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EØS-avtalen og forholdet til menneskerettighetene

   

Em vários momentos é comum os coralistas olharem para o regente, que no caso não é o ensaiador no momento em que não conseguem prosseguir. Este olhar está carregado de uma expressão de dúvida, como se o coralista tivesse perguntando: o que deu errado agora?                          

             

FICHAS DE OBSERVAÇÃO DOS CORAIS 

 

CORAL MUSICARTE 

AQUECIMENTO 

O aquecimento começa com a sílaba “blem” em uma escala diatônica, que são notas consecutivas, na descendência e apejada68 na ascendência. Depois passa para o exercício de escala com a palavra “fidelité” neste exercício o regente fala um pouco sobre abertura de boca, e pede para os coralistas não deixarem o som “abrir”. Outro exercício consiste em o falar de várias vogais, tentando “lançar” a voz para frente e o último exercício consiste em um “trava-língua”, que é um ótimo exercício para aquecer a articulação.

O aquecimento vocal neste caso trabalha com vários elementos como a ressonância, a articulação e a construção da sonoridade através das vogais. O coro neste momento apenas responde ao piano, e busca na sonoridade do instrumento o parâmetro principal para a sua afinação. Quando o regente explica sobre a abertura de boca para os coralistas está tentando uniformizar o som e a articulação.

A música ensaiada contém uma parte com solo e o coro funciona como acompanhamento, os solistas são integrantes do próprio coral, sendo que um dos solistas foi descoberto dentro do próprio coro. Ele comenta sobre a disciplina do ensaio e explica, com uma certa leveza, porque a conversa atrapalha a concentração do próprio regente.

Ele começa passando primeiramente os solistas, faz algumas correções e recomeça a música. O instrumento é usado para além de acompanhar gerar uma referência melódica para os cantores. Durante a explicação das partes a técnica vocal o regente aborta elementos de timbre e de ritmo. Fala sobre impostação vocal e também sobre afinação. o regente interrompe bastante além de pedir a atenção dos coralistas para a partitura, que os guia no ensaio.

O maestro se verifica bastante incisivo nos comentários, sempre repetindo quando necessário e conduzindo o grupo através da comunicação verbal, principalmente porque ele se mantém o tempo todo no piano. O regente evita deixar passar as falhas, porém sempre dá informações sobre técnica vocal.

O regente também utiliza a sua voz para demonstrar a técnica vocal, mas além da própria voz a comunicação verbal dá as instruções técnicas. O regente é bastante ativo e enérgico, está sempre instruindo e fazendo o coro cantar o maior tempo possível, embora as interseções durante o trabalho são bastante numerosas. Ele interrompe com freqüência o canto, mas as interrupções não duram muito, são bastante breves.

Os coralistas não interferem tanto, apenas quando são requisitados, o que algumas vezes acontece, ou quando surge alguma dúvida e ao regente perceber para o ensaio e verifica esta dúvida. Problemas com letra são lidados as vezes com os coralistas no sentido do regente esclarecer os questionamentos que vão surgindo.

Durante o ensaio o maestro coloca um segundo regente para conduzir o coro, este porém procura se deter ao gestual e pouco interfere na condução do ensaio do regente principal. Em alguns momentos surgem dúvidas tanto dos coralistas quanto entre os regentes que exige uma conversa entre os professores de forma mais específica. Como por exemplo, um acorde errado na partitura, dúvida de andamento.

Por mais que a música esteja sendo cantada em um andamento mais divagar do que a versão original, o regente principal procura não fugir tanto do andamento da gravação, gravação esta que foi tocada no rádio para os coralistas ouvirem. Os coralistas ensaiam a maior parte do tempo sentados. Quando o coro canta toda a parte ensaiada o maestro pede que eles se levantem.

Em vários momentos o maestro do ensaio pede para o regente “secundário” deixar o gesto mais claro, em função de certas dificuldades que o coral está apresentando. O tempo todo os regentes estão atentos para a execução do coro, as respostas do grupo não acontecem de forma verbal, mas de forma musical.

