Qual é a eficácia que a inserção profissional na instituição?
A formação profissional levará, de facto, a uma maior facilidade de inserção profissional? A Inserção profissional tende para emprego qualificado ou não qualificado?
6.2 Objetivos Gerais
1. Diagnosticar como está a ser feita a inserção profissional dos diplomados nos últimos três anos;
2. Refletir sobre a formação da instituição;
3. Refletir sobre o contexto social e económico e consequentes influências na inserção profissional;
4. Refletir sobre a situação da Inserção Profissional, na Instituição em específico.
6.3 Objetivos Específicos
1. Analisar público-alvo;
2. Considerar quais as informações mais relevantes para o código de inquérito; 3. Discutir com instituição áreas de relevância para a EPATV no código de inquérito; 4. Contruir e testar código de Inquérito;
34
6.4 Atividades Realizadas
1. Reuniões com a orientadora científica para que se mantenha informada de todo o processo de estágio e para que a mesma possa coordenar e colaborar, nas atividades a desenvolver no decorrer do estágio;
2. Reuniões com a supervisora de estágio da instituição para debater as principais atividades a desenvolver e planificações das mesmas;
3. Seminários de Orientação Científica; 4. Pesquisa Documental acerca da Instituição
5. Revisão bibliográfica acerca da problemática de estágio; 6. Construção de código de inquérito;
7. Aplicação de um pré-teste dos inquéritos por questionário;
8. Aplicação dos Inquéritos com formandos e ex-formando enquadrados nesta problemática 9. Realização/Integração das várias atividades propostas pela Instituição
10. Tratamento e análise dos dados estatísticos obtidos; 11. Redação do relatório de estágio
35
6.5 Cronograma
Atividades Out. Nov. Dez. Jan. Fev. Mar. Abril Maio Jun. Reuniões com a orientadora científica
Reuniões com a supervisora Seminários de Orientação Científica Pesquisa Documental acerca da Instituição
Revisão bibliográfica acerca da problemática de estágio
Construção de código de inquérito Aplicação de um pré-teste dos inquéritos por questionário
Aplicação dos Inquéritos com formandos e ex-formando enquadrados nesta problemática
Realização/Integração das várias atividades propostas pela Instituição Tratamento e análise dos dados estatísticos obtidos
Redação do relatório de estágio
36
6.6 Recursos mobilizados
Os recursos utilizados nesta investigação foram os recursos humanos (Orientadora de estágio, supervisora de estágio, todos os funcionários da EPATV, e todos os ex-alunos, formados nesta instituição que responderam ao inquérito), recursos materiais (secretária, cadeira, computador, fotocopiadora, folhas, telefone, etc) e recursos bibliográficos (livros, artigos e estudos estatísticos).
37
CAPÍTULO IV
Apresentação e Discussão dos Resultados
Breve apresentação inicial do estudo:
Esta pesquisa tem como objetivo recolher informações sobre a inserção profissional de alunos de cursos profissionais concluídos na EPATV e o seu respetivo sucesso/insucesso, assim como retirar conclusões que possam ajudar a melhorar o trabalho desenvolvido pela instituição. Para tal foi criada, a partir de documentação da instituição, uma base de dados de alunos elegíveis para o inquérito dentro das premissas deste estudo. Isto é, alunos que concluíram o curso profissional nos últimos três anos letivos, à data do início da investigação (anos 2011/2012, 2012/13 e 2013/2014).
Na base de dados criada foi constituída uma lista de 486 indivíduos elegíveis. Depois foi reduzida a base de dados aos indivíduos contactáveis, 408. Alguns simplesmente não colocaram um número de contacto na sua ficha individual, outros, provavelmente, já teriam um novo contacto visto que o que se encontrava na sua ficha estava já desativado. Assim, a lista de diplomados contactáveis ficou em 408 indivíduos.
Depois de terminados os contactos para administração do inquérito via telefone foi possível determinar uma taxa de 47% de respostas, ou seja, dos 408 indivíduos, a amostra produtora de dados foi de 191 sujeitos. Apesar de haver uma maioria da qual não consegui obter informação, tal não se deve a negação de resposta por parte dos inquiridos (embora tenha acontecido raramente), mas sobretudo pela facto de a chamada não ser atendida ou o aparelho telefónico não se encontrar ligado. Isto leva-me a crer, embora sem informação confirmada, que uma boa parte desses contactos não serão já efetivos, apesar de ainda não terem sido desativados.
