1. INNLEDNING
4.0 DISKUSJON
No entanto, o material veiculado pela United States Information Agency, no Correio da Manhã, foi, pouco a pouco, desaparecendo. Por exemplo, enquanto no ano de 1953, a agência de informação e propaganda veiculou com crédito, aproximadamente, sessenta e uma (61) notícias, em 1963, apenas dez (10) notícias apareceram creditadas à USIA56; na Tribuna da Imprensa publicou-se, no mesmo período, apenas uma notícia creditada à agência. Poucas, afinal, para a diretriz articulada pela administração Eisenhower em relação às operações ideológicas, com as quais a USIA trabalhava. No entanto, o volume de material sobre os Estados Unidos e a União Soviética continuou a ocupar lugar de destaque nas referidas publicações e, tal como o material da USIA, colocava os primeiros sob uma ótica favorável e a última em nítido distanciamento e oposição.
Em 1960, por exemplo, período em que a USIA não aparece nos jornais, não era difícil encontrar notícias que criticassem Fidel Castro – líder da revolução cubana de 1959, alinhado à URSS – e abordassem de maneira otimista o progresso das relações raciais nos EUA.
56 Em 1953, a USIA publicou, aproximadamente, 60 notícias; em 1954, 41; em 1955, 15; em 1956, 4; em 1957,
Neste caso específico, o material foi veiculado pela United Press International que, veremos, a Central Intelligency Agency utilizava, do mesmo modo que fazia com outras agências internacionais de notícias – por exemplo, a Associated Press – como canal de transmissão de material de propaganda. Nesse sentido, ainda que se leve em conta o anticomunismo articulado por grupos no interior do Brasil, notícias como a que acima se expôs dialogavam com os entendimentos produzidos pelos serviços de inteligência do governo norte-americano e relativos a questões de política externa.
Em outubro de 1953, o Conselho de Segurança Nacional revisitou a missão da United States Information Agency (NSC 165/1), modificando a jurisdição – campo de atuação – da agência. Um dos aspectos do documento destacava que a agência ficava autorizada, excetuando-se no caso das operações da Voice of America, a comunicar-se com as audiências internacionais sem precisar explicitar-se como uma fonte do governo norte-americano57.
Os serviços de inteligência governamentais dividiam as operações ideológicas em três tipos (cores) diferentes: “Branca”, “Cinza” e “Preta”. Este último tipo compreendia atividades secretas não atribuíveis ao governo. O material era produzido, total ou parcialmente, por agências do governo norte-americano, mas apresentado como proveniente de uma fonte hostil, ocultando-se do público alvo, o interesse do governo. Eram atividades exclusivamente praticadas pela CIA. “Branca” eram as atividades atribuídas ao governo ou associadas a fontes ligadas ao governo, sendo verdadeiras e factuais. Finalmente, “Cinza” eram as atividades cuja fonte verdadeira (o governo dos EUA) não era revelada para o público alvo, intentando parecer ser de uma fonte local, não hostil e, por isso, por vezes, não possuíam atribuição. Ou seja, intencionava-se apresentar um ponto de vista no interesse da política externa norte-americana, mas que seria mais bem aceito pelo público alvo se a fonte não fosse revelada ou atribuída a instituições e grupos não ligados ao governo dos EUA58.
57 FRUS 1952-1954, Vol 2, Part 2, Memorandum of Discussion at the 167th Meeting of the National Security
Council, Thusday, October 22, 1953, pp. 1750-1752; e FRUS 1952-1954, Vol 2, Part 2, Statement of Policy by the National Security Council, undated, pp. 1753-1754.
58 Cf.: The Intelligence Community 1950–1955. (Ed. Geral Edward C. Keefer) (eds. Douglas Keane e Michael
Hierarquia das Operações Ideológicas do governo norte-americano
Atividades reconhecidas como declaração ou ação oficial do governo norte-americano ou provenientes de fontes próximas o suficiente para refletir um ponto de vista oficial. As informações são verdadeiras e factuais e toda produção é identificada como proveniente de fontes oficiais dos EUA.
