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Dykes and their apical swells

In document Geology of Franz Josef Land (sider 116-126)

5 PLATEAU-BASALT MAGMATISM

5.3 Hypabyssal intrusions - VD. Dibner

5.3.1. Dykes and their apical swells

Entrevista nº 1

Micro empresário» Carlos Duarte

Estado civil: Solteiro

Naturalidade: Cabo-verdiana

Nacionalidade: Portuguesa

Habilitações: Licenciado Comunicação Visual

Negócio: Design; Fotografia; Ilustração; Pintura; Escultura; Instalação; Musica... | Artes Visuais e Representativas.

Início: Ano de 2010

Sede do Negócio: Barcarena

Instituição parceira onde participou no PEI: Associação Cultural e Juvenil Batoto Yetu (Caxias)

Parte I

Investigação sobre as situações de vulnerabilidade anteriores à criação do próprio negócio

Vamos começar por conversar sobre a sua história de vida antes de lançar na criação do seu próprio negócio. Parece-lhe bem? Gostava que me contasse um pouco da sua história de vida.

Família

Onde nasceu? Fale um pouco sobre a sua infância?

Sou Carlos Duarte, tenho 36 anos. Comecei isto desde muito cedo. A minha relação com a comunicação, com as artes, foi desde os meus 7, 8 anos. Sempre tive um interesse pela pintura e era aí que eu queria seguir o meu percurso profissional. Aos 18 anos concorri para a faculdade de Belas Artes, que eu queria seguir escultura e desenho, só que pronto não consegui entrar. Tive um ano a trabalhar e depois os meus pais propuseram-me eu tirar um outro curso numa faculdade privada porque não há muitas faculdades aqui, de design por exemplo, foi aquela que eu optei, entrei em 1996 e tirei o curso de comunicação visual, acabei em 2000 mas já no tempo da faculdade eu trabalhava como free lancer em áreas como design visual, e depois mais tarde a música, a fotografia e a publicidade como assistente plateau, a trabalhar no departamento de artes. Em 2010 eu associei- me também à Batoto Yetu porque tenho parcerias directas lá porque meu irmão é músico é monitor lá, eu sigo o projecto há muitos anos até porque admiro o projecto feito por eles e a maneira como eles inseriram estes jovens esta inclusão social de jovens com dificuldades na sociedade. Interessou- me inscrever no projecto empreendedorismo imigrante porque sabia que ali, com essa carta de recomendação, eu poderia ter um acesso mais directo tanto no microcrédito como no DNA, como no Fenícia, como no IAPMEI porque tudo isso antes do microcrédito foi o que eu andei a estudar a tentar perceber mas a minha conclusão é que são tudo a mesma coisa só que um é verde outro é laranja… Porque em termos dos inquéritos são praticamente iguais. E isto pra mim foi o que gostei imenso de trabalhar com a ANDC, eles seguiram o meu projecto, tentaram perceber o meu projecto, aconselharam-me…

Nasci em Lisboa, sou descendente de imigrantes.

Condições de Vida

Gostaria agora de saber sobre a sua vida em Portugal.

Como surgiu a oportunidade e porque imigrou?

Como já referi nasci cá.

Como começou a sua vida cá? Tinha familiares que o apoiavam? Não aplicável (N.A.)

Quais as principais dificuldades que teve? N.A.

Foi fácil a sua integração no mercado de trabalho? Ou nunca chegou a trabalhar por outra pessoa?

Sempre trabalhei como freelancer.

Descreva-me o local onde morava. Tinha eletricidade? Água? Casa de banho (saneamento básico)?

