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Os rios Ivinhema e Baia, e canal Curutuba, fazem parte da planície de inundação do rio Paraná e cortam grandes partes do Parque Estadual do Rio Ivinhema. São subambientes semi- lóticos e possuem uma fragilidade alta, são ricos em matéria orgânica e microrganismos. As atividades turísticas desenvolvidas ao longo dos canais são distintas e sazonais, entre os meses de março à outubro é desenvolvida o turismo de pesca e nos meses restantes que coincide com os meses de temperatura mais alta é desenvolvido o turismo fluvial.

Possuem grande beleza cênica, fácil acesso e muito procurado pelas atividades turísticas para turismo fluvial por meio de passeios de barcos e turismo de pesca. Nesses locais é comum a

visualização de várias espécies de animais, muitas na lista de espécies ameaçadas do IBAMA e possuem grande variedade de espécies da ictiofauna. Os impactos que possam a vir ocorrer nesses locais em virtude da atividade turística, dependendo das proporções de um derrame de combustível, óleo ou detritos nesses locais causará um impacto em grandes proporções, em razão das suas características sua regeneração será de longo prazo e atingirá varias espécies biológicas.

A capacidade de carga para os rios Baía e Ivinhema fica restrito ao número de visitas por dia, ou seja, número de embarcações por dia independente da atividade turística desenvolvida.

O rio Ivinhema entre a primeira confluência com o rio Paraná e a confluência com o canal Curutuba trecho de maior fluxo turístico, possui aproximadamente 9 km, já o rio Baía o trecho mais utilizado possui também uma extensão de 9 km, para se determinar a capacidade de carga foi considerado o tempo de resiliência para estes subambientes que é de 25 minutos e o total de horas disponíveis 10 horas ou 600 minutos (8 às 18).

O acesso para o sistema Ivinhema/Curutuba/Baía geralmente é feito através da primeira confluência com o canal do rio Paraná ou através da confluência do rio Baía com rio Paraná (figura 87), já que o fluxo maior de turistas vem do Paraná, as rotas não são bem definidas, apenas mais utilizadas, a saber:

1. Paraná confluência com Canal Curutuba e rio Baía; 2. Primeira confluência do rio Ivinhema com rio.

Figura 87: Rotas usuais

Esses subambientes são utilizados por dois grupos distintos com sazonalidades diferentes, o grupo de turismo de pesca e turismo fluvial este visa mais a contemplação do local por meio de embarcações. Por não haver um roteiro os barcos ficam livres para fazer o passeio ou atividade de pesca, e geralmente utilizando o mesmo ponto de acesso para retorno. Os passeios são feitos geralmente até certo ponto e depois retornam para o ponto de partida, a pesca geralmente os barcos se adentram no sistema e passam a maior parte do dia ancorados em pontos estratégico, retornando no final do dia. Por não haver um padrão e um roteiro das visitas foi considerada a média do tempo de resiliência para se determinar a capacidade de carga desses subambientes.

Para se determinar a capacidade de carga para os subambientes envolvidos foi separado o Canal Curutuba por suas características menores e mais susceptíveis ao impacto foi determinada uma capacidade de carga diferente dos rios Ivinhema e Baía, já que o tempo de resiliência é um pouco maior e possui uma fragilidade maior e o tempo de resiliência para Canal Curutuba é de 1 hora.

Por não haver um roteiro especifico e obrigatório para o uso foi considerado principalmente o tempo de resiliência dos mesmos, considerando o ruído, agitação na água, que pode alterar as margens e material de fundo em suspenção que pode alterar a qualidade da água, e o tempo disponível para o uso do local (8 às 18 hrs).

Calculando a média de uma embarcação a cada 25 minutos pelas horas de uso diário considerando 8.00 ás 18.00 horas, em média poderá usar os canais dos rios Ivinhema e Baía, apenas 24 embarcações por dia em cada rio, com velocidade máxima de 6 nós por hora, aproximadamente 11 km/h, ou seja:

CCFL (Riv/Ba) = TD/TR

TD - Tempo Disponível = 600 mim (10 Hrs)

TR – Tempo de Resiliência = 25 mim

CCFL (Riv/Ba) = 24 embarcações/dia

( /) = 600 25 = 24

O canal Curutuba que possui aproximadamente 20 km de extensão, com características mais frágeis e, contudo, mais vulneráveis ao impacto diante da atividade turística, o uso deverá ser de 10 embarcações por dia, com velocidade máxima de 6 nós por hora, ou seja, 11 km/h. Para conseguir esse resultado foi usada a seguinte equação:

TD - Tempo Disponível = 10 hrs (600 mim)

TR - Tempo de Resiliência = 1 hr (60 mim)

CCFL (CnC) = TD/TR

() = 600 60 = 10 CCFL (CnC) = 10/dia

Foi elaborado um mapa temático sobre a capacidade de carga para cada subambiente da planície aluvia do Rio Paraná (Figura 197).

8 PROPOSTAS

A área de estudo possui um grande potencial turístico para várias atividades, algumas já em desenvolvimento e outras, em virtude da predisposição do local, poderão ser desenvolvidas no futuro. A seguir, serão apresentadas por subambientes.

8.1 ILHAS

As atividades desenvolvidas no interior das ilhas são praticamente todas clandestinas, com construções para clubes de pesca que de acordo com a legislação não deviria existir para tais atividades. Essas construções poderiam servir de base para o controle e desenvolvimento de algumas atividades como: Arvorismo, passeios de caiaque ou canoagem partindo do interior das ilhas, trilhas em meio à vegetação ou entorno e nas lagoas quando existirem.

Para se desenvolver tais atividades será necessária a construção de uma plataforma ou píer para atração de embarcações e embarque e desembarque de pessoas, causando um menor impacto as margens e servindo também para saída e chegada dos caiaques. Para a realização das trilas deverão ser feitos estudos prévios delimitando os locais, considerando a vegetação fauna e flora, delimitando os limites diários de visitantes e visitas no local. Para atividade de arvorismo deverá também observar os limites a ser usados considerando as características da vegetação e capacidade de suporte das árvores e limitar o número máximo de visitantes por dia. O caiaque ou canoagem deverá apenas seguir os critérios para construção do píer.

Para o desenvolvimento de cada atividade no interior das ilhas deverá se observar o limite máximo de pessoas para cada ilha, já que na área de estudo existe uma grande quantidade delas e com variações de tamanho e características ambientais distintas, necessitando pois de avanços nos estudos para poder determinar a capacidade de carga total da ilha, ou seja, número de visitantes por dia.