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Drøfting

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2. Hoveddel

2.3 Drøfting

A maioria das universidades tradicionais apresentam sites institucionais com informações disponíveis a visitantes e um ambiente próprio restrito aos usuários cadastrados. Ao inicio desta nossa pesquisa, em 2007, “visitamos” o site da Universidade de Maastricht (MAASTRICHT UNIVERSITY, 2007) diversas vezes, com acesso irrestrito a diversas atividades, inclusive a tutoriais de atividades e- learning, mas atualmente estas informações são restritas aos usuários habilitados para estas buscas16. As diversas instituições de ensino estabeleceram verdadeiras redes de compartilhamento de informações técnicas e atividades pedagógicas multi institucionais, que devem obedecer a novas regras de utilização.

Com o desenvolvimento da complexidade de informações, cursos, atividades próprias das instituições e inserções de conteúdos específicos aos usuários dos diversos centros universitários, em vários e-campus, os usuários têm bem estabelecidas regras e princípios éticos que a implantação deste modelo deve seguir e, na maioria, o processo de ação integra um trabalho em equipe (ROGERS, 1986 apud MENDES; DIAS, 200217).

Diversas instituições de ensino em todos os continentes, interligadas em campus virtuais por meio da chamada universidade aberta, permitem e estimulam o intercâmbio acadêmico de estudantes e docentes em atividades on-line. (SARIOLA, 2001 apud CRESTANI; DUNLOP; MIZZARO, 200418; TRIFONOVA, 2003). Um exemplo recente, de 2012, interliga a Universidade de Harvard e o Massachusetts

16 Reflexão pessoal: Nos últimos quatro anos, a mídia social vem evoluindo de maneira muito intensa e o impacto desta nova forma de comunicação ainda não pode ser mensurada nas universidades. Enquanto em 2007 o acesso a informações on-line era aberto a qualquer buscador, hoje esse acesso fica restrito aos usuários habilitados. Na área da saúde, este impacto é ainda mais desconhecido. Novas politicas, normas e estruturas intramuros vêm sendo estabelecidas para orientação dos estudantes e docentes, para gerir o tráfego de informações relacionadas à vida acadêmica on-line. A proposta de uma “impressão digital virtual” pode permitir reflexões sobre ética, compromisso e atividade de comunicação inserida no contexto acadêmico saudável. Maiores informações sobre esta temática disponível em:

<http://socialmediagovernance.com/policies.php>. 17

ROGERS, C. R. Carl Rogers on the Development of the Person-Centered Approach. Person-Centered Review, v. 1, n. 3, p. 257-259, Aug. 1986.

18 SARIOLA, J. What are the limits of academic teaching? In search of the opportunities of mobile learning. In: TELELEARNING 2001 CONFERENCE, Vancouver, Canada, 2001.

Institute of Technology com o desenvolvimento em conjunto, de uma plataforma on- line denominada EdX que insere o conteúdo das duas escolas e tem como meta estender o ensino para uma comunidade global virtual. Com o lema “O futuro da educação on-line: para qualquer um, em qualquer lugar, a qualquer hora”, a plataforma foi desenhada para aprimorar a experiência dos cursos presenciais das duas universidades, sem substituir, entretanto, a prática acadêmica tradicional.

Apesar da alta qualidade e aprimoramento dos cursos oferecidos, fundamentados nos cursos tradicionais, a tecnologia para a aprendizagem on-line está evoluindo tão rapidamente que estas instituições ainda as consideram experimentais. Não é possível prever os avanços e as novas tecnologias que serão introduzidas a curto e médio prazo (ROUSE et al., 2012).

No Brasil, várias universidades tradicionais, baseadas em modelos presenciais, já têm inserido em seu contexto propostas de desenvolvimento e introdução de ambientes virtuais como apoio às ações pedagógicas, mantendo e estimulando a criação de vários cursos on-line voltados para a graduação e pós- graduação. Para a adequação docente a este espaço acadêmico virtual, as capacitações em plataformas utilizando softwares livres introduzidos pelas universidades pretendem desenvolver novas competências na comunidade acadêmica, identificando os desafios à educação contemporânea no contexto das universidades, utilizando dispositivos legais que possam dar suporte aos ambientes virtuais como apoio ao ensino presencial. As estratégias devem contemplar o reconhecer-se no papel de estudante frente ao ambiente virtual, percebendo seus desafios e receios e o exercício das atribuições permitidas a um professor/tutor no ambiente virtual, formulando propostas de atuação (HADDAD, 2012).

Após um período de adaptação a estas plataformas, atualmente muitas universidades brasileiras tradicionais têm investido na introdução de e-learning e b- learning de forma constante e cada vez mais abrangente. Recentemente, também vem sendo utilizado o m-learning em vários cursos como medicina, enfermagem e saúde pública (HADDAD, 2012; ROCHA et al., 2006). Estes investimentos traduzem- se em projetos de resgate histórico de técnicas, imagens, conteúdos teóricos e práticos, em criação de infraestrutura e em plataformas tecnológicas para inserção de modelos de aprendizagem.

