As secções do PB coradas com hematoxilina-eosina, com Tricrómico de Masson e com o imunocorante CD-31 demonstram vasos sanguíneos múltiplos no epinervo, perinervo e endonervo em todos os níveis, da extremidade proximal das raízes à porção distal dos ramos terminais e colaterais (Figura 4.5). Os vasos no epinervo são mais escassos e de maior calibre do que no perinervo e, por sua vez, no perinervo os vasos são em menor número e de maior calibre do que os vasos no endonervo (Figura 4.5).
Os espécimes observados em microscopia electrónica de varrimento confirmaram estas descobertas e demonstraram que os sistemas vasculares epineural, perineural e endoneural são profusamente anastomosados ao longo de todo o comprimento e largura dos elementos do PB (Figura 4.6).
74 Figura 4.5 - Imagens de microcopia óptica da vascularização do plexo braquial. A: Foto de corte de raízes ventrais C6 do plexo braquial do rato com coloração de hematoxilina-eosina a expor os vasos sanguíneos epineurais, perineurais e endoneurais (ampliação 40 x). B: Foto de uma secção do tronco superior do PB do rato
corada com imunocorante CD-31 demonstrando os vasos sanguíneos epineurais, perineurais e endoneurais (ampliação 40 x).
Figura 4.6 - Num segmento de um molde vascular de corrosão do plexo braquial do rato (antes da metalização) do tronco superior é possível observar uma densa rede vascular intraneural - o plexo vascular intraneural
75 Figura 4.7 - Plexo Braquial do rato num segmento de um molde vascular de corrosão do tronco superior onde é
possível observar uma densa rede vascular epineural (A) com múltiplas anastomoses (seta) em direcção ao plexo vascular intraneural (B) (ampliação 75 x - barra 100 µm).
Figura 4.8 A - Imagens de Microscopia electrónica de varrimento da vascularização do plexo braquial do rato. Segmento de um molde vascular de corrosão do tronco superior onde se pode observar uma densa rede
76 Figura 4.8 B - Um segmento do tronco superior sem corrosão demonstrando vasos numerosos (setas) a suprimir
a superfície do tronco nervoso e a formar um plexo vascular epineural (ampliação 35 x - barra 500 µm).
Figura 4.8 C - Um segmento sem corrosão de corte transversal da raiz C7 do PB, demonstrando uma artéria epineural (seta) a percorrer obliquamente por cima do nervo e a formar parte do plexo epineural
77 Figura 4.8 D - Numa secção transversa dum molde vascular com corrosão do tronco superior é possível observar
o denso plexo vascular intraneural (*) interligado aos vasos extraneurais vizinhos (setas) (ampliação 50 x - barra 100 µm).
Figura 4.9 - Numa secção transversa do tronco superior sem corrosão é possível observar o denso plexo vascular epineural (1), intraepineural (2), perineural (3) e endoneural (4).
78 Pode concluir-se que o suprimento arterial e venoso do PB do rato deriva directa ou indirectamente dos vasos vizinhos.29 Estes vasos formam plexos vasculares densos e interligados ao epinervo, perinervo e endonervo.
Várias componentes do PB do rato Wistar são acompanhadas, durante um trajecto relativamente longo, por vasos sanguíneos calibrosos e constantes que fornecem o seu plexo epineural, tornando possível o seu levantamento como retalhos nervosos e, incluindo, até, fibras predominantemente motoras, sensitivas ou fibras mistas.
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