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4.4 Andre undervisningsøkt

4.4.6 Drøfting og vurdering av andre undervisningsøkt

O bom senso deve ser o ponto de partida para que o educador possa desenvolver o seu trabalho. O aluno possui experiências, pois interage com o seu meio e, ignorar os seus conhecimentos prévios é ignorar o próprio educando (Silva & Cerri, 2002).

A educação não está vinculada diretamente à estrutura escolar, a aprendizagem ocorre também numa brincadeira de criança, de uma conversa do aluno com o seu avô, enfim, o ato de conviver é aprendizagem.

A educação existe mesmo onde não há escolas. Nas sociedades primitivas, por exemplo, não há escolas, nem métodos de educação conscientemente reconhecidos como tais. No entanto, existe educação, cujo objetivo é promover “o ajustamento da criança ao seu ambiente físico e social por meio da aquisição da experiência de gerações passadas” (Silva & Cerri, 2002).

Segundo Ausubel, conhecer é construir significados. Essa construção está relacionada, necessariamente, aos nossos conhecimentos anteriores e ao modo como se interligam. Por isso é tão importante, na educação escolar, a consideração e a valorização dos conhecimentos prévios dos alunos (Silva & Cerri, 2002).

A teoria da aprendizagem de Ausubel (1963), psicólogo norte-americano, propõe que os conhecimentos prévios dos alunos sejam valorizados para que possam construir estruturas mentais utilizando, como meio, mapas conceptuais que permitam descobrir e redescobrir outros conhecimentos, caracterizando, assim, uma aprendizagem prazerosa e eficaz (Pelizzani, A. et al, 2002).

Na figura 6 encontra-se o mapa de conceitos sobre aprendizagem, cujo centro é o aluno e cujo fim é a promoção da educação integral do indivíduo. Para além das competências

cognitivas propostas pela escola tradicional, Casel propõe que o aluno desenvolva as suas competências sociais e emocionais. O aluno é convocado a ser responsável e autónomo, a ter atitudes responsáveis, a mostrar preocupação pelos outros e a agir com carater.

Figura 6 – Mapa de Conceitos da Aprendizagem na educação integral do indivíduo

No processo de aprendizagem a nova informação interage com a estrutura de conhecimento específico, o conceito “subsumer”. Ou seja, quando o conteúdo escolar a ser aprendido não consegue ligar-se a algo já conhecido, ocorre o que Ausubel chama de aprendizagem mecânica, ou seja, quando as novas informações são aprendidas sem interagir com conceitos relevantes existentes na estrutura cognitiva. Deste modo, a pessoa decora fórmulas, leis mas esquece após a avaliação (Pelizzani, A. et al, 2002).

Segundo a teoria de Ausubel, na aprendizagem significativa há três vantagens essenciais em relação à aprendizagem mecânica. Em primeiro lugar, o conhecimento que se adquire de maneira significativa é retido e lembrado por mais tempo. Em segundo, aumenta a capacidade de aprender outros conteúdos de uma maneira mais fácil, mesmo se a informação original for esquecida, E, em terceiro, uma vez esquecida, facilita a aprendizagem seguinte, ou seja, a “reaprendizagem”. A explicação destas vantagens está nos processos específicos através dos quais se produz a aprendizagem. Esta interação traduz-se num processo de modificação mútua tanto da estrutura cognitiva inicial como do conteúdo que é preciso aprender (Pelizzani, A. Et al, 2002).

Relatório de Mestrado em Ensino da Biologia e da Geologia 17

Leonor Rosália Catarino

Muitos alunos veem o conhecimento como algo muito distante da sua realidade, pouco aproveitável ou significativo nas suas necessidades quotidianas. Na sua teoria, Ausubel apresenta uma aprendizagem que tenha como ambiente uma comunicação eficaz, respeite e conduza o aluno a imaginar-se como parte integrante desse novo conhecimento através de elos, de termos que lhe são familiares. Através da palavra, o educador pode diminuir a distância entre a teoria e a prática na escola, capacitando-se de uma linguagem que ao mesmo tempo desafie e leve o aluno a refletir e sonhar, conhecendo a sua realidade e os seus anseios (Pelizzani, A. et al, 2002).

A palavra enquanto mensagem, segundo Bakthin (1995), (citado por Pelizzani, A. et al, 2002), é uma estrutura pura, complexa, que o homem utiliza na sua prática, distanciando o recetor da essência da mensagem que pode ser feita de palavra escrita, falada, cantada, desenhada, pintada, tocada, cheirada, vista, gesticulada, saboreada, ou simplesmente sentida. O próprio educador, praticante da sua área de conhecimento é uma ferramenta do saber do aluno. Se o professor estiver apaixonado pela sua área de conhecimento e for capaz de encantar o aluno, talvez este perceba que existe algo pelo qual alguém de facto se interessou e que talvez possa valer a pena seguir o mesmo caminho. Mas se essa não for a realidade vivida pelo professor, se ele apenas transmitir o que leu nos livros, por mais que fale de determinado assunto, todo o seu corpo diz o contrário e o aluno provavelmente terá aquele conhecimento como algo para apenas ser cumprido, porque a mente humana é capaz de fazer leituras bastante profundas dos detalhes aparentemente insignificantes, mas que certamente têm um grande poder de semear profundo significado.

Deste modo, Pelizzani, A. et al, (2002) concluem que a teoria de Ausubel contribui significativamente para a construção da sociedade do conhecimento.

Mas uma aprendizagem eficiente, segundo Rutherford, J & Ahlgren, A, (1990) requer mais do que apenas fazer várias ligações das novas ideias com as antigas; por vezes requer que as pessoas reestruturem radicalmente o seu pensamento. Ou seja, para incorporar uma nova ideia, os aprendizes têm de mudar as conexões entre o que já conhecem, ou mesmo descartar algumas antigas crenças sobre o mundo. A alternativa à necessária reestruturação é distorcer a nova informação para atender às velhas ideias ou mesmo rejeitar a nova informação inteiramente. Os alunos vêm para a escola com as suas próprias ideias, umas corretas e outras não, sobre quase todos os tópicos que vão encontrar. Se a sua intuição e os seus equívocos são ignorados ou descartados, as crenças originais tendem a ganhar a longo prazo, mesmo que eles possam dar as respostas que os professores pretendem nos testes. A simples contradição não é suficiente; os estudantes devem ser encorajados a desenvolver novas visões para que tais visões ajudem a que a nova informação possa fazer mais sentido no mundo.