamizada por perguntas que incentivava a participação. Exemplo:

Episódio 2:

Professora Rachel: “_. Pessoal, iremos falar sobre fungos. Alguém pode me

dar um exemplo de fungo? ”

Aluno 1: “_ Cogumelo. ”

Professora: “ _. Isso! O que mais gente? ” Aluno 2: “_O mofo, né?

Professora Raquel: “_. Pois é gente. E isso que está na parede do fundo? ” Aluno 2: “_. Esse negócio preto é fungo também, o tal bolor, né? Isso tá feio.

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Professora Raquel: “- Por que vocês acham que ele apareceu aí? O que mais

está visível nessa parede? ”

Aluno 3: “_. Parece que tá com infiltração. ”

Professora Raquel: “_. Sim, é isso que acontece, a umidade favorece o

ambiente para a reprodução do fungo. ”

Essa aula prosseguiu com as explicações sobre os fungos e ficou combinado com os alunos, de trazerem para a aula seguinte, algum alimento “mofado” para a visualização no microscópio. Nesse episódio ficou evidente que os alunos começaram a se interessar pelo assunto quando a professora apresentou um exemplo próximo e explorou as possibilidades circunstanciais, mesmo os alunos dispersos se viraram e passaram a observar a mancha escura na parede.

Embora houvesse alunos com apatia e desinteresse em todas as aulas. Percebeu-se que o número reduzia na medida em que o professor utilizava recursos envolvendo os alunos no assunto da aula, utilizando um discurso dialógico. Foi notado que os professores Darwin e a professora Margulis mantiveram a aula expositiva de 50 minutos com o mesmo recurso metodológico. Detinham o assunto aos aspectos científicos, sem ressaltar a aplicabilidade social. O professor Darwin explicou o conteúdo apenas oralmente, sem nenhum recurso de apoio. A professora Margulis apresentou slides contendo textos e explorou as imagens do livro didático. A professora Rachel alternou os procedimentos didáticos na aula expositiva, com utilização de slides, a apresentação de um vídeo curto relacionado ao assunto e incorporou informações que não continham no livro didático. Pode-se verificar que as aulas da professora Rachel apresentaram mais comportamentos que favorecem o processo de atenção em relação ao professor Darwin e a professora Margulis (gráfico 4). Isso indica que quanto maior for a incidência dos aspectos fundamentais da atenção, mais adequado e convidativo será o ambiente para os alunos focarem e captarem as informações apresentadas.

O gráfico 4 foi construído a partir da consideração de um padrão de desempenho conforme as perspectivas da presente pesquisa. Observa-se que as atitudes dos professores que propiciam a atenção em sala de aula variam de 40% a 83%. A média dos procedimentos facilitadores da atenção seletiva é de 67,3%, o que representa a habilidade dos professores em gerir a sala de aula buscando minimizar atitudes de indisciplina e buscar criativamente instigar os estudantes.

A alteração nos procedimentos didáticos ou a inserção de pequenos intervalos durante as aulas facilitam o processo de atenção seletiva. Após organizar o ambiente de forma que a informação seja acessível aos alunos, o desafio é envolver os estudantes com o tema da aula a fim de que as informações alcancem o cérebro e a aprendizagem seja plausível.

Gráfico 4 : Desempenho docente em relação ao padrão da atenção

Fonte: Resultado da pesquisa 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Desempenho Prof. Darwin Desempenho Profª. Margulis Desempenho Profª. Rachel

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