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6. Comparative analysis and conclusion

6.1. Divergence or convergence in Swedish and Norwegian industrial relations and bargaining

Segundo Melo (2011), apesar do setor sucroalcooleiro representar uma atividade econômica historicamente consolidada no Brasil, geradora de empregos e renda para o país, esta foi sendo praticada sem controle significativo até a década de 1980. Somente com a promulgação da Política Nacional de Meio Ambiente, passou-se a exigir dos empreendedores a prevenção e mitigação dos danos ambientais que ocorrem durante a fase de produção, desde a etapa agrícola até a fabricação de seus principais produtos: o açúcar e o álcool.Nesse sentido, a aplicação do diagrama de Ishikawa, elaborado neste trabalho (Figura 1), apresenta os principais impactos da área agrícola decorrentes do setor canavieiro, através da análise das causas registradas no diagrama foram discutidas formas de mitigação, estas estão abordadas abaixo:

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3.1. Medidas

Em relação às medidas, um dos quesitos mais marcantes do setor sucroaalcooleiro é a falta de cumprimento de toda a legislação ambiental e industrial vigente. Um recurso essencial para adequação às normas é a busca por certificações, a qual visa uma melhoria contínua do empreendimento.Para isso deve-se considerar ser feita uma integração entre a gestão agrícola e a gestão ambiental através do cumprimento da legislação pelos empreendimentos sucroalcooleiros, por meio de instrumentos de comando e controle para a implantação de padrões de qualidade ambiental. O estabelecimento destas práticas são de extrema importância. Essas adequações devem ser reguladas pela adoção da série de normas ISO 14.001 referentes ao Sistema de Gestão Ambiental (SGA), que incluem a auditoria ambiental, avaliação do desempenho ambiental, avaliação do ciclo de vida do produto, assegurando que as condições legais sejam atendidas com visão ao desenvolvimento sustentável do setor.

3.2. Métodos

Apesar da significativa transformação no manejo da cana-de-açúcar nos últimos anos, grande parte do que é produzido nos canaviais é colhido manualmente. Após ser realizada a queimada, esta ocasiona a poluição do ar por fumaça e material particulado, este processo pode ser evitado buscando métodos mais eficazes de colheita da cana. Bhavan (2013) ressalta que a colheita mecanizada é uma opção eficiente frente a indisponibilidade de mão-de-obra a uma taxa razoável, por ser uma cultura de trabalho intensivo muitas vezes o setor se depara com a escassez de mão-de-obra no momento da colheita. De acordo com Penatti (2006), adotar o sistema, equaciona a questão econômica relacionada aos custos de produção e, ao mesmo tempo, proporciona inúmeros benefícios agronômicos e ambientais.

Um dos impactos mais preocupantes da atividade canavieira refere-se ao uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos nas grandes extensões de terras cultivadas, gerando uma fonte de contaminação dos solos, água, ar, fauna e flora. Autores como Rodrigues Filho e Juliani (2013) defendem a adoção de práticas produtivas mais sustentáveis, e apresentam a adubação verde como alternativa para os fertilizantes químicos. A técnica consiste no cultivo de plantas na mesma área ou áreas vizinhas para produzir grande quantidade de biomassa a ser incorporada ou deixada sobre o solo, após o seu ciclo vegetativo, agindo como proteção e atuando positivamente no sistema. Uma opção ao uso de agrotóxicos na incidência de pragas seria a utilização dos controles culturais e biológicos. De acordo com Silva (2010), são várias as medidas de controle cultural que podem ser tomadas, tais como o uso de variedades resistentes, fazer rotação de culturas e eliminar plantas hospedeiras nas proximidades do canavial. O autor ainda afirma que, atualmente, o controle biológico de alguns insetos inimigos naturais das consideradas pragas tem sido utilizado com sucesso para o cultivo da cana- de-açúcar.

