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Nós, portugueses, somos castos. Ninguém nos peça um rosto alheio.

Pedro Homem de Mello 44

A existência efectiva de uma comunidade humana portuguesa é uma das opiniões mais partilhadas pelos autores, mesmo quando estes referem diferenças de comportamento dos Portugueses associadas à pertença regional.

Consciência nacional e contrastes regionais: Portugal primitivo e Portugal dilatado

Vitorino Nemésio, que começa por mencionar o Portugal “entidade gregária”, salienta a diversidade da história nacional para os diferentes modos de vida local: o Norte mais cedo marcado pela criação da

CAPÍTULO 4 - O povo português e os Portugueses no discurso erudito 93 nacionalidade (“historicamente o núcleo original da nação”); “as províncias castiças, de pequena propriedade e congestionamento populacional – as Beiras, Trás-os-Montes e Minho”; o sul (terra “sáfara ou talada da moirama”), denotando mais claramente a influência muçulmana.

As diferenças, o contraste 45 constituem aquilo a que o autor chama,

“um Portugal primitivo e um Portugal dilatado, um embrião e um adulto”, contribuindo ambos, na sua complementaridade, para a formação da “consciência nacional” e do “corpo de toda a nação”:

“Sempre que o nome de Portugal vem a pêlo e soa aos nossos ouvidos como entidade gregária, – ou seja como população e território, serra e viandante, agro e camponês (...) O Norte, – tomando por barra merídia a pequena bacia do Mondego, – não sem motivo foi historicamente o núcleo original da nação e por muito tempo o seu corpo. Até quase expirar a baixa-idade-média, as veigas da comunidade cisterciense de Alcobaça punham ao sul a nota derradeira das culturas. A Estremadura estremava o país plantado ao Nordeste Peninsular, da terra mais ou menos sáfara ou talada da moirama. (...) A fragmentação agrária das nossas províncias castiças – as Beiras, Trás-os-Montes e Minho, – onde o regime da pequena propriedade congestiona a população, é ainda um forte e consabido sinal desse aportuguesamento um pouco retardado do sul. (...) Longe de mim querer beliscar a susceptibilidade provincial dos portugueses que suam para cá deste círculo mimoso. Também enfileiro no número. Defendemos o sopro de ternura que os nossos antepassados bafejam também nos nossos sítios, e só nos ficam bem tais sentimentos. Mas a verdade é que houve um Portugal primitivo e um Portugal dilatado, um embrião e um adulto, e é natural que o primeiro envie a todo o resto uma espécie de emanação avoenga que lisonjeia e enternece. (...) Não quero dizer que o que lá é mais aborígene, mais portuguesmente reactivo, se deva trasladar ao corpo de toda a nação para que nele estue. Não. Quero dizer que esse ‘quid’ nortenho, das três Beiras como para lá do Marão, dá perspectiva e como que recuo à consciência nacional, uma tintura de atraso que vale como instigação e contraste, como reserva e repouso.” (ANT, pp. 16-7).

45 De contraste interregional fala igualmente Aquilino Ribeiro ao reflectir sobre o

Português e o Castelhano no quadro ibérico: “Mas, até certo ponto, prolixa se torna a demonstração de características diferentes em Portugal e Espanha, quando dentro do próprio país, de província para província, de comarca para comarca, elas existem, se não igualmente sensíveis. Do extremo Norte ao extremo Sul, por uma gradação lenta e ininterrupta, as cambiantes redundam em contrastes”.

