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Diskusjon av design og redesign av det dansedidaktiske designet

5. Design og redesign av et dansedidaktisk design for å fremme sosial læring

5.4 Diskusjon av design og redesign av det dansedidaktiske designet

As maiores populações de parasitos gastrintestinais recuperados dos animais durante a necropsia foram do gênero Trichostrongylus sp., o que pode ser explicado pelos resultados das coproculturas e da recuperação das larvas nas pastagens, espécies T.

colubriformis (parasitos do intestino delgado) e T. axei (parasitos de abomaso), e seguida 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

Aruana Marandu Massai Piatã

5 4,5 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1

de Oesophagostomum sp., parasitos do intestino grosso, Haemonchus sp., do abomaso,

Strongyloides papillosus e Cooperia sp., ambos parasitas do intestino delgado (Tabela 12).

A quantidade total de parasitos recuperados na necropsia foi maior nos animais mantidos na pastagem de marandu, quando comparado aos animais mantidos nas pastagens de aruana, massai e piatã (1426 parasitos; 1088 parasitos; 1053 parasitos; 939 parasitos, respectivamente).

Tabela 12 – Carga parasitária de nematoides gastrintestinais recuperados de ovinos

mestiços Santa Inês, naturalmente infectados e mantidos em diferentes tipos de pastagens tropicais.

Pastagens Espécies de Parasitos Total

Hae. Trica. Tricc. Stg. Coo. Oes.

Piatã 183 B 03 B 426 A 03 B 00 B 324 A 939

Massai 15 BC 52 A 462 A 03 B 01 B 520 A 1053

Marandu 449 A 46 A 618 A 08 B 11 A 294 A 1426

Aruana 04 C 58 A 512 A 22 A 11 A 481 A 1088

Total 651 159 2018 36 23 1619

Hae. = Haemonchus; Trica. = Trichostrongylus axei; Tricc. = T. colubriformis; Stg. = Strongyloides papillosus; Coo. = Cooperia sp.; Oes. = Oesophagostomum.

Letras iguais na mesma coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey (P>0,05).

A presença de T. axei nos ovinos contrapõe-se ao que afirmam Amarante et al. (1997) e Fernandes et al. (2004), ao justificar que este parasito apresenta alta adaptação ao parasitismo em bovinos, não sendo tão comumente encontrado em ovinos.

Na necropsia dos animais que foram mantidos em pastagem de Massai não foi possível recuperar nenhum exemplar macho da espécie H. contortus, apenas 14 exemplares fêmeas e um exemplar imaturo em estágio L4 (Tabela 13).

Tabela 13 – Número e sexo das espécies e a relação macho:fêmea de nematoides gastrintestinais identificados em exemplares de no mínimo 100 parasitos/animal/órgão, de ovinos mestiços Santa Inês mantidos em diferentes pastagens tropicais.

Espécie de Nematoides Grupo mantido em pasto de Piatã

Macho Fêmea Imaturo Proporção M:F

Haemonchus contortus 83 94 1 53,1 Trichostrongyls axei 0 3 0 - Trichostrongylus colubriformis 47 103 1 68,7 Strongyloides papillosus - 2 1 - Cooperia sp. 0 0 0 - Oesophagostomum sp. 37 61 86 62,2 Total 167 263 89 -

Espécie de Nematoides Grupo mantido em pasto de Massai

Macho Fêmea Imaturo Proporção M:F

Haemonchus contortus 0 14 1 - Trichostrongyls axei 20 25 0 55,6 Trichostrongylus colubriformis 144 229 15 61,4 Strongyloides papillosus - 0 3 - Cooperia sp. 0 0 1 - Oesophagostomum sp. 165 214 0 56,5 Total 329 482 20 -

Espécie de Nematoides Grupo mantido em pasto de Marandu

Macho Fêmea Imaturo Proporção M:F

Haemonchus contortus 18 9 100 33,3 Trichostrongyls axei 14 31 1 68,9 Trichostrongylus colubriformis 149 188 15 55,8 Strongyloides papillosus - 5 3 - Cooperia sp. 6 4 1 40,0 Oesophagostomum sp. 115 129 0 52,9 Total 302 366 120 -

Espécie de Nematoides Grupo mantido em pasto de Aruana

Macho Fêmea Imaturo Proporção M:F

Haemonchus contortus 1 1 2 50,0 Trichostrongyls axei 20 37 1 64,9 Trichostrongylus colubriformis 109 150 1 57,9 Strongyloides papillosus - 20 2 - Cooperia sp. 6 3 2 33,3 Oesophagostomum sp. 123 129 0 51,2 Total 259 340 8 -

Na necropsia dos animais que foram mantidos em pastagem de marandu foi recuperado uma grande quantidade de H. contortus imaturos, o que nos leva a inferir que o sistema imunológico dos animais deste grupo estava preparado para combater a infecção por este parasito, não permitindo o desenvolvimento das larvas deste nematoide no órgão hospedado. A espécie Trichostrongylus axei esteve presente em todos os animais necropsiados, porém, nos animais mantidos em pastagem de Piatã, só foi possível recuperar três exemplares fêmeas e nenhum macho.

