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Em grupos com os colegas, escolham uma música para audição em sala de aula; não importa o es- tilo para a turma analisar os elementos formais.
Como é trabalhada a altura dos sons? Existem variações de densidade?
Quais os instrumentos musicais utilizados? As vozes são mais agudas ou mais graves?
Posteriormente, cada equipe poderá apresentar seminários sobre a trajetória do cantor ou do gru- po da música escolhida.
Harmonia
Quando diferentes alturas soam simultaneamente geram harmonia. Em um violão, por exemplo, para se fazer um acorde é preciso tocar duas ou mais cordas ao mesmo tempo, aumentando a densidade dos sons.
Os acordes (grupos de sons que soam simultaneamente) podem ser consonantes ou dissonantes. No primeiro caso, temos a sensação de repouso e percebemos os sons como agradáveis. Na dissonância, te- mos a impressão de que os sons não se encaixam perfeitamente, trans- mitindo tensão.
Muitos tipos de música usam o recurso da dissonância, o jazz e a bossa nova são exemplos, pois ambos possuem elaboradas harmonias dissonantes. Harmonias dissonantes também têm relação com a cultura e o gosto das pessoas. Um senhor de 60 anos, que viveu sua vida no campo, ao escutar um Rap pode achar totalmente estranho, ao mesmo tempo, que para ele, uma moda de viola, tem a harmonia perfeita.
Classificamos os instrumentos de alturas definidas em dois tipos, os melódicos (nos quais podemos executar uma nota de cada vez), como alguns tipos de flautas e o saxofone, e os harmônicos, que emitem vá- rias notas simultaneamente, como o piano e o violão. Porém, instru- mentos harmônicos também podem produzir sons melódicos como no exemplo de um guitarrista solando.
Melodia
É uma seqüência de alturas que pode chegar a nos emocionar. Você já não se emocionou escutando uma melodia que lhe fez lembrar de um acontecimento de sua vida? Para alguns, a melodia é a alma da música. As melodias podem ser criadas a partir de escalas, isto é, seqüên- cias organizadas de alturas. As primeiras civilizações que dividiram as alturas harmônicas e criaram escalas surgiram no Oriente – China, Me- sopotâmia e Egito – e desenvolveram a chamada escala pentatônica, com 5 notas principais.
A criação de escalas foi um fato decisivo nas transformações da música. Na Grécia, via experimentos e observações de Pitágoras, per- cebeu-se que certas regras sonoras são constantes em toda natureza. Iniciando os primeiros estudos da acústica com o monocórdio, instru- mento com o qual calculou as divisões harmônicas. Calculou? Olha a matemática aí de novo!
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fonte:http://www.phys. uniroma1.it, acessado <
A melodia pode aparecer sozinha ou organizada com outras. Quan- do isso ocorre, chamamos de polifonia e, nesse caso, estamos traba- lhando com a harmonia. Por exemplo, você já percebeu que o toque dos celulares está se modificando? Há algum tempo eles soavam ape- nas uma linha melódica, hoje são cada vez mais comuns os toques po- lifônicos, com mais de uma melodia, intercalando-se ou soando simul- taneamente.
Ritmo
O ritmo é algo comum à própria vida, ele está no bater do coração, quando respiramos ou quando andamos. É formado pela alternância de sons e silêncios.
Na maioria das músicas ocidentais o ritmo tem uma pulsação cons- tante, fácil de se perceber, é o momento em que batemos palma ou marcamos com o pé um som mais forte. De acordo com a velocidade de execução de uma música, seu andamento será mais rápido ou mais lento. Existem vários tipos de andamentos. Na música erudita eles pos- suem nomes vindos do italiano como, largo, lento, andante, modera- to, alegro, presto, entre outros. Esses nomes indicam a velocidade que a música deve ser executada.
De acordo com a duração dos sons e sua acentuação na música, isto é, se são mais fortes ou fracos, determina-se o compasso de uma composição. O compasso divide a música em grupos de sons com de- terminada duração. A partir do fim da Idade Média, cada nota passou a ter um tempo (duração) determinado. A principal medida de tempo chama-se semibreve e é definida pelo compositor ao criar a música, ho- je usamos o metrônomo, que tem a duração da semibreve definida.
As outras notas são “frações” da semibreve. Frações? Nós estamos falando de música ou de matemática?
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A forma de se medir a du- ração das notas musicais cha- ma-se Mensuralismo. Foi
criada no século XII por Wal- ler Oddington e Franco de Co- lônia, que aliado ao método de notação das alturas, criado por Guido d’Arezzo, possibilitou o surgimento da escrita musical, usada para registrar nossa mú- sica.
O compasso de uma música tem geralmente a mesma duração, são definidos no início da partitura com uma fração. Quando o maestro movimenta suas mãos está, entre outras coisas, marcando os compas- sos musicais. Destacaremos a seguir os mais comuns:
= Tempo forte = Meio forte 4 4 = Tempo forte 2 4 = Tempo forte 3 4
Binário: compasso característico da marcha, do caminhar; um, dois,
um, dois, um, dois...
Ternário: compasso fácil de se perceber na valsa; um, dois, três, um,
dois, três, um, dois, três...
Quaternário: comum à maioria das músicas populares e cívicas (hi-
no nacional, por exemplo). É a duplicação do compasso binário; um, dois, três, quatro, um, dois, três, quatro...
Foi durante quase toda a Idade Média que a divisão do tempo na música ocidental se desenvolveu, não vá pensar que isso aconteceu do dia para a noite, foram centenas e centenas de anos para isso!
Imagine o mundo sem música, ele seria diferente? Nossos proble- mas seriam os mesmos ou maiores? A humanidade teria chegado ao ponto em que chegou? Perguntas difíceis ou impossíveis de se respon- der, o fato é que a música tem muito de nossa humanidade.
Fazer e apreciar música está tão presente em todas as culturas, que não podemos separá-la do ser humano. Parafraseando aquele famoso ditado “onde há fumaça há fogo” podemos dizer “onde há um ser hu- mano, existe música”.
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Escutem músicas de diferentes compassos e tentem identificá-los. Hinos, músicas populares, fol- clóricas ou eruditas. Posteriormente, acompanhem a pulsação da música e em certo momento peça a um colega que diminua o volume.
Cada pessoa do grupo deverá criar células rítmicas sobre a pulsação.
ATIVIDADE
Referências
SHAFER R. M. O Ouvido Pensante. São Paulo: Editora Unesp, 2003. STEFANI, G. Para Entender a Música. São Paulo: Editora Globo, 1989. WISNICK J. M. O Som e o Sentido. São Paulo: Companhia das Le- tras,1989.
DAVIS Y.M ; CURTIS, W. A Música do Homem. São Paulo : Livraria Mar- tins Fontes Editora LTDA, 1981
SQUEFF, E.; WISNIK, J. M. O Nacional e o Popular na Cultura Brasilei-
ra. São Paulo: Editora Brasiliense, 1983.