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Quando observamos os valores de resistência de união obtidos, seja dos grupos in vivo ou in vitro submetidos ou não a PPS, é possível notar valores menores (14,16 a 24,96 MPa) do que os encontrados em estudos semelhantes (13,3 a 51,39 MPa) que avaliam a resistência de união dos sistemas adesivos a dentina através do teste de microtração com ou sem a PPS (Armstrong et al., 2003; Hashimoto et al., 2003; Hosaka et al., 2007a; Hosaka et al., 2007b; Deng et al., 2014), no entanto é importante salientar que esses estudos realizaram a secção da porção oclusal dos dentes para expor a dentina e utilizaram papéis abrasivos para a planificação e polimento da superfície. Já neste trabalho, que teve todos os dentes preparados e restaurados pelo mesmo operador, para que houvesse uma padronização entre os grupos, foram confeccionadas cavidades de classe I para que houvesse uma similaridade a realidade in vivo.

No trabalho realizado por Nikaido et al. (2002), foi possível observar menores valores de resistência de união nos grupos

que apresentaram cavidade de classe I (16,6 a 24,1 MPa) quando comparados aos grupos que tiveram a porção oclusal removida e planificação da dentina com papéis abrasivos (37,4 a 43,3 MPa). Essa diferença de resultados pode ser explicada pelo fato de que na cavidade de classe I o fator de configuração cavitário (Fator C) é alto, levando a uma maior contração de polimerização e consequente diminuição na resistência de união, sem contar que o uso da ponta diamantada em alta rotação, que foi utilizada para o preparo das cavidades, leva a menores valores de resistência de união quando comparadas aos papeis abrasivos (Nikaido et al., 2002).

Considerando o fator protocolo de envelhecimento (Tabela 3), notamos que os grupos ciclagem e ciclagem com PPS não apresentaram diferença significante quando comparados ao grupo in vivo, mostrando que o número de ciclos térmicos e mecânicos, realizados com base nos trabalhos encontrados na literatura (Krejci, Lutz, 1990; Gale, Darvel, 1999; Blatz et al., 2008), foram capazes de reproduzir o desgaste sofrido in vivo em relação à resistência de união.

No entanto quando avaliamos o envelhecimento em estufa, observa-se que apesar de não haver diferença significante (Tabela 3) entre os grupos estufa e estufa com PPS, em relação ao grupo in vivo, na avaliação da interação dos fatores (Tabela 5), nota-se uma diferença significante entre os subgrupos de 24 horas do grupo estufa com PPS quando comparado aos grupos estufa e in vivo, rejeitando desse modo a primeira hipótese de nulidade (H01). Trabalhos anteriores realizados com sistemas adesivos convencionais (Mitchen et al., 1988, Osok et al., 2004, Cardoso et al., 2008; Feitosa et al., 2012) mostraram que a realização da PPS diminui a resistência de união quando comparada aos grupos onde a PPS não foi realizada.

Apesar da umidade ser importante para impedir o colapso das fibras colágenas e permitir a penetração dos monômeros adesivos na dentina desmineralizada, o excesso de umidade proveniente do fluxo de

fluido pulpar, que foi reproduzido através da PPS, pode ter dificultado a interação entre o adesivo e o substrato dentinário (Hozaka et al., 2007b; Sauro et al., 2007; Cardoso et al., 2008; Kim et al., 2014). O excesso de umidade presente na superfície de dentina que não é eliminado antes da aplicação do adesivo, leva à formação de sítios de água conhecidos como “water tree”, que se localizam na camada híbrida e adesiva, interferindo na polimerização do adesivo e levando a formação de áreas de maior permeabilidade podendo ocasionar diminuição na propriedade de isolamento e falhas na adesão (Tay et al., 2002; Tay, Pashley, 2003).

Além disso, essa umidade impede que os monômeros do adesivo penetrem na dentina desmineralizada e nas fibras colágenas, dificultando a formação da camada híbrida e dos tags de resina (Moll, Haller, 2000). Ocorre também, a diluição dos componentes do primer, diminuindo a sua capacidade de eliminar a água da superfície de dentina (Pereira et al., 1999). de Andrade e Silva et al. (2009), ao avaliar o comportamento de adesivos convencionais de dois passos observaram que mesmo após a aplicação de mais uma camada de adesivo e sua polimerização, não houve diminuição do fluxo de fluido na dentina e a diminuição do fluxo só foi possível após a aplicação de uma camada de agente de união hidrofóbico. Essa permeabilidade do sistema adesivo leva a formação de uma camada híbrida deficiente e facilmente degradável a longo prazo (de Andrade e Silva et al., 2009; Sauro et al., 2009).

