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73rd EAGE Conference & Exhibition incorporating SPE EUROPEC 2011 Vienna, Austria, 23-26 May 2011

Os taludes em rocha ou solo foram avaliados inicialmente por métodos determinísticos de equilíbrio limite. Os métodos foram desenvolvidos primeiramente, considerando os taludes como sendo um bloco único, uma massa homogênea que possui comportamento igual em todo o seu volume. Depois os taludes foram estudados de forma segmentada, em fatias verticais, sendo avaliadas a estabilidade em cada uma de suas fatias.

Com o advento de ferramentas computacionais, os taludes passaram a ser estudados através de uma nova forma de abordagem e começaram a ser analisados por estudos de tensão-deformação, além das análises de equilíbrio limite já utilizadas, principalmente devido a suas grandes dimensões. Em casos mais específicos, onde as deformações são

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mais significativas, como na mineração, a existência de taludes superiores a 200 m de altura torna-se prática normal e corriqueira nos dias de hoje, conforme citado por Assis (2003).

2.4.1- Métodos de análise por equilíbrio limite

Os métodos de análise por equilíbrio limite são baseados no equilíbrio de forças ou no equilíbrio de momentos (resistentes x atuantes). Devemos levar em consideração a geometria do talude; a presença de forças hidrostáticas; a presença de sobrecargas fixas ou eventuais, dentre outros fatores.

Quando os parâmetros geotécnicos são conhecidos e possuímos o levantamento topográfico do talude em questão, soluções gráficas ou analíticas são possíveis de serem desenvolvidas. As Tabelas 2.8 e 2.9 mostram um resumo das principais condições geológicas que influenciam nas potenciais formas de superfície de ruptura e um resumo dos principais métodos de dimensionamento determinístico utilizados para o cálculo da estabilidade de taludes, como referenciados por Abramson et al., 1996 apud Silva (2006).

Tabela 2.8- Fatores geológicos que controlam a forma de potenciais superfícies de ruptura (Abransom et al., 1996).

(Continua) Condições geológicas Superfícies potenciais de ruptura

Solos não coesivos

Translacional com pequenas proporções entre profundidade e extensão

Solos residuais ou coluvionais pouco profundos

Argilas fissuradas rígidas, xisto argiloso marinho, muito

intemperizados Deslizamento de blocos

Superfície planar simples Depósitos entre camadas

mergulhando em rocha ou solo Material com superfície de ruptura pré-definida ou com

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Tabela 2.8- Fatores geológicos que controlam a forma de potenciais superfícies de ruptura (Abransom et al., 1996).

(Conclusão) Condições geológicas Superfícies potenciais de ruptura

Solos coesivos duros a rígidos

em taludes íngremes Superfície planar simples. Deslizamento de blocos em

maciços rochosos

Superfície planar múltipla. Acamamento de rochas

sedimentares intemperizadas Xistos argilosos e argilas

rígidas fissuradas Solos estratificados Aterros a meia encosta sobre

colúvios

Camadas espessas de solos residuais e colúvios

Superfície circular ou cilíndrica. Argilas marinhas moles e

xistos

Solos coesivos moles a rígidos

Tabela 2.9- Resumo das hipóteses adotadas por alguns dos principais métodos determinísticos (Abransom et al., 1996).

(Continua)

Método Suposições

Ordinário ou Fellenius

Satisfaz o equilíbrio total de momentos. Despreza as forças de interação Inter lamelares. Considera as superfícies de ruptura como sendo

circulares.

Bishop simplificado

Satisfaz as condições de momento e de força verticais. Considera que as forças cisalhantes que atuam sobre uma

lamela são nulas.

Considera que o somatório entre as componentes das forças horizontais atuando nas lamelas sejam nulas.

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Tabela 2.9- Resumo das hipóteses adotadas por alguns dos principais métodos determinísticos (Abransom et al., 1996).

(Conclusão)

Método Suposições

Janbu simplificado

Satisfaz as condições de momentos e de forças. As forças resultantes de interação são horizontais. Adota um fator de correção empírico, (f0), usado para

calcular as forças de cisalhamento de interação. Utilizado para quaisquer superfícies de ruptura.

Spencer

Satisfaz as condições de momentos e de forças.

As forças resultantes de interação são de inclinação constante através da massa deslizante.

Utilizado para quaisquer superfícies de ruptura.

Bishop

Considera a interação entre várias lamelas sobre uma superfície de ruptura circular e satisfaz as condições de

equilíbrio de forças e de momentos. A hipótese utilizada neste método para suprir a indeterminação estática é a imposição de que o somatório da

diferença entre as forças cisalhantes totais que atuam sobre uma lamela é zero.

Superfície circular de ruptura;

Janbu generalizado

Satisfaz as condições de equilíbrio de momentos e de forças. Supõe que a localização das forças Inter lamelares pode ser

arbitrariamente escolhida.

Utilizado para quaisquer superfícies de ruptura.

Morgenstern e Price

A direção da resultante das forças Inter lamelares é determinada pelo uso de uma função arbitrada, onde λ é um fator da função que deve satisfazer o equilíbrio de forças e momentos e as lamelas de espessura finita.

Utilizado para quaisquer superfícies de ruptura.

GLE

A direção da resultante das forças entre lamelas é definida com uma função arbitrada, onde λ é um fator da função que deve satisfazer o equilíbrio de forças e momentos, e as lamelas de espessura

infinitesimal

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Também pode-se citar o método de Sarma (1979), que considera que a superfície de ruptura de um talude é dividida em lamelas e a resistências entre as lamelas é mobilizada.

Sarma (1979) propõe a existência de um fator de aceleração do movimento denominado de Kc que atua na superfície de ruptura de cada lamela. Considera-se uma força horizontal, o peso total da massa a ser mobilizada, atuando de forma fracionada em cada lamela para desestabilizá-la, sendo este influenciado diretamente pelo ângulo de inclinação de cada lamela. Este conceito foi extrapolado por Sarma para maciços rochosos de vários blocos, onde as características das descontinuidades são os fatores determinantes para a estabilidade do maciço.

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CAPÍTULO

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