O ensaio começa bem delimitado porém as atitudes correções e gestos vão sendo o tempo todo moldado de acordo com a forma que o coro canta, afim de resolver dificuldades que aparecem no decorrer do ensaio.

O aquecimento é o começo do trabalho e visa principalmente trazer o coralista e a sua voz para este momento de execução e aprendizado musical. O regente mantém o coro sempre cantando, porém, quando é necessário individualiza as partes para tratar de problemas mais pontuais.

Para casa música o regente utiliza um método de ensaio, ou seja, no música “Andança” o regente canta a música inteira mais vezes e intercede quando se vê necessário. Na musica “Rosa Morena” o regente começa trabalhando os homens e passa cada naipe individualmente, utilizando bastante a imitação como procedimento, posteriormente trabalha os contraltos da mesma forma e por fim os soopranos. Ao trabalhar o naipe masculino usa muito a sua própria voz como exemplo, não somente para demonstrar sonoramente o que deseja que os coralistas façam, mas também para demonstrar o erro dos coralistas.

Nesta música a comunicação entre o regente e os coralistas se torna mais intensa, no sentido do regente para o grupo e com algumas respostas verbais do próprio grupo. Mas mesmo aqui a resposta que se espera é na execução musical. A pergunta como “quem começa a cantar essa música?” tem o objetivo de trazer para a consciência dos cantores a estrutura do começo da peça.

Ainda neste música o regente explica o aspecto do trabalho de coral na casa de cultura que é a formação do grupo, ou seja, ele comenta que precisa adaptar o grupo e a si mesmo para a qualidade e quantidade das vozes que tem ao seu dispor, explicando que no Brasil os regentes dificilmente tem o coro que gostariam, portanto, se tiver “cinqüenta sopranos e um homem, ele se adaptará para aquele grupo.

Mesmo com este coro sendo relativamente leigo no que se refere a leitura de partitura o regente não abre mão de utilizar alguns termos especificamente musicais, porém, não da forma e com a freqüência de um grupo que tem a leitura musical como uma ferramenta mais desenvolvida.

E por fim, a última música, onde o regente chama os homens para cantarem ao lado do maestro, chamando primeiramente o integrante novo, e depois, todos os homens para cantarem ao lado do piano. Dessa forma o regente tem uma atenção mais individualizada voltada para os homens, sendo que eles tem um contato mais próximo com o som do piano, do que, com o som dos outros naipes, facilitando assim a afinação.

Para cada música é adotado neste ensaio um procedimento diferente, aqui temos dois regentes atuando. O regente principal fica ao piano e dá todas as coordenadas enquanto o regente secundário conduz o grupo através do gesto. Para cada momento temos um dificuldade diferente, de forma que, todo o ensaio se adapta a resolver estas dificuldades. A resposta que os cantores dão ao maestro acontecem durante o procedimento do canto, sendo que, aqui não se permite muita conversa entre o grupo e entre o coro e o regente.

Algumas vezes esta comunicação verbal direta se faz necessária, porém dificilmente isso acontece. Muita das dúvidas que aparecem são resolvidas pelo regente verbalmente, ou pela demonstração vocal do trecho a ser resolvido. A finalização do ensaio acontece com uma confraternização entre os coralistas antes deles saírem da casa de cultura.                                    

               

CORO MISTO DA ESCOLA DE MÚSICA SEMITOM 

AQUECIMENTO 

O aquecimento começa com exercícios de relaxamento e de respiração, depois passa para alguns exercícios de articulação e termina com um exercício com vogais e que utiliza uma escala longa, para trabalhar a respiração especificamente durante a emissão da voz. Esse exercício consistem em uma escala diatônica ascendente com alguns saltos descendentes terminando na descendência.

 

REPERTÓRIO 

No início do ensaio a regente já explica a música que será trabalhada, lembrando um acordo prévio feito com os coralistas. Logo após alguns recados são dados, e é feita a divulgação do festival Unicanto de Corais que está próximo.