Cresci no Bairro das Marianas (bairro de lata), com 3 anos, também tive lá pouco tempo mas é um dos sítios que tenho referências desde pequeno, não era aquilo que é agora. Estamos a falar dos finais dos anos 70 e inicio dos anos 80 e a minha inserção foi sempre feliz eu tive uma infância feliz, sou terceiro de 4 irmão e a minha inserção e dos meus irmãos valeu-se pelo facto do meu pai ser um aventureiro e ter… O meu pai, só para termos uma noção é o 12º, é o mais novo de 12 irmãos e todos faleceram ele nunca conheceu um irmão dele, foi o único sobrevivente. Fui criado pela minha avó que o meu pai trouxe de Cabo Verde para o efeito. Criou-me até 20 e poucos anos, juntamente com os meus irmãos, meu pai e minha mãe. Foi uma peça fundamental na minha formação (minha avó). Eu tinha duas escolhas, ou seguia pela área marginal também pois quem cresce neste ambiente de exclusão social, muitas vezes é a própria sociedade que nos exclui porque temos uma aparência diferente, temos cabelo assim, ou porque temos aquela cor, ou porque somos daquela etnia… Mas sempre fui educado pelos meus pais de tentar passar por cima desses obstáculos. E o meu pai foi um herói porque trouxe a minha avó para aqui, fez-lhe adaptar, num país que não era dela, pessoas que com quem ela não se identificava, estilo de vida completamente diferente, portanto são duas pessoas fundamentais, juntamente com a minha mãe de eu e os meus irmão termos chegado onde chegamos.

Situação económica/financeira

A sua família teve alguma vez problemas de dinheiro? SE SIM: Lembra-se da pior fase desses problemas?

Em termos de percurso familiar, eu tenho que ser o primeiro a dizer e isto que fique bem claro que eu também só estou aqui, consegui chegar aqui a este ponto de abrir, única e exclusivamente pela ajuda dos meus pais. Esses foram fundamentais no meu percurso de formação, no meu percurso enquanto pessoa, enquanto pai de família, enquanto dono da minha casa, enquanto… toda essa disciplina eu tive com os meus pais e isso eu tenho que… mais do que o microcrédito e ANDC os meus pais investem em mim e nos meus irmãos desde sempre. Não foi fácil porque os meus pais são mesmo imigrantes, nasceram em Cabo Verde, fizeram a vida em Angola e regressaram para Portugal. Vieram pra cá antes da guerra mas o meu pai ai trabalhava também como polícia e isso houve uma parceria entre o Estado Português e o Estado de Angola (…)

Qual era a sua situação profissional antes da criação do seu próprio negócio? Estava Empregado? Desempregado? A estudar? Reformado? Ou Outra?

Até 2007 eu fui sempre Free Lancer, trabalhava em várias áreas e não conseguia ter um emprego certo com uma entidade certa porque nunca fui… Secalhar vem daí também a minha proactividade e empreendedorismo desde muito novo. Antes de sair da faculdade trabalhava como Free Lancer, continuei depois e criei ligações com entidades que até hoje ainda tenho. Trabalho no regime de Free Lancer. Este projecto foi mesmo para me dar o meu posto de trabalho. Estava como free lancer antes de criar este projecto. Ele também tem a ver com a fusão de todos os projectos que tive e tenho em mente e as várias áreas, disciplinas que este projecto união de facto faz. A união de facto vem exatamente fundir esses processos todos, essas parcerias todas com vários profissionais da área, vários know hows e pronto esse é o meu truque de estar no mercado, se eu não fazer tenho parcerias directas que conseguem fazer. Também trabalho com grandes marcas mas tenho também um projecto cá dentro de trabalhar com pessoas excluídas, sempre foi meu objectivo trabalhar com as comunidades imigrantes com o meu know how se tiver capacidade de ajudar faria com todo o gosto. Trabalho com a Batoto Yetu é um prazer com as crianças, com aquela instituição, mas gostava de ir mais além um bocado.

Tinha alguma propriedade que lhe permitisse gerar outros rendimentos além do trabalho por conta de outrem? (exemplo terreno, carro, casa arrendada etc…)

É capaz de me dizer quais eram as suas principais dificuldades? Dê-me alguns exemplos de coisa que não podia ter? (i.e. alimentação e habitação adequada, proporcionar educação adequada aos filhos…)

