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Disiplinen felles visjon – Hva er foreldremøtets visjon

6 Drøfting - Hvordan utvikle samarbeidende foreldremøter?

6.3 Kan skolen bli en mer lærende organisasjon?

6.3.2 Disiplinen felles visjon – Hva er foreldremøtets visjon

base os estudos desenvolvidos por Afonso (1967). É, basicamente, constituída por rochas ígneas, originadas de intensa atividade eruptiva vulcânica desencadeada pelo movimento tectônico de placas durante o processo de separação dos continentes.

A geologia da Ilha do Príncipe apresenta cinco unidades litológicas, classificadas em andesitos, basaltos, fonólitos, lateríto e traquitos, conforme a classificação de Afonso (1967). Dentre as regiões geográficas da ilha, as características rochosas apresentam maior diferenciação entre as partes norte e sul, como ilustrado no Mapa 03.

O centro e norte da Ilha do Príncipe são predominantemente ocupados por basaltos, apresentando fenocristais de augite e olivina. Observa-se ainda nestes trechos, a intercalação de lateríticos, traquitos e andesitos (BARROS, 1960). Laterito é o termo usado para descrever um material rochoso avermelhado e endurecido formado pelo intemperismo químico. Para Guerra e Cunha (2004), os perfis lateríticos podem se encontrar incompletos por truncamento ou por não terem sido desenvolvidos totalmente ao longo do tempo sob os processos de intemperismo determinado pelas condições morfoclimáticas.

Guerra (1969), ao descrever sobre a característica litológica dos lateritos, afirma que são rochas ferruginosas que aparecem, em geral, nas regiões de climas intertropicais úmidos, resultantes da alteração que se realiza em qualquer tipo de rocha. Assim, percebe-se que o processo de laterização está relacionado mais ao clima do que a natureza da rocha.

Na Ilha do Príncipe os lateritos encontram-se dispersos em três grupos, de acordo com as suas localizações: laterito de Santo Cristo, localizado na porção Centro- este; laterito de Belo Monte, na parte Nordeste (NE) e por último, localizado no extremo norte, o laterito de Azeitona, com uma dimensão mais representativa. Este último estende-se desde a região de Cascalheira, cobrindo o Aeroporto, Ponta do Sol, alcançando a roça Sundy.

Os traquitos, segundo Costa (1979), são classificados de textura afanítica, constituindo-se basicamente por finos cristais de sanidina ou anortose, e também, em geral, de biotite, hornblenda ou augite (em pequena proporção). Apresentam uma coloração clara, que varia de cinzenta à cinzenta-azulada, formado por massa porosa e rugoso. Os grupos de traquitos presentes na ilha são de pequenas dimensões, dispersos nas proximidades da roça Abade, Pincatê e pequenos tufos no litoral de São Joaquim.

Por outro lado, andesitos são constituídos por massa fundamental afanítica, em geral com hornblenda ou augite, ou ainda de piroxena rômbica, comumente com fenocristais de plagioclase cálcica e cristais visíveis de minerais máficos. São ásperos e apresentam, normalmente, uma tonalidade mais escura do que os traquitos. Em termos gerais, são rochas típicas do ambiente vulcânico, encontrados principalmente nos ambientes insulares, associados às regiões de subducção (COSTA, op. cit.).

Os andesitos identificados encontram-se localizados, exclusivamente, no litoral norte da ilha, estendendo-se da orla costeira da praia de Sundy a da praia de Ribeira Izé. São, em geral, rochas de composição intermediária calcialcalina, variando de tonalidade cinzenta escura (máficos) à cinzenta clara (leucocráticos).

Em contrapartida, a metade sul da Ilha do Príncipe é predominantemente caracterizada por fonólitos de textura porfírica, intercalando às pequenas coberturas basálticas encontradas na região sudeste. De acordo com Costa (1979), os fonólitos são formados por massa afanítica compacta, cinzenta com certo brilho gorduroso (devido a nefelina finamente disseminada), predominantemente com fenocristais de sanidina e de anortose e às vezes também de nefelina.

Pelas condições geológicas, a Ilha do Príncipe não apresenta um contingente mineral de grande valor econômico-industrial para o mercado mundial de recursos minerais. Os estudos petroquímicos desenvolvidos em conjunto, entre o governo sãotomense e nigeriano, registraram o mapeamento de algumas reservas de petróleo nas áreas oceânicas fronteiriças dos dois países vizinhos. Esta descoberta tem levantado sérias expectativas, quase que exclusivamente sobre os impactos positivos, para o desenvolvimento nacional, inclusive para o da Ilha do Príncipe. Porém, percebe-se que não se pode deixar de lado os efeitos negativos que as práticas extrativistas de petróleo desencadeiam nos sistemas ecológicos, trazendo consigo danos ambientais que refletem diretamente nas condições de vida da população.

Além das reservas oceânicas de petróleo, estas também foram identificadas na superfície da ilha. Segundo Tenreiro (1956) encontra-se no litoral desta, na margem da planície da praia Ribeira Izé pequena exsudações petrolíferas, apresentando qualidades comerciais por serem densos, bem líquidos e livres de produtos leves.

A exsudação petrolífera ali presente é formada em pequena bacia, entendendo-se como inviável ecológica e economicamente a sua exploração para as indústrias petrolíferas. Até presente data, as argilas, areias e fonólitos são os principais recursos minerais explorados para a indústria de construção civil local.

Barros (1960), ao descrever sobre o período de formação rochosa da Ilha do Príncipe, afirma que são da era Cenozóica. Impulsionado pelas atividades vulcânicas, a ilha é erguida sobre o assoalho oceânico à uma profundidade aproximada de 3.000 metros, culminando no pico do Príncipe com 948 metros acima do nível do mar.

A natureza geológica exerce forte influência na modelagem do relevo associadas com as forças do intemperismo físico e químico. O teor constantemente elevado da umidade do ar determina a predominância da força química como o principal agente modelador do relevo da ilha. As formas dos picos e morros esculpidos pelos processos erosivos são diversificadas em função de natureza das rochas e pela intensidade de desgastes sofridos pelos agentes erosivos, pois encontram-se dispersos, morros em formato de pão de açúcar, com topos arredondados e alguns picos em forma de agulhas.

Dada a sua compartimentação geomorfológica, pode-se afirmar que o relevo da Ilha do Príncipe subdivide-se, basicamente em dois grandes grupos: picos e maciços rochosos das regiões centro-sul e ao norte as disposições tabulares, como se observa no Mapa 04.

Entre as formas predominantes de relevo podem-se encontrar algumas planícies costeiras de pequenas dimensões, sendo as mais significativas localizadas nas zonas Norte e Leste. Deste modo, embora as características planas sejam predominante na parte norte da ilha, algumas superfícies interiores planas em formas de platô se destacam também nas regiões centro-sudoeste e centro-este, compreendendo as superfícies aplainadas de São Carlos do Fundão, Santa Trindade, Santo Cristo, entre outras.

Nas regiões centro e sul, o relevo acidentado, ilustrado no Mapa 05, é definido por erguer de altos picos isolados como o Papagaio (680 m), o João Dias Pai (644 m), Barriga Branca (612 m) ou em grupos, formando maciços rochosos, alinhados no sentido leste oeste, como o Pico do Príncipe (948 m), o Mencorne (837 m), o Morro de Leste (783 m), Carriote (840 m), dentre outros. Perto das costas encontra-se um conjunto de picos, em disposição paralela, as quais destacam as massas colunares dos Dois Irmãos e as Mamas, “imponentes pelo extraordinário ressalto sobre o montão de blocos que rodeiam pela base” (CARVALHO, 1950.p.142).

Na Figura 04 destaca-se o relevo do sudoeste da ilha, em geral, esse conjunto rochoso ilustrado é característica das regiões sul da ilha, muito acidentado e pouco modificado pela população local em razão do difícil acesso. Por ser uma área que concentra grande cobertura de nuvens durante todo o ano, não foi possível visualizar algumas feições montanhosas.

Figura 04 - Foto panorâmica do sudoeste da Ilha do Príncipe, na parte superior da figura, representando o relevo da área montanhosa, ilustrando os picos Papagaio, João Dias Pai, Mesa, Ponta Focinho do Cão e

outros.

Fonte: MIRANDA, 2012.

O relevo em formas tabulares, na região norte da ilha, são representadas por feições, relativamente, planas, formando platôs interiores que abrange desde Sundy, Santa Rita, Praia Inhame, Gaspar, Pincaté, São Joaquim e Ponta de Sol. De forma isolada, o planalto de Belo Monte destaca-se dos demais pela formação de precipício com aproximadamente 100 m de altitude no seu contato em direção à linha de costa, como ilustrado na Figura 05. O precipício de Belo Monte configura-se por uma vertente endogenética, em função das atividades vulcânicas desencadeadas pelo tectonismo, esculpido em forma de escarpa.

Em termos gerais, observam-se margeando os platôs, inúmeros vales desenhados pela ação fluvial, em direção à linha de costa. Esses formam superfícies onduladas intercaladas por planícies costeiras, definidas pelas forças fluviais e ou marinhas na foz dos rios das principais bacias hidrográficas.

Figura 05 - Visualização do platô e precipício de Belo Monte, localizado no extremo nordeste da Ilha do Príncipe.

Fonte: MIRANDA, 2012.

Segundo Christofoletti (1980), os processos morfogenéticos que atuam sobre as formas de relevo das costas variam na escala temporal e de um setor a outro da costa. Deste modo, são impulsionados por diversos fatores ambientais, como o geológico, o climático, o biótico e os fatores oceanográficos.

A ação geológica determina feições costeiras escarpadas, em função da estrutura litológica e dos processos tectônicos, como falhamento, vulcanismo e dobramentos. O fator climático é de extrema importância pelo controle dos processos erosivos, de natureza físico-química e biológica, nos afloramentos rochosos. Dentre os elementos climáticos, o vento ostenta uma função relevante na morfogênese litorânea, devido o transporte de sedimento quartzoso e “por gerar ondas e correntes que, juntamente com as marés, estabelecem o padrão de circulação das águas marinhas nas zonas litorâneas e sublitorâneas” (CHRISTOFOLETTI, op. cit., p.130).

De acordo com Christofoletti (1980), a presença de organismos nas feições costeiras é determinada pelas condições climáticas, podendo ocasionar ações erosivas (promovendo a desagregação dos minerais das rochas) ou protetoras e construtivas através de mecanismos que facilitam a acumulação dos sedimentos.

Associados a fatores citados, a natureza oceanográfica da ilha do Príncipe exerceu fortes influências na modelagem da sua faixa litorânea, apresentando linhas de costa recortadas em formas aplainadas e algumas de disposição em falésias, ilustrada na Figura 06, como a encontrada na Praia Seabra, Ponta Manjona, e outras.

Figura 06 - Vista da linha de costa da Ponta Manjona em forma de falésia, localizada no litoral noroeste da Ilha do Príncipe.

3.3 AS INTERRELAÇÕES ENTRE CLIMA, PEDOGÊNESE E A HIDROGRAFIA