Iniciaremos com a análise dos resultados da Prova Brasil em Língua Portuguesa da Escola 1.
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De acordo com o sistema de Teoria de Resposta ao Item, já explanado no capítulo 2 deste trabalho. 73 Os gráficos 2 a 5 foram elaborados pelo autor da pesquisa.
Gráfico 2 - Resultados em Língua Portuguesa da Prova Brasil na Escola 1.
Tabela 4Desempenho médio na Prova Brasil - Escola 1 Língua Portuguesa
entre os anos de 2005 e 2009 Desempenho médio - Escola 1 Língua
Portuguesa
Ano apurado Pontos Nível na escala de proficiência74
2005 211,58 Nível 4 2007 219,1 Nível 4 2009 220,96 Nível 4
Segundo os dados, verificamos que a Escola 1 apresentou um resultado médio de 211,58 pontos na escala de proficiência do SAEB/Prova Brasil, no ano de 2005; 219,10 pontos na avaliação aplicada no ano de 2007 e 220,96 para o ano de 2009. Isto significa que na média, durante o período apurado, os alunos da Escola 1 se encontravam no nível 4 da escala de proficiência (Anexo F) e apresentavam habilidades que vão desde as mais elementares como as de localizar informação num texto, como por exemplo, o personagem principal, local e tempo da narrativa, às narrativas mais complexas, que incorporam outros gêneros textuais. Já inferem informação em texto verbal e não verbal, reconhecem elementos que compõem uma narrativa com temática e vocabulário complexos, dentre outras habilidades listadas neste nível. 74 Vide Anexo F 3,2 3,9 3,7 12,5 11,6 10,4 18,4 15,5 20,9 31,5 24,4 16,4 20,3 18,1 22,4 10,5 18,7 16,4 1,9 6,5 6 1,3 1,3 2,2 1,6 0 5 10 15 20 25 30 35 2005 2007 2009
Quando analisamos o gráfico encontramos alunos em quase todas as faixas de nível, exceto no menor nível da escala (Nível Zero, menor que 125), que demonstraria que o avaliado não apresentaria ter desenvolvido as habilidades mínimas para a 8ª série do Ensino Fundamental.
Observando o gráfico, percebemos que houve muita movimentação entre os níveis intermediários com o passar dos anos. Apesar de a percentagem de alunos que se mantiveram no nível 1 quase não tenha se alterado entre os anos de 2005 e 2009, percebemos que no nível 2 houve uma redução em 2% do percentual de alunos nesta faixa. Notamos a migração de alunos para a faixa imediatamente superior quando verificamos o aumento em aproximadamente 2,5% pontos dos avaliados na faixa seguinte. Observamos também uma grande mudança de fluxo quando analisamos a diminuição do volume dos que atingiram conceitos apontados na escala de habilidades do nível 4 e ampliação nos níveis 5,6,7, 8 e 9.
Os dados nos mostram que mesmo levando em conta que a média de proficiência na Prova Brasil tenha apontado que os alunos da 8ª série que participaram da avaliação tenham apresentado as habilidades apontadas no nível 4 em Língua Portuguesa durante o período apurado, percebemos que houve um aumento no índice de proficiência (211, 58 em 2005 e 220, 96 em 2009) e migração no fluxo de alunos para os níveis mais altos da tabela.
Pelos resultados da Prova Brasil de 2005, 65,79% dos alunos apresentavam conceitos que os colocavam até o nível 4 da tabela, na avaliação aplicada em 2007 este número caiu para 55.4% e, finalmente, em 2009, caiu mais uma vez para 51,4%. Esses dados nos revelam que, embora modesta, houve melhora no aproveitamento dos alunos em Língua Portuguesa na Escola 1 durante o período apurado por esta pesquisa.
Vejamos agora os resultados na disciplina de Matemática, da Escola 1 na Prova Brasil, durante o período apurado pela pesquisa:
Gráfico 3 - Resultados em Matemática da Prova Brasil na Escola 1
Tabela 5 - Desempenho médio na Prova Brasil - Escola 1 Matemática entre os anos de 2005 e 2009
Desempenho médio - Escola 1 Matemática
Ano apurado Pontos Nível na escala de proficiência
2005 223,18 Nível 4 2007 230,05 Nível 5 2009 228,36 Nível 5
Em relação aos resultados na disciplina de Matemática, verificamos que a Escola 1 apresentou a média de 223,18 pontos na escala de proficiência do SAEB/Prova Brasil, no ano de 2005; 230,05 pontos na avaliação aplicada no ano de 2007 e 228,36 para o ano de 2009. Isto significa que a escola avançou entre 2005 e 2007 na média, tendo uma leve queda para o ano de 2009, e avançou também em
1,3 0,8 0,7 5,2 7,1 8,2 21,7 14,8 13,4 29,6 21,3 23,1 19,8 25,8 29,1 11,1 17,4 15 8,5 9 5,2 2,6 3,2 4,5 0,6 0,8 0 5 10 15 20 25 30 35 2005 2007 2009
relação ao nível da escala de proficiência, estando no nível 4 em 2005 e no nível 5 (Anexo F) diagnosticado pelas avaliações de 2007 e 2009 no último período apurado. Neste nível de proficiência, os alunos resolvem problemas de cálculo de área com base na contagem das unidades de uma malha quadriculada a ler informações e dados apresentados em tabelas; resolvem problema envolvendo o cálculo do perímetro de figuras planas, desenhadas em malhas quadriculadas; conseguem localizar dados em tabelas de múltiplas entradas, resolvem problemas envolvendo noções de porcentagem, dentre outras habilidades referentes ao nível 5 da escala.
Quando analisamos o gráfico observamos que os avaliados encontram-se espalhados por quase todas as faixas de nível. Também em Matemática, não encontramos avaliados inseridos no menor nível da escala (Nível Zero, menor que 125), aqueles que não teriam desenvolvido as habilidades mínimas para a 8ª série, observamos também que os avaliados que se encontravam no nível 1 atingiram em 2009 uma percentagem que não chegou a 1%.
Assim como em Língua Portuguesa, notamos em Matemática houve a migração entre os níveis intermediários com o passar dos anos. A única faixa dos menores níveis (nível 1 a 4) que encontramos aumento de percentual se deu na escala de nível 2, com um aumento de quase 3% do fluxo de alunos avaliados. No mais, observamos acréscimo de percentual de avaliados nos níveis 5, 6, 8 e 9.
Os dados em Matemática nos apontam para o avanço na proficiência dos envolvidos, uma vez que, além de indicarem avanço na média geral, observamos a migração de nível dos avaliados. Assim como na avaliação em Língua Portuguesa, aqui notamos um fluxo maior de alunos migrando para os níveis mais altos da tabela. Pelos resultados da Prova Brasil de 2005, 57,9% dos alunos apresentavam conceitos que os colocavam até o nível 4 da tabela; na avaliação aplicada em 2007 este número caiu para 44%, mantendo-se estável na avaliação de 2009. Por essa razão, consideramos os resultados com viés de melhora no aproveitamento dos alunos em Matemática para a Escola 1 durante o período apurado nesta pesquisa.