É como eu lhe disse, eu para assumir esta personagem, esta posição social, os meus pais foram fundamentais nisso porque senão nada era possível e não posso dizer que tenha tido heranças ou tive… porque isso era impossível para a gente da nossa comunidade não é possível. Não sou de famílias abastadas, nunca fui, nem os meus avós eram nem os meus pais eram mas isso também levou-me a ser o que sou hoje em dia de querer um objectivo e tentar alcança-lo (…) Grandes dificuldades, principalmente, não vou mentir, isto tem de ser dito, a parte da cor é fundamental (…) é muito difícil porque para muita gente que está no mercado basta aparecer e pronto as coisas acontecem. Neste momento aqui tive uma situação há pouco tempo e foi nítida, foi a resposta direta daquilo que eu sempre defendi que, pode estar camuflado mas ele ainda existe, o preconceito de trabalhar com gente que a priore não são portugueses tem aquela cor, aquela maneira de estar, tem aquele costume, aquelas tradições e isso eu tenho que dizer é sempre um entrave. Então quem está na minha situação tem que, antes de apresentar o nosso serviço, o que fazemos, temos que passar aquela fase que é complicadíssimo que é deem uma oportunidade nem que for para eu falar, nem que seja para eu apresentar o meu projeto (…) Não tenho que provar nada a essas pessoas mas aos meus pais que o investimento deles não pode ter sido em vão.

Até que ano andou na escola? Seus pais também chegaram a estudar? Qual foi a profissão que aprendeu? (respondido noutra pergunta)

Parte II

Investigação sobre o impacto da criação do próprio negócio nas condições de vida

Sente-se bem? Parece-lhe que podemos prosseguir?

Gostava que me falasse da sua experiencia como dono do próprio negócio.

Criação do próprio negócio

Quando e porque surgiu-lhe a ideia de criar o seu próprio negócio?

Principalmente, eu em 2008 estava inserido nesta mesma empresa que esta em parceria comigo aqui, a trytecom porque nós tivemos um atelier na parede também em que implicava loja, vendas de componentes informáticos e tínhamos uma laboratório de design de comunicação que era a minha parte. Em 2007 começamos esse projecto, em 2009 não deu para prosseguir esse projecto por n motivos. O meu sócio que hoje está comigo teve outras parcerias de sociedades que só lhe deram dor de cabeça e não correu nada muito bem mas a princípio pensamos todos que iria ser porque eram todos confiantes e convictos que eram os maiores (…)

E a sociedade que o meu sócio, eu não era sócio, era parceiro directo deles, trabalhava num departamento que eles não dominavam e sentiram necessidade de ter esse departamento. Tive lá durante 2 anos até 2009 e como já não era o primeiro projecto que tenho participado, decidi desta vez vou fazer o meu próprio projeto, com as minhas regras, com a minha disciplina, e as pessoas que eu emprego, as pessoas a quem me associo ao meu projecto terão de ser escolhidas a dedo e com percurso de vida que eu me identifico de forma a complementar o meu trabalho mesmo não trabalhando na mesma área. Porque eu trabalho com escritores, com músicos, com designers, com fotógrafos, gente que está na cultura ou não, ou na politica e isso levou-me a fazer o União de facto que é exactamente esta parceria.

Porque decidiu avançar para a sua criação? Porque não o tinha feito antes?

O mercado estava diferente, há 5 anos atrás, sentia-me bem a trabalhar como free lancer porque existia mesmo oferta de trabalho nas minhas áreas (design, fotografia, publicidade e musica), se eu não tivesse a trabalhar em design (…) Não era que havia mais emprego, havia mais trabalho, o emprego era eu que criava porque acordava trabalhando como freelancer de manha à noite, pagando as minhas contas e apresentando-me ao mercado que era fundamental nestas minhas áreas. Porque não há muita gente que o faça, era fácil encontrar trabalho para fazer mas também fácil queimar se não fizesse bem. Eu já estou nas áreas que falei há mais de 10 anos e em todas as áreas tinha que articular e posicionar com uma estratégia de angariar confiança das pessoas que procuram o meu serviço e agora já estou numa maturidade profissional em que já conhecem o meu trabalho e agora

decidi avançar para a criação do meu próprio negócio. Não é que saiba fazer tudo mas recebo os pedidos e articulo com a minha equipa e parceria para encontrar que faça.

Qual o sector de actividade?

Sector Primário (Agricultura; Pecuária; Silvicultura; Extracção mineira; Apicultura; Pesca)? Sector Secundário (Indústria; Construção civil; Obras públicas; Fornecimento de gás, água e electricidade)?

Ou Sector Terciário (Saúde; Educação; Banca; Seguros; Transportes; Turismo)?

Outras: Artes visuais, indústria criativa, comunicações visuais. Áreas do União de Facto.

