Karbon totalt for skogbruksindustrien
4. DISKUSJON OG KONKLUSJON 1 DISKUSJON 1 DISKUSJON
Nos resultados das deformações totais para as misturas não envelhecidas (Figura 5.29), verifica-se que todas as misturas apresentam valores superiores a 0,27% (2,7 x 10-3) e
inferiores a 0,45 % (4,5 x 10 ). Aparentemente, apenas as mistura 10%AV não apresenta mudança significativa com o volume de vazios (teor de asfalto), contudo a análise de variância indicou que o mesmo acontece com as misturas 5%AF (αo = 52,34%) e 15%AF (αo = 37,38%).
Por meio do estudo estatístico, verificou-se que há expressiva mudança nas deformações totais com o volume de vazios para as mistura 10%AF. Nesta mistura, existe diferença significativa entre as deformações totais para os volumes de vazios: 3 e 5% (DMS = 0,069%) e 4 e 5% (DMS = 0,056%). Os gráficos das misturas 5%AF e 10%AF apresentam comportamento inverso, mas valores discretamente diferentes para o volume de vazios referente ao teor ótimo de asfalto (Vv = 4%), em torno de 0,37%, enquanto para a 10%AV, o valor mínimo (0,271%) ocorre nesse volume de vazios e o máximo (0,314%) para o Vv de 3% (Figura 5.29). A deformação total para a mistura 15%AF diminui com o aumento do volume de vazios.
As análises de variância identificaram (αo = 1,77%) que para as misturas não
envelhecidas (misturas virgens), nem todas apresentam médias das deformações totais iguais, que pelo menos duas são significativamente diferentes entre si. Isto indica que o teor de areia interfere expressivamente na resposta desse parâmetro, em pelo menos duas misturas. Ao se realizar o contraste, comprovou-se que a diferença existente diz respeito às misturas: 10%AF e 15%AF (DMS = 0,056%) e 15%AF e 10%AV (DMS = 0,059%).
Na Figura 5.31, que ilustra as deformações totais neste ensaio (o primeiro grupo de quatro barras) para as condições de envelhecimento estudadas, nota-se que os gráficos das misturas não apresentam tendência definida. Nota-se também que todos os valores são superiores a 0,25% e inferiores a 0,50% (E.C.P) e que a mistura com 15% de areia de fundição apresenta os maiores valores, sendo seguida pela 5%AF (com exceção no E.L.P). Quase todas as misturas têm um decréscimo na deformação quando envelhecidas a curto e a longo prazos (E.C.L.P), com exceção da mistura 15%AF.
As análise de variância para essas condições de ensaios indicaram que o envelhecimento não interfere significativamente na deformação total das misturas 5%AF, 15%AF e 10%AV (αo5%AF = 97,67%, αo15%AF = 53,48% e αo10%AV = 51,90%),
sendo exceção, a 10%AF (αo = 1,84%). O contraste para esta mistura indicou diferença
significativa entre as condições de envelhecimento (Figura 5.31): S.E e E.C.P (DMS = 0,08%); E.C.P e E.L.P (DMS = 0,08%) e E.L.P e E.C.L.P (DMS = 0,098%).
Mediante as análises de variância, pôde-se identificar também diferença significativa entre as deformações totais médias das misturas envelhecidas nas condições de envelhecimento E.C.P e E.C.L.P (αoE.C..P = 2,07% e αoE.C.L..P = 1,58%) e com isto
verificar a interferência do teor e/ou tipo de areia nos resultados destes parâmetros, como pode ser verificado na Tabela 5.11.
Tabela 5.11. Efeito do teor e do tipo de areia na deformação total (10-3) - considerando as condições de envelhecimento (0,4 MPa – prato normal)
CONDIÇÕES DE ENVELHECIMENTO
E.C.P E.L.P E.C.L.P
DIFERENÇA (valor absoluto)
DMS Dentre DS? DMS Dentre DS? DMS Dentre DS?
|5AF – 10AF| 1,16 1,04 N 1,15 0,44 N 1,11 0,58 N
|5AF – 15AF | 1,24 1,01 N 1,15 0,63 N 1,11 0,89 N
|5AF – 10AV | 1,39 0,61 N 1,33 0,49 N 0,95 0,96 S (teor)
|10AF – 15AF| 1,16 2,05 S (teor) 0,94 0,19 N 1,11 1,47 S (teor)
|10AF – 10AV| 1,32 0,43 N 1,15 0,93 N 0,95 0,39 N
|15AF – 10AV| 1,39 1,62 S (teor) 1,15 1,11 N 0,95 1,85 S (teor) DMS - Diferença Menos Significativa Dentre – Diferença entre tratamentos DS – Diferença Significativa S – Sim
N - Não
Nos resultados de Recuperação (%) para as misturas não envelhecidas (Figura 5.30), pode-se verificar que as misturas que apresentam maior e menor recuperação no volume de vazios de 4%, são, respectivamente, a 10%AV e a 15%AF. Estes valores são aproximadamente 80% e 60%. Nesses gráficos, pode-se verificar também que existe diferença expressiva entre as recuperações da 10%AV e de todas as outras no Vv de 4%, mas que para as misturas com areia de fundição (5%AF, 10%AF e 15%AF), esse parâmetro parece não mudar tão expressivamente com o volume de vazios, como acontece com a 10%AV, principalmente nos Vv 3 e 4% e 3 e 5%. Os valores de recuperação das misturas não envelhecidas variam entre 55 e 80%.
As misturas 10%AF e 10%AV apresentam gráficos das misturas não envelhecidas com comportamento inverso. Para a 10%AV, a recuperação cresce com aumento no volume de vazios, alcançando valor máximo no Vv de 4%, quando então começa a decrescer sutilmente, enquanto na 10%AF, decresce atingindo um valor mínimo no Vv de 4% e começa a crescer praticamente na mesma proporção. As misturas 5%AF e 15%AF apresentam gráficos também com comportamento inverso, na primeira a recuperação decresce com o aumento no Vv, enquanto na segunda esse parâmetro cresce.
No caso das misturas envelhecidas (primeiro grupo de quatro barras da Figura 5.32), os valores da recuperação estão entre 50 e 80%, sendo que a mistura 15%AF (52 a 61%) apresenta a menor recuperação no E.L.P e E.C.L.P e a 10%AV, a maior na condição S.E. A recuperação da mistura 5%AF mostra alteração pouco expressiva (63 a 65%) com o envelhecimento. A mistura 10%AV (57 a 79%) apresenta melhor recuperação que a 10%AF (53 a 76%) na maioria das condições de envelhecimento, com exceção na condição de envelhecimento a curto prazo (E.C.P). Estas misturas (10%AF e 10%AV) mostram-se mais susceptíveis ao envelhecimento do que as demais.
Vale lembrar que a mistura 5%AF é a que apresenta menor teor de finos (41,35%), fíler (6,75%) e ligante (teor médio de 5,20%) e menor susceptibilidade ao envelhecimento, enquanto a 15%AF é a que apresenta maior teor destes componentes e a menor recuperação, embora apresente menor susceptibilidade ao envelhecimento do que a 10%AV e 10%AF. A 5%AF não apresente a maior recuperação, contudo, é a que mostra melhor desempenho quanto ao envelhecimento, praticamente nenhuma susceptibilidade.
Nos resultados de Inclinação do estágio secundário (Figuras 5.33 e 5.34), nota-se que a mistura 10%AV é a que apresenta menor inclinação (0,046) no Vv de 4% (teor ótimo de asfalto). Nesses gráficos, pode-se verificar que existe diferença expressiva entre os resultados dessa mistura e da 10%AF e 15%AF e que há mudança significativa em sua inclinação com o volume de vazios, o que ocorre também para as misturas 10%AF e 15%AF. As inclinações para as misturas 10%AF variam de 0,034 a 0,096 e para a 10%AV, variam de 0,038 a 0,077. Os gráficos das misturas 10%AF e 15%AF apresentam comportamentos afins, com inclinação máxima no teor ótimo de asfalto (Vv = 4%). A inclinação da mistura 10%AV diminui com o aumento no volume de vazios, ocorrendo o inverso para a 5%AF.
Nos gráficos das misturas envelhecidas (primeiro grupo de quatro barras do gráfico da Figura 5.34), observa-se que, dentro de cada condição de envelhecimento, há mudança expressiva nos valores da inclinação com o teor de areia e menor expressividade com a natureza (virgem ou de fundição), com exceção do que ocorre nas condições sem envelhecimento e com envelhecimento a curto e a longo prazos (E.C.L.P). Todas as misturas apresentam inclinação com grande sensibilidade ao envelhecimento.
A 10%AV sofre um aumento desse parâmetro com o envelhecimento, sendo maior quando envelhecida simultaneamente em curto e longo prazos (0,094), enquanto a
mistura 10%AF apresenta maior inclinação na condição S.E, 0,096 e 0,068 na E.C.L.P. Vale ressaltar que na condição S.E, o menor valor de inclinação, 0,046, é apresentado pela 10%AV e na condição E.C.L.P, o maior valor, referido anteriormente, é apresentado por esta mistura. No gráfico é possível, verificar ainda que o envelhecimento a longo prazo interfere (aumentando) mais no valor da inclinação desta mistura do que o envelhecimento a curto prazo, ocorrendo o inverso para a mistura 10%AF.