Durante a administração do inquérito foi sempre esclarecido que todos os dados iriam ser tratados anonima e confidencialmente, tendo os questionários sido identificados pelo investigador com um mero número de série. De recordar que o inquérito foi realizado via telefónica e preenchido pelo inquiridor.
38
Inicialmente é importante tratar a informação sobre as idades dos inquiridos. Como idade mínima temos onze indivíduos com 18 anos. Como idade máxima temos um individuo com 33 anos. No total perfaz uma média de 21 anos:
Média de Idades:
Válidos 191 Em falta 0 Média 20,84
Tabela 5 - Média de Idades dos Respondentes
Idade Frequência Percentagem
18 11 5,8 19 26 13,6 20 53 27,7 21 45 23,6 22 31 16,2 23 15 7,9 24 4 2,1 25 3 1,6 26 2 1,0 33 1 0,5 Total 191 100,0
39
Gráficos 1 - Idades dos respondentes
Idade (Intervalos) Frequência 18 – 20 90 21 – 23 91 24 -26 9 >26 1 Total 191
Tabela 7 - Intervalos de Idades dos Respondentes
Outro aspeto importante numa análise preliminar é estudar a representatividade de grupos, com o intuito de aferir se este estudo irá fornecer dados que possam representar todos os grupos inquiridos. Em termos de idades temos uma maior concentração de inquiridos entre os 19 e os 23 anos. Já no que diz respeito à representatividade de género, a amostra produtora de dados encontra-se dividida com uma maioria de homens: 67% de respondentes do sexo masculino e 33% dos respondentes do sexo feminino.
Sexo Frequência Percentagem Fem. 63 33,0 Masc. 128 67,0 Total 191 100,0
Tabela 8 - Sexo dos Respondentes
18-20 47% 48% 5% 0,50%
Idades
18-20 21-23 24-26 > 2640
Gráficos 2 - Sexo dos respondentes
Alguns cursos apresentam um maior número de respondentes, sendo no entanto também espelho de um maior número de alunos em certos cursos. Isto levará a que, para uma análise mais fidedigna, se utilize uma análise de dados percentuais. Importante salientar que estão neste estudo representados 29 cursos diferentes.
Gráficos 3 - Curso dos respondentes
33% 67%
Sexo
Feminino Masculino 5% 16% 4% 3% 5% 5% 3% 4% 5% 5% 3% 5% 5% 8% 5% 3% 5% 4% 5% 3%Curso
Anim Soc / TAS Coz-Past Des3D
Elect Electrotec Ener Ren
Man Ind Mecat R\B
TAL / TC-MRPP / Tec Com TCO / Tec Fot / Tec Aud Tec Gas
Tec Multi / TER / TGD TFC TGPSI / TOO
THSTA TMA TPCQA
41
A representatividade de anos letivos de conclusão do curso é claramente equilibrada. Encontramos um número de respondentes bastante semelhante para cada ano estudado. Assim, 63 respondentes (33%) concluíram o curso no ano letivo 2011/12, 66 (34.6%) no ano letivo 2012/13 e 62 (32.5%) no ano letivo 2013/14.
Ano de Conclusão Frequência Percentagem
11/12 63 33,0
12/13 66 34,6
13/14 62 32,5
Total 191 100,0
Tabela 9 - Ano de Conclusão dos Respondentes
Gráficos 4 - Ano de Conclusão dos respondentes
Já na análise correspondente ao polo da instituição frequentado houve uma maioria de respondentes relativa ao polo principal, o que no entanto é representativo da realidade institucional, visto que uma maior parte dos alunos se encontra a estudar no polo de Vila Verde. O polo de Amares encontra-se em segundo lugar e o polo de Terras de Bouro não figura no estudo por não possuir cursos profissionais nos anos em causa.
