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O objetivo desta pesquisa, qual seja: estabelecer diretrizes para implantação da GC no CEPM, visando melhorar o compartilhamento, a disseminação dos conhecimentos, partiu dos resultados de avaliação das entrevistas realizadas com gestores do referido Centro de Ensino da Policia Militar. Considerando que já existe um PDI em processo de desenvolvimento, será necessário que a GC comece a fazer parte da estrutura do PDI nas próximas etapas em que houver revisão, de acordo com as considerações a seguir.

Todas as diretrizes propostas pelos gestores do CEPM devem, paulatinamente, integrar-se às ações de ensino que, via de regra, são estruturais no PDI com as diretrizes de gestão. É nessa fase que deverão acontecer a formalização e a integração de um programa de GC com os programas e atividades de ensino do PDI, a fim de que os resultados comecem a aparecer.

As ações de pesquisa deverão também estar perfeitamente integradas com as diretrizes de GC principalmente na parte relativa aos processos de produção, proteção e propriedade intelectual do conhecimento produzido no CEPM. As ações de pesquisa, ao visarem à organização e sistematização dos processos de produção de conhecimento, deverão ter a preocupação de criar seus mecanismos de controle e proteção de pessoal, equipamentos e instalações.

As ações de extensão, por estarem voltadas à preparação dos policiais militares para agir junto às comunidades e públicos mais específicos, precisarão observar os meios adequados, bem como os conhecimentos que deverão ser objeto das atividades de extensão, sempre com a preocupação de garantir a eficiência, eficácia e efetividade.

As ações de gestão estão orientadas, no PDI 2012-2016, para questões relativas à comunicação e tecnologias de informação interna. Nessa perspectiva, a vertente da informação ainda preside a lógica da PMSC/CEPM. Assim, no desenvolvimento

da política de comunicação e informação, deverá ser observada a necessidade de integrar diretrizes de ações de gestão do conhecimento para que o processo caminhe paralelamente. As políticas de ensino, ao pretenderem assegurar a qualidade do

ensino em todos os níveis na área de Ciências Policiais no âmbito da Segurança Pública na busca de novos paradigmas de excelência acadêmica e técnico-profissional, devem incluir as diretrizes da GC como recurso para a garantia dos níveis de excelência.

Nas políticas de ensino e de pesquisa, mais especificamente, deverão ser implantadas estruturas inovadoras, dentre as quais a GC, fortalecendo o ambiente institucional da pesquisa de qualidade na área das Ciências Policiais no âmbito da Segurança Pública, no CEPM, a partir da integração com as diretrizes de GC.

No campo das políticas de extensão (que têm por objetivos ampliar e melhorar as ações e estimular propostas inovadoras de interação comunitária) e nas atividades internas de educação continuada, as diretrizes de compartilhamento e disseminação, como etapas da GC, poderão auxiliar o desenvolvimento dessa atividade, tanto interna quanto externamente, na implantação da GC no CEPM.

As políticas de gestão da educação devem estar voltadas para a busca de recursos humanos, econômicos, materiais e organizacionais, visando ao aprimoramento dos meios para a prática de uma educação de qualidade, com a premissa de uma formação inovadora e eficaz na consecução dos objetivos de uma segurança pública que atenda os anseios da sociedade. Nessa mesma perspectiva, a avaliação da estrutura de pessoas, processos e sistemas de informações do CEPM por metodologias de GC contribuirá para o aprimoramento de ações comuns, bem como do dimensionamento de futuros orçamentos para ações que poderão ser projetadas,no âmbito da GC no CEPM.

Procurou-se estabelecer a relação entre as diretrizes propostas pelos gestores da CEPM e as ações e políticas do PDI 2012-

2016 nas áreas de ensino, pesquisa, extensão e gestão como tentativa de minimizar esforços e garantir a integração da GC com os mecanismos já existentes em processos de desenvolvimento. A partir das considerações feitas até aqui, são apresentadas as seguintes conclusões:

a GC, na PMSC/CEPM, está em estágio inicial, mesmo sem formalização como Programa Institucional de Gestão do Conhecimento e considerando o conjunto das atividades desenvolvidas de forma ainda desarticulada, mas demonstrando preocupação com o ensino, a pesquisa, a extensão e a gestão; há um descompasso entre as ações do PDI em andamento com

os resultados da entrevista com os gestores do CEPM. Como não existe um programa de GC, infere-se que muitos dos procedimentos em andamento, assim como muitos outros, ainda não são conhecidos pelos gestores como sendo ações de GC com implicações no ensino, pesquisa, extensão e gestão no referido Centro de Ensino.

Para muitas questões feitas, houve concordâncias/discordâncias, mas a preocupação aconteceu em relação àqueles gestores que mostraram desconhecer completamente o assunto, ignorando os procedimentos de GC, bem como algumas de suas etapas no CEPM. Dessa maneira, a formalização da GC ainda deve ser perseguida no CEPM.

Será preciso integrar as ações em desenvolvimento como etapas de GC para garantir que os diferentes “Bá‟s” se concretizem no CEPM. Nessa perspectiva, a cultura organizacional precisa começar a envolver a GC como processo operacional vinculado as suas atividades diárias e operações especiais.

A existência do PDI, no CEPM, a partir de 2012, constitui um grande avanço para o reconhecimento do referido centro de ensino e sua perspectiva técnica, científica e de GC.

A PMSC precisará estabelecer mecanismos de gestão do conhecimento e de gestão da informação no âmbito dos serviços de inteligência, já que esse tipo de atividade é de natureza estratégica e, via de regra, não permite disseminação nem compartilhamento de informações. Entretanto, o serviço de

inteligência precisará de novos conhecimentos para obter um número maior de informações e promover o cruzamento de dados para tornar sua atividade mais eficaz. Nessa perspectiva, a GC poderá ser de grande utilidade para tal atividade.

Com relação aos resultados de pesquisas, publicações e outras formas de extensão a serem realizados, o corpo docente do CEPM precisa urgentemente definir os limites e contornos da chamada “Ciência Policial”, para tê-la como elo de integração entre as atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão nos seus objetivos finais de manutenção da segurança pública. Considerando que o repositório de dados atual é um grande

ativo de controle social e financeiro, a PMSC/CEPM deverá começar a preocupar-se em criar condições para que seus quadros funcionais avancem cada vez mais, trabalhando informações e conhecimentos na perspectiva de GC.

É preciso integrar as diretrizes propostas pelos gestores do CEPM com as da Proposta de Política Pública de Gestão do Conhecimento.

Quando o CEPM conseguir implantar a GC nos moldes do PDI, tornar-se-á referência em ensino, pesquisa, extensão e gestão na área de ensino policial militar.