Trichostrongylus colubriformis foi o parasito com maior prevalência em todos os

animais necropsiados, e a quantidade de fêmeas foi sempre superior a quantidade de machos. Espécimes de Strongyloides papillosus foram mais prevalentes nos animais mantidos em pastagem de Aruana, mas também esteve presente em todos os animais, ao contrário dos nematoides do gênero Cooperia sp., que não foram recuperados na necropsia dos animais mantidos em pastagem de Piatã. Nematoides do gênero Oesophagostomum sp. também foram recuperados em todos os animais, também com quantidade de fêmeas maior que a dos machos. Porém, nos animais do grupo da cultivar Piatã foi recuperada uma quantidade maior de parasitos imaturos deste gênero. Os resultados encontrados nas necropsias desta pesquisa foram semelhantes aos encontrados por Souza et al. (2012). Ueno e Gonçalves (1998) estimam que a carga patogênica de machos corresponde a 70% do número de fêmeas. Porém, neste estudo, para nenhum gênero de nematoide recuperado foi encontrado essa porcentagem de 70%.

As médias do comprimento total do corpo, espículo maior e menor, gancho maior e menor e ovojetor foram semelhantes para todos os nematoides recuperados, sendo as fêmeas de todos os gêneros maiores que os machos (Tabela 14, Figuras 16A e 16B).

Tabela 14 – Comprimento total médio dos nematoides (µm), dos espículos e ganchos espiculares (menor e maior) (µm) nos machos e de ovojetor das fêmeas (µm) recuperados na necropsia dos ovinos mestiços Santa Inês mantidos em diferentes pastagens tropicais.

Espécie de Nematoides Grupo mantido em pasto de Piatã

Macho Fêmea Espículo Gancho espicular Ovojetor

Haemonchus contortus 12760 17053 388 e 398 20 e 36 493 Trichostrongyls axei - 6753 - - 420 Trichostrongylus colubriformis 5233 6359 142 e 149 - 445 Strongyloides papillosus - 5625 - - 375 Cooperia sp. - - - - - Oesophagostomum sp. 13692 18075 188 e 192 - 155

Espécie de Nematoides Grupo mantido em pasto de Massai

Macho Fêmea Espículo Gancho espicular Ovojetor

Haemonchus contortus - 16875 - - 529 Trichostrongyls axei 5398 6335 145 e 154 - 442 Trichostrongylus colubriformis 4820 6058 142 e 151 - 429 Strongyloides papillosus - - - - - Cooperia sp. - - - - - Oesophagostomum sp. 13978 17675 205 e 247 - 160

Espécie de Nematoides Grupo mantido em pasto de Marandu

Macho Fêmea Espículo Gancho espicular Ovojetor

Haemonchus contortus 8644 15151 368 e 376 19 e 36 494 Trichostrongyls axei 5651 6584 148 e 157 - 449 Trichostrongylus colubriformis 4822 5967 140 e 149 - 438 Strongyloides papillosus - 5986 - - 408 Cooperia sp. 4983 6475 140 e 145 - 285 Oesophagostomum sp. 13785 16595 196 e 200 - 159

Espécie de Nematoides Grupo mantido em pasto de Aruana

Macho Fêmea Espículo Gancho espicular Ovojetor

Haemonchus contortus 12580 15060 380 e 390 20 e 35 600 Trichostrongyls axei 4796 6143 132 e 141 - 444 Trichostrongylus colubriformis 4714 5872 139 e 147 - 423 Strongyloides papillosus - 6038 - - 418 Cooperia sp. 5628 7280 138 e 143 - 267 Oesophagostomum sp. 13042 15606 198 e 203 - 154

Figura 16A – Imagens de microscópio óptico dos nematoides gastrintestinais recuperados na necropsia. A) Região anterior do Haemonchus contortus (setas indicam as papilas cervicais); B) Região anterior do Trichostrongylus sp. (seta indica o sulco excretor); C) Região anterior da Cooperia sp. (Seta indica a expansão cuticular cefálica e a cutícula estriada); D) Região anterior do Oesophagostomum sp.; E) Região posterior de um macho de H. contortus, com detalhe para os espículos; F) Ganchos espiculares presentes nos machos dos H. contortus; G) Região posterior e espículos de um macho de

Trichostrongylus sp.; H) Região posterior e espículos de um macho de Cooperia sp.; I)

Região posterior e espículos de um macho de Oesophagostomum sp.

Fonte: Acervo do próprio autor

A B

C D

E F

Figura 16B – Imagens de microscópio óptico dos nematoides gastrintestinais recuperados na necropsia (cont.). J) Ovojetor e apêndice vulvar tipo lisa de H. contortus; K) Ovojetor e apêndice vulvar tipo linguiforme de H. contortus; L) Ovojetor e apêndice vulvar tipo botão de H. contortus; M) Ovojetor da fêmea de Trichostrongylus sp.; N) Ovojetor da fêmea de

Cooperia sp.; O) Ovojetor da fêmea de Oesophagostomum sp.

