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DOCUMENTO BÁSICO SUA – SEGURIDAD DE UTILIZACIÓN

5. JUSTIFICACIÓN NORMATIVA

5.2. CÓDIGO TÉCNICO DE LA EDIFICACIÓN (CTE)

5.2.3. DOCUMENTO BÁSICO SUA – SEGURIDAD DE UTILIZACIÓN

A terapia comportamental utiliza técnicas derivadas dos princípios da Análise do Comportamento, e se serve de muitos tipos de controle, envolvendo contingências tanto operantes quanto respondentes. Um dos objetivos da terapia comportamental é promover o autoconhecimento do cliente, levando-o a descrever seu comportamento e identificar as variáveis ambientais que o controlam (Lundin, 1977). O terapeuta, então,

utiliza toda uma série de procedimentos necessários para levar o cliente a apresentar respostas verbais e não verbais cuja probabilidade de reforçamento seja aumentada em relação às anteriores, referidas na queixa, além de serem incompatíveis com os comportamento-problema. É importante a criação de uma hierarquia de respostas, na qual a mais elementar é escolhida como a primeira por ter máxima probabilidade de ser reforçada pelas contingências do ambiente natural, e assim sucessivamente, num processo de modelagem até a obtenção da resposta final desejada.

O terapeuta comportamental, exatamente enquanto um pesquisador analista do comportamento, desempenha um papel ativo em todo o processo terapêutico, até a fase final, a qual se caracteriza pela autonomia do cliente em relação ao terapeuta, no tocante ao estabelecimento de suas próprias metas e os procedimentos que serão utilizados para alcançá-las. Assim, o início do processo é caracterizado por uma espécie de contrato, onde o terapeuta expõe os pressupostos da teoria comportamental e explica como se dará o processo terapêutico, estabelecendo com o cliente um compromisso mútuo, onde ambos têm responsabilidades a serem cumpridas ao longo do processo.

A avaliação comportamental, no processo terapêutico é constante, porém a avaliação inicial é crucial para que o terapeuta possa proceder à análise funcional de todo repertório comportamental do cliente, levantar suas hipóteses e planejar sua intervenção. A análise funcional é o instrumento básico da terapia comportamental contemporânea, caracterizando-se pela identificação das relações entre os comportamentos alvos e as variáveis ambientais controladoras, o que permitirá a escolha das técnicas de intervenção.

Numa análise funcional em contexto terapêutico, o terapeuta necessita primeiramente obter relatos os mais precisos e completos possíveis de comportamentos

do cliente relacionados com o problema trazido para a terapia. Em seguida, ele precisará de descrições de condições externas das quais o comportamento é função. De posse desses dados, ele estará apto a estabelecer inter-relações possíveis entre comportamentos e variáveis ambientais. A análise funcional é fundamental para a previsão e controle do comportamento, na medida que ao terapeuta não é possível a manipulação direta de variáveis, como na situação de laboratório.

Segundo Skinner (1953), na medida em que a terapia se desenvolve como um sistema social organizado, o terapeuta torna-se uma importante fonte de reforçamento para os relatos do cliente, estabelecendo contingências necessárias à auto-observação e solicitando ao cliente que fale sobre o que está fazendo, pensando e sentindo ou o porquê. O terapeuta deve discriminar, no relato verbal do cliente, as contingências em operação no seu repertório para poder ensinar o cliente a discriminá-las.

Quando o conhecimento do terapeuta acerca do cliente aumenta, ele pode também apontar relações entre formas particulares de comportamento e conseqüências particulares. Ele pode sugerir respostas que tenham probabilidade de serem positivamente reforçadas. Ele também pode sugerir esquemas ou rotinas que alterem a exposição do cliente a situações aversivas. Esses esquemas, adotados primeiramente por causa do controle verbal do terapeuta, posteriormente produzem outras fontes de controle, caso seus efeitos sobre a condição do paciente sejam positivamente reforçadores.

Na terapia, o terapeuta funciona como a comunidade verbal do cliente, ele é seu ambiente verbal que estabelece contingências que levam ao seu auto-conhecimento. Como comunidade verbal, o terapeuta gera comportamentos auto-descritivos, reforçando apropriadamente respostas do cliente. A partir do relato do cliente, o

terapeuta pode inferir ou levantar hipóteses sobre as contingências em operação, e conseqüentemente levar o cliente a discriminar essas conseqüências e testar seu funcionamento.

A intervenção terapêutica de orientação comportamental nos transtornos ansiosos se inicia com a avaliação inicial da condição trazida pelo cliente, com o intuito de realizar a análise funcional dos comportamentos queixas. Nesta avaliação são levantadas todas as respostas consideradas disfuncionais que o cliente apresenta, as situações em que elas ocorrem, os recursos biológicos e o repertório comportamental do cliente, além de uma descrição de sua história de vida. Com base nesses dados, o terapeuta realiza a análise funcional, que consiste na identificação e no estabelecimento das relações entre o comportamento alvo e outros comportamentos e entre as variáveis ambientais e os comportamentos do cliente. O terapeuta e o cliente discutem os resultados dessa análise e a partir daí, os dois em conjunto estabelecem as metas da intervenção. As técnicas a serem utilizadas na intervenção são selecionadas de acordo com a história de condicionamento de cada pessoa, a topografia da resposta-queixa e as contingências mantenedoras.

De uma maneira geral e didática, os passos da intervenção comportamental em transtornos ansiosos começam com o que se chama “reeducação”, onde o cliente é informado sobre qual é o transtorno que ele apresenta, como se desenvolve, quais suas funções e conseqüências (Rangé, 1995). A seguir é desenvolvida uma hierarquia de situações ansiogênicas, juntamente com o cliente, na qual ele estabelece uma lista desde os eventos com menor grau eliciador de ansiedade ao de maior grau. O cliente é orientado a gradualmente expor-se àquelas situações e observar o que acontece em seu ambiente físico, social e orgânico. Em seguida, o cliente é instruído a realizar um diário

de ocorrências de respostas ansiosas, registrando as situações em que ocorrem e os efeitos sobre o ambiente. O cliente recebe orientações para apresentar respostas incompatíveis com as respostas de ansiedade nas ocasiões eliciadoras de ansiedade e a observar as conseqüências destas respostas.

Na intervenção terapêutica de orientação comportamental o terapeuta tem uma participação ativa, desde a avaliação inicial até a escolha das técnicas terapêuticas, mas o comportamento verbal dos clientes não costuma ser estudado. Todas as tarefas, embora utilizando o relato verbal (escrito ou oral) do paciente, não estão direcionadas ao treino em habilidades verbais, nem tal aspecto faz parte da avaliação da queixa, mesmo sendo a intervenção terapêutica eminentemente uma interação verbal entre o terapeuta e seu cliente.

Atualmente existem inúmeras formas de intervenção visando a solução de dificuldades nos transtornos mentais que não são apenas sintomáticas, limitadas a uma modificação em padrões de respostas por meio da utilização de técnicas de modificação de comportamento, mas que permitem a readaptação social e, em vários quadros, resultam em remissão prolongada dos sintomas incapacitantes. Esses recursos porém, apesar de eficientes, apresentam um nível de eficácia apenas relativo quando são levados em conta os problemas sócio-ambientais e culturais, condicionantes dos quadros psicológicos e que fazem parte do transtorno como um todo, o que pode dificultar bastante uma alteração no ambiente favorecedor dos transtornos.

Capítulo V – Outros desenvolvimentos em Terapia Comportamental