Imaginemos isto em forma de organigrama, A trytecom é que suporta todos esses serviços. A Trytecom é uma outra empresa que suporta outros projectos também como o União de Facto. Eles nos apoiam e eu apoio a eles também. Nos somos parceiros directos da Trytecom e prestamos serviços directos a eles e eles também se tiverem serviços pedem-nos para fazer. O projecto em si existe como uma empresa, a Trytecom é que nos leva a dizer que somos uma empresa. A união de facto é um conceito, está inserido numa empresa chamada trytecom. Neste momento somos 4 pessoas, em 3 áreas como disse. Há uma quarta que é uma player, em que nós posicionamos, imagina agora estamos em Angola vais lá estar e vais nos delegar as coisas que nós precisamos aqui desenvolver nas áreas das comunicações, na área do agenciamento, na área da tecnologia. A trytecom apoia com suporte físico e institucional.

Nós somos um conceito e a Trytecom é uma empresa que suporta vários tipos de conceitos. Neste momento estamos com 3 conceitos: A parte do agenciamento, a parte da tecnologia e artes. Mas não quer dizer que amanhã, não estejamos a trabalhar num projecto de energias renováveis. Imagina se alguém nos apresenta um projecto que nós em equipa nos interessam, a trytecom pode suportar. Dão suporte físico e institucional porque tem um contribuinte, facturação… e nós associamos a isso porque somos profissionais da nossa área mas somos investidores, business angels, estamos colectados na segurança social como empresário em nome individual que está a investir na trytecom mas de desenvolver um conceito que é a união de facto. Quando estava a preparar este conceito de União de facto, sabia que interessava-me estar associado à trytecom porque facilitava em muitos aspectos, a parte mais burocrática das coisas e a trytecom isso nos ajuda a tratar (a parte dos advogados, a parte das finanças, segurança social. Somos empresários em nome individual mas juntando todos criamos uma força. Todos nós estamos como empresários em nome individual só o dono da trytecom (eu também sou um dos por ser investidor) é que está registada como sociedade anónima ou por quotas se não estou em erro. (…)

Isto representa um conceito diferente de trabalho. Não o emprego com horário fixo. Este meu posto de trabalho não é tão linear como entrar às 9h00 e saíres às 6h. Pode ser ao fim de semana, feriado, às 18h ou às 3h da manha. Há esta flexibilidade por ter dizer estou preparado para isto. Eu quando vou filmar o dia começa às 3h da manha. Não é como às 9h tenho que entrar às 6h tenho que sair.

3 Conceitos

Tecnologia

A tecnologia, agente está mais focada (vou ser resumido porque não está cá o meu colega da tecnologia) na área da banca, da bolsa, desenvolve-se sistemas de informação, softwares, Hardwares, venda de componentes, redes, e todo este processo é gerido por um programador sénior que é o meu sócio que também está neste projecto que é o dono da Trytecom, mas não é dono dos conceitos inseridos na Trytecom.

Agenciamento (management)

Na parte do agenciamento nos trabalhamos com duas disciplinas: A parte do desporto. Porque este meu outro colega foi jogador profissional, também lidamos com ex-profissionais de futebol no caso de Chainho, Mário Jorge, crescemos com eles, eles trabalham também aqui, tem parcerias connosco e fazemos a parte de agenciamento de jogadores que depois ramifica neste tipo de trabalho que mostrei lá em baixo. DVD, best moments, nós preparamos um leque de informações para potencializar a venda desses jogadores sejam eles novos, naquele caso que mostrei lá em baixo é um jogador já em final de carreira mas que tem um portefólio tão grande e tão vasto precisou de um serviço, esse serviço era passar a informação analógica para a digital, aí entra a tecnologia da Trytcom, a parte de agenciamento, e a parte gráfica. Portanto a aliança entre tecnologia, management e artes é o core business da união de facto e pode ser um mundo.

Microcrédito e criação de próprio negócio

A sua actividade é financiada pelo microcrédito?

Sim. Uma das partes. Dado que já investi mais nisso.

SE SIM: Há quanto tempo?

Desde Novembro de 2011.

Financiamento

Qual o montante que lhe foi emprestado? 7200€.

Teve de prestar garantias?

Sim. Os meus pais serviram de fiador.