Após esse primeiro momento o começa com o ensaio, a regente começa relembrando as partes da música já trabalhadas, naipe por naipe. Os naipes neste coro tem uma divisão bem diferente do tradicional, justamente pela configuração também pouco usual. Aqui temos desde crianças entre 9 e 14 anos, adolescentes e pessoas com mais de 25 anos e um integrante com mais de 50 anos de idade.

Este coro disponibiliza de uma professora e regente principal e um regente “secundário”. Este regente secundário se responsabiliza também pela técnica vocal, mas

trabalha principalmente com o gestual, auxiliando a regente principal que se mantém ao piano pela duração do ensaio.

Neste ensaio o regente secundário ao tomar a palavra utiliza da própria voz para simular o efeito da voz do coralista, pedindo para que ele faça um som mais redondo, ou seja, o regente mostra o som aberto que o coralista está produzindo e pede para que ele faça, ao invés daquele som aberto, um som mais fechado e mais bem colocado.

Tem uma mudança na letra da segunda voz que foi feita pelos professores e foi passado ao grupo, a mudança e explicado o porque. Com relação a letra em inglês foi utilizado uma parte do ensaio para trabalhar a dicção e pronuncia das palavras além de se trabalhar a articulação, o que é feito através do exemplo do professor e da imitação dos coristas, ou seja, o regente fala a letra, demonstra os movimentos da face de forma exagerada para que os coralistas possam visualizar e refazer alguns destes movimentos.

Neste ensaio a intenção é fazer uma leitura da peça e aprender as partes que faltam da música. A obra não foi ensinada seguindo a ordem natural da música, as partes mais simples e mais dinâmicas foram ensinadas primeiro, as partes com maior nível de dificuldade foram apresentadas posteriormente.

O ensaio da nova letra em inglês foi feito através do processo de repetição, o regente fala a letra os coralistas repetem e de acordo com as repetições o professor modifica ou não a forma de explicar ou demonstrar a letra. Neste momento o treinamento ritmo também se faz presente. É aproveitado o fato de se estar lidando com a letra falada para trabalhar ritmo e articulação.

Muito das dúvidas são resolvidos através da conversa entre o regente e os cantores, é um ensaio bastante participativo. Os cantores expressão com freqüência as dúvidas e também os acertos. Quando existe um questionamento sobre o significado das letras, a resposta aparece no próprio grupo. O grupo se mantém sempre cantando, por mais que em vários momentos se divide os naipes, os cantores fazem exercícios e cantam juntos várias vezes.

A passagem nova é repassada várias vezes, cada vez é precedida de uma instrução ou algum tipo de comunicação com os coralistas. Geralmente o regente masculino se encarrega das vozes masculinas enquanto a regente feminina trabalha mais com as vozes femininas.

Depois de várias repetições o coro finalmente trabalha a música como um todo. Pela primeira vez os cantores executam a música inteira. A instruções até então se resume ao final e ao início das passagens. E até então é executado a música toda sem paradas mesmo com vários problemas aparecendo, justamente para que depois se isole cada dificuldade e a resolva.

A primeira delas é relembrar outra parte da música que o coral aparenta ter esquecido. O segundo problema é resolver a parte final que precede a volta, volta esta que não está marcada na partitura, indicando que no decorrer são feito algumas adaptações na forma da música. Nesta parte final é feito uma mudança, onde é retirado um pequeno pedaço do arranjo, no final do ensaio isto é combinado com os coralistas e os motivos devidamente explicados.

A parte final também é repetida várias vezes e cada vez com uma recomendação dos professores. Os regentes interferem nos trabalhos entre si, em vários momentos o regente secundário pede para repassar trechos, ou para o ensaio para corrigir alguma coisa. As partes de cada regente são bem determinadas porém a interação entre os regentes é constante. Assim como a interação entre os coralistas e os coralistas e os regentes fornece parâmetros para certas atitudes e adaptação dos professores.