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4.2 OVERORDNEDE FORHOLD I AKKVISISJONSPROSESSEN

4.2.5 DRØFTELSE

Para uma investigação realizada segundo esta metodologia, tal como para qualquer acto de investigação, é sempre necessário pensar nas formas de recolher a informação que a própria investigação vai proporcionando (Coutinho et al; 2009:373). Assim, é importante referir que os principais procedimentos de recolha de informação que foram utilizados foram as observações participantes, as notas de campo, as entrevistas realizadas às Educadoras Cooperantes e, por fim, a análise documental e de conteúdo. Seguidamente, falarei de cada procedimento individualmente, para que, de certa forma, sejam clarificados durante todo o desenvolvimento do Projeto de Investigação. Então, para iniciar uma investigação, como refere Costa (1986:137), o principal instrumento de pesquisa é o próprio investigador e os principais procedimentos são a presença

investigador quer descrever e compreender o modo como as pessoas vivem, trabalham e se relacionam num determinado contexto social, (implicando) que o investigador se insira na situação e observe o próprio contexto, os padrões das relações entre as pessoas, o modo como reagem aos eventos que ocorrem (Cozby; 1989:48; citado por Afonso, 2014:99).

A observação irá permitir uma melhor compreensão das interações entre as crianças, das intervenções dos adultos e principalmente na recolha de toda a informação pertinente, pois só assim conseguiremos uma visão mais completa da realidade (Aires; 2011:25).

A observação é uma das técnicas fundamentais e indispensáveis, na Educação, como refere Afonso (2014:98), esta é uma técnica de recolha de dados particularmente útil e fidedigna, na medida em que a informação obtida não se encontra condicionada pelas opiniões e pontos de vista dos sujeitos, assim, durante toda a investigação efetuada foi realizada uma melhor compreensão, da situação problema, em que o investigador deve

ouvir, conversar, interpreta r, reflectir, descrever e narrar (Spodek; 2010:1041), para que haja uma partilha de compreensão entre o investigador e o(s) sujeito(s) de forma a

compreender a complexidade do fenómeno que os preocupa (Peshkin;1988:416; citado por Spodek, 2010:1038).

No que concerne às notas de campo, estas têm como intuito ajudar no tratamento e compreensão da informação, uma vez que dão uma descrição das pessoas, objectos, lugares, acontecimentos, actividades e conversas (Bogdan & Biklen; 1994:150). Para que este tratamento de informação e a sua compreensão sejam bem alcançados, é necessário que o investigador produza os seus registos e notas de campo bem detalhadas, de modo a facilitar o seu trabalho futuro.

Relativamente às entrevistas, estas consistem em conjuntos de questões escritas a que se responde também por escrito (Afonso; 2014:108). Terão como propósito a recolha de informação pertinente, por parte do investigador, para que haja uma melhor compreensão das conceções das Educadoras Cooperantes, comparativamente aos temas inerentes do Projeto de Investigação. Em termos substantivos, a entrevista permitiu abranger três áreas da recolha de informação, nomeadamente a recolha de dados sobre o que o respondente sabe (conhecimento ou informação); orientar-se para o que o

respondente quer ou prefere (valores ou preferências); selecionar o que o respondente pensa ou crê (atitudes e convicções) (Tuckmam; 1978:196; citado por Afonso, 2014:110). As entrevistas foram formalmente organizadas através de um contato prévio, com as Educadoras Cooperantes, onde foi estabelecido a data, a hora e o local da realização das mesmas, assim como explicitados os objetivos do estudo e os assuntos a tratar.

A realização das entrevistas teve como suporte o guião de entrevista (Anexo IX), previamente elaborado, com o intuito de facilitar o registo e análise dos dados.

As entrevistas foram realizadas individualmente, no mês de outubro de 2015, de acordo com a disponibilidade das Educadoras Cooperantes. A entrevista à Educadora Cooperante, do contexto de Creche (Anexo X),foi realizada na sua residência, ao fim de semana e a entrevista à Educadora Cooperante, do Contexto de Jardim de Infância (Anexo

XI), foi realizada na instituição onde a Educadora está atualmente a lecionar, durante a

semana, fora da hora do expediente.

As entrevistas foram gravadas com o consentimento prévio e explícito das Educadoras Cooperantes. Os dados provenientes das entrevistas foram registados em computador e inseridos em documentos paginados. Convém salientar que para a preservação da identidade das crianças são utilizados apenas as iniciais dos seus nomes.

Por fim, a análise documental centra-se na informação sobre um determinado grupo constante dos vários registos escritos encontrados num determinado contexto

(Spodek; 2010:1055). Esta análise servirá para complementar a informação obtida por outros métodos; noutros constituirá o método de pesquisa central ou mesmo exclusivo. Será particularmente útil quando o acesso aos indivíduos da pesquisa se torne difícil ou mesmo impossível (Bell; 2002:90).

Bogdan & Biklen (1994:205) defendem que, [a] análise de dados é o processo de busca e de organização sistemático de transcrições de entrevistas, de notas de campo e de outros materiais que foram sendo acumulados, com o objectivo de aumentar a sua própria compreensão desses mesmos materiais, enquanto, Bardin (2008:47) define-a como uma operação ou um conjunto de operações visando representa r o conteúdo de um documento sob uma forma diferente da original, a fim de facilitar, num estado ulterior, a sua consulta e referenciação.

Segundo Quivy & Campenhoudt (2008:211), a análise de dados tem duas funções, em que a primeira consiste em verificar se as informações recolhidas correspondem de facto às hipóteses, ou, outros termos se os resultados observados correspondem aos resultados esperados pela hipótese e a segunda função consiste em interpretar estes factos inesperados e rever ou afinar as hipóteses para que, nas conclusões, o investigador esteja em condições de sugerir aperfeiçoamentos do seu modelo de análise ou de propor pistas de reflexão e de investigação para o futuro.

Para terminar, é de realçar que foi feita uma análise documental de todos os documentos recolhidos, ao longo da investigação e após a mesma, sendo eles os Projetos Educativos das Instituições, os Projetos Pedagógicos das Salas e ainda o Projeto Educativo do Departamento Pré-Escolar da Instituição B. Posteriormente, socorri-me da análise de conteúdo pois esta incide sobre mensagens tão variadas como obras literárias, artigos de jornais, documento oficiais, programas audiovisuais, decla rações políticas, actas de reuniões ou relatórios de entrevistas pouco directivas (Quivy & Campenhoudt; 2008:226). A análise de conteúdo teve como base as duas entrevistas realizadas às Educadoras Cooperantes e ainda as notas de campo.