Atividades cuja fonte verdadeira (o governo dos EUA) não é revelada para o público alvo. Atividades engajadas em apresentar-se, de maneira plausível, como fonte local, não hostil ou sem atribuição. Cinza é a informação cuja mensagem seria melhor absorvida pelo alvo se a mão do governo dos EUA e, em alguns casos, a participação norte-americana de qualquer forma não fossem reveladas. É simplesmente uma maneira de apresentar um ponto de vista no interesse da política externa dos Estados Unidos, mas que seria aceito ou mais bem aceito pelo público alvo do que se fosse material de uma fonte oficial do governo norte-americano.
Atividades exercidas com a intenção de apresentar-se como proveniente de uma fonte (governo, partido, grupo, organização, pessoa) usualmente hostil em natureza. O interesse do governo norte-americano é ocultado e o governo negaria responsabilidade. O conteúdo pode ser fabricado parcial ou totalmente, mantendo-se ainda a intenção de parecer crível para o público alvo. Atividade Preta é também usualmente utilizada para embaraçar fontes hostis ou forçar a fonte hostil a entrar em ação contra sua vontade.
A USIA, que antes lidava apenas com as operações ideológicas do tipo “Branca” (aquelas atribuídas diretamente ao governo), passou a atuar também em atividades ideológicas de tipo “Cinza”, calcadas, em grande medida, sob a lógica da não atribuição.
De certo modo, o círculo superior de poder norte-americano aceitava oficialmente como atribuições da U. S. Information Agency os usos de que os serviços de informação do governo do país lançara mão anteriormente em suas atividades no exterior. É o caso de práticas como as de que o escritório de Nelson Rockefeller, na América Latina, especialmente no Brasil, o Office of the Coordinator of Inter-Americans Affairs, se utilizou: aprofundamento de laços com os serviços de mídia locais e com agências internacionais de notícias, no intuito
BRANCA
CINZA
de que publicassem material favorável aos EUA, não sendo, portanto, órgãos ligados oficialmente ao país59.
No caso específico das agências de notícias, vale ressaltar que as competências inscritas no Smith-Mundt Act, de 1948, posteriormente incorporadas à USIA, já aceitavam a utilização dos serviços de mídia norte-americanos para a consecução dos objetivos governamentais junto às audiências internacionais. No subitem da lei, Utilização de agências privadas, estabelecia-se que:
(...) deverá ser o dever do Secretário de Estado recorrer, na medida do possível, aos serviços e instalações de entidades privadas, incluindo os serviços norte-americanos de imprensa, publicação, rádio, cinema, e outras agências, através de acordos contratuais ou formas similares. A intenção do Congresso é que o Secretário de Estado deva encorajar a participação, na consecução dos propósitos deste capítulo, do máximo número possível de diferentes agências privadas em cada campo concernente ao mercado presente ou potencial para seus serviços em cada país60.
A Central Intelligence Agency, de maneira mais clara, também atuou junto às agências internacionais de notícias, no sentido de que publicassem material favorável à imagem dos Estados Unidos no exterior. A agência de inteligência possuía uma rede de contatos dentro e fora dos Estados Unidos que oferecia acesso direto a um grande número de jornais e periódicos, dezenas de serviços de imprensa e agências de notícias, emissoras de rádio e televisão e outros meios de comunicação estrangeiros. Além disso, para disseminar material no exterior, a CIA utilizava-se da:
sindicalização dos serviços de notícias, com a Agência usando organizações já existentes para esse propósito, como a Associated Press e a United Press
International, assim como criando seu próprio: Forum World Features61.
59 MOURA, Gerson. Op. Cit., pp. 31-32
60 Do original em inglês: In carrying out the provisions of this chapter it shall be the duty of the Secretary to
utilize, to the maximum extent practicable, the services and facilities of private agencies, including existing American press, publishing, radio, motion picture, and other agencies, through contractual arrangements or otherwise. It is the intent of Congress that the Secretary shall encourage participation in carrying out the purposes of this chapter by the maximum number of different private agencies in each field consistent with the present or potential market for their services in each country. United States Code Materials. Title 22. Op. Cit.
