2. Samfunnsøkonomiske kostnader
2.2 Miljøkostnader
2.2.3 Drivstoff
Numa perspetiva de atingir o objetivo do estudo, comparámos o conhecimento teórico já existente com os resultados decorrentes da revisão integrativa, analisando e interpretando os estudos incluídos (Mendes et al., 2008).
As conclusões que se retiram da seleção dos artigos que reuniram os critérios de inclusão estão descritas na figura abaixo:
FIGURA 3 – Conclusões emergentes da análise dos artigos
A conclusão major que se retira da seleção dos artigos que reuniram os critérios de inclusão nesta revisão integrativa é que a pesquisa neste âmbito, por parte dos enfermeiros, é diminuta, o que reforça a experiência na prática dos cuidados especializados. Desta forma, perceber que os elementos integrativos específicos de cada artigo diferem em termos de conteúdo, levando assim a uma tentativa de incorporação dos resultados com o intuito de responder à questão de investigação. Procedeu-se à análise de cada artigo relacionado com a temática, reconhecendo as implicações para melhoria de cuidados em saúde. Segundo Johnson (2011), artigo nº. 4, concluímos que a atividade sexual e sexualidade do casal
Mudanças físicas e psicológicas da mulher/casal Falta de pesquisa por parte do EEESMO Falta de informação sobre sexo na gravidez e preocupações sobre os desfechos obstétricos Falta de comunicação entre o casal
durante a gravidez e puerpério são afetadas por mudanças físicas e psicológicas resultantes do processo gravídico. Chega-se à conclusão, após a análise dos artigos anteriormente apresentados e consulta simultânea de bibliografia variada, de que a sexualidade é compatível com a gravidez e com o puerpério e que a sua manutenção nestes dois períodos de tempo promove um aumento do bem-estar e da saúde sexual do casal, sendo tal informação transversal e coincidente em toda a bibliografia consultada. De acordo com a informação contida nos artigos n.º 1, 2, 6 e 10 a falta de informação adequada sobre sexo na gravidez e preocupações sobre os efeitos adversos nos resultados obstétricos são os fatores mais relevantes responsáveis para evitar a atividade sexual durante a gravidez. Por sua vez, o aleitamento materno, a dispareunia, a disfunção do assoalho pélvico pós-parto, a falta de interesse, o cansaço, a perda sanguínea e a preocupação com outra gravidez foram relatados como as possíveis causas para o atraso em retomar as relações sexuais depois do parto. Os casais devem ser informados sobre o declínio do desejo, da líbido e do orgasmo, mais frequentemente no último trimestre da gravidez e no puerpério, o que conduz a uma redução na frequência da relação sexual (Serati et al., 2010).
A promoção de valores sexuais saudáveis na gravidez é vital e urgente, pois é necessário apoiar e educar sexualmente o casal grávido durante a transição para a parentalidade (Foux, 2008). É então importante realçar o papel do EEESMO ao longo da gravidez e puerpério, como agente facilitador desta transição e agente promotor de uma sexualidade harmoniosa no casal.
As dificuldades sexuais experimentadas no pós-parto causam angústia e influenciam a qualidade de vida e o bem-estar físico do casal. Sendo assim, é importante a frequência das consultas pós-parto para acompanhar e aconselhar quaisquer dúvidas que o casal possa ter sobre a sua sexualidade (Shirvani et al., 2010).
Uma forma de estabilizar e fortalecer um relacionamento quando a atividade sexual do casal é mínima ou nula é enfatizar a comunicação entre o casal, de maneira a que cada um possa expressar os seus sentimentos, as suas dúvidas, os seus medos e, de alguma forma, fomentar uma vida íntima harmoniosa (Ahlborg et al., 2005).
No artigo n.º 3 conclui-se também que o padrão de satisfação sexual não se altera durante a gravidez comparativamente com o padrão pré-gravídico, embora se considere o primeiro trimestre como o período com maior atividade sexual, seguido pelo segundo trimestre; durante o terceiro trimestre observa-se um declínio da atividade sexual (Pauleta et al., 2009). É vital que o casal reconheça as possíveis modificações sexuais induzidas pela gravidez.
De acordo com o estudo feito por Aslan et al (2005), as funções sexuais diminuem significativamente durante a gravidez e têm tendência a piorar com o avanço da gravidez.
Os casais devem ser informados acerca das flutuações nos padrões de sexualidade durante a gravidez.
No estudo apresentado por Babazade et al (2012), cerca de 18,2% das mulheres referiram que o desejo sexual aumentou e que algumas sentiam que aceitar ter relações sexuais prevenia a infidelidade por parte do companheiro, contudo 65,2% tinham a preocupação de que isso pudesse causar danos ao feto. Por uma questão de cultura e devido a informação insuficiente, no Irão, as relações sexuais são consideradas perigosas pois causam ansiedade excessiva nas mulheres. Continua a existir o mito cultural de que a mulher tem de se submeter ao companheiro, aos seus desejos sexuais e é necessário desmistificar esta crença, permitindo assim que a mulher expresse a sua sexualidade durante a gravidez.
No artigo nº. 8 concluímos que as relações sexuais vaginais diminuíram significativamente no terceiro trimestre e o que se verifica de uma maneira geral em relação às mulheres é que no primeiro trimestre há um decréscimo do desejo, da tensão sexual e, consequentemente, da frequência de coitos; no segundo trimestre há um aumento do desejo e uma resposta mais satisfatória do que antes de engravidarem; no terceiro trimestre a frequência de coitos volta a diminuir, sendo a resposta sexual menos satisfatória (Portelinha, 2003). Nomeadamente as mulheres referiram desconforto e contractilidade orgástica menor, a que se seguia um período de resolução mais lento, que por vezes não resolvia a tensão sexual. Algumas mulheres referiram que a inibição no 1º trimestre se devia ao medo de lesar o feto, no 2º trimestre referiram um aumento das fantasias e dos sonhos eróticos (mesmo as sem parceiro sexual) e o recurso mais frequente à masturbação. No 3º trimestre a perda do desejo foi justificada pelo desconforto e pelo cansaço físico e em alguns casos por contraindicação médica; noutros casos foram os companheiros que cessaram as relações sexuais (Levay e Valente, 2003).
A posição sexual mais adotada até ao segundo trimestre foi a posição missionário; a maioria das posições sexuais demonstrou um declínio gradual ao longo da gravidez à exceção da posição lado a lado, que foi recorrente ao longo de toda a gravidez. Em relação às posições sexuais há uma adaptação de maneira a acomodar o desenvolvimento físico do feto. É importante perceber as implicações das posições sexuais na intimidade do casal e na sua satisfação (Sacomori e Cardoso, 2010).
Com o avanço da gravidez e o aumento do volume uterino é oportuno alterar a posição do coito, com o objetivo de ter o máximo conforto. Os casais que têm relações sexuais até ao fim da gravidez podem experimentar e apreciar posições novas. A posição do homem por cima começa a ser incómoda à medida que a gravidez avança, dando os casais, preferência
à posição de lado, por trás ou a mulher por cima, pois estas variações permitem um coito mais delicado. Quando o coito começa a ser desconfortável em qualquer posição, os contactos manuais ou orais podem ser uma excelente alternativa (Crawford, 2007)
Observa-se alguma relutância em alguns casais quanto à experimentação de novas posições e que em resultado disso e devido ao desconforto das posições clássicas, optam por limitar os contactos sexuais.
No artigo nº. 9, verificamos que antes da gravidez ambos os parceiros iniciavam as relações sexuais, mas durante a gravidez normalmente o parceiro masculino é que iniciava a atividade sexual.