94 CAPÍTULO 4 - O povo português e os Portugueses no discurso erudito Identidade étnica, diversidade e características nacionais Um tipo humano tão homogéneo

Sem contrariarem a ideia de diversidade nacional, Domingos Monteiro e Raul Brandão delimitam-lhe outros aspectos: as diferenças de “estrutura física” (Monteiro) ou de “costumes, tradições, festas” (Brandão). Outros autores insistem na presença de características e traços comportamentais constitutivos do ser-português (Quadro 9). Temos, assim, “o tipo português” para Jaime Cortesão, ou “um tipo humano tão homogéneo” que se assemelha a “raça pura”, no dizer de Domingos Monteiro:

“Embora a sua estrutura física não seja a mesma (...) o carácter de uniformidade persiste como se as raças diversas de que estes homens procedem se tivessem caldeado, no mesmo cadinho de aventura e sofrimento, realizando um tipo comum, que diverge essencialmente de qualquer outro de raça latina – o espanhol, o italiano, o francês – e que com ele de alguma forma se pode confundir.

Embora não se possa dizer, no sentido próprio, que existe uma raça portuguesa, pois que o português é produto de todas as raças invasoras da Europa (...) a verdade é que, do contacto secular permanente e por vezes agressivo destas raças, saiu um tipo humano tão homogéneo, que hoje apresenta características próprias inabaláveis e específicas como se de uma raça pura se tratasse.” (ANT, pp. 23-4).

Para Raul Brandão a homogeneidade cultural convive com alguma heterogeneidade cultural formando um substrato de unidade caracterial. São, em seu entender, “os mesmos homens mais ou menos pintados de branco”:

“A massa é a mesma: do Vouga para cima, uma gente que conserva todas as qualidades de fidelidade, de resignação, de sobriedade; do Vouga para baixo os mesmos homens, mais ou menos pintados de branco. É a linha divisória onde tudo muda – costumes, tradições, festas. Extraordinário pequeno povo, com o qual foi possível fazer-se uma história admirável!” (ANT, p. 15) 46.

46 A afirmação reverente de Brandão evoca-nos uma outra de Bento Domingues que,

expressa de outra forma e adicionando novos elementos, prossegue na mesma atitude reverente: “E isto porque toda a interpretação histórica é pouca para dizer a persistente ‘loucura’ de um pequeno povo de oito século de independência com um papel decisivo numa das grandes viragens da História da Humanidade e, passados 4 séculos de correrias pelo mundo, ligando oceanos, regressa muito pobre com os sonhos de quinto império a proclamar-se o Altar do Mundo” (Domingues, 1988, p. 17).

CAPÍTULO 4 - O povo português e os Portugueses no discurso erudito 95 A este substrato caracterial e comportamental recorre também Pedro de Moura e Sá, para explicar o “estilo comum” da arquitectura portuguesa perante outras arquitecturas: levada para as zonas de colonização foi simultaneamente capaz de se adaptar e de introduzir o seu próprio estilo 47

(ANT, p. 41).

Quadro 9: Identidade étnica: homogeneidade e diversidade

Afirmações Autores

Homogeneidade

... um tipo humano tão homogéneo ... Domingos Monteiro A massa é a mesma: (...) fidelidade, resignação, sobriedade Raul Brandão Eis o tipo do português, considerado como um padrão ideal

(...) módulo resistente do seu carácter

Jaime Cortesão

Heterogeneidade

... três espécies de Portugal, dentro do mesmo Portugal (...) têm mentalidade comum, pois são todos portugueses

Fernando Pessoa

Aceite a existência de uma identidade étnica – o “tipo português”, na citada expressão de Jaime Cortesão –, observa-se em alguns autores a tendência em considerar o perfil identitário português complexo, apresentando características comportamentais antagónicas. Este perfil aparece, nomeadamente em Jaime Cortesão e Fernando Pessoa, estreitamente associado às transformações da história nacional, defendendo ambos a existência de uma unidade subjacente à diversidade: “módulo resistente” para Cortesão, “mentalidade comum” para Pessoa:

“Há três espécies de Portugal, dentro do mesmo Portugal; ou se se preferir, há três espécies de português. (...) Estes três tipos do português têm uma mentalidade