33%
35% 32%
Ano de Conclusão
42
Pólo Frequência Percentagem
Amares 35 18,3
Vila Verde 156 81,7
Total 191 100,0
Tabela 10 - Pólo de Ensino dos Respondentes
Gráficos 5 - Pólo de Ensino dos respondentes
Assim, com a apresentação de dados sobre representatividade, partimos para análises em que procuramos padrões dentro do próprio estudo que nos permitam retirar ilações do mesmo mais tarde em termos comparativos com dados estatísticos regionais e nacionais.
Para a pergunta “No final do curso profissional:”, em que se procura aferir se os sujeitos continuaram estudos ou se inseriram no mercado de trabalho, ou até mesmo se conciliaram os dois, podemos ver que uma esmagadora maioria, no fim do curso, teria o objetivo de se inserir no mercado de trabalho (146) representando 76.4% dos respondentes. 9.4% optaram por continuar os estudos e 3.1% conciliaram estudos e trabalho, perfazendo assim um total de 12.5% de alunos que continuaram a estudar após a conclusão do curso profissional. Ainda é importante realçar que 11% (21 sujeitos) se encontram numa situação em que não seguiram estudos nem acederam ao mercado de trabalho.
82% 18%
Pólo
43
No final do curso profissional foi:
Frequência Percentagem
Estudar 18 9,4
Estudar e Trabalhar 6 3,1
Trabalhar 146 76,4
Nem estudar nem trabalhar 21 11,0
Total 191 100,0
Tabela 11 - Dados da 1ª pergunta do Inquérito
Gráficos 6 - Dados da 1ª pergunta do Inquérito
Ainda no âmbito da continuação ou não dos estudos é de referir que, dos respondentes que continuaram a sua formação académica, 50% optou pela mesma área de estudo.
Continuou a estudar na mesma área de formação do curso profissional?
Frequência Percentagem
Não 12 50
Sim 12 50
Total 24 100,0
Tabela 12 - Dados da 2ª pergunta do Inquérito
9%
3%
77% 11%
No Final do curso profissional:
44
Gráficos 7 - Dados da 2ª pergunta do Inquérito
A altura da vida em que estes inquiridos se iniciam no mercado de trabalho também é um objeto de estudo neste inquérito. Assim podemos ver que 3.1% se iniciou antes de concluído o curso profissional. E que 37.1% dos inquiridos encontrou emprego logo após a conclusão do curso.
Quando começou a trabalhar?
Frequência Percentagem Antes de terminar 6 3,1 Nunca trabalharam 35 18,3 Imediatamente 71 37,1 1 mês 3 1,6 2 meses 8 4,2 3 meses 4 2,1 4 meses 8 4,2 5 meses 6 3,1 6 meses 15 7,9 7 meses 2 1,0 8 meses 1 0,5 11 meses 1 0,5 12 meses 26 13,6 24 meses 1 0,5 36 meses 3 1,6 48 meses 1 0,5 Total 191 100,0
Tabela 13 - Dados da 3ª pergunta do Inquérito
Não 50% Sim
50%
Continuou a estudar na mesma área de formação?
45
De referir que nesta pergunta, a linha de código tinha um pequeno defeito, sendo que o valor atribuído na tabela SPSS para quem teria começado a trabalhar seria de “0”, assim como quem não se enquadrava neste campo por ainda não se ter inserido no mercado de valor. No entanto, através de um cruzamento de dados destes dados com os dados da pergunta “Desde que conclui o curso, quantos empregos teve?” permitiu criar esse campo descrito como “Nunca trabalharam”. Campo esse que não se encontra como resposta possível nesta pergunta do Inquérito.
Gráficos 8 - Dados da 3ª pergunta do Inquérito
Olhando para o gráfico acima podemos ver o tempo que demorou a inserção profissional divididos por espaço de tempo. 47% conseguiram emprego logo após o fim do curso profissional e 29% demorou até 6 meses, sendo estas as percentagens mais altas. Destaque ainda para os 4% que já se encontravam a trabalhar enquanto se encontravam no curso profissional e dos 20% que demoraram até 12 meses.
Outras percentagens importantes são os 7.9% que demoraram 6 meses a encontrar um emprego e os 13.6% que precisaram de 12 meses para tal. Observamos que 16.3% demorou 12 meses ou mais a encontrar emprego e 26.3% demorou 6 meses ou mais.
4%
47% 29%
20%
Quando começou a trabalhar?
