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Driftsresultatsutvikling

Kapittel 4: Analyse og diskusjon

4.4.1 Driftsresultatsutvikling

O Google Tradutor é a ferramenta de tradução automática da Google, de acesso livre disponível on-line. Diferentemente da maioria dos tradutores automáticos comerciais que utilizam a Rule-Based System, esse software está fundamentado na abordagem estatística de Machine Translation. Seu corpus é composto de todos os textos traduzidos nas diversas línguas-alvo que circulam na web. A vantagem desse tradutor é que os textos dos quais ele se apropria foram todos traduzidos por humanos e garantem mais confiabilidade na tradução. Além disso, quanto mais textos aparecerem na rede maior o corpus.

De acordo com a análise de Lima (2011) de três tradutores eletrônicos de maior acesso, o do Google Tradutor se mantém o mais eficiente. No site da Google está disponível a seguinte informação:

Nosso sistema apresenta uma abordagem diferente: alimentamos o computador com bilhões de palavras de texto, tanto texto monolíngüe no idioma de destino como texto alinhado com exemplos de traduções entre os idiomas feitas por pessoas. Em seguida, aplicamos técnicas de aprendizado baseadas em estatísticas para criar um modelo de tradução. Atingimos ótimos resultados nas avaliações de pesquisas. Lima (2011, p. 5)

Está claro que a Google tem razões de mercado para intitular-se como a melhor na área de tradutores, mas, de fato, nos últimos anos é visível como as traduções do Google Tradutor tem alcançado maior qualidade na tradução, ainda que, conforme descreva Lima (2011), o texto pareça uma “estrada esburacada”. Ele traduz atualmente em pares de oitenta línguas.

Abaixo, encontra-se a ficha técnica do software.

Quadro 5 - Ficha técnica do Google Tradutor Empresa: Google .inc. Google translate URL: Translate.google.com

Usuários mensais: 200 milhôes (em 2012) Nascimento: 28/04/2006 (oficialmente) Idiomas: 80 (19/11/2014)

Público: 92% fora dos EUA (em 30/04/2012) Fonte: Google (2014).

A informação referente ao número de usuários mensais foi retirada do site do Google Tradutor no ano de 2012, consequentemente, para o ano de 2014, essa informação não está disponível. Houve uma grande alteração quanto aos idiomas traduzidos que, de 57 em 2013, aumentou para oitenta em 2014.

Uma das questões envolvidas na tradução pela máquina é o gênero textual. Isso porque os diferentes gêneros apresentam características linguísticas que o tornam mais complexos ou não. Ao pensar sobre os gêneros aparentemente de maior dificuldade, Lima (2011, p. 8) explica:

O texto poético, por exemplo, devido a sua natureza complexa, englobando elementos do discurso praticamente intraduzíveis como o tom, sonoridade, ritmo, ideologia, referências culturais, idiossincrasias da língua (como traduzir eletronicamente para o inglês o título de um poema como “Adeus, palavra de cinco letras” sem adaptar livremente, isto é, recriar?) e questões de ordem estética, dificilmente poderá ser traduzido com os tradutores eletrônicos atuais.

As questões culturais, ideológicas e idiossincráticas de uma língua de que fala o autor deverão ser tratadas à medida que a área avançar, mas são elas

mesmas investigações ainda vigentes na linguística per se. Outro problema de tradução de certos gêneros é em relação às metáforas. Estamos lidando aqui com um conceito lato senso de metáfora e não um conceito específico como a teoria da metáfora contemporânea de Lakoff (1980). Pensamos em uma definição em que a figura de linguagem metáfora corresponde a substituição de um termo ou um conceito por outro pela relação de analogia. É importante referir que, para que a analogia possa ocorrer, devem existir elementos semânticos ou culturais semelhantes entre os dois. Para Lakoff (1980), a metáfora é uma construção conceptual e central ao desenvolvimento do pensamento. Concordamos com o autor ao pensar que, quanto maior o nível de abstração, mais camadas de metáforas são exigidas para expressá-la.