47 Estilo dualista que o autor assim caracteriza: “No Norte de África, no Brasil, na Ásia,

os Portugueses, durante quatro séculos, construíram casas, abriram ruas, desenharam frontarias, nas mais diversas condições geográficas, lutando com as circunstâncias do terreno, mas mantendo sempre um estilo comum, fazendo que as pedras falassem a mesma linguagem. (...) Esta dualidade miraculosa, a possibilidade de manter as características próprias da nossa faixa europeia de terra e, ao mesmo tempo, de se fundir nas paisagens exóticas sem ferir a vista com horror, como colunas gregas numa paisagem norte-americana, é o segredo talvez mais fundo da projecção portuguesa no Mundo. Isto que diz das cidades pode dizer-se de todas as formas de vida que, no Brasil, em Goa, por toda a parte onde nos fixámos, nunca deixaram de ser portuguesas, mas nunca apareceram como qualquer coisa de estranho, de importado.” (ANT, p. 41).

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comum, pois são todos portugueses, mas o uso que fazem dela diferencia-os entre si.” (Pessoa, ANT, p. 13).

“Eis o tipo do português, considerado como um padrão ideal, moldado pela terra, o género de vida e as andanças históricas (...) módulo resistente do seu carácter, que por várias formas encarnou em símbolos literários, para de novo reverter à vida, e, por meio deles, influí-la.” (Cortesão, ANT, p. 38).

Características nacionais e mentalidade comum

Se a massa é a mesma, como dizia Raul Brandão, de que é ela feita, que elementos a compõem, e qual é o seu aspecto final quando se transforma na “mentalidade comum” de Pessoa?

Os mesmos homens, de Brandão, a que espelho se olham para dizerem, como Pedro Homem de Mello, “Nós, portugueses, somos...”?

Continuando a análise dos textos seleccionados somos surpreendidos pela profusão de atributos referentes aos Portugueses.

Apesar de se trabalhar com textos muito curtos identificaram-se neles mais de duas centenas de itens de categorização. Estes itens resultaram da desagregação de algumas expressões e de agrupamento por proximidade lexical, procedimento que segue de perto aquele que adoptámos na análise da informação empírica e se apresentou anteriormente (Capítulo 3).

Uma primeira nota a salientar, na apreciação ao campo semântico de adjectivos atribuídos ou negados aos Portugueses, refere-se aos atributos negados, de que são exemplo – “somos incapazes de revolta e de agitação” (Fernando Pessoa, ANT, p. 9), ou “O Português não gosta de ver sofrer e desagradam-lhe os fins demasiado trágicos” (Jorge Dias, ANT, p. 32) – os quais aparecem em reduzido número, como se existisse uma tácita recusa em retirar características à definição do Português.

Outra nota a destacar é a relação autor-atributos. Efectivamente, e por diversos motivos, o total de atributos varia significativamente entre os autores: os textos seleccionados são mais extensos uns do que outros; o olhar de um autor pode ser mais ou menos analítico do que o de um outro; o estilo de escrita pode desenvolver uma argumentação mais ou menos

CAPÍTULO 4 - O povo português e os Portugueses no discurso erudito 97 prolixa 48. Recorrendo ao critério de frequência na atribuição de itens

apurámos o seguinte: 90 itens são referidos por dois ou mais autores; por mais de três autores são mencionados 34 itens; quando se consideram quatro ou mais autores o total reduz-se para 14 itens os quais se apresentam em seguida (Quadro 10).

Quadro 10: Características mais atribuídas aos Portugueses

Autores por item Itens

9 autores Universalistas 8 autores Amantes / Amorosos 6 autores Duais, Saudosos 5 autores Impulsivos, Rurais

4 autores Adaptáveis, Emotivos, Espírito crítico, Humanos, Imaginativos, Plásticos, Poetas, Simpáticos

3 autores Alegres, Aventureiros, Civilizados, Contemplativos, Emigrantes, Fiéis, Fraternais, Invejosos, Líricos, Misteriosos, Realistas, Rígidos, Sensíveis, Sonhadores, Trabalhadores

itens atribuídos e negados

Livres, Responsáveis, Utilitaristas, Violentos

Para além da inventariação dos atributos, que neste corpus definem o campo representacional dos Portugueses, foi igualmente nosso objectivo identificar eventuais elementos constituintes do núcleo central da representação do Português.