Nós iniciamos sem o microcrédito a fazer obras. Porque o processo era bastante demorado. Não queria ir à partida para o microcrédito mas contactei o DNA cascais mas não me interessou, Fenícia, YAPMEI.

Fiz a formação, o projecto foi à ANDC e teve parecer positivo pela confiança do formador que foi a única pessoa que me apoiou e teve um papel fundamental. Ele ouviu-me. Apresentei um projecto que

não é tão lógico assim, não é tão básico assim e aqui é muito complicado haver investidores ou entidades que digam então vamos investir naquele projecto. Estamos a falar área da comunicação, das artes, da cultura (…)

Quando o processo chegou à comissão de crédito dos bancos parou. Foi chato porque tive coordenadora depois foi despedida, depois foi de férias, depois disse que ia passar o processo para outro coordenador e (…) à dada altura senti-me muito frustrado com o microcrédito, a pessoa da ANDC que estava destinada ate é uma pessoa simpática (…) O processo todo é burocrático. A ANDC de 1 a 10 dou 2. O banco d 1 a 10 dou 1. A única pessoa que passava na minha avaliação é o meu formador. Teve sessões ao sábado, domingo, sabia do meu projecto, dava-me concelhos, situar-me no mercado, a fazer pesquisa de mercado, para me dizer não vá por aqui Carlos Duarte, vá por ali e tudo o que me disse ajudou bastante (…)

O sistema em si não dou nenhum crédito. O formador foi bastante importante para mim.

Qual a taxa de juros?

Taxa de juros acho que é 3 e tal. Se formos fazer a conta no final do empréstimo não é a taxa que referi.

Fizeram-me um empréstimo em duas tranches, esses 7200… para já há uma coisa aqui que tenho que anunciar que é este projecto veio de trás e o meu projecto, o valor do meu projecto para seguir em frente, que era o inicial é muito mais carro que aquilo que me deram, muito mais, estamos a falar de 5 vezes mais. Isto é avaliado, estudado, estruturado e deu um valor que é aproximadamente 5 ou 6 vezes mais que o valor que o microcrédito me deu. Portanto o microcrédito é mesmo o microcrédito. Eu trabalho em áreas que só componentes informáticos levam o valor todo. O montante das prestações é 178 euros/180€ durante quatro anos. Para pagar até dia 9, se não tiver lá, no dia 10 já aplicam uma penalização de mais 125€. Estou a pensar ter uma reunião com eles (banco e ANDC) se vocês continuaram com esta alínea já não quero fazer este processo. Vou lhes denunciar, porque isto é uma falta de respeito porque se nós estamos aqui a arranjar um emprego a nós próprios, estamos a pedir microcrédito. Infelizmente não tenho o projecto básico que o microcrédito quer, o cabeleireiro pequeno, a mercearia, a venda de bicicletas, eu não faço isso. Eu tive que ir fazer a pesquisa de quem são os projectos que o microcrédito aposta e normalmente são aqueles os mesmos de sempre. Eu talvez, eu e os meus próximos colegas, sou talvez dos primeiros a fazer um novo mercado para o microcrédito. E o microcrédito também tem que dar hipótese. É necessário uma alteração da visão deles. Eu não tenho que estar a lidar com pessoas que tem 70 anos ou 20 de casa que pensam da mesma maneira como pensavam há 30 anos. E felizmente deram-me a capacidade de voar, de conhecer o mundo, de estar com (…) Se detectar que em termos de instituição aquilo é tudo uma farsa eu tenho é que denunciar. Tenho colegas meus que vem aqui todos os dias tem reuniões comigo a dizer Nelo diz-me qual é a vantagem de eu ir para o microcrédito. Hoje em dia não há vantagens. Há burocracia, gente que secalhar já não devia lá estar (…) Eu tive que esperar um ano e meio. Não existe inovação na cabeça deles.

O montante foi suficiente para arrancar com o negócio? Não foi.

4 anos.

O empréstimo já foi totalmente reembolsado?

Não.

Tem tido dificuldades de reembolso?

Não tenho tido. Mas não é fácil. Porque falhei 2 dias, paguei quase o dobro. Mas ninguém vem ter para falar comigo e dizer oh Carlos detetamos aqui uma coisa você quer falar sobre isso? Vamos ver como é que podemos resolver sobre isso? Quando me deram o dinheiro falavam comigo todos os

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