É importante salientar, que os pacientes do grupo in vivo, receberam anestesia de bloqueio, infiltrativa com mepivacaína a 2% com vasoconstrictor antes da realização do preparo cavitário, A presença do vasoconstrictor no anestésico, leva a uma redução do fluxo pulpar, (que pode chegar a quase zero) diminuindo a umidade na superfície de dentina (Hebling et al., 2007). Essa diminuição do fluxo pulpar no grupo in vivo 24 horas devido ao uso do anestésico com vasoconstrictor levou a valores maiores de resistência de união quando comparados aos grupos in vitro

24 horas onde a PPS (pressão pulpar fisiológica de 1,47 KPa) foi realizada e a valores menores de resistência de união quando comparados aos grupos in vitro 24 horas onde a PPS não foi realizada (pressão pulpar fisiológica zero).

Já para os subgrupos 6 meses não foi observada diferença significante entre o grupo estufa com PPS quando comparado aos grupos estufa e in vivo. Assim como também não foi observada diferença significante para os subgrupos de 24 horas e 6 meses do grupo ciclagem com PPS quando comparados aos subgrupos correspondentes dos grupos ciclagem e in vivo (Tabela 5).

Apesar de não haver diferença significativa, os valores de resistência de união foram menores quando a PPS foi aplicada. Esses valores de resistência de união menores podem ser justificados pelas imagens do MEV (Figuras 10 a 19), onde nota-se a presença bolhas na superfície de dentina dos palitos fraturados e na área de interface adesiva nos grupos onde realizou-se a PPS. A presença dessas falhas na superfície adesiva devido à umidade ocasionada pela PPS leva a uma maior fragilidade da camada híbrida e consequente diminuição da resistência de união. Tendo sido observado também por Feitosa et al. (2012) a presença de “water trees” quando a PPS foi aplicada.

Isso ocorre, pois diante da umidade da superfície de dentina o adesivo sofre a separação de suas fases, o que leva ao comprometimento da integridade da estrutura da camada híbrida, que pode se apresentar muito porosa. Assim que entram em contato com o meio aquoso ocorre a formação de duas camadas, a de HEMA hidrofílica que se apresenta instável e é facilmente degradada pelos fluidos bucais e a de Bis-GMA hidrofóbica que irá se depositar no topo da dentina nas áreas de menor umidade, impedindo desse modo a penetração da resina. As fibras colágenas expostas são facilmente degradadas, fazendo com que o sistema adesivo não resista a grandes forças, levando a formação de uma camada híbrida porosa e fragilizada (Spencer, Wang, 2002).

Ao avaliarmos a questão in vivo x in vitro, nota-se que quando o mesmo tempo de armazenamento foi utilizado (Tabela 5) apenas o subgrupo estufa com PPS 24 horas apresentou diferença significativamente com menor valor de resistência de união em relação ao subgrupo in vivo 24 horas.

Mesmo não havendo diferença significante para a maioria dos grupos in vivo x in vitro para o mesmo tempo de armazenamento, nota-se uma tendência de menores valores de resistência de união para os grupos in vivo. Purk et al. (2004) ao compararem a resistência de união de restaurações de classe II in vivo e in vitro, observaram diferença significante com menores valores de resistência de união para o grupo in

vivo. Apesar dos protocolos laboratoriais reproduzirem as condições in vivo a degradação e diminuição das propriedades mecânicas das resinas in vivo ocorrem de forma mais acelerada do que in vitro (Hashimoto et al.,

