Entre 9 e 9 , a FAU/USP passa por um período de amadure- cimento PERE)RA, 009, p. 4 para entendimento do campo do desenho industrial na teoria e na prática, cujo processo, iniciado com a Reforma de 9 , é marcado por dois Fóruns, com o objetivo de discussão do seu ensino. O primeiro é o Fórum de 9 , que referendou as mudanças propostas em 9 , e o segundo, o Fórum de 9 ,
considerado uma avaliação da trajetória pedagógica adotada desde a reformulação anterior, com o objetivo de revisão das condições apresentadas e indicação de possíveis correções. Como resultado, uma época pioneira, na qual a FAU/USP passou por um processo de tentativa de implantar um novo método de ensino.
Assim, esse período foi decisivo para o desenvolvimento do curso de arquitetura e atualização do ensino praticado na Escola, o que também pode ser identificado como consequência da contribuição, em grande parte, do corpo docente da época e seu empenho em construir um campo particular para o desenho industrial.
0 O texto foi transcrito ipsis litteris, mantendo-se a não concordância verbal.
P)CARELL), Marlene. O Desenho )ndustrial no Departamento de Projeto da FAU/USP.
O Ens ino P auli stano d o D es ign FA U/U SP 87 Nessa época, as discussões a respeito da estrutura universitária ganham
importância com as reações estudantis relacionadas ao problema da incapacidade de serem absorvidos aqueles que não conseguiram ingressar nas universidades por falta de vagas, situação que é definida no ano de 9 , em documento da Universidade de São Paulo , da seguinte forma:
Na verdade, o caráter arcaico da universidade brasileira e sua
incapacidade de atender a uma demanda social explosiva preocupava também os órgãos federais. Já estava patente para todos a necessidade de expandir o ensino superior e a impossibilidade de organizar esta tarefa sem modernizar a estrutura da universidade.
As questões sobre o ensino não estavam em evidência apenas dentro desta )nstituição, como exposto anteriormente. No decorrer dos anos de 9 0, as universidades brasileiras debatiam suas proposições educacionais, o que se refletia no campo do desenho industrial, que discutia as questões acadêmicas e profissionais. Um rebatimento desses fatos acontece, em especial, no ano de 9 , na Escola Superior de Desenho )ndustrial ESD) no Rio de Janeiro, com a realização da chamada Assembleia Geral, referenciada como o ano em que a ESD) parou .
Quando no final desta década o pensamento sobre as condições das instituições de ensino no País se intensificou, foi instaurada a Reforma Universitária, proveniente das chamadas Reformas de Base, em consequência da situação política do Brasil.
Já durante o Regime Militar, o estudante brasileiro em 9 tinha grande participação política. A UNE, União Nacional dos Estudantes, foi uma grande escola política e, apesar de suas origens liberais, posicionou-se na vanguarda de reivindicações que não se restringiam à educação SOUZA, 99 , p. 4 . Era um período de grande agitação política no Brasil, e a Escola refletia este momento, marcado sempre por uma grande efervescência de ideias e intensa busca de caminhos para o ensino e a Arquitetura no país . B)RK(OLZ; NOGUE)RA, 99 , p. . Já não era presente o otimismo dos primeiros anos do design brasileiro, e as necessidades e a conjuntura da realidade apresentavam novos desafios ao campo.
A partir de 9 , o grupo de professores questionava o desenho industrial como atividade dependente de uma industrialização ligada a uma economia de consumo P)CARELL), 99 , p. 49 , e nessa época a FAU/USP coloca em pauta novamente as questões de sua organização curricular. Somadas a isto estavam ainda as discussões sobre a ampliação da sua capacidade física, em vésperas de se mudar para a
ADUSP. O Livro Negro da USP: O Controle Ideológico na Universidade. São Paulo: ADUSP, 9 9, p. . )n: PERE)RA, 009, p. 9.
SOUZA, Pedro Luiz Pereira de. ESDI: biografia de uma idéia. Rio de Janeiro: EDUERJ, 99 .
O Ens ino P auli stano d o D es ign FA U/U SP 88
Cidade Universitária, o que possibilitaria a implantação da estrutura desejada e a integração entre as disciplinas do Departamento com as de (istória e Tecnologia, que não tinha sido alcançada, todavia.
No ano de 9 , buscava-se rever os métodos de ensino em todos os Departamentos e criar uma estrutura coletiva por intermédio do Ateliê )nterdepartamental, o A). Nesta mesma ocasião, são apresentadas disciplinas básicas e alternativas para os todos os Departamentos, para que fosse possível viabilizar a conversa interdepartamental a partir do desenvolvimento de projetos integrados.
Em meio às discussões dos problemas estruturais do curso, ocorre em 9 de março de 9 a primeira reunião do Departamento de Projeto AUP , com o intuito de planejar o Fórum de 9 , que se realizaria no final do respectivo ano. Foi neste Fórum que se aprovou que o AUP 4 passasse a absorver maior carga didática, tanto na graduação quanto na pós-graduação.
Assim, a Reforma de 9 resultaria na composição de quatro linhas de ensino no Departamento de Projeto Projeto de Edificações – PR, Planejamento Urbano – PL, Desenho )ndustrial – D) e Comunicação Visual – CV oferecidas do º ao 4º ano. Acrescido a isso, houve a criação do TG) – Trabalho de Graduação )nterdisciplinar, no º e último ano, que possibilitava ao aluno desenvolver um trabalho sobre qualquer uma dessas áreas.
No ciclo Básico, o primeiro ano contava com as disciplinas das quatro áreas. O segundo ano possuía disciplinas de PR, D) e CV. Já a partir do terceiro ano, as disciplinas de D) e CV não estavam presentes no currículo de disciplinas básicas, composto de PR e PL neste ano do curso, e apenas PL, no quarto ano. No entanto, no que se refere às disciplinas "Alternativas", a partir do segundo ano eram oferecidas em todas as quatro linhas de ensino.
Quanto à pós-graduação, o Fórum propunha um curso de mestrado voltado ao papel do pesquisador como o entendemos hoje, visando a direcionar à formação acadêmica. Assim, o Relatório do Fórum de
9 apresenta a composição da FAU/USP, suas diretrizes e atividades interdepartamentais, em que encontramos os quatro departamentos e disciplinas que os integram:
. Departamento de Projeto: Comunicação Visual, Desenho )ndustrial, Projeto de Edificações e Planejamento
. Departamento de (istória: Urbanismo, Edifício, D), CV, Ciências Sociais 4 Sigla do Departamento de Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo AUP – Arquitetura e Urbanismo, Projeto .
FAU/USP. Ata de Reunião ordinária – 0 .0 . 9 . São Paulo: Departamento de Projeto FAU/USP, 9 .
O Ens ino P auli stano d o D es ign FA U/U SP 89 e Estética
. Departamento de Construção : Unidades de Ensino Básicas materiais de construção, resistência dos materiais, concreto armado e fundações , Unidades de Ensino Alternativas e Pesquisa.
. Departamento de Ciências: Física, Geometria descritiva, Topografia, Cálculo e Mecânica
Além dessa composição, em resumo, o Relatório do Fórum assim comenta as atividades departamentais:
. a realização de Fóruns anuais, a fim de fazer um balanço geral das atividades da faculdade;
. a criação do Museum, para coordenar e divulgar as atividades
curriculares e extra curriculares, de ensino e pesquisa, na graduação e na pós-graduação;
. a implantação do Ateliê interdepartamental, responsável pelas pesquisas em arquitetura que tenham caráter de trabalho interdepartamental , com a participação de professores de vários
departamentos e de alunos. A programação do A) será anualmente, pelo Museu, de acordo com as decisões do Fórum. O Museu dirige o A), e o A) não ensina. .
Em consequência das diretrizes do evento de 9 , no ano seguinte é realizado o º Fórum, a fim de dar continuidade à organização proposta anteriormente, priorizando a autonomia do Museu como órgão coordenador das atividades de ensino e pesquisa na FAU/USP e a importância do Ateliê )nterdepartamental - A) na prática de projetos. Nestes termos, o relatório do Fórum de 9 9 é indicado como resultado para a contribuição na formulação de um projeto de desenvolvimento brasileiro . O objetivo era rever os métodos de ensino dentro de todos os Departamentos e propor uma estrutura global de ensino. Para tanto, na graduação intensificava-se a proposta de diálogo entre os quatro Departamentos e se introduzia o sistema de unidade de ensino, disposto em disciplinas básicas e alternativas de duração variável. Além disso, um dos objetivos era a ampliação dos cursos da pós-graduação e a reabertura do museu com funções ampliadas, além da criação da Portaria GR , com a finalidade de legalizar a nova estrutura administrativa.
Tal estrutura acabou sendo implantada de acordo com a reforma do ensino superior empreendida pelo Governo Federal em 9 9 que
Tanto o termo Construção como Tecnologia são encontrados referindo-se ao mesmo Departamento nos documentos deste período da )nstituição. Cf. FAU/USP. Fórum
69 / Relatório Museu FAU. São Paulo: FAU USP, 9 9. ALBUQUERQUE, 004, p. .
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objetivava aumentar o número de vagas a partir da expansão do ensino universitário brasileiro. Para isto, adota a divisão das faculdades em departamentos, compostos por disciplinas obrigatórias e optativas, estas, em regime de crédito. Os alunos seriam matriculados em disciplinas, e para os primeiros anos haveria um curso básico. É
instituído o vestibular por região e o ingresso por classificação, além da divisão da graduação em níveis.
É deste período de transformação da FAU/USP, ainda, a ampliação do número de vagas de 0 para 0 na graduação, o que não se refletiu no quadro docente. Tal fato exigiria o estudo de alternativas para o ensino em massa e individual, assunto amplamente discutido no Fórum de
9 .
Quanto à departamentalização das faculdades, a FAU/USP, na prática, já a havia implantado desde a Reforma de 9 , conforme apresentado anteriormente e apontado pelo professor Lúcio Grinover em entrevista a Juliano Pereira PERE)RA, 009, p. 9 : A partir de 9 , 9 , quando se fez a Reforma na FAU, a cátedra realmente sumiu. Sumiu inclusive como significado, quer dizer, você tinha professor catedrático, mas o sentido, o espírito da cátedra realmente tinha saído da FAU/USP. [...] A FAU/USP, realmente nesse sentido, foi pioneira. No entanto, é importante indicar que esta divisão em Departamentos, nos primeiros anos da década de 9 0 dentro da FAU/USP, iria conviver com o sistema de cátedras até a referida Reforma Universitária do Governo Federal em
9 9.
Quando a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP implantou as Sequências de Desenho )ndustrial e Comunicação Visual no seu curso, o propósito era diminuir o poder das cátedras e permitir a modernização do seu ensino, na busca por outra dinâmica para o funcionamento do curso, o que a diferia do objetivo da Reforma do Governo Federal. Apesar de ambas buscarem a atualização do ensino, as divergências aparecem quando observadas as maneiras como estas foram implantadas e os respectivos momentos da história brasileira.
Enquanto a primeira acontece no Período Democrático, possibilitando a implantação de um processo com caráter experimental, a outra é imposta pela política autoritária do Regime Militar, que teve seu auge no Ato )nstitucional N. , o A)- , quando o Congresso Nacional é fechado e a repressão se instala pelo País. )sto gera rebatimentos também no cotidiano das universidades brasileiras e, diretamente, na FAU/USP, que teve os seguintes professores aposentados compulsoriamente: Vilanova Artigas, em 9 ,e Jon Maitrejean e Paulo Mendes da Rocha, em 9 9. Na tese de Pereira, as colocações sobre o assunto:
A primeira destas diferenças é que, no caso de 9 , trata-se de uma
)AB/SP. Relatório sobre o Ensino de Arquitetura no Brasil, U)A UNESCO. )n: Sinopses. Edição Especial, 99 , p. 44- 4.
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proposta que surgiu de dentro da própria universidade, enquanto que a segunda trata-se de uma comissão técnica que a elabora e a impõe à universidade – A Reforma de 9 9 foi elaborada pelo Grupo de Trabalho do Ministério da Educação e Cultura, do Governo Federal, por meio de um Convênio MEC-US)D United States Agency for International
Development. [...] A Reforma de 9 , ... da FAU/USP como um
caminho que seguia em paralelo à estrutura engessada oficial da universidade. Desenvolveu-se como um processo coletivo, desde a sua primeira Comissão de Reestruturação de 9 até o Fórum de 9 , tendo significado este último, sob a liderança de Artigas às vésperas de
9 9, um processo de avaliação ampla do que havia sido implantado em 9 . PERE)RA, 009, p. - .
2.9 DÉCADA DE 1970
Em vista dos acontecimentos da década de 9 0, grande parte das discussões apresentadas pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, e expostas até aqui, partiram de um processo de avaliação interna, o que não quer dizer que isto correspondesse a um consenso. A cada nova proposta, constantes revisões eram sugeridas, e após os Fóruns de 9 e 9 9 ocorridos na Escola as questões em torno da estrutura continuavam em pauta, o que pode ser verificado analisando-se a
sucessão de mudanças na grade curricular nos primeiros anos da década seguinte.
Um exemplo disso pode ser verificado nas nomenclaturas adotadas para as disciplinas de Comunicação Visual. No ano de 9 , elas adotam o nome de Linguagem Visual . Já no ano de 9 , o grupo de CV,
além destas disciplinas, abrangia outras denominadas, por exemplo: Comunicação Visual, Projeto Gráfico, Programação Visual, sendo esta última adotada posteriormente como nome do Departamento PV em substituição à Comunicação Visual.
Nessa nova ordem, o primeiro ano passaria a abordar as Sequências de Projeto de Edificações, Planejamento, Desenho )ndustrial e Programação Visual. Do segundo ao quarto ano, a distribuição entre estas quatro linhas seriam as mesmas dentro do ciclo básico obrigatório e do optativo, com uma disciplina de cada Sequência.
No tocante às terminologias, é significativa a referência, principalmente com as disciplinas de classificação AUP 00, quanto à adoção da
palavra Sistemas, a partir desse momento. Neste período está em voga a implantação do curso de mestrado da FAU/USP, cujas disciplinas pertenciam à área de Arquitetura e Urbanismo, denominadas Estruturas Ambientais. As referências adotadas nas nomenclaturas podem ser verificadas quando o corpo docente as integra tanto à graduação quanto à pós-graduação e nos títulos de suas respectivas disciplinas.
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o documento de Seriação Padrão Semestral 9; a organização do curso da FAU/USP estava distribuída em três Departamentos (istória, Projeto e Tecnologia , em que há disciplinas referentes ao campo do Desenho )ndustrial e da Comunicação Visual nos três Departamentos. Nesta mudança, verifica-se no Departamento de (istória a existência da AU(- 0 Arte e )ndústria no mundo contemporâneo e da AU(-
0 A programação visual e a arquitetura no século XX , enquanto o Departamento de Tecnologia dispunha das disciplinas AUT- 0 e AUT- 0 Geometria aplicada ao Desenho )ndustrial ) e )) . Assim, o quadro de disciplinas obrigatórias do Departamento de Projeto oferecia matérias referentes à linguagem visual, comunicação visual, desenho industrial e sistemas de produção industrial.
Em meio às discussões do período, no ano de 9 o grupo de disciplinas de Desenho )ndustrial é organizado da seguinte maneira: Disciplinas obrigatórias:
. AUP 400 – Meios de Expressão e Representação: Desenho )ndustrial - créditos;
. AUP40 – Programação do Projeto de Produto: )ntrodução à análise de mercado - créditos;
. AUP 404 - Teoria da Fabricação: do Planejamento ao Consumo - créditos;
. AUP 40 - Sistemas Simples de Objetos - créditos;
. AUP 00 - Projetos de Sistemas Ambientais de Desenhista )ndustrial e Programação Visual - créditos;
. AUP 0 - Projeto de Sistemas Ambientais Urbanos de Desenhista )ndustrial e Programação Visual - créditos.
Disciplinas Optativas:
. AUP 40 - O Desenho )ndustrial e suas )mplicações na Edificação - créditos;
. AUP 40 – Projeto para Atividades )nfantis - créditos; . AUP 40 – )ndustrialização do Espaço (abitável - créditos; . AUP 40 - Prática de Pesquisa Aplicada ao Objeto )ndustrial - créditos;
. AUP 409 – Estudo do Objeto Produzido )ndustrialmente e de suas 9 FAU/USP. Seriação Padrão Semestral das Disciplinas Obrigatórias. Aprovada pela Câmara de Graduação por delegação do CEPE em sessão de /0 / 9 . São Paulo: FAU/USP, 9 .
O Ens ino P auli stano d o D es ign FA U/U SP 93 Formas de Produção e Consumo - créditos;
. AUP 4 – O Ambiente Natural e o Ambiente Modificado pelo (omem – créditos inserida posteriormente ;
. AUP 4 – A Relação (omem-Ambiente - créditos;
. AUP 4 – Semiótica e Leitura do Ambiente Urbano - créditos; . AUP 4 - Desenho )ndustrial no Subdesenvolvimento - créditos; . AUP4 9-Programação Ambiental - créditos;
. AUP 4 - A Leitura do Ambiente Urbano – Aspectos Socioeconômicos inserida posteriormente ;
. AUP 0 – )ntegração da Comunicação Visual e do Desenho )ndustrial no Sistema de Comunicação Urbana - créditos;
. AUP 0 – Metodologia Científica, Prática de Pesquisa e Estatística Aplicada – créditos.
Programação Visual Disciplinas obrigatórias:
. AUP 00 – Meios de Expressão e Representação – créditos; . AUP 0 – Estrutura da Linguagem visual - créditos;
. AUP 04 - Projetos de Sistemas de Produtos de Programação Visual - créditos.
Disciplinas Optativas:
. AUP 0 – Elementos Básicos para imagens corporativas de Empresa - créditos;
. AUP 0 – Estudos de Linguagem na Arquitetura - créditos;
. AUP 0 – A Síntese Aditiva da Cor no Processo Fotográfico - créditos; . AUP 0 – Exercícios de Linguagem Visual - créditos;
. AUP 09 – Espaço e Comportamento - créditos; . AUP – Programação Ambiental - créditos; . AUP – Projeto Gráfico ) - créditos;
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. AUP – Programação Visual na Empresa - créditos; . AUP 9 – Projeto do Produto Gráfico - créditos;
. AUP – Estudos de Linguagem Visual relativos ao Espaço Urbano - créditos;
. AUP – Comunicação Visual no Sistema Urbano - créditos; . AUP – Apropriação do Espaço - créditos;
. AUP – Meios Técnicos de Expressão de Linguagem - créditos; .AUP 9 – )ntegração da Comunicação Visual e do Desenho )ndustrial no Sistema de Comunicação Urbana – créditos inserida em 9 . Ocorrências como as apresentadas até aqui mostram que a FAU/USP permeou a área do design desenho industrial e comunicação visual brasileiro a partir da organização de seu curso e o envolvimento de seus agentes. No entanto, a importância da escola perante o campo e seu desenvolvimento ao longo dos anos não se restringiu apenas à presença de algumas disciplinas da grade curricular.
No ano de 9 , a competência profissional era posta em debate juntamente com as relações do campo do desenho industrial em um país em fase de desenvolvimento para alguns como o Brasil. Nesta época, as propostas de Bonsiepe 0 no Chile de Allende, para um D) comprometido com as necessidades locais e regionais e sua vinda ao Brasil, à FAU/USP, colocam em discussão novas perspectivas para o ensino do D). , nas palavras de Picarelli 99 , p. .
Em continuidade ao processo de reavaliação do seu ensino, após 0 anos de implantação das disciplinas de Desenho )ndustrial no currículo e sob o contexto eminente da regulamentação da profissão do desenhista industrial, em fins de 9 a FAU/USP organiza uma Comissão de Desenho )ndustrial. Com tal estratégia, a diretoria desta Faculdade buscava se antecipar ao processo de formação deste campo profissional, uma vez que contava com importantes representantes do meio entre seus professores e ex-alunos, conforme destaca Marlene Picarelli
P)CARELL), 99 , p. 49 :
[...] não só por tradição, mas também por ter a mais completa infra-estrutura e o melhor corpo docente, forma a FAU os mais atuantes profissionais do Desenhista )ndustrial e Comunicação Visual. No entanto, tendo em vista o Currículo Mínimo proposto de regulamentação profissional, os arquitetos formados pela FAU não
0 Designer alemão formado na Escola da Forma de Ulm, em que também foi professor. Em 9 , decide mudar-se para a América Latina, e na década de 9 0 fixa residência no Brasil, onde criou o Laboratório Brasileiro de Design – LBD, em Florianópolis, instituto que se tornou referência para o aprimoramento dos professores de design no Brasil. Lecionou em importantes faculdades do mundo e é autor de muitos títulos sobre o campo.
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poderão exercer aquelas atividades, pois duas disciplinas incluídas no Currículo Mínimo ainda não são lecionadas. São elas Opinião Pública e Teoria de Fabricação [...] Após o debate de uma série de opções tentando evitar o mencionado conflito ... , a comissão recomenda a opção [de] inclusão de disciplinas do Currículo Mínimo de D) [Desenho )ndustrial] e CV [Comunicação Visual] no currículo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo , por possibilitar a todos os formandos da FAU a atuação nestes campos.
Aqui se evidenciam a busca da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo em adequar-se ao Currículo Mínimo de Desenho )ndustrial e a visão generalista que acompanhou sua formação.
Na tentativa de manter tal prerrogativa, alguns estudos ainda foram elaborados porém para adequar seu curriculum ao mínimo de
Desenho )ndustrial seriam necessárias várias disciplinas e adaptações P)CARELL), 99 , p. , o que desencadearia um currículo ainda mais volumoso e extenso. Não sendo possível esta adaptação, o CREA retira dos arquitetos formados pela FAU/USP as anotações na carteira profissional das funções de Desenhista )ndustrial e Programador Visual, que vigorava até aquele momento . Enquanto isso, o Conselho Federal de Educação - CFE discutia o Currículo Mínimo de Desenho )ndustrial e estendia tal discussão às Escolas de Desenho )ndustrial.
)ndependentemente das questões sobre a regulamentação da profissão e a legislação que passa a vigorar na década de 9 0, a FAU/USP mantém sua importância na evolução do design nacional e como referência