A oferta de m-learning vem evoluindo desde a criação de bibliotecas virtuais. Disponibilizadas já há alguns anos a todos os usuários de cada campus, evoluíram com os recentes laboratórios de tele assistência, que permitem vários ambientes interativos de aprendizagem, abrindo o campus virtual para estudantes dentro do próprio campus e aos locados em locais remotos. Entretanto, estas estruturas disponibilizadas nas instituições das áreas de saúde inseridas no contexto digital só são viáveis quando os cursos podem contar com o apoio de disciplinas específicas e com o suporte técnico de arquitetos, engenheiros e designers, inseridos em todas as áreas de conhecimento (ROCHA et al., 2006).

Em 2005 foi criada pelo MEC a Universidade Aberta do Brasil – UAB, que tem como principal característica a modalidade educacional onde a proposta didático- pedagógica é mediada pela utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e docentes desenvolvendo atividades de ensino e aprendizagem em lugares diversos (BRASIL, 2012).

A UAB oferece, desde 2007, por meio das instituições públicas de ensino superior integrantes do Sistema UAB, cursos de bacharelado, licenciaturas, tecnologia e especializações voltados para formação inicial e continuada dos professores da rede pública de educação, com cursos de pós-graduação lato sensu. Estes cursos vêm capacitando docentes com nível superior para atuação na educação básica. As universidades públicas, federais, estaduais e municipais que participam do Sistema UAB são responsáveis pela criação dos projetos pedagógicos dos cursos e por manter a sua qualidade, orientadas pelos referenciais de qualidade para a educação superior à distância – SEED/MEC. Também para graduados em outras áreas, em 2012, os cursos de especialização em EAD se tornaram realidade, com suporte técnico de várias universidades públicas e algumas privadas, mediadas pela UAB (BRASIL, 2012).

Em nossa universidade a plataforma Moodle vem sendo utilizada desde 2006, inicialmente introduzida pela Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão (COGEAE), para Cursos de Educação à Distância. Sua utilização vem sendo expandida com a inserção de Cursos Acadêmicos Administrativos, gerenciados pelas diversas sub-reitorias e desde 2007 permite a

utilização de espaços virtuais específicos para o desenvolvimento dos diversos cursos de pós-graduação e de graduação.

Em nosso campus, nos cursos de medicina e de enfermagem, presenciais e regidos por currículos baseados em metodologias ativas de aprendizagem, a utilização de plataformas tecnológicas na prática diária vem se consolidando. Desde a disponibilização em 2007, a plataforma Moodle vem sendo utilizada como repositório de informações do cotidiano acadêmico e curricular e para comunicação síncrona e assíncrona e experiências pontuais em avaliação on-line. Esta dinâmica tem permitido a inserção gradativa da comunidade docente e discente e de modo construtivista tem consolidado o desenvolvimento não só de práticas de ensino aprendizagem como também de avaliação de todo o processo. Entretanto, esta prática deve ser aprendida pela comunidade acadêmica habituada ao ensino presencial.

Em uma publicação extensa, Gilly Salmon (2000) definiu alguns critérios para o ensino aprendizagem e-learning, utilizando um modelo de cinco etapas em que estabelece os passos necessários para inserção de e-learning nas atividades docentes. Este processo, mostrado na Figura 7, deve ser iniciado com o acesso à internet, as ações de incentivo e motivação aos utilizadores objetivam estimular a socialização no ambiente virtual, definem a necessidade de uma orientação personalizada e facilitadora, e em todas as etapas, de suporte técnico em diferentes graus de complexidade. Este autor enfatiza que o envolvimento e motivação dos estudantes são os primeiros passos para a efetivação do processo (SALMON, 2000).

Em paralelo à crescente introdução de cursos e atividades on-line, o impacto da socialização dos estudantes nesses novos ambientes de aprendizagem tem sido avaliado em vários estudos. Jones e Peachey (2005) observaram que, ainda hoje, em muitas universidades do Reino Unido, os docentes, apesar de excelentes no ensino presencial, continuavam com formação pedagógica básica e pouca experiência na introdução dos estudos on-line.

Figura 7 - Modelo de cinco etapas de ensino e aprendizagem on-line de Gilly Salmon.

Fonte: ‘E-moderating – a key to teaching and learning online’. Salmon 2000.London: Kogan Page

Em estudo realizado em uma universidade canadense, Conrad revelou um padrão similar em preceptores que, apoiados apenas em experiências advindas do ensino presencial revelaram-se insuficientes para o desenvolvimento da aprendizagem colaborativa inerente aos cursos on-line (CONRAD, 2004). Em outro estudo amplo, Alexander e Boud (2002) afirmam que para uma aprendizagem adequada, as competências do moderador são mais importantes que as características das ferramentas de software utilizadas.

O ensino-aprendizagem on-line é hoje uma realidade na educação do adulto (COBB, 2009). No outono de 2007, um número superior a 20% dos estudantes de cursos superiores frequentaram algum curso on-line segundo pesquisa realizada pelo College Board nos EUA (ALLEN; SEAMAN, 2008). Com o desenvolvimento progressivo da educação on-line, novas pesquisas são fundamentais abordando-se as experiências dos alunos nestes cursos e os fatores específicos relacionados aos resultados de aprendizagem e satisfação, tanto dos estudantes como dos docentes.

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