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Diskusjonen om forslag til tuberkuloselov

Todos os método de deposição de filmes finos ocorrem em ambiente de pressão reduzida ou vácuo. Desta forma uma parte das explicações do que ocorre podem ser elaboradas a partir da teoria cinéticas dos gases. Com ela poderemos descrever o comportamento dos vapores dos materiais de deposição e dos gases que utilizamos em nível atômico e molecular, isto é, entender como mudando certas variáveis como pressão, temperatura, concentração e fluxos dos gases afetaremos o processo de deposição.

O modelo que utilzaremos é o do gás clássico formado por esfera rígidas não interagentes e quando colidem umas com as outras ou com as paredes do reservatório o fazem de modo

elástico. Neste caso as móleculas/átomos se movem aleatoriamente e seus comportamentos são afetados fortemente pela temperatura e pressão.

A distribuição de velocidades para um gás monoatômico é dado pela distribuição de Maxwell-Boltzmann(eq. 3.1): f(v) = 1 n dn dv = 4πv 2 ( m 2πkBT )3/2exp(−mv 2 2kBT ), (3.1) sendo, v - a velocidade, T - a temperatura em Kelvin, m - a massa molecular e kB - a constante de Boltzmann.

Figura 3.2: Densidade de probabilidade para N2 a 298 e 573 K; e H2 a 298 K (Adpatado de

Material Processing Handbook [70]).

O comportamento de f(v) em função dos parâmetros v, T e m está mostrado na fig. 3.2. O aumento de temperatura aumenta as velocidades (N2a 298 e 573 K) e, ainda, moléculas mais

pesadas (N2a 298 K) se movem mais lentamente que as mais leves (H2a 298 K). Usando a lei

dos gases ideais podemos derivar a pressão.

Ainda com a eq.3.1, podemos derivar parâmetros que são importantes como: velocidade médiae velocidade média quadrática, mostrados nas equações 3.2 e 3.3 respectivamente.

v = R∞ 0 vf(v)dv R∞ 0 f(v)dv = s 8kBT πm , (3.2) v2 = R∞ 0 v 2 f(v)dv R∞ 0 f(v)dv = s 3kBT m , (3.3)

A troca de momento das moléculas com as paredes do recipiente resulta na pressão, gran- deza que pode ser controlada e que altera enormemente o processo de deposição. Isto porque o livre caminho médio λ, eq. 3.4 das moléculas é dependente da pressão, indicando quão rápido está ocorrendo o transporte de massa, energia e momento no ambiente contendo o gás.

λ= √ 1

2πa2n, (3.4)

sendo,

a - diâmetro da partícula do gás e n - densidade em mols.

Em termos práticos temos, P = nKBT e portanto para T = 300 K, λ = √KBT 2πa2n ≈ 5 P(mT orr) cm, (3.5)

A equação 3.5 nos dá uma rápida estimativa para o livre caminho médio dos áto- mos/moléculas durante um processo de evaporação. Para valores típicos de pressão utilizados (10−5 a 10−8 Torr) temos λ variando de 102 a 105

cm garantindo uma trajetória “sem” colisões entre o alvo e o substrato para os tamanhos típicos de câmaras de deposição utilizadas.

Deste processo de colisões surge um fluxo líquido de partículas na direção do substrato que é dado pela equação de Knudsen [70], eq. 3.6, que representa a quantidade de moléculas que atingem o substratos por unidade de tempo e área.

J = Z ∞ 0 vxdnx = nv 4 = s P2 2πkBT m = 3, 5 × 10 22 PmT, (3.6)

No processo de sputtering em que usamos argônio a pressões da ordem 10−2

T orr temos λ ≈ 0.5 cm e portanto as partículas sofrem muitas colisões até chegar ao substrato. Neste processo uma descarga gasosa, do argônio, produz um plasma (íons de Ar) que acelerados contra o alvo arrancam seus átomos.Um esquema deste processo esta mostrado na fig. 3.3

Figura 3.3: Processo de sputtering típico (Adpatado de Material Processing Handbook [70]) A aplicação da alta tensão ao gás (Ar) em baixa pressão produz uma descarga luminescente (glow discharge), forma-se uma região eletricamente neutra contendo íons de argônio (Ar+) e

elétrons é o plasma. Como o alvo está conectado ao catodo(-), os íons são acelerados contra este e arrancam átomos do material. Os átomos arrancados colidem várias vezes no plasma em sua trajetória na direção do substrato (anodo +) onde se condensam para fomarem o filme.

A descarga luminescente é auto-sustentável a partir de determinado valor de corrente em um processo de avalanche. Um elétron livre acelerado colide com o Ar neutro arrancando-lhe um elétron e transformando-o em um íon (Ar+). O elétron inicial agora lento e o que foi arrancado

é novamente acelerado pelo potencial aplicado produzindo numa reação em cadeia mais e mais íons de argônio, como mostrado na equação 3.7.

e

+ Ar0

−→ 2e

+ Ar+

, (3.7)

Uma vez iniciado o processo de sputtering os íons Ar+ produzem elétrons adicionais a

partir do alvo, são estes elétrons secundários que ajudam a manter o plasma ao colidirem com os átomos neutros.

Figura 3.4: Descargas em um processo de sputtering típico (Adpatado de Material Processing Handbook [70]).