3.3. Máquinas

Não obstante os outros impactos gerados, aqueles relacionados ao uso das máquinas correspondem a sérios riscos enfrentados aos trabalhadores que sofrem com a geração dos ruídos, com o aumento da circulação de veículos, geração de gases e odores indesejáveis e os riscos de acidentes envolvidos no processo. Além disso, também deve ser considerado os incômodos provocados ao redor do empreendimento para a população circunvizinha.Nesse sentido, Melo (2011) aponta algumas medidas que podem minimizar esses impactos, sendo:

- Deve-se procurar locais de menor possibilidade de ocorrência de inversão térmica e que não se posicionem em direção favorável aos ventos predominantes as áreas habitadas;

- Procurar técnicas de filtragem e coletores eletrostáticos e verificar a manutenção dos equipamentos de controle ambiental das emissões;

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- Procurar o isolamento/enclausuramento de máquinas e equipamentos, e saídas de ar; -Prever projeto específico de tratamento acústico;

- Evitar operar em horários que causem maior incômodo a população do entorno, como horário noturno, por exemplo;

- Fornecer aos funcionários os devidos EPIs, como protetor auricular;

- Planejamento integrado com os organismos responsáveis pelo tráfego de veículos e instalação de medidas de controle de acidentes (sinalização dentro da propriedade e no entorno, coberturas de carrocerias, quando possível);

3.4. Meio Ambiente

O desmatamento nas áreas de produção causa a perda da fauna e flora, recomenda-se, se possível, uma recomposição florestal. Além disso, a ação mecânica do vento provoca também danos físicos nas culturas, tanto nas folhas como nos caules. O que pode minimizar esta ação é a implantação de quebra ventos no entorno da área agrícola.

“Os quebra-ventos têm por finalidade conter a ação maléfica dos ventos intensos na lavoura. São denominadas quebra-ventos quaisquer formas de defesa contra o vento, consistem normalmente por meio de faixas de barreiras compridas e estreitas, orientadas perpendicularmente à direção dos ventos dominantes. Os materiais utilizados são os mais variados, desde barreiras mortas como cercas, paliçadas, porém as mais utilizadas são barreiras vivas formadas por fileiras de árvores e arbustos. Os estudos para quebra-ventos mais densos têm apresentado alguns aspectos importantes. A redução da velocidade do vento e sua abrangência dependem da altura máxima da barreira” (OKUNO, 2014).

O desvio dos cursos hídricos também ocorre em muitas usinas, esse desvio ocorre para a utilização deste recurso na cultura, prejudicando o curso das águas e, em alguns casos, podendo até carrear contaminação para o corpo d’água principal. Esses desvios devem ser evitados ao máximo, uma vez que esses cursos alimentam as bacias hidrográficas nos quais os empreendimentos estão inseridos. As mudanças nas características do solo são um dos percalços existentes, o mais importante é fazer o diagnóstico do solo para poder propor o manejo mais adequado que, dependendo da técnica, permitirá a maior produtividade da cultura. A adubação verde nas culturas de cana de açúcar feita com leguminosas é uma boa forma de melhorar a matéria orgânica nos canaviais.

”A adubação verde é uma prática capaz de elevar a produtividade agrícola, melhorando as propriedades do solo e auxiliando no controle de patógenos e de plantas invasoras. A fixação biológica em leguminosas contribui no fornecimento de N para outras culturas, o que possibilita uma redução nos custos de produção (AZEVEDO; MARINHO; LOPES, 2006)”.

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3.5. Mão de Obra

As atividades da indústria canavieira devem respeitar a legislação trabalhista vigente e assegurar a saúde, o bem-estar e a segurança do trabalhador, para isso Melo (2011) recomenda:

-Quando necessário, o uso de agrotóxicos, seguir o receituário agronômico e florestal, com as dosagens e recomendações pertinentes;

-Disponibilizar os EPIs, sem custos adicionais aos trabalhadores;

-Treinamento dos trabalhadores rurais para aplicação correta dos agrotóxicos e uso dos EPIs; -Respeitar o tempo limite entre a queimada e o corte de cana-de-açúcar;

-Realizar programas de segurança e saúde ocupacional, com capacitações envolvendo as fases do processo e prevenção de acidentes;

3.6. Matéria Prima

Saranraj e Stella (2014), destacam que a poluição ambiental tem sido reconhecida como um dos maiores problemas do mundo moderno. O aumento da procura de água e diminuição do fornecimento tem feito o tratamento e reutilização de efluentes industriais uma opção atraente.Grandes impactos são causados devido ao mau gerenciamento de resíduos industriais, os resíduos gerados como embalagem de agrotóxicos descartados de forma inadequada, o bagaço da cana e a vinhaça são também problemas para algumas usinas. De acordo com a identificação desses problemas no diagrama de causa e efeito, podemos sugerir alternativas para a redução ou reutilização desses resíduos no processo industrial da própria usina.

Tipos de Lavagem, segundo a INPEV (2010): • Tríplice Lavagem

Como o próprio nome diz, a tríplice lavagem consiste em enxaguar três vezes a embalagem vazia, seguindo os seguintes critérios: após esvaziar a embalagem, deve ser colocada água limpa até ¼ de seu volume (25%); a tampa deve ser recolocada e fechada com firmeza e o recipiente agitado vigorosamente em todos os sentidos, durante cerca de 30 segundos para que os resíduos do produto que estiverem aderidos às superfícies internas se dissolvam; a água de enxague deve ser despejada dentro do tanque do equipamento de aplicação (para ser reutilizada nas áreas recém-tratadas), com cuidado para não espirrar. A embalagem deve ficar sobre a abertura do tanque por aproximadamente mais 30 segundos, para que todo o conteúdo escorra; depois de repetir esses procedimentos mais duas vezes, a embalagem deve ser inutilizada, perfurando-se o fundo com objeto pontiagudo.

• Lavagem Sob Pressão

Outro método para realizar a limpeza das embalagens é a lavagem sob pressão, sistema integrado ao pulverizador. Este equipamento utiliza a própria bomba do equipamento para gerar a pressão para o bico de lavagem. A água limpa utilizada para lavagem das embalagens é captada pela bomba do pulverizador de um tanque extra que pode ou não estar integrado ao equipamento. Nesse procedimento, devem ser observados os seguintes passos: após o esvaziamento da embalagem, encaixá-la no funil instalado no pulverizador; acionar o mecanismo para liberar o jato de água limpa; direcionar o jato de água para todas as paredes internas da embalagem por 30 segundos; transferir a água de lavagem para o interior do tanque do pulverizador; inutilizar a embalagem perfurando o fundo (INPEV, 2010).

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Esses tipos de lavagens são essenciais para reduzir os resíduos que estão dentro, e é um modo seguro de tratar a embalagem antes do descarte. Seja esse descarte a logística reversa ou a destinação final ambientalmente adequada.

A utilização do bagaço da cana como combustível para a geração de energia é muito vantajosa para algumas usinas. Após o processo de embebição, consegue-se extrair o bagaço com baixa umidade que serve para ser queimado nas caldeiras, ocorre a produção de vapor d’água movendo as turbinas e gerando a energia elétrica (CORTEZ, 2010). Pode ser utilizado também por terceiros, na geração de artesanatos pois segundo afirma Iracy (2011), pode-se fazer o artesanato sustentável com o bagaço da cana-de-açúcar desde objetos utilitários a decorativos como: mandalas, enfeites, porta objetos, papel, porta retratos, jarros, entre outros apetrechos.

Outro fator que merece destaque é a aplicação da vinhaça na agricultura, além de ser um subproduto proveniente da produção de etanol, ela possui propriedades práticas como ser rica em potássio, matéria orgânica e água. Quando aplicada na lavoura, com os critérios estabelecidos pela CETESB através da Norma Técnica P 4.231, a vinhaça contribui para o aumento da produção da cana-de-açúcar (ROLIM, 2012).

4. CONCLUSÕES

Diante de tudo que foi exposto neste estudo concluímos que a ferramenta de qualidade, diagrama de causa e efeito, se mostrou eficaz em apontar soluções para os principais impactos da área agrícola decorrentes do setor sucroalcooleiro. Através da elaboração e aplicação do diagrama de Ishikawa foi possível reconhecer os agentes causadores dos impactos apresentados e possibilitou a identificação das causas e propor soluções efetivas de mitigação.

Outro ponto importante nesta pesquisa foi a utilização do brainstorming como técnica auxiliar para detectar e relacionar os impactos gerados com as seis classes de causas propostas pelo diagrama, sendo elas separadas em matéria-prima, medidas, mão-de-obra, máquina, métodos e meio-ambiente. Foram apresentadas técnicas, medidas e práticas que podem ser adotadas pela indústria canavieira desde o início do processo agrícola até a destinação dos resíduos gerados na produção de modo a aumentar a eficiência do sistema respeitando as questões trabalhistas e ambientais. As ações propostas neste trabalho além de estarem de acordo com a legislação vigente corroboram para o desenvolvimento sustentável do empreendimento, promovendo não só ganhos econômicos para o setor sucroalcooleiro como também quando cumpridas trazem benefícios à sociedade e ao meio ambiente.

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