Nos resultados dos módulos de fluência antes da recuperação (MPa) para misturas não envelhecidas (Figura 5.35), verifica-se que todas apresentam valores superiores a 80 MPa e inferiores a 170 MPa. Aparentemente nenhuma mistura apresenta mudança expressiva com o volume de vazios, contudo a mistura 10%AF é exceção, principalmente entre os Vv: 3 e 5% e 4 e 5%, verificar a análise referente à deformação total. A mistura 10%AV é a que apresenta maior módulo (135 MPa) no volume de vazios de 4%, seguida pela 10%AF (112 MPa) e a que apresenta menor valor é a mistura 15%AF (105 MPa).
Na Figura 5.37 (primeiro grupo de quatro barras), que ilustra os módulos de fluência antes da recuperação para as misturas envelhecidas, nota-se que os gráficos das misturas não apresentam tendência definida. Nota-se também que todos os valores são superiores a 70 MPa e inferiores a 170 MPa e que a mistura com 10% de areia virgem apresenta os maiores valores, com exceção do valor referente ao envelhecimento em curto, onde o maior é o da mistura 10%AF. Quase todas as misturas têm um aumento no módulo de fluência, quando envelhecidas em curto e longo prazos (E.C.L.P), com exceção da mistura 15%AF. No envelhecimento a curto prazo (E.C.P), as misturas 15%AF e 10%AV apresentam uma diminuição nesse parâmetro.
Por meio dos gráficos da Figura 5.37, é possível verificar que a variação dos módulos de fluência das misturas 5%AF, 15%AF é pouco expressiva com o envelhecimento. Isto pode ser comprovado, verificando-se a análise de variância realizada para as deformações totais nestas condições. Verifica-se também que o módulo de fluência da mistura 10%AV não sofre interferência significativa das condições de envelhecimento.
Nas condições S.E e E.L.P, o teor de areia tem pouca interferência no módulo de fluência, sendo mais importante a natureza da areia (comparar a 10%AV com a 10%AF). No que diz respeito às condições E.C.P e E.C.L.P, verifica-se que o teor de
areia, de um modo geral, tem maior interferência sobre o módulo do que o tipo de areia (comparar 10%AV e 10%AF).
Nos resultados dos módulos de fluência após recuperação (MPa) (Figuras 5.36 e 5.38), nota-se que a mistura 10%AV apresenta valores muito superiores a todos no Vv 4% (710 MPa). A mistura que apresenta os menores módulos após recuperação é a 15%AF, nos Vv de 3 (232 MPa) e 4% (269 MPa). Aparentemente, todas as misturas, com exceção da 10%AV, não apresentam mudança significativa no módulo com o volume de vazios (teor de asfalto). Esta apresenta gráfico com comportamento inverso ao da mistura 10%AF (329 MPa), que apresenta módulo mínimo no teor ótimo de asfalto; o módulo da mistura 5%AF diminui com o aumento do volume de vazios e o da 15%AF cresce.
Na Figura 5.38 (primeiro grupo de quatro barras), que ilustra os módulos de fluência após recuperação para as misturas envelhecidas, verifica-se que os gráficos das misturas não apresentam tendência definida. Nota-se ainda que todos os valores são superiores a 140 MPa e inferiores a 740 MPa. As misturas 5%AF e 15%AF mostram-se pouco sensíveis ao envelhecimento, enquanto as misturas 10%AV e 10%AF mostram maior susceptibilidade. Verifica-se também que o módulo de fluência da mistura 10%AV decresce com o envelhecimento, mostrando-se menos sensível ao envelhecimento a curto prazo (S.E – 710 e no E.C.P – 507 MPa) e mais sensível ao envelhecimento a longo prazo (S.E – 710 e no E.L.P – 302 MPa). Para a mistura 10%AF, o módulo após a recuperação decresce apenas nesta condição de envelhecimento (E.L.P), mostrando-se mais sensível (S.E - 329 MPa e no E.C.P - 629 MPa) ao envelhecimento a curto prazo. Quase todas as misturas apresentam decréscimo no módulo de fluência quando envelhecidas a longo prazo (E.L.P), com exceção da mistura 5%AF.
A mistura 5%AF, tanto no módulo de fluência antes da recuperação (varia de 108 a 118 MPa) como após a recuperação (309 a 319 MPa), mostra pouca ou nenhuma susceptibilidade ao envelhecimento.
5.6.2.2 Análise e discussão dos resultados do ensaio de Fluência por Compressão