2000) e isso interfere negativamente na resistência de união do material. Em relação ao fator tempo de armazenamento (Tabela 4), houve diferença significante entre os tempos de 24 horas e 6 meses, rejeitando a segunda hipótese de nulidade (H02). Observamos que houve diferença significante entre os subgrupos 24 horas e 6 meses dos grupos

in vivo, estufa e ciclagem (Tabela 5). Nikaido et al. (2002) também

observou uma diminuição significativa nos valores de resistência de união após ciclos térmicos e mecânicos em cavidades de classe I, com um aumento no número de falhas adesivas e diminuição das falhas coesivas após a realização dos ciclos de envelhecimento, sendo observado o mesmo no nosso estudo após 6 meses (Figura 8). Outros autores (Hashimoto et al., 2003; Frankenberger et al., 2005; Deng et al., 2014), também observaram uma diminuição da resistência de união quando protocolos de envelhecimento foram realizados. Essa diminuição na resistência de união ocorre devido à desorganização das fibrilas colágenas e a hidrolise da resina que se encontra nos espaços interfibrilares da camada híbrida, levando ao enfraquecimento da união

resina-dentina e menores valores de resistência de união (Hashimoto et al., 2003).

No entanto para os grupos estufa com PPS e ciclagem com PPS não houve diferença significante entre os tempos de 24 horas e 6 meses, apesar dos valores de resistência de união serem menores após 6 meses. Esses resultados concordam com o trabalho de Belli et al. (2010) que não observou diferença significante na resistência de união após 24 horas e um ano de armazenamento sob PPS, e com os achados de Feitosa et al. (2012) que também não observaram diferença significante após seis meses e um ano de armazenamento sob PPS, tendo entre os adesivos avaliados o Adper Single Bond 2.

Apesar de não haver diferença nos valores de resistência de união, um maior número de fraturas adesivas foram observadas (Figura 8) nos grupos de estufa com PPS e ciclagem com PPS para o tempo de 6 meses, resultados semelhantes também foram encontrados nos trabalhos de Belli et al. (2010) e Feitosa et al. (2012), sugerindo-se que o maior número de falhas adesivas, deve-se a uma maior fragilidade da ligação devido os efeitos a PPS e do tempo de armazenamento.

Foi possível observar neste estudo uma correlação nos valores de resistência de união in vivo com a maioria dos protocolos de envelhecimento in vitro quando o mesmo tempo de armazenamento foi utilizado, mostrando que os protocolos utilizados em laboratório para reprodução das condições bucais são validos na avaliação da resistência de união dentina/resina a curto e longo prazo.

No que se refere a PPS, nota-se que o uso da mesma pode ser realizado, no entanto é preciso ter atenção na sua realização, para que sua reprodução em laboratório não extrapole a realidade clínica. Devendo ser realizadas pesquisas a curto e longo prazo, uma vez que foi observada uma diminuição nos valores de resistência de união após 6 meses de armazenamento.

Considerando que já foram observadas correlações entre os resultados de resistência de união e o desempenho clínico dos materiais adesivos (Van Meerbeek et al., 2010; Heintze et al., 2011), fica clara a necessidade da realização de pesquisas que visem melhorar a resistência de união na interface resina/dentina levando consequentemente ao melhor desempenho clínico dos materiais adesivos.

7 CONCLUSÃO

Os resultados deste estudo nos permite concluir que: a) Os diferentes protocolos de envelhecimento

utilizados influenciaram na resistência de união dentina/resina, rejeitando a H01;

b) Os diferentes tempos de armazenamento utilizados influenciaram na resistência de união dentina/resina, rejeitando a H02;

c) Diferença significante foi observada quando se comparou o subgrupo in vivo 24 horas ao subgrupo estufa com PPS 24 horas;

d) Os grupos in vitro estufa, ciclagem e ciclagem com PPS não apresentaram diferença significante quando comparados ao grupo in vivo para o tempo de armazenamento de 24 horas; e) Os grupos in vitro estufa, ciclagem, estufa com

PPS e ciclagem com PPS não apresentaram diferença significante quando comparados ao grupo in vivo para o tempo de armazenamento de 6 meses;

f) Os subgrupos de 24 horas in vivo, estufa e ciclagem apresentaram diferença significante quando comparados aos subgrupos de 6 meses

in vivo, estufa e ciclagem respectivamente;

g) Os subgrupos de 24 horas estufa com PPS e ciclagem com PPS não apresentaram diferença

significante quando comparados aos subgrupos de 6 meses estufa com PPS e ciclagem com PPS respectivamente;

h) Protocolos de envelhecimento in vitro podem ser utilizados para reprodução da resistência de união in vivo, de forma imediata e após 6 meses.

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