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Do emotions predict (affect) consumers’ decisions?

Chapter 1. Emotions - what is it?

1.2 Do emotions predict (affect) consumers’ decisions?

A imunoistoquímica (IHQ), ao combinar técnicas anatômicas, imunológicas e bioquímicas, permite localizar componentes tissulares “in situ” mediante o emprego de anticorpos específicos e moléculas marcadoras (Gimeno, 1995). A marcação tecidual de PSA é útil ao patologista para diferenciar carcinomas prostáticos de alto (anaplásicos) e baixo grau, bem como distinguir tumores metastáticos da próstata em outros tecidos. Este marcador pode ser detectado em amostras congeladas, incluídas em parafina e em exames citológicos do epitélio prostático normal ou neoplásico (Bostwick, 1994).

Seguindo este princípio, Stamey et al. (1994) relatam 98% de positividade para PSA nas metástases de adenocarcinoma prostático humano, enquanto que a PAP foi positiva em apenas 77% dos casos, demonstrando a alta sensibilidade e especificidade imunoistoquímica do PSA frente a PAP. Reforçando esta mesma teoria Grob et al. (1992), observaram que 100% dos tumores prostáticos infiltrados na vesícula seminal de homens eram imunorreativos para PSA e que o tecido da vesícula seminal é negativo para este mesmo marcador.

Em tumores anaplásicos, as marcações de PAP ou PSA são baixas ou ausentes, acarretando em correlação inversa entre o grau de diferenciação celular e a perda de características importantes na célula, como a secreção destas glicoproteínas. Apesar disso o PSA é amplamente utilizado para diferenciar adenocarcinomas metastáticos (Stege et al., 1992).

De acordo com Aumüller et al. (1987) o padrão de distribuição e intensidade de coloração de imunorreatividade da PAP na glândula canina é similar à observada no humano. As células secretoras se coram preferencialmente na porção apical e o epitélio cúbico se cora mais intensamente que o epitélio colunar que recobre as projeções papilares do ácino.

McEntee et al. (1987) utilizaram tecidos fixados em formol e incluídos em parafina de próstata canina, a fim de estudar se os marcadores imunológicos para PSA, PAP e CPSE poderiam identificar o epitélio prostático neoplásico, analogamente a estudos com material humano. Glândulas normais e hiperplásicas apresentaram boa marcação com os três anticorpos. No entanto, o CPSE produziu coloração mais uniforme e difusa, enquanto o PSA e PAP marcaram células acinares individuais com variada intensidade. Células epiteliais ductulares da próstata de cães jovens orquiectomizados (atrófica) foram negativas, bem como o epitélio de glândulas císticas e áreas de inflamação crônica.

Dos casos de adenocarcinoma prostático somente alguns foram positivos para um ou mais desses marcadores. Nos tumores bem diferenciados houve marcação forte dos três reagentes. Ainda, tecidos não prostáticos utilizados como controle foram negativos para PSA e CPSE. Já a PAP corou outros tecidos. Apesar da coloração mais homogênea e específica ter sido obtida com o CPSE, sua sensibilidade foi baixa (25%), o que torna este marcador inadequado para o diagnóstico rotineiro de adenocarcinoma prostático no cão. O PSA e PAP demonstraram 94% e 90% de sensibilidade, respectivamente.

Empregando técnica imunoistoquímica semelhante à descrita por Santos et al. (1999), Di Santis (2003) obtive marcação positiva das células do epitélio prostático para o anticorpo PSA espécie-especifíco para humanos, mas com reatividade cruzada em tecido canino. Os cães foram divididos em grupos caracterizados por glândulas imaturas, maduras normais, maduras com prostatite e hiperplásicas. Assim como na espécie humana, obtiveram marcação específica e de aspecto granular na porção apical das células epiteliais acinais, variando a quantidade de células marcadas em função do diagnóstico histológico.

Quanto a imunoistoquímica direcionada a hormônios, Murakoshi et al. (1998a) avaliaram a presença de receptores androgênicos na próstata de cães da raça beagle portadores de HPB,

com o objetivo de investigar a ação do acetato de clormadinona (CMA) no tratamento desta afecção. O CMA é uma droga que inibe a captação de testosterona pela próstata, suprimindo os efeitos deste hormônio. O diagnóstico de HPB foi confirmado por biopsias e cortes de congelação foram submetidos à análise imunoistoquímica com o anticorpo primário policlonal anti-receptor de androgênio contra humanos (NH27).

