Combater o isolamento cultural;
Desenvolver competências cognitivas e socioculturais; Incutir hábitos culturais;
Fomentar a autonomia pessoal e social. Descrição
A criação desta oficina teve o propósito de valorizar a nossa cultura e de tornar os cidadãos cientes da importância desta, além de combater o isolamento cultural desta população.
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Esta oficina, de 20 sessões e 38 participantes, foi marcada, não só pela comemoração de datas festivas, mas também foi recheada de várias peças de teatro. Em comemoração das Reisadas, fizemos uma breve abordagem sobre o tema e para mantermos a tradição cantamos os Reis à porta de alguns elementos do projeto. Para celebrar o Dia da Poesia, deslocamo-nos a uma creche onde recitamos poemas, de notar, que alguns dos poemas foram criados por um elemento do grupo (Apêndice 17), um destes poemas foi musicado e ensinado às crianças. De frisar, que este poeta, há mais de 8 anos que não escrevia, tendo sido por nós “desafiado” durante o projeto a recomeçar. A partir de então, sempre que tínhamos uma atividade de animação, brindava-nos com um pequeno momento de poesia. Da parte da noite, realizamos a “Noite de Poesia”, convidamos vários poetas, na sua maioria, pertencentes a várias instituições locais, que declamaram poemas da sua autoria ou de outros autores acompanhados pelo som do piano. No final das declamações, dinamizamos um momento de partilha de saberes, em que o público teve de completar alguns versos, ou frases de poemas/poetas conhecidos. Terminamos com atuações do nosso grupo de cantares e de alguns elementos que faziam parte de um grupo de cantares de uma instituição convidada, seguidas de um lanche convívio, patrocinado por duas padarias/pastelarias da vila, momento de grande confraternização.
O Dia do teatro foi assinalado pela peça “Enxota diabos” apoiada por uma instituição do concelho e pela peça “Os noivos”. Esta peça engendrada por dois dos nossos elementos, que a título do improviso, mostraram os seus dotes artísticos. Esteve também patente, uma exposição dos trabalhos efetuados nas outras oficinas do projeto, especificamente, oficina de TIC, grupo das manualidades e o grupo de agulhas e companhia.
Para relembrar o Dia da Mãe, deslocámo-nos a um centro de dia onde recitamos poesia e cantamos várias músicas. De forma a comemorar o Dia do Idoso dinamizamos no CCP uma tarde musical, com o grupo de cantares.
No Dia da Mulher foram realizadas três atividades, uma dinâmica de grupo que consistia em valorizar o papel atual da mulher na sociedade, um lanche convívio e um momento de descontração dinamizado pelo grupo de mulheres. Na dinâmica de grupo foi-lhes pedido que completassem a frase “Ser mulher é…”, após a qual era colocada uma flor de papel ao peito. A frase era escrita num pequeno cartão e colada nas pétalas de uma grande flor que criamos, com o propósito de valorizar a “mulher”, para que estas se sentissem orgulhosas do seu estatuto. No momento de descontração, a diversão ficou ao cargo das senhoras, que apresentaram várias sugestões, entres elas duas pequenas apresentações teatrais, diversas músicas, anedotas e um desfile de várias personagens. Por fim, o tão esperado lanche convívio, onde partilhamos o lanche, imperando a boa disposição e diversão.
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Por forma a estimar os cantares ao desafio, criamos uma cantiga (Apêndice 18) para participamos num encontro de cantares ao desafio, promovido pelo projeto “Envelhecer com estímulos”, onde estiveram presentes outros grupos de outras instituições concelhias. Ainda na alçada deste projeto, participamos/colaboramos num Peddy-Paper intergeracional e numa oficina de jogos tradicionais.
Apoiando a literatura, fomos convidados para participar no lançamento de um livro, em que um dos nossos elementos acompanhou o evento ao piano.
Não esquecendo a tradição da vila onde este projeto foi implementado, dedicamos-lhe uma atividade, que consistia em fazer a correspondência entre fotografias de um marco desta festividade, os seus elementos gráficos e seus responsáveis, com o objetivo de aprofundar os seus conhecimentos sobre as tradições existentes na vila.
Um tema que trabalhamos nesta oficina foi o da “Homossexualidade – e sua aceitação cultural”, iniciamos por ouvir uma música em inglês (língua que ninguém compreende) que retrata o tema, em seguida cada um descreveu os sentimentos que esta música lhe provocou. Após o qual entregamos-lhes a letra em português e, mais uma vez, descreveram o que sentiram. Por fim, mostramos o vídeo clip e seguiu-se um debate sobre o tema.
Nesta oficina, incluímos ainda, três visitas guiadas efetuadas, em que se mostraram muito curiosos e participativos. Uma delas, foi a um museu inaugurado recentemente, onde pudemos recordar um pouco da história e tradições do nosso concelho. Ao reconhecerem algum objeto artefacto da sua infância, iam contando como era manobrado ou o que faziam com ele. Numa parte da visita dedicada à fotografia de monumentos históricos, comentavam do que se lembravam. No final da visita, demonstraram-se bastantes críticos, opinando sobre o que achavam que faltava e o que deveria ser alterado. Uma outra visita foi a uma oficina de bordados e olaria, onde pudemos visualizar alguns trabalhos e assistir à modelagem de uma peça de barro e a alguns pontos do bordado de Guimarães. Nesta visita, alguns elementos aproveitaram para tirar dúvidas acerca dos bordados e aperfeiçoar alguns pontos. A última visita deu-se a um Parque concelhio que integra a Reserva Ecológica Nacional, grande ponto de atração turística. Onde depois de um percurso pedestre rico em flora e fauna e, admirar as paisagens proporcionadas pelos miradouros naturais existentes, pudemos degustar alguns petiscos regionais.
De todas as atividades realizadas, assinalamos as seguintes: Comemoração datas festivas;
Poesia; Teatro;
73 Encontro de cantares ao desafio;
Jogos tradicionais; Visitas guiadas;
Participação lançamento livro; Realização de exposições; Participação Pedy-Paper.
Avaliação
A avaliação contínua desta oficina foi realizada através de um inquérito por questionário (Apêndice 2) aplicado a 42 pessoas. À questão gosta de participar nesta oficina os 42 inquiridos responderam afirmativamente, comprovado por opiniões dadas, entre as quais, “gostei muito, foi espetacular” (L). Concluíram ainda que, este tipo de atividades são benéficas para o aumento do bem-estar e para o envelhecimento ativo, retratado aqui “isto para mim, veio numa boa hora, já estava a afundar-me outra vez” (RL). Curioso foi a admiração de alguns elementos durante as visitas guiadas “vivo cá desde que nasci e não conhecia isto” (JP) ou “quem diria que isto existia” (LP). “Já não via disto há muito tempo, a minha mãe pegava no linho e fazia assim (exemplificando)” (AP), “o nosso moinho também era assim” (RL), recordar das vivências passadas, foi na nossa opinião, um sinal de que estas iniciativas são importantes e positivas.
4.1.6 Oficina de Educação/Promoção para a saúde