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Domestic Violence Cases in Minnesota

In document Thesis AORG 351 (sider 37-48)

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CITAB – Centro de Investigação e de Tecnologias Agro-Ambientais e Biológicas, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, 5001-801, Vila Real, Portugal. [email protected]

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ADVID – Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense, Quinta de Santa Maria, Apt. 137, 5050-106 Godim, Portugal.

RESUMO

Com o objetivo de contribuir para o conhecimento do ciclo de vida e dos fatores de mortalidade natural de Scaphoideus titanus, em inícios de julho de 2013 realizou-se um estudo em duas vinhas localizadas na sub-região do Baixo Corgo (Região Demarcada do Douro). Para o efeito, recolheram-se insetos, que foram observados à lupa binocular, para avaliação do estado de desenvolvimento e mortalidade, e se mantiveram em laboratório até à emergência de eventuais adultos e/ou parasitóides. Dos 173 indivíduos capturados, cerca de 12,7% eram adultos e 87,3% eram ninfas de vários instares. Apesar de, na população inicial de adultos, se ter observado uma predominância de machos (94,1%), sugerindo que estes emergem antes das fêmeas, a razão sexual da amostra evidenciou ligeira predominância de fêmeas (1:0,87). A mortalidade registada no campo foi de 6,9%, sendo que destes, 41,7% indicavam sinais de predação. Observou-se um indivíduo de Dictyna sp. (Araneae) a predar uma ninfa. Não se obteve nenhum parasitóide na amostra recolhida.

Palavras-chave: Dictyna sp., ciclo de vida, mortalidade natural, razão sexual, vinha.

ABSTRACT

In order to contribute to the knowledge of the life cycle and the natural mortality factors of Scaphoideus titanus, a study was carried in July of 2013 in two vineyards located at the Baixo Corgo sub-region (Douro Demarcated Region). Samples of insects were collected and observed under a stereomicroscope to record the stages of development and the mortality and were kept in the laboratory until the emergence of S. titanus adult and/or parasitoids. From the 173 individuals collected, 12.7% were adults and 87.3% were nymphs of various instars. Although in the initial population of adults, there were a predominance of males (94.1%), suggesting that they emerge before the females, the sex ratio of the sample collected showed a slight predominance of females (1:0.87). The mortality rate in the field was 6.9% and from these, 41.7% showed signs of predation. An individual of Dictyna sp. (Aranea) was observed preying on a nymph. No parasitoid was found in the sample collected.

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INTRODUÇÃO

A cigarrinha-da-flavescência-dourada, Scaphoideus titanus Ball, com origem nos grandes lagos da América do Norte (EUA e Canadá), onde se desenvolve em videiras selvagens, Vitis labrusca L., foi acidentalmente introduzida na Europa, mais propriamente no Sul de França, na região de Armagnac, possivelmente entre 1927 e 1950, em material vegetal portador de posturas de Inverno (Caudwell e Larrue, 1986). Em Portugal, foi observada pela primeira vez em 1998 e 1999 nas regiões de Arcos de Valdevez e Vila Real respetivamente (Quartau et al., 2001).

A importância económica de S. titanus, deve-se não tanto aos estragos que provoca, ao alimentar-se da seiva das plantas, mas ao facto de ser o agente vetor do fitoplasma da Flavescência Dourada (FD) “Grapevine flavescence dorée phytoplasma” (fitoplasma do grupo ribossomal 16SrV-C ou 16SrV-D), um organismo nocivo de quarentena identificado em território nacional em 2006 (Sousa et al., 2007). Este organismo nocivo multiplica-se no floema da videira, bloqueando os tubos crivosos e impedindo o transporte da seiva até aos locais de consumo e reserva, de onde resulta uma forte diminuição do rendimento e o declínio das videiras.