Na tradução do gênero poético em que o uso de metáforas é constante, o tradutor francês Henri Meschonnic (apud BASTOS, 2012) diz que a visão normalmente adotada pelos especialistas e profissionais da tradução é o da “estilística comparada”, conforme descreve: “a principal preocupação seria a de buscar a fidelidade e o apagamento do tradutor diante do texto fazendo esquecer que se trata de uma tradução”. (BASTOS, 2012, p. 165). Sob esse olhar há noções de equivalência, fidelidade e transparência entre a língua de saída e língua de chegada, assim a tradução é interpretação. Esse parece ser o tipo de tradução que se gostaria que o tradutor eletrônico realizasse. Contudo, essa noção de tradução também não é totalmente aceita. Para Haroldo de Campos (1967) a tradução poética, por exemplo, deve transcender a preocupação de fidelidade ao significado, a fim de conquistar uma fidelidade ao signo estético.

Ainda, Britto (2002, p. 54) enfatiza:

Temos consciência de que o texto poético trabalha com a linguagem em todos os seus níveis – semânticos, sintáticos, fonéticos, rítmicos, entre outros. Idealmente, o poema deve articular todos esses níveis, ou pelo menos vários deles, no sentido de chegar a um determinado conjunto harmônico de efeitos poéticos. A tarefa do tradutor de poesia será, pois, a de recriar, utilizando os recursos da língua-meta, os efeitos de sentido e forma do original – ou, ao menos, uma boa parte deles.

Para o autor, o papel do tradutor é o de criador. Isso está distante da tradução eletrônica que é lida com padrões e frequência de palavras mais usadas. Um exemplo é o poema abaixo de Phraya Sisunthonwohan (Noi

Acharayangkun) (1822–1891), traduzido do tailandês para o inglês e para o português pelo Google.

Tradução humana para o inglês: Veneration of the Dhamma

Dharma is like the Sathorn Kunakorn Like a blazing beacon

Professor of the Lord Native animal Bright mind

Vós que adorais a Bíblia

Dharma é como Sathorn Kunakorn Como um farol em chamas

Professor Senhor da natureza animal

Mente brilhante

The Dhamma is the foundation of good, That which itself is good

Like a bright lantern

Of the great prophet-teacher prophet shining into each being's character Bringing light to foolish hearts.

A tradução humana permite que o poema ganhe vida e corpo próprios. Haroldo de Campos (1967) chama a isso de transcriação, explicando que, apesar da diferença entre as línguas, original e tradução estarão dentro de um mesmo sistema mediante a tradução transcriadora. Embora a tradução humana seja esteticamente melhor, já que é capaz de transcriar, não se pode desprezar a tradução pela máquina do poema em tailandês, porque seria impossível para o leitor que desconhece a língua compreendê-lo. Além disso, como o poema em tailandês não foi traduzido por humanos, no português o acesso eletrônico é um ganho.

É lógico pensar que a máquina não seja capaz de criar língua no nível poético pelas razões já descritas anteriormente, contudo, em uma análise entre três tradutores eletrônicos, Lima (2011) concluiu que o tradutor do Google foi o mais preciso, ainda que dentro de seus limites. É provável que isso tenha acontecido exatamente porque busca nas traduções humanas a mais frequente. Nesse sentido, a tradução estatística parece ter se mostrado superior a Rule- Based System. Ainda assim, a tradução pode não oferecer boa qualidade e comprometer a compreensão leitora. A esse respeito, Somers (2003) acredita que é necessário educar o público em geral sobre a qualidade da área de Machine Translation. Um dos propósitos desta tese também é discutir como os professores podem educar seus alunos para o uso mais eficiente do tradutor. A próxima sessão tratará desse assunto.

2.6.3 Implicações do uso do Google Tradutor para o ensino de inglês