Dado que se trata de um discurso obtido por via documental, não se podem seguir as técnicas habitualmente empregues nos estudos empíricos de representações sociais. Considerámos, no entanto, que se poderiam ter em conta os princípios que fundamentam estas técnicas e nesse sentido se analisou o conjunto de itens identificados e algumas das afirmações em que estes figuram. Recorrendo aos critérios de saliência propostos por Vergès para delimitação do núcleo central (Vergès, 1992), se considerarmos primeiramente a frequência com que cada característica é referida, poderemos admitir na representação dos 43 autores um núcleo central constituído pelos itens amantes/amorosos, duais, saudosos,

48 Situação exemplar com Aquilino Ribeiro que, começando por afirmar que o português

é “o homem mais sociável deste mundo” (ANT, p. 22), emprega uma dezena de expressões para justificar esta afirmação.

98 CAPÍTULO 4 - O povo português e os Portugueses no discurso erudito

universalistas (Quadro 4). Relativamente ao segundo critério (posição relativa), estamos perante uma séria dificuldade quanto à determinação do item em primeira posição. Tratar-se-á igualmente daquele que surge em primeiro lugar numa afirmação que contém vários, como no caso da recolha empírica? Será o último, através do qual o autor reforça o conteúdo e significado da sua atribuição?

Na incerteza, optámos por considerar atribuição de primeira posição a sobrevalorização de itens, a qual em certas afirmações se torna inequívoca (Quadros 11e 11a).

Quadro 11: Características nacionais sobrevalorizadas

Característica Citação Autor

Adaptáveis “É (...) essa enorme capacidade de adaptação uma das constantes da alma portuguesa” (ANT, p. 33).

Jorge Dias “Não há que discutir: o português é o bicho mais adaptável do

universo.” (ANT, p. 22). Aquilino Ribeiro “O português, no seu fundo psíquico, define-se com razoável

aproximação por três característicos: (...) (3) a adaptabilidade instintiva” (ANT, p. 13).

Fernando Pessoa “o português (...) não tem (...) elaborado até hoje, uma

concepção de vida que lhe seja própria. (...) O português, em suma, adopta e adapta-se – é cosmopolita.” (ANT, pp.25-26).

Castelo Branco Chaves Afectivos (amantes / amorosos /

“A afectividade marca-nos, forma o tesouro da nossa psicologia, (...) O português compreende e age por comoção. (...) O temperamento apaixonado, exclusivista dos portugueses faz deles grandes amorosos.” (ANT, p. 49).

Francisco da Cunha Leão

emotivos/ simpáticos)

“O português é o homem mais sociável do mundo: deste mundo. (...) Essa expressão ‘é muito dado’ existe apenas na nossa língua. (...) E por cima de tudo, a coroar estes sentimentos, (...) uma grande simpatia humana.” (ANT, p. 22).

Aquilino Ribeiro

“Portugal é um país de amadores. (...) E, numa vaidade já ancestral, não há português que se não suponha um pinga-amor, universalmente irresistível.” (ANT, p. 39).

Jorge de Sena

“O Português é, sobretudo, profundamente humano, sensível, amoroso e bondoso, sem ser fraco.” (ANT, p. 32).

Jorge Dias “Os Portugueses, e em maior ou menor grau os demais povos

ribeirinhos da Península, diferem sim, dos Hispanos do planalto central naquilo a que chamamos plasticidade amorável. (...) O segredo dessa plasticidade, juntamente irradiante e receptiva, plasmável, esconde-se na riqueza amorosa do português, no seu dom de simpatia e comunicação cordial que lhe permite dar e receber, sem alterar o fundo próprio.” (ANT, p. 38).