Antes de terminar CP Imediatamente após terminar CP
46
Em relação à pergunta “Através de que meios conseguiu o primeiro emprego?” é importante referir que 18.3% dos respondentes encontram-se ainda sem encontrar o primeiro emprego. Esta não era uma opção nas respostas possíveis para esta pergunta mas estes dados foram retirado através dos resultados na tabela SPSS como “ausência de valor”, em que quem não se encontraria nesse caso era atribuído uma valor de “0”.
Gráficos 9 - Dados da 3ª pergunta do Inquérito
No entanto vemos que, dos que se encontram empregados, tal aconteceu maioritariamente de duas formas. Através de familiares ou conhecidos (36.6%) ou através de estágio (26.2%), eventualmente os estágios de fim de curso promovidos pela escola profissional. Ainda em relação à ajuda da própria instituição para a inserção, um dado importante são os 6.8% que após terem finalizado o curso foram contactados pela escola profissional com ofertas de emprego. Sem primeiro emprego 18% Já inserido no mercado de trabalho 82%
Inserção Inicial
47
Através de que meios conseguiu o primeiro emprego?
Frequência Percentagem Sem 1º emprego 35 18,3 Estágio 50 26,2 Centro de Emprego 4 2,1 Familiares ou Conhecidos 70 36,6 Anúncios 3 1,6 Iniciativa própria 13 6,8 Outro: Epatv 13 6,8
Outro: Empresa trabalho para jovens 1 0,5 Outro: Bolsa de estudo Moçambique 1 0,5
Outro: Tropa 1 0,5
Total 191 100,0
Tabela 14 - Dados da 4ª pergunta do Inquérito
Gráficos 10 - Dados da 4ª pergunta do Inquérito
Quando estão empregados, será que tal ocorre na sua área profissional? A análise de dados diz-nos que, dos que se encontram emprego após o fim do curso, a maioria encontrou trabalho na área de formação, representando 50.7% contra 49.3% que se encontram a trabalhar noutra área que não a do curso profissional concluído.
32% 3% 45% 2% 8% 8% 2%
Através de que meios conseguiu o primeiro emprego?
Estágio Centro de Emprego Familiares ou Conhecidos
Anúncios Iniciativa própria Epatv
48
Gráficos 11 - Dados da 5ª pergunta do Inquérito
No final do curso encontrou emprego na sua área de formação?
Frequência Percentagem
Não 77 49,3
Sim 79 50,7
Total 156 100,0
Tabela 15 - Dados da 5ª pergunta do Inquérito
Importante é também ver que há alguma estabilidade de vínculo contratual. Os números mostram que 49.2% dos respondentes apenas têm/tiveram um emprego até ao momento, representando 60.3% dos respondentes que se encontram a trabalhar no momento do inquérito 133 sujeitos (69,6% dos respondentes). A percentagem desce com o aumentar de número de empregos, sendo importante ainda referir os 20.9% que tiveram 2 empregos, 25.6% dos respondentes que se encontram atualmente empregados.
Não 49% Sim
51%
No final do curso encontrou emprego na sua área de
formação?
49
Desde que concluiu o curso, quantos empregos teve? Frequência Percentagem 0 35 18,3 1 94 49,2 2 40 20,9 3 12 6,3 4 10 5,2 Total 191 100,0
Tabela 16 - Dados da 6ª pergunta do Inquérito
Mais uma vez, o campo “0” refere-se a uma ausência de valor no preenchimento do questionário. Isto demonstra que que o respondente não teve qualquer emprego até ao momento, muito embora tal opção não faça parte das respostas possíveis, é um dado passível de ser aferido.
Gráficos 12 - Dados da 6ª pergunta do Inquérito
Atualmente, ou à altura do inquérito, 69.6% dos respondentes encontra-se empregado, representando 75.6% dos que não se encontram a estudar. Este último valor é possível obter através das não respostas, pois estas não foram feitas a quem não se encontrava a procurar inserção no mercado de trabalho, mesmo não sendo uma das respostas possíveis a esta pergunta. Esses dados estão representados na tabela como “0”.
19%
49% 21%
6% 5%
Desde que concluiu o curso, quantos empregos teve?