Os animais foram divididos em dois grupos: um sem tratamento e outro que recebeu a droga (CMA). No primeiro grupo, a imunomarcação dos receptores de andrógeno foi observada de forma intensa no núcleo de todas as células do epitélio glandular. Já no grupo que recebeu tratamento, as glândulas se apresentavam atróficas e a marcação de receptores androgênicos diminuída tanto nas células epiteliais como estromais, indicando a supressão dos efeitos da testosterona e/ou dos hormônios androgênicos pela CMA.

Bonkhoff et al. (1993) observaram forte expressão de andrógeno predominantemente nas células epiteliais e estromais da próstata humana normal e hiperplásica, já as células da camada basal apresentaram imunorreatividade desprezível para esse hormônio. No caso das glândulas neoplásicas, a maioria demonstrou positividade fraca ou ausente, sugerindo característica andrógeno-independente desses tumores, especialmente nos casos de recidiva em homens orquiectomizados e submetidos à radiação prostática. Resultados similares foram obtidos por Miyamoto et al. (1993), exceto quanto ao tipo celular marcado, no qual as células epiteliais constituíram a maior parte do componente positivo para andrógeno.

No que diz respeito ao estrógeno, Bonkhoff et al. (1999) conseguiram demonstrar a expressão deste hormônio em células epiteliais e estromais da próstata humana com PIN e CP, concluindo que estas células podem sobreviver na privação de andrógenos utilizando estrógenos para sua manutenção e crescimento.

Na tentativa de relacionar a presença de receptores de andrógenos no tecido prostático com a patogenia da HPB, Banerjee et al. (2001), realizaram estudo imunoistoquímico das diferentes porções da próstata de ratos jovens e adultos. Encontraram diferenças significativas quanto a marcação de andrógenos em regiões prostáticas distintas, a depender da idade do animal. Demonstraram de maneira evidente o declínio da marcação andrógena na porção ventral da glândula com o decorrer da idade.

De forma inversa observaram aumento da reatividade para receptores de andrógeno na região dorsal da próstata em função da idade. Com isso confirmaram a relação direta entre o aumento da expressão de receptores de andrógeno na porção dorsal da próstata e a hiperplasia deste mesmo local com o avançar da idade. Outro dado interessante é que independente da região prostática ou idade, a maioria das células imunomarcadas eram epiteliais, sendo notado pequena quantidade de células estromais marcadas.

Leav et al. (2001) realizaram estudo imunoistoquímico para receptores de andrógeno no tecido prostático de cães incluído em parafina. Os animais foram divididos em cinco grupos: I) sexualmente imaturos (até 8 meses); II) maduros com ou sem hiperplasia (15 meses a 14 anos); III) castrados sem neoplasia (4 a 6 anos); IV) tratados com esteróides (9 meses a 3 anos); e V) inteiros ou castrados com carcinoma prostático (5 a 15 anos). Obtiveram marcação positiva em todos os grupos, no entanto, com padrão variado.

Nos animais do grupo I e II observaram imunorreatividade constante em todas as células epiteliais e em algumas estromais; em indivíduos do grupo III notaram diminuição gradativa e ausência de positividade paralelamente à regressão e atrofia da glândula; nas próstatas do grupo IV a reação foi positiva e esparsa no epitélio e estroma, respectivamente; já nas glândulas do grupo V apenas uma reagiu para andrógeno, sendo o animal inteiro. Um fato curioso foi a

marcação de células normais adjacentes às neoplásicas nos demais casos de carcinoma de animais inteiros, nos castrados com ou sem neoplasia a marcação foi 100% negativa.

Diante do encontrado, os autores concluíram que a expressão de andrógeno na próstata está presente em todas as fases de desenvolvimento da glândula, localizada principalmente nas células epiteliais e influenciando a taxa de proliferação das mesmas, o que tem relação direta com o desenvolvimento de HPB. Outro ponto importante é o baixo percentual de neoplasias positivas para andrógenos, o que reafirma o status andrógeno-independente desses tumores e a escassa possibilidade do envolvimento hormonal na progressão do carcinoma prostático no cão.

Quanto ao estrógeno, Schulze e Barrack (1987) conseguiram a marcação celular positiva para este hormônio, utilizando o anticorpo monoclonal anti-E2 (clone H222) e a técnica de imunocitoquímica. A

imunorreatividade foi observada nas células epiteliais e estromais tanto de cães com próstata normal quanto de animais com hiperplasia prostática espontânea ou induzida.

Na verdade, os fatores envolvidos no crescimento natural e patológico das próstatas canina e humana são múltiplos, distintos e relacionados entre si, não podendo ser considerados de maneira isolada como responsáveis pela gênese de qualquer uma das afecções prostáticas. Com base nesse fundamento e frente às grandes discrepâncias encontradas sobre o assunto na literatura mundial, o presente estudo visa contribuir de modo objetivo para o melhor entendimento do comportamento nosológico da próstata nos cães.

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