Jaime Cortesão

“O português, no seu fundo psíquico, define-se com razoável aproximação por três característicos: (...) (2) predomínio da emoção sobre a paixão;” (ANT, p. 13).

Fernando Pessoa

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Quadro 11a: Características nacionais sobrevalorizadas (continuação)

Característica Citação Autor

Contemplativos “querendo abranger tudo, saber de tudo, falar de tudo (...) – tornei-me hoje sobretudo usufrutuário contemplativo.” (ANT, p. 52).

J. Rodrigues Miguéis

Contraditórios / Duais

“O que na nossa raça perdura é a contradição. É um amor impossível com o que foi e não quer que se repita. Hábil, certo, elementar, é este recriar nas brumas, iludindo a agressão, esperando sem desejar; tendo esperança sem planos, coragem sem abismos, causa sem ordem, influência sem poder, alma sem cruz. Renasce já em cinzas, mas renasce sempre.” (ANT, p. 46).

Agustina Bessa Luís

“Esta dualidade miraculosa (...) é o segredo talvez mais fundo

da projecção portuguesa no Mundo.” (ANT, p. 41). Pedro de Moura e Sá “Nesta união dos contrários – síntese das duas consequências da

hombridade e da plasticidade, reside o quid diferencial que distingue o português do homem da meseta (...) A lógica desse protótipo reveste a forma de um aparente paradoxo: o português é tanto mais nacionalizado, quanto mais cosmopolita.” (ANT, p. 39).

Jaime Cortesão

“[O Português] Na eterna encruzilhada entre o anjo e o demónio, o desassossego e a contemplação.” (ANT, p. 45).

M. Duarte Mathias “Estranha simbiose de astucioso realismo campesino com a

fantasia desbordada.” (ANT, p. 59).

Fernando Namora

Imaginativos “O português, no seu fundo psíquico, define-se com razoável aproximação por três característicos: (...) (1) o predomínio da imaginação sobre a inteligência;” (ANT, p. 13).

Fernando Pessoa “A imaginação sonhadora, a antipatia pela limitação que a razão

impõe e a crença milagreira levam-no com frequência situações perigosas, de que se salva pela invulgar capacidade de improvisação de que é dotado.” (ANT, p. 33).

Jorge Dias

Universalistas “Eu creio que o português tem uma acessibilidade melhor dos sentimentos universais do que qualquer outro povo da terra. E mais creio que esta acessibilidade do universal é historicamente portuguesa, por mais pesados que ainda caiam sobre nós os nossos antecedentes.” (ANT, p. 18).

José de Almada Negreiros

Em consequência desta decisão, se tomarmos como critério de delimitação do respectivo núcleo o cruzamento de frequência e posição 49,

obtém-se uma composição do núcleo central diferente da anterior, perdendo claramente o item universalistas a favor de afectivos e da natureza contraditória dos Portugueses (Quadro 12).

49 Como foi anteriormente indicado (Capítulo 3), Pierre Vergès sugere que o cruzamento

de dois critérios de saliência (frequência e posição) constitui o procedimento mais seguro na delimitação do núcleo central de uma representação (Vergès, 1992).

100 CAPÍTULO 4 - O povo português e os Portugueses no discurso erudito

Quadro 12: Características dos Portugueses e elementos do núcleo central

Características mais referidas

Características menos referidas Características

sobrevalorizadas Adaptáveis, Afectivos, Contraditórios

(núcleo central)

Contemplativos,

Imaginativos, Universalistas

Características não sobrevalorizadas

Espírito crítico, Emotivos, Humanos, Impulsivos, Plásticos, Poetas, Rurais, Saudosos, Simpáticos

Alegres, Aventureiros, Civilizados, Emigrantes, Fiéis, Fraternais, Invejosos, Líricos, Misteriosos,

Realistas, Rígidos, Sensíveis, Sonhadores, Trabalhadores

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