Fonte: Acervo do próprio autor

Os maiores e menores exemplares de H. contortus encontrados na necropsia foram dos animais mantidos em pastagem de Piatã e Marandu, respectivamente. Os maiores exemplares de T. axei foram recuperados na necropsia dos animais que foram mantidos nas pastagens de Marandu, enquanto os menores foram recuperadas nos animais das pastagens de Aruana, que também apresentaram os menores exemplares de T. colubriformis, e os maiores ficaram a cargo dos animais mantidos na pastagem piatã.

Os animais mantidos em pastagem de Piatã apresentaram os maiores exemplares de

T. colubriformis e menores de Strogyloides papillosus, enquanto que os animais mantidos

J K L

M

N

em pastagem de Aruana apresentaram na necropsia os menores exemplares de

Trichostrongylus sp., mas os maiores de Strongyloides papillosus e de Cooperia sp. Os

parasitos do gênero Oesophagostomum sp. foram menores nos animais mantidos em pastagem de Aruana e maiores nos animais mantidos em pastagem de Massai. Com relação ao tipo do apêndice vulvar das fêmeas de H. contortus que foram recuperadas na necropsia, podemos observar na Tabela 15 os resultados encontrados.

Tabela 15 – Porcentagem do tipo de apêndice vulvar das fêmeas de Haemonchus

contortus recuperadas na necropsia de ovinos mestiços Santa Inês mantidos em diferentes

pastagens tropicais.

Pastagens Tipo de Apêndice Vulvar (%) Total

Linguiforme Lisa Botão

Piatã 32,0 44,6 23,4 100,0

Massai 28,6 57,1 14,3 100,0

Marandu 55,6 22,2 22,2 100,0

Aruana 0,0 100,0 0,0 100,0

Média 29,0 56,0 15,0

Araújo e Rodrigues (2002) trabalhando com ovinos no Estado da Paraíba encontraram medidas de comprimento do espículo entre 383 e 478 µm, medidas maiores às encontradas neste estudo. Da mesma forma, as medidas dos espículos e dos ganchos espiculares dos Haemonchus contortus observadas por Zaros et al. (2009), em experimento com ovinos mestiços Somalis no Estado do Ceará, foram maiores do que as deste estudo (401 e 418 µm para os espículos; 22 e 42 µm para os ganchos espiculares). Já as medidas dos espículos dos Trichostrongylus colubriformis encontrados por estes autores foram menores do que as encontradas neste estudo (133 e 146 µm).

O apêndice vulvar lisa foi o mais frequente (56,0%), seguido do linguiforme (29,0%) e do botão (15,0%). Os resultados encontrados neste estudo se assemelham parcialmente aos encontrados por Neves (2012), trabalhando com dois grupos de ovinos Santa Inês resistentes e susceptíveis às parasitoses gastrintestinais, no Ceará. No grupo resistente predominou o apêndice vulvar tipo linguiforme (55,47%), seguido de liso e botão; enquanto que no grupo dos animais susceptíveis predominou o tipo liso (48,95%), seguido do linguiforme e botão, resultado também encontrado por Araújo e Rodrigues (2002), na Paraíba e por Zaros et al. (2009) também em estudo com ovinos resistentes e susceptíveis às helmintoses no Ceará. Entretanto, Coutinho (2012), neste mesmo Estado, mas trabalhando com caprinos resistentes e suscetíveis às parasitoses gastrintestinais,

encontrou prevalência do apêndice vulvar tipo linguiforme para ambos os grupos (47,0% para o grupo resistente e 49% para o grupo susceptível), seguido do tipo lisa e botão.

Como essa característica é bastante variável em todos os estudos realizados e em diferentes localizações, não pode ser considerado como um marcador fenotípico para avaliação de parasitoses. Assim, novas pesquisas devem ser desenvolvidas para tentar elucidar esta variação e como ela pode influenciar na carga parasitária.

5 CONCLUSÃO

De acordo com a caracterização fenotípica realizada no rebanho experimental, pôde-se notar que a cultivar tem influência na carga parasitária dos animais, seja de forma positiva ou negativa, a depender de suas características agronômicas de propiciar ou não a formação de um microclima adequado ao desenvolvimento e eclosão das larvas dos nematoides gastrintestinais.

As cultivares marandu e aruana foram as que forneceram melhores condições nutricionais aos animais experimentais, fazendo com que estes conseguissem suportar melhor as infecções parasitárias sem causar prejuízos à produção animal, sendo estas as pastagens mais indicadas para a produção de ovinos no período chuvoso.

No estudo observou-se que houve prevalência de parasitismo por helmintos das espécies Trichostrongylus sp., Haemonchus sp., Strongyloides papillosus, Oesophagostomum sp. e Cooperia sp.

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