Na sequência da sua identificação em Portugal, foram definidas, desde 2008, medidas de proteção fitossanitária adicionais e de emergência destinadas a erradicar em território nacional o fitoplasma e conter a dispersão do inseto vetor (Portarias 976/2008 e 165/2013). No caso de S. titanus, o nível económico de ataque é a presença do insecto, sendo as datas de tratamento definidas pelo Serviço Nacional de Avisos Agrícolas, com base na fenologia do inseto.

S. titanus desenvolve apenas uma geração anual, hibernando na forma de ovo, no ritidoma de madeira de dois ou mais anos (Malausa et al., 2011) e eclodindo de forma escalonada a partir de meados da Primavera (Carlos et al., 2004). As ninfas passam por cinco instares (N1 a N5) durante um período de 40 a 55 dias (IFVV, s/d). Os primeiros adultos surgem em inícios/ meados de Julho, atingindo um pico entre finais de Julho e inícios de Agosto (Carlos et al., 2004). O aparecimento e desenvolvimento das ninfas está, aparentemente, dependente da temperatura e encontra-se sincronizado com a fenologia da videira. Já o desenvolvimento dos adultos pode ser condicionado, para além da temperatura, por outros fatores, como a altitude e o fotoperíodo (Abouassaf, 2013). Na sua região de origem, as populações de S. titanus são baixas, o que se atribui em parte à ação dos seus antagonistas naturais (Nusillard et al., 2003). Contudo, os trabalhos realizados sobre este tema na Europa são escassos, reduzindo-se praticamente aos levados a cabo por investigadores franceses (Bernadette et al., 1996; Malausa et al., 2003). Deste modo, considera-se de interesse identificar os antagonistas naturais do inseto (quer entomófagos, quer entomopatogénios), assim como delinear estratégias visando o incremento da sua atuação (Torres, 2013).

O presente trabalho teve como objetivo contribuir para o conhecimento do ciclo de vida e dos fatores de mortalidade natural de S. titanus, na Região Demarcada do Douro.

MATERIAL E MÉTODOS

O presente trabalho decorreu em Julho de 2013, em duas vinhas do Baixo Corgo, localizadas respetivamente, nas freguesias de Godim (Peso da Régua) e S. Miguel de Lobrigos (Santa Marta de Penaguião), ambas com historial de presença da praga, de acordo com os dados do Serviços do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território.

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A colheita de insetos para estudo teve lugar a 5 e 9 de Julho, respetivamente nas vinhas de Godim e S. Miguel de Lobrigos, imediatamente antes do tratamento obrigatório recomendado prescrito pelo Serviço Nacional de Avisos Agrícolas (SNAA). De acordo com a Portaria nº 165/2013 de 26/04/2013, em 2013 foi obrigatório efetuar um tratamento, em 18 freguesias localizadas no Baixo Corgo, entre 8 e 13 de Julho (SNAA a), 2013); numa destas freguesias (Folhadela), onde já tinha sido detetado, quer o insecto quer a doença, foi obrigatório um segundo tratamento no período situado entre 29 de Julho a 3 de Agosto (SNAA b), 2013).

Os insetos recolhidos foram colocados individualmente em frascos, e levados para o laboratório, onde se examinaram à lupa binocular. No campo, procedeu-se ao registo da ocorrência de vestígios de indivíduos predados, em teias de aranha ou sob as folhas e quando possível, capturou-se o predador em causa. No laboratório, registou-se o estado de desenvolvimento dos insetos, tendo em conta o seu tamanho e coloração, de acordo com Malausa et al., (2011): N1+N2 – coloração branca hialina e até 2,5 mm de comprimento; N3 – coloração branca marfim e 3,0-3,5 mm de comprimento; N4 – coloração amarelada, com manchas de cor castanho-claro e 4,5 mm de comprimento; N5 - coloração amarelada, com manchas de cor castanho-escuro e 5,0 mm de comprimento.

Os exemplares obtidos colocaram-se numa câmara de crescimento climatizada (26ºC, 60±10% HR, 16:8 (L:E)), em frascos individuais, sendo-lhe fornecido como alimento uma folha de videira suportada por uma esponja embebida em água, renovada a intervalos de dois dias. Durante o seu

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