50
Atualmente encontra-se empregado? Frequência Percentagem
0 15 7,9
Não 43 22,5
Sim 133 69,6
Total 191 100,0
Tabela 17 - Dados da 7ª pergunta do Inquérito
Gráficos 13 - Dados da 7ª pergunta do Inquérito
Não 30% Sim
70%
51
À pergunta “Se sim, está empregado na sua área de formação”, 54.9% dos empregados respondeu encontrar-se a trabalhar na área de formação.
Gráficos 14 - Dados da 8ª pergunta do Inquérito
Se sim, está na sua área de formação? Frequência Percentagem
Não 60 45,1
Sim 73 54.8
Total 133 100,0
Tabela 18 - Dados da 8ª pergunta do Inquérito
Um dado positivo encontrado neste estudo são os 64.9% dos respondentes que se encontram a trabalhar a tempo inteiro, correspondentes a 93.2% dos que se encontram a trabalhar.
Não 45% Sim
55%
52 Encontra-se a trabalhar: Frequência Percentagem Tempo Inteiro 124 64,9 Tempo Parcial 8 4,2 Indefinido 1 0,5 Não está empregado 58 30,3 Total 191 100,0
Tabela 19 - Dados da 9ª pergunta do Inquérito
Gráficos 15 - Dados da 9ª pergunta do Inquérito
No entanto ainda encontramos uma pequena maioria que se encontra com contrato a prazo, apesar de uma percentagem bastante próxima dos que se encontram com contrato a tempo indeterminado, isto é, 27.2% dos respondentes encontram-se com contrato a prazo, enquanto 22.5% trabalha com um contrato sem termo. Dos que estão empregados, teremos 39% com contrato a prazo, contra 32.3% com contrato por tempo indeterminado. Importante ainda referir que 11% dos que se encontram empregados não sabe qual a sua situação contratual.
93% 6%
1%
Encontra-se a trabalhar a:
53 Atualmente, trabalha: Frequência Percentagem Não se encontra empregado 58 30,4 Conta própria 3 1,6 Recibos Verdes 1 0,5 Sem contrato 7 3,7 Contrato a prazo 52 27,2 Tempo Indeterminado 43 22,5 Estágio Profissional 13 6,8 Não Sabe 14 7,3 Total 191 100,0
Tabela 20 - Dados da 10ª pergunta do Inquérito
Gráficos 16 - Dados da 10ª pergunta do Inquérito
Dos antigos alunos respondentes que se encontram a trabalhar, 61.6%, a maioria, afirma se encontrar a trabalhar numa categoria profissional de nível 4, correspondente à qualificação obtida com o curso profissional. Importante também é registar os 30% que trabalham numa categoria profissional inferior.
2% 1% 5% 39% 32% 10% 11%
Atualmente, trabalha:
Contra própria Recibos Verdes Sem contrato Contrato a prazo
54
Gráficos 17 - Dados da 11ª pergunta do Inquérito
Ainda assim é algo preocupante que 59.7% de todos os alunos inquiridos estão ou já se encontraram no desemprego, mesmo que por períodos pequenos. O que corresponde a 65.1% excluindo os respondentes que se encontram a estudar.
Gráficos 18 - Dados da 12ª pergunta do Inquérito
40; 30%
2; 1% 9; 7% 82; 62%
O seu emprego enquadra-se numa categoria profissional
correspondente ao nível de qualificação IV (Curso
Profissional)?
Menos elevado Mais elevado Não sabe Sim
Não 61 35% Sim 114 65%
55
Desde que concluiu o curso, esteve desempregado? Frequência Percentagem “Não resposta” 16 8,4 Não 61 31,9 Sim 114 59,7 Total 191 100,0
Tabela 21 - Dados da 12ª pergunta do Inquérito
Antes de tudo, notar mais uma vez uma “não resposta” por parte de respondentes que não encontravam em situação de inserção profissional ainda. Mas apesar dos dados anteriores, avaliando por tempo de desemprego, um dado significativo é que 34.8%, dos respondentes que procuraram inserir-se no mercado de trabalho, nunca esteve no desemprego, sendo 12 meses o período mais frequente de desemprego entre os inquiridos (com a frequência de 17.7%).
Gráficos 19 - Dados da 13ª pergunta do Inquérito
Depois de analisadas as frequências é importante detetar padrões no cruzamento de dados. Nesse estudo foram encontrados alguns dados importantes. Entre os quais, que 65% dos respondentes do sexo feminino encontram-se empregadas. E é possível observar uma percentagem ligeiramente mais elevada nos respondentes do sexo masculino, 71%.
17; 16% 27; 25% 13; 12% 31; 29% 9; 9% 10; 9%
Tempo de desemprego
56
Gráficos 20 - Análise de situação atual entre sexos
Encontra-se empregado? Total Não Sim
Sexo
Fem. 6 16 41 63
Masc. 9 27 92 128
Total 15 43 133 191
Tabela 22 - Cruzamento de dados entre sexo e situação de emprego
Outra conclusão retirada é que 55% dos inquiridos que se encontram a trabalhar, estão na sua área de formação.
Empregados 65% 21% 25% 7% 10% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Homens Mulheres
Comparação de emprego entre sexos
57
Gráficos 21 - Trabalho na área de formação
Já dos inquiridos que continuaram a sua formação, 55.5% escolheram prosseguir na mesma área de estudo e os restantes 44.4% optando por outra área. Este valor de 44% pode ser interpretado de duas formas. Esses alunos ou pretendiam aumentar o leque de áreas de formação para ter um maior número de escolhas e oportunidades no mercado de trabalho ou, então, hipoteticamente pode também sugerir que a idade com se escolhe entrar no ensino profissional não é a mais adequada para tomar decisões que irão afetar toda a vida profissional.
Isto tomando em conta apenas os que apenas se dedicaram aos estudos. Se considerarmos também os respondentes que, para além de trabalhar, também seguiram os estudos estes números equilibram-se (50%; 50%).
Continuou na mesma área? Total Não Sim No fi m d o c urs o: Estudar 8 10 18 Estudar e Trabalhar 4 2 6 Trabalhar 0 0 146
Nem estudar nem trabalhar 0 0 18
Zero 0 0 3
Total 12 12 191
Tabela 23 - Cruzamento de dados entre opção fim de curso e área de estudo
55% 45%
Trabalho na área de formação
58
Outro aspeto relevante a analisar será procurar saber se a situação quanto ao emprego ou desemprego influencia a satisfação com esta via particular de formação. Os números dizem que não, já que dos 43 desempregados apenas um afirmou não se sentir satisfeito com a escolha do ensino profissional.
Satisfeito com E.P.? Total
0 Não Sim Es tá e m pre ga do ? 0 0 1 14 15 Não 0 1 42 43 Sim 2 9 122 133 Total 2 11 178 191
Tabela 24 - Cruzamento de dados entre situação profissional atual e satisfação com Ensino Profissional
Mais uma vez, nesta tabela temos a ausência de valor, “0”. Este corresponde a quem não soube ou não quis responder a estas questões. Nesta análise é também possível verificar que os respondentes empregados a que foi facilitada a entrada no mercado de trabalho através de familiares ou amigos têm tendência a sair da sua área de formação. Já os que tem a sua entrada no mercado de trabalho facultada através de estágios, normalmente, trabalham na sua área de formação.
59
Está a trabalhar na sua área de formação? Total Não está empregado Não Sim Atr a v é s de q ue m e io s c on s e gu iu o 1 º e m pre g o? Sem 1º emprego 35 0 0 35 Estágio 6 5 39 50 Centro de Emprego 0 2 2 4 Familiares ou Conhecidos 11 39 20 70 Anúncios 0 2 1 3 Iniciativa própria 3 8 2 13 Outro: Epatv 2 3 8 13
Outro: Empresa trabalho
para jovens 1 0 0 1
Outro: Bolsa de estudo
Moçambique 0 0 1 1
Outro: Tropa 0 1 0 1
Total 58 60 73 191
Tabela 25 - Cruzamento de dados entre forma de emprego e área de emprego
Gráficos 22 - Cruzamento de dados entre método de inserção e emprego na área de formação
Neste estudo vê-se também uma inserção profissional precária no que concerne aos trabalhadores a tempo parcial, sendo que 62.5% dos empregados a tempo parcial não tem contrato formal. 5 2 39 2 8 3 0 1 39 2 20 1 2 8 1 0 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 Estágio Centro de