61Do original em inglês: “A third mechanism for disseminating CIA-aproved stories was the syndicated news
service, with the Agency using existing organizations such as Associated Press and United Press International for this purpose, as well as creating its own: Forum World Features.”. WILFORD, H. The Mighty Wurlitzer: how
the CIA played America. Harvard University Press, Cambridge, Massachusetts, London, England, 2008, p. 227;
Conferir também: BLACK, Jan K. Op. Cit., p. 96; AGEE, Philip. Inside the company. Op. Cit.; e WEISSMAN, Steve. The CIA Makes the News. In: AGEE, Philip. and WOLF, Louis. (ed). Dirty Work: the CIA in Western
É difícil imaginar que a USIA, especializada no trabalho junto aos serviços de imprensa do exterior – inclusive em operações secretas – próxima da CIA e de outros órgãos dos serviços de inteligência do governo norte-americano, não tivesse lançando mão desse tipo de aproximação que a CIA fazia às agências internacionais de notícias.
A diretriz do Conselho de Segurança Nacional, aceita no NSC 165/1, acolhia, ademais, as recomendações apontadas no processo de reestruturação da política externa norte- americana e de fundação da USIA pela administração Eisenhower, no início de 1953, que também sugeriam a utilização das organizações privadas do país com atividades no exterior. O relatório do Committe on International Information Activities, o Jackson Committee, de fevereiro daquele ano, elucida esse entendimento ao afirmar que:
Muito maior esforço deve ser feito para a utilização de organizações privadas norte- americanas para levar a cabo os objetivos dos Estados Unidos. O ganho em disseminação e credibilidade através do uso de tais canais [, como os serviços de notícias,] irá mais do que compensar a perda pelo governo de algum controle sobre o conteúdo62.
O Jackson Committee, chefiado por William Jackson, ia mais longe: recomendava que os programas de informação deveriam ser localmente manejados e adaptados. Era preciso abarcar as especificidades de cada país, no sentido de que se evitassem argumentos e informações “fora de lugar”, isto é, que não engendrassem em suas alegações as predisposições e concepções políticas locais, inclusive no que dizia respeito aos Estados Unidos. O relatório, nesse sentido, esclarecia que “nem todo o Mundo Livre esta[va] preparado para ver seus problemas no contexto da luta entre Estados Unidos e União Soviética.”63
Não era sem motivo, portanto, que o Comitê encarasse como um problema a atribuição de material veiculado, por exemplo, na mídia impressa aos órgãos oficiais norte- americanos, como os postos do United States Information Service. Os relatórios do Jackson Committee e do Departamento de Estado indicavam que as audiências internacionais viam no
62 Do original em inglês: Far greater efforts should be made to utilize private American organizations for the
advancement of United States objectives. The gain in dissemination and credibility through the use of such channels will more than offset the loss by the Government of some control over content. FRUS 1952-1954, Vol
2, Part 2, The Report of the President`s Committee on International Information Activities, June 30, 1953, p.
1841. Essa questão permeia a reflexão do capítulo 3 deste trabalho (onde discutimos a questão da segregação racial nos Estados Unidos, seus efeitos sobre as audiências internacionais e o papel da United States Information
Agency na rearticulação dessa imagem). Não houve, no material publicado nos jornais Correio da Manhã e Tribuna da Imprensa acerca do tema, notícia creditada ao United States Information Service.
63 Do original em inglês: Not all of the free world is prepared to view its problems in the context of a struggle
between the United States and the Soviet Union. Cf: FRUS 1952-1954, Vol 2, Part 2, The Report of the
material que se sabia provir dos EUA uma evidência da interferência do país em suas respectivas vidas políticas. Além disso, os órgãos oficiais norte-americanos mostravam-se atentos ao fato de que a propaganda cultural do Kremlin articulava, entre outras coisas, a ideia de que a política externa engendrada pelos norte-americanos era imperialista. A interferência nos assuntos internos de outros países, sentida pela presença de notícias, artigos e fotografias de órgãos oficiais norte-americanos nos meios de comunicação impressos ou não corroboraria o argumento elaborado pela propaganda do governo soviético.
Por isso, o Jackson Committee passou a sugerir o emprego da não atribuição de créditos de autoria ao material da USIA: “como uma regra geral, informação e propaganda somente devem ser atribuídas aos Estados Unidos quando essa atribuição for um trunfo. Uma percentagem muito maior do programa de informação deve ser a não atribuição.”64 O
Departamento de Estado, de maneira semelhante, recomendava mudanças no Wireless File, responsável pela transmissão de notícias oficiais e material de informação a serem veiculados nos serviços de imprensa dos países em que os postos do United States Information Service atuassem. A recomendação do referido Departamento vinha no sentido de que se fizesse uso da não atribuição, uma vez que a comunicação entre os postos USIS no exterior e a sede da U. S. Information Agency, em Washington, demonstrava que o material da agência era mais bem recebido pelas audiências internacionais quando não se conhecia sua ligação aos órgãos oficiais norte-americanos. Uma viagem de investigação feita aos postos USIS pelo diretor do International Press Service (IPS), setor responsável pelos serviços de imprensa e estruturado no interior da USIA, confirmou essa tendência65.
Dois fatores, inferimos, possibilitaram à USIA desaparecer nominalmente dos jornais Correio da Manhã e Tribuna da Imprensa. Em primeiro lugar, a veiculação, nos jornais, de material sem atribuição a fontes oficiais dos EUA. Em segundo lugar, os serviços de inteligência do governo norte-americano – próximos, como vimos, de algumas agências internacionais de notícias – compreendiam que, nos casos em que a cobertura de tais agências sobre os diversos temas daquele período não afetasse os interesses do país no Brasil, a agência de informação e propaganda não precisaria “aparecer”. Ou seja, apenas a referência a seu nome minguou, pois seus entendimentos permaneceram em tais publicações, o que se
64 Do original em inglês: As a general rule, information and propaganda should only be attributed to the United
States when such attribution is an asset. A much greater percentage of the information program should be un- attributed. FRUS 1952-1954, Vol 2, Part 2, The Report of the President`s Committee on International
Information Activities, June 30, 1953, p. 1841.
65 Cf: FRUS 1952-1954, Vol 2, Part 2, The Acting Secretary of State to certain Diplomatic and Consular Posts,
evidencia, com particular clareza, nas questões que mais ocuparam os diretores da USIA naquele período, como, por exemplo, a questão da segregação racial no interior dos Estados Unidos.
Deslindar o lugar da agência junto à estrutura decisória da política externa dos Estados Unidos e seus modos de atuação não tocam, ainda, o problema do significado político dessa atuação, mas é preciso ter claros esses aspectos para que possamos pensar a ação política engendrada pela U. S. Information Agency.
A agência foi definida pela administração do presidente Eisenhower – no bojo do processo de reestruturação das operações ideológicas norte-americanas – como órgão de informação. Sua função, conforme memorando de discussão do Conselho de Segurança Nacional, datado de outubro de 1953, deveria ser a de explicar e interpretar, às audiências internacionais, os objetivos e políticas do governo dos EUA; demonstrar a correlação entre as políticas governamentais norte-americanas e as legítimas aspirações de outros povos do mundo; desmascarar e conter as tentativas hostis de distorcer e frustrar os objetivos e políticas norte-americanas; e, finalmente, delinear aqueles importantes aspectos da vida e da cultura do povo dos Estados Unidos que facilitassem a compreensão das políticas e objetivos do governo do país66.
Ou seja, a USIA serviria, e por isso a importância dos postos avançados no exterior, os United States Information Service, como órgão de aproximação às audiências internacionais pelo governo norte-americano. No entanto, uma vez que a agência passou a engendrar as operações ideológicas de tipo Cinza, os serviços de inteligência governamentais entendiam que as atividades da USIA não se limitariam à prática de informar.
Os usos da agência passaram a abarcar o secreto, o que, num certo sentido, a estabelecia como órgão não apenas de informação, de contato “cândido”, mas também de propaganda, isto é, suas atividades articulavam-se na “(...) disseminação de ideias e informações (verdadeiras ou falsas) em favor ou prejuízo de outrem.”67 Os funcionários da
United States Information Agency e dos serviços de inteligência, entretanto, mostravam-se pouco à vontade com essa designação das atividades da agência, tentando, tanto quanto possível, distanciar-se da propaganda, prática de que um regime como o comunismo soviético aproximar-se-ia.
66 FRUS 1952-1954, Vol 2, Part 2, Memorandum of Discussion at the 167th Meeting of the National Security
Council, Thursday, October 22, 1953, pp. 1750-1754.
O distanciamento de atividades de propaganda remontam às atitudes de hostilidade que tanto a opinião pública quanto o círculo superior de poder norte-americanos dirigiriam a tais atividades, desde, pelo menos, a Segunda Guerra Mundial. O relatório Lilly, escrito por Edward P. Lilly, do serviço de inteligência dos EUA, datado de dezembro de 1951, ao investigar os programas de “informação”, parece, de fato, atestar o mal estar em relação ao uso de operações de propaganda.
Ainda durante a Segunda Guerra, de acordo com o relatório, os funcionários de agências como o OCIAA e o OCI recusavam-se a usar o termo “propaganda” para designar seus trabalhos. Os trabalhos de tais agências teriam sido, ainda assim, descontinuados em função de encontrarem hostilidade por parte do Congresso e da opinião pública nos Estados Unidos, avessos à ideia de o país possuir uma agência de propaganda funcionando em tempos de paz. No imediato pós-guerra, o governo norte-americano – tendo conhecimento de que tanto a Rússia como a Inglaterra não limitavam sua aproximação às audiências internacionais a programas de informação, mas lançavam mão também de propaganda – acreditava que os Estados Unidos deveriam estar acima dessas práticas, esperando que a opinião pública mundial, tal qual a norte-americana, não as reconhecesse como práticas afins à liberdade e à democracia – valores representados pelos EUA – e desenvolvesse aversão à propaganda de governos68.
A despeito disso, o governo norte-americano vinha se utilizando do termo propaganda para discutir as operações a serem executadas pela USIA, mas, em que isso pese, até ao menos meados dos anos 1960, a agência parecia incerta entre operações de propaganda e informação. Segundo um estudo sobre a agência, datado de 1966, um dos grandes obstáculos para a consecução dos objetivos estabelecidos para a agência, em sua fundação, era a confusão entre a prática de propaganda e a de informar:
A USIA não pode implementar os vários objetivos estabelecidos para ela pelo Poder Executivo e pelo Congresso devido a fatores internos, assim como a fatores externos (...).
1. A inabilidade da Agência de clarificar os pressupostos básicos de suas operações. Esses incluem uma determinação de se deve funcionar como instrumento de informação ou propaganda. (...)69.
68 Memorando, de título “The Development of American Psychological Operations, 1945-1951. Op. Cit.
69 Do original em inglês: The USIA has been prevented from implementing the various goals established for it
by the Executive Branch and Congress due to internal as well as external factors (…). 1. The inability of the Agency to clarify its basic operating assumptions. These include a determination as to whether it is to function as an information or propaganda instrument (…). RUBIN, Ronald I. The Objetives of the U. S. Information Agency,
Em defesa desse distanciamento das práticas de propaganda, ao menos aos olhos das audiências estrangeiras, como, por exemplo, o público leitor do Correio da Manhã e da Tribuna da Imprensa, e da tentativa de imputar tais práticas ao Kremlin, o governo dos