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5. Findings, analysis and discussion

5.6 Discussion with the secondary analysis

No primeiro capítulo estão explicitados os objetivos, as metas e as justificativas do trabalho. No segundo capítulo são apresentados breves resumos de alguns trabalhos utilizados como referência. C caracterização da área de estudo, seu histórico de consumo de energia, população, número de domicílios e Produto Interno Bruto (PIB) são mostrados no capítulo três. No capítulo quatro são definidos os dados e o método a serem usados. No quinto capítulo o ano base é analisado e os seus dados são estratificados de acordo com as classes de renda. Cenários são desenvolvidos e projeções são feitas no capítulo seis. No capítulo sete é feita a análise dos resultados obtidos. Já no capítulo oito são feitas as considerações finais e por fim, no capítulo nono está a bibliografia.

Crouca realizou um dos primeiros trabalhos sobre o consumo de energia no setor residencial. Ele realizou o estudo fazendo uma análise em função de algumas variáveis, das quais as mais importantes são:

• Crescimento da população; • Nível de renda e sua distribuição;

• Distribuição espacial da população (rural, urbana e regional); • Migração interna;

• Características geofísicas: clima, recursos naturais, etc; • Nível e industrialização.

Cs regiões para as quais a análise foi feita foram: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais/Espírito Santo, Sul, Distrito Federal, Norte, Nordeste e Brasil.

Os usos finais adotados foram: iluminação, cocção, conservação de alimentos, aquecimento de água, condicionamento ambiental, lazer e serviços.

Cs fontes de energia utilizada foram: eletricidade, lenha, GLP, gás de cidade (gás natural) e querosene.

Cs classes de despesa adotadas foram: • I – menos de 2 salários mínimos; • II – de 2 a 3,5 salários mínimos; • III – de 3,5 a 5 salários mínimos; • IV – de 5 a 7 salários mínimos; • V – mais de 7 salários mínimos;

O estudo foi feito para o período de 1974/1975, devido à disponibilidade de dados. O Quadro 2 1 apresenta alguns resultados deste trabalho.

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Finalidades (%)

Aquec. de água Condic. ambiental

Conserv.

alimentos Iluminação Lazer Serviços gerais

34,8 1,0 25,2 24,5 7,3 7,3

Fonte: AROUCA, 1982

Para a região MG/ES o consumo anual de energia elétrica calculado foi de 1.424 kWh e o valor medido foi de 1.070 kWh. Ela credita esta diferença provavelmente à superestimação do número de equipamentos elétricos nesta região, principalmente chuveiros elétricos e lâmpadas. O Quadro 2 2 mostra o consumo médio mensal de energia elétrica para o Brasil, por classes de renda, em 1982, calculados por Crouca.

Classes de Renda

Média

I II III IV V

Brasil 45,6 68,3 98,5 128,1 176,3 126,0 Fonte: AROUCA, 1982

Para o Brasil o consumo anual calculado foi de 1.512 kWh (126 kWh/mês) e o medido foi de 1.369 kWh (114 kWh/mês). O Quadro 2 3 apresenta o consumo residencial de energia elétrica por usos finais e classes de renda encontrados por CROUCC.

Classes de Renda Média I II III IV V Aquec. de água 18,2 24,6 27,6 27,8 25,9 26,2 Condic. ambiental 0,6 0,9 1,4 1,5 2,9 2,2 Conserv. alimentos 25,4 34,2 36,1 33,3 29,9 31,7 Iluminação 21,0 17,6 17,1 22,5 28,6 24,6 Lazer 16,4 10,4 8,8 7,7 6,3 7,5 Serviços gerais 18,3 12,3 8,9 7,2 6,5 7,8 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Fonte: AROUCA, 1982

Quadro 2 1 Consumo residencial de energia elétrica por usos finais em 1975, para MG/ES (%)

Quadro 2 2 Consumo médio mensal de energia elétrica por domicílio segundo a classe de renda em 1982, para o Brasil (kWh/mês)

Quadro 2 3 Distribuição do consumo residencial de energia elétrica por classes de renda segundo seus usos finais para 1982, no Brasil (%)

1 Cenário de Potencial Técnico onde considera que a melhoria no consumo de energia elétrica será devido ao uso mais eficiente. Este consumo mais eficiente será o melhor possível e sem restrições econômicas;

2 Cenário de Potencial Econômico considera que a economia alcançada do Cenário 1 será limitada por questões econômicas, como por exemplo, tecnologias mais eficientes serem muito caras. Considera uma taxa de desconto de 15% ao ano para a utilização de tecnologias mais eficientes;

3 Cenário de Potencial de Mercado I similar ao segundo cenário, só que visto do ponto de vista do mercado. Baseado na taxa de retorno do investimento em novas tecnologias. Neste cenário, para que seja viável o investimento, a taxa de retorno deverá ser igual ou maior do que 35%.

4 Cenário de Potencial de Mercado II – similar ao terceiro cenário, sendo que a taxa de retorno do investimento deverá ser igual ou superior a 70%;

5 Cenário de Potencial de Não Conservação – nenhum ganho de eficiência é projetado, porém, o consumo de eletricidade será limitado pela saturação no aumento do número de aparelhos. Considerado o cenário de referência.

O resultado mais importante foi devido à introdução de maneiras diferentes de aquecimento de água (aquecimento por energia solar e gás). Esta foi responsável por 33% da energia conservada e pela redução de 65% do pico de demanda, ambos no Cenário de Potencial Técnico.

2.1.3 Achão, 2003

Cchão faz uma análise da estrutura de consumo de energia do setor residencial brasileiro, por meio do estudo do consumo de energia final por região geográfica e classe de renda.

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Como fontes de dados são utilizadas a Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF (IBGE, 1996), que apresenta a distribuição do número de equipamentos elétricos para 11 metrópoles brasileiras, incluindo Belo Horizonte, o Censo Demográfico (IBGE, 1991), a Pesquisa de Posse de Eletrodomésticos e Hábitos de Consumo (PUC/PROCEL, 1999), o Balanço Energético Nacional (MME, 2001) e comunicação pessoal com Concessionárias de Energia Elétrica e Distribuidoras de Gás.

Os usos finais são divididos em: cocção de alimentos, aquecimento de água, iluminação, condicionamento ambiental, conservação de alimentos, serviços gerais e lazer.

Cs fontes de energia estudadas por Cchão foram: eletricidade, GLP e lenha.

Cs classes de renda possuem praticamente a mesma divisão que a de CROUCC (1982). O consumo de energia final para cada uso é determinado a partir da seguinte fórmula:

β

E

jk

=

N

ijk

. c

i (Fórmula 2.1) i Ű C

onde: i é o tipo de equipamento; j é a região;

k é a classe de renda;

Ejké o consumo de energia na região j e classe de renda k;

Nijké o número de equipamentos do tipo i, na região j e na classe de renda k;

cié o consumo específico de cada aparelho;

C é o conjunto de aparelhos para um finalidade (uso final) β determinada.

C partir dos dados e da metodologia acima citada é montada e analisada a estrutura do consumo de energia elétrica no setor residencial brