Industrial Portuguesa, integra a proposta para este terreno de intervenção, totalizando, aproximadamente,
80 000 m
2, delimitada pela Rua Fernando Palha, a Avenida Infante D. Henrique, a Rua Cintura do Porto e
Rua 3 da Matinha. Associado ao nó, na transição para o terreno, surge um limite sob a forma de um muro de
contenção, que proporciona um desfasamento da Rua Fernando Palha para o terreno a construir entre seis a
dez metros de altura. Para manter a ideia do percurso de cidade unindo os vários factos urbanos, aparece o
grande quarteirão - procurando a escala da malha a Sul - que, através do grande vazio, faz essa transição de
cotas através de socalcos que vão conduzindo o nível público. Associados às plataformas, aparecem espaços
públicos com diferentes características e, sob eles, um programa de estacionamento, interagindo com outros
usos que nesses pisos se materializam; este acto possibilita, aqui, evitar aterros neste grande vazio existente,
potenciando um encaixe do edificado proposto no terreno construído, fazendo ele mesmo a mediação de co-
tas. Já no encontro com a Avenida a diferença de alturas vai reduzindo, encontrando-se num eixo secundário,
a linha primária da proposta.
Aparece, a Oeste, o grande quarteirão, de características híbridas, mediando a escala da cota superior
com a do conjunto de habitação, desenvolvendo-se em cinco pisos, num programa de comércio de proximi-
dade no que toca ao piso térreo, possibilitando a vivência desta centralidade numa ideia habitacional, ligada,
também, à necessidade de estacionamento - dando-se o acesso por uma rua perpendicular ao eixo principal
da proposta. Associado ao emprego, com a colocação de incubadoras de empresas, no «braço» Sul e Norte,
e uma expansão do centro de saúde - relocalizando-o até, de um edifício de construção corrente - na frente
nascente, possibilitando, assim, um uso mais constante e fluente neste vazio, associado sempre à ideia de
actividade quotidiana, permitindo, no entanto, pequenos espaços públicos de maior afluência, outros mais inti-
mistas e os que proporcionam uma relação entre o interior do quarteirão e o seu exterior. Na «aresta» poente
desenvolve-se, ao longo da Rua Fernando Palha, comércio e serviços, numa relação com a outra frente de
rua, delimitada por um bloco industrial ocupado por oficinas e outras lojas; onde, na sua continuidade, uma
intersecção com a Rua Doutor Estêvão Vasconcelos delineia uma outra abertura, conectando com essa direc-
ção vinda da estação ferroviária do Braço de Prata, desenhando, no seu embate com o muro de contenção, e
definida por este bloco, um miradouro, apoiado por uma estrutura de comércio. No último piso, desenvolve-se
ainda, excepcionalmente, um piso de habitação, rematando o topo do bloco, criando uma dinâmica multidis-
ciplinar neste edifício, desenvolvendo uma distribuição, por regra, para o interior do quarteirão, em galeria,
funcionando as habitações com um núcleo central e pátios, permitindo a sua existência nas várias frentes do
edificado. Apresenta ainda, este grande conjunto da proposta, toda uma linguagem morfologicamente pesada,
delimitando a Avenida, criando uma relação com a memória e capacidade que as pessoas têm de identificação
com o carácter deste lugar, estruturando-se do betão, significando uma contextualização deste novo conjunto
no território.
Desenha-se então o resto do conjunto - na maioria habitacional -, com uma escala de três pisos, per-
meável pelo piso térreo permitindo uma transição transversal Norte/Sul; existindo, então, uma primeira banda
de um quarteirão que define a praça com a Tabaqueira, a Norte e, a Sul, um espaço público contínuo até ao
«braço» mais a Sul, pertencente ao último quarteirão, que se materializa no piso térreo como intransponível,
fechando-se - à semelhança do grande quarteirão - à Avenida Infante Dom Henrique, impondo-se como seu
limite. Formam-se, portanto, quatro quarteirões em «U», transponíveis por debaixo, virando costas ao rio,
privilegiando os espaços públicos que definem, com sentidos mais relacionados com a habitação, propor-
cionando o lazer, contendo no piso térreo do braço Este/Oeste comércio e serviços; definindo uma fachada,
que percepcionada da marginal, se relaciona e articula - embora numa leitura mais atenuada - com a da
Tabaqueira, dando-lhe protagonismo através da matéria, na sua ausência da mesma - ferro fundido e tijolo. A
relação com o rio é assim feita através da rua, que lhe é perpendicular, num momento fugaz; numa articulação
de formação destas estruturas secundárias e terciárias. Este conjunto fecha-se a poente, com dois últimos
Figura 99: Desenho da esquina do grande quarteirão. Figura 100: Desenho da relação entre o bloco norte e a Tabaqueira.
edifícios, que fazem «frente», a Sul, com o grande quarteirão, e que fecha e define o interior dos quarteirões
resultantes do limite da marginal, dando forma ao percurso que se lhes atravessa. Criando um espaço público
eles mesmo, também contínuo, que estabelece uma relação mais ambígua com o muro de contenção - e es-
truturas descaracterizadas que ali definem a frente -, desenvolvendo-se, à semelhança dos outros quarteirões,
esta estruturação de um corredor permeável; que se conecta com o maior quarteirão a Sul, fechando no piso
térreo essa passagem, no confronto com a empena de um conjunto construído de maior escala a Norte; com o
qual comunica um «momento» de excepção, «rasgando» o bloco até à cobertura, onde se enuncia o percurso
pedonal que compõe a proposta, enunciando a ligação à Tabaqueira. Extinguidos os vestígios de um outro
construído que ali se formou, e uma outra estrutura corrente de armazém, possibilita-se a criação um eixo de
conexão da Tabaqueira à Rua Fernando Palha, inserindo todo conjunto na malha urbana existente.
O programa da Taqueira estaria relacionado com a produção artística, in situ, com um complemento
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The temporal relationship between anxiety and depression in adolescence:
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