2.5 Numerisk værvarsling
3.1.4 Disdrometer - Thies LPM
Muitos estudiosos consideram o processo de roadmapping como um mecanismo de comunicação para os times de desenvolvimento e para toda a organização (BARKER; SMITH, 1995; GROENVELD, 1997; KOSTOFF E SCHALLER, 2001; PHALL; FARRUKH; PROBERT, 2003).
Kostoff e Schaller (2001) sugerem que a comunicação é a essência do TRM. Estes autores descrevem que o roadmapping envolve um mecanismo social que promove o entendimento amplo por toda organização sobre programas de desenvolvimento de ciência e tecnologia.
Phall, Farrukh e Probert (2003) argumentam que as empresas devem comunicar e gerenciar efetivamente informações, mantendo um relacionamento
estreito entre os recursos tecnológicos e as metas do negócio. Assim, estes autores sugerem que o TRM pode facilitar este relacionamento. Phall e Muller (2007) argumentam que o processo de desenvolvimento do roadmap é mais valioso que o próprio roadmap em função da comunicação e consenso gerado entre áreas da organização.
Os problemas de comunicação são frequentes nas organizações. Estes problemas ocorrem quando há uma lacuna entre a interpretação do receptor e a intenção do emissor da mensagem. Há vários modelos teóricos para o entendimento da essência da comunicação, com o objetivo de ajudar as organizações a se comunicarem melhor (LANDOR, 2002). Berlo (1960) desenvolveu um modelo simples e útil, conhecido como Fonte, Mensagem, Canal e Receptor (SMCR, do inglês source, message, channel e receiver).
O modelo SMCR explica o processo pelo qual a mensagem enviada pela fonte é entregue ao receptor através de um canal. A fonte, neste contexto, se refere ao “local” que originou a comunicação. A mensagem se refere ao conteúdo da comunicação e o canal é entendido como o meio utilizado para entregar a mensagem ao receptor.
Estes quatro elementos possuem atributos diferentes. A fonte contém a informação, atitude em relação à audiência, conhecimento sobre o tema a ser comunicado e um nível de habilidade de comunicação, seja ela por meio da fala, escrita, leitura ou outros. A fonte e o receptor estão inseridos em um contexto social e cultural, caracterizado por valores, crenças, cultura, religião e o entendimento geral da sociedade.
A mensagem é formada pelo seu conteúdo, elementos como linguagem, gestos e linguagem corporal, a forma como a mensagem é transmitida, um arranjo estrutural e o código, que representa a maneira utilizada para transmiti-la, como por exemplo, linguagem, gestos, musica e outros. O Canal esta relacionado aos nossos sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar. Através de um dos nossos aparelhos sensoriais, como olvido, nariz, língua ou pela combinação deles, conseguimos receber a mensagem.
O receptor contém os mesmos atributos da fonte. O modelo prevê que a comunicação efetiva se da quando a fonte e o receptor estão em um mesmo nível, ou seja, a fonte e o receptor são similares. As diferenças entre os atributos de cada
componente do modelo e os fatores de comunicação afetam o processo de comunicação (BERLO, 1960). A Figura 15 apresenta o modelo SMCR.
Figura 15 - Modelo SMCR (source, message, channel e receiver) Fonte: Adaptado de Berlo (1960)
Várias pesquisas em sistemas de informação se referem à ideia de que a informação recebida é utilizada com base na interação entre os quatro elementos do modelo SMCR e seus atributos. Moenaert e Souder (1996) analisaram a relação entre a comunicação entre os setores de marketing e P&D, a qualidade e a utilização da informação. Estes pesquisadores descobriram como os atributos influenciam a credibilidade percebida e a utilização da informação. Assim, surge a questão de como o processo de comunicação se relaciona com a inteligência competitiva?
Na literatura é comum analisar a inteligência (competitiva) como um produto e um processo (GILAD; GILAD, 1988; FULD, 1995; KAHANER, 1996, FLEISHER, 2001). Analisando a inteligência como um produto, os autores se referem ao resultado, ou seja, à “informação” ou “conhecimento” obtido e utilizado para propósitos estratégicos. Já do ponto de vista de processos, os autores avaliam o processo pelo qual a informação ou conhecimento foi obtido. Se a inteligência é vista como um produto, ela é usualmente comparada a dados, informação e conhecimento. O modelo de Achgerbergh e Vriens (2002), ilustrado na Figura 16, mostra a distinção entre dados, informação e conhecimento.
Figura 16 - Observação e ação do indivíduo Fonte: Adaptado de Achterbergh e Vriens (2002)
De acordo com Achgerberg e Vriens (2002), para a sobrevivência de um indivíduo, dois processos são imperativos: observação e ação. Considera-se que no processo de observação há três passos. Primeiro, os indivíduos percebem os sinais do ambiente. Estes sinais são chamados de dados. No segundo passo, os indivíduos percebem o sentido dos dados através de sua ligação com estruturas de referência (contém algo novo, algo que o indivíduo não sabia?) e avaliam se alguma ação é necessária. Assim, o dado percebido e interpretado, contendo algo novo para o observador, é conhecido como informação. Neste contexto, o conhecimento pode ser visto como a base para a observação.
O processo de agir é composto por quatro passos: (1) Selecionar o efeito desejado (o que o indivíduo quer atingir com a ação?), (2) formular opções para obter o efeito desejado, (3) Selecionar uma opção e (4) implantar a opção (por meio de uma ação ou comunicação). Assim, o conhecimento tem duas funções principais. Ele serve como a base para observação ou para a ação. A partir desta perspectiva de dados, informação e conhecimento, pode-se definir a inteligência.
Caso se transfira estes conceitos, do domínio do indivíduo observando e agindo, para o domínio da organização observando estrategicamente e agindo, se poderiam definir observações estratégicas como (1) perceber dados do ambiente, (2) entender os dados (colocando-os no contexto da estratégia) e (3) determinar se o dado contém alguma importância estratégica e por fim analisar se é necessária uma ação. Neste processo de observação estratégica, a inteligência pode ser definida como a contrapartida estratégica (ou homólogo) da informação, ou seja, se o dado percebido e interpretado contém algum significado estratégico, e alguém ainda não o
sabe, o dado percebido e interpretado pode ser chamado de inteligência. Este processo é ilustrado pela Figura 17.
Figura 17 - Observação e ação da organização Fonte: Adaptado de Achterbergh e Vriens (2002)
Analisando a inteligência competitiva como um produto, chega-se a conclusão que a sua principal contribuição é a promoção de inteligência, ou seja, informações estratégicas baseadas na análise de dados do ambiente que cerca a organização. No entanto, para que esta inteligência produzida seja útil, é necessário comunica-la para os indivíduos. Assim, a interação entre os elementos do modelo SMCR e o processo que gera inteligência são complementares para a construção de conhecimento (ACHTERBERGH; VRIENS, 2002).