Quando mantida uma diferença de potencial entre dois eletrodo com um gás em baixa pres- são entre eles diversos tipos de descargas podem ocorrer, fig 3.4. Passado o limiar de condução a tensão cresce com a criação dos íons de argônio, nesta fase o plasma é instável e não consegue se manter. Esta região é chamada de Townsend. Crescendo ainda mais a corrente através do gás, observa-se uma queda abrupta na tensão, neste ponto os íons têm energia cinética suficiente para produzir os elétrons secundário que ajudarão a manter o plasma, é a região denominada de normal. Incrementado-se ainda mais a corrente, a tensão volta a subir (região abnormal) até o limite em que o arco voltáico ocorre. O catodo está envolvido pelo plasma até o limite da região

de descarga abnornal. Muitos sistemas de sputtering operam nesta região por propiciar taxas de deposição mais altas.

Um parâmetro importante na caracterização de um sistema de sputtering é o seu rendimento S (sputtering yield), que mede a eficiência com que os átomos do alvo são arrancados, ou de outra forma eq. 3.8

S = num.átomos arrancados

num. deíons incidentes , (3.8)

O S tem forte dependência do tipo de material do alvo (energia de ligação e massa dos átomos), do gás (massa atômica) utilizado e ainda da temperatura e pressão que determinam as taxas de deposição dos materiais.

Figura 3.5: Spputering Yield (rendimento) para vários materiais em função da energia do íon. É importante lembrar que existe um limiar de energia para que ocorra o sputtering do ma- terial, esta energia corresponde a menor energia de ligação dos átomos da superfície. O rendi-

mento do sputtering aumenta com o aumento da energia do íon depois de passado o limiar. Na fig. 3.5 está mostrado este comportamento, baseados na equação empírica para sputter yield em incidência normal proposta por Matsunamiby et al.[71].

A descrição que demos até agora do processo de sputtering, sputtering DC, se aplica bem quando o alvo é um material condutor, entretanto para alvos não condutores ou de baixa con- dutividade este método não pode ser aplicado. Surge então a modificação do processo com a aplicação de um sinal alternado de alta frequência. Desta forma, usando plasma de alta frequên- cia a corrente pode passar através do material alvo sem o acúmulo de cargas mantendo assim o plasma, é o processo de sputtering RF, fig. 3.6.

Figura 3.6: Descargas em um processo de sputtering rf típico.

Os sistemas de sputtering comerciais utilizam a frequência de 13, 56 MHz. Esta nova configuração (RF) apresenta um ganho na taxa de deposição quando comparada com a DC.

Para aumentar ainda mais as taxas de deposição, foi desenvolvido o magnetron sputtering aplicável a ambos os tipos DC e RF. No sputtering convencional, nem todos os elétrons con- tribuem para ionização do gás de sputtering (Ar). Os elétrons não aproveitados para ionização viajam até colidirem com a câmara produzindo radiação e aquecimento. No entanto estes elé- trons podem ser confinados na região de ionização com o uso de um campo magnético como mostrado na fig. 3.7.

Figura 3.7: Magnetron sputtering mostrando os elétrons confinados próximos a superfície do alvo pelo campo magnético dos ímãs.

Este confinamento, fig. 3.8, aumenta a ionização e consequentemente a taxa de deposição. Este incremento nos permite diminuir a pressão do gás de sputtering diminuindo assim também o número de colisões tornando o sputtering mais direcional e diminui também a contaminação do filme depositado.

O efeito deste confinamento em um alvo de AlN pode ser observado na fig. 3.9 onde apenas uma região, coroa circular entre a periferia e o centro do disco é erodida.

Figura 3.9: Alvo de AlN depois de utilizado para deposição em um magnetron sputtering.

3.2.1 Sputtering reativo

Embora o sputtering seja um processo de deposição puramente físico, o sputtering reativo é um processo ao mesmo tempo físico (sputtering) e que durante a deposição ocorre também uma reação química. Isto é feito em geral com alvos de materiais puros na presença de um gás adicional que reage com os átomos que são arrancados e com a superfície do alvo. Esta técnica tem se tornado bastante popular na pesquisa de novas propriedades em materiais pela grande variedade de filmes de compostos que podem ser depositados como: óxidos, nitretos, carbetos. Entre as vantagens da deposição de filmes por sputterring reativo à partir de um alvo de um elemento simples, relacionamos:

i - capacidade de se produzir filmes finos de estequiometria controlada com altas taxas de deposição.

ii - os alvos dos elementos simples com alta pureza são mais fáceis de se produzir, aumen- tando assim a pureza do filme crescido.

iii - dispensa o uso de fontes de RF, já que em geral os alvos são metálicos.

iv - sendo em geral metálicos, os alvos são mais facilmente refrigerados e consequentemente mais potência pode ser aplicada (50W/cm2ou mais).

v - filmes podem ser depositados em temperaturas menores que 300oC.

Embora o processo seja conceitualmente simples ele é um processo altamente não-linear com um grande número de parâmetros que o afetam diretamente. Neste tipo de deposição, a presença do gás reativo não só reage com os átomos que estão sendo depositados no substrato como também com os da superfície do alvo, causando o que chamamos de envenenamento do alvo ou contaminação. O controle do fluxo de gás reativo é de fundamental importância para taxa de deposição e a estequiometria do filme, entretanto o efeito da histerese pode provocar instabilidade no sistema. Existem vários métodos que podem ser utilizados para estabilização do processo, que em geral são caros e/ou impraticáveis, entre os quais listamos [72]:

• aumentar a taxa de bombeamento,

• aumentar a distância alvo-substrato,

• obstruir (minimizar) chegada do gás reativo ao catodo (alvo) e

• fluxo pulsado do gás reativo

Além da deposição com um gás auxiliar (Ex.: Al + N2 → AlN) podemos crescer filmes

por uma deposição simultânea de dois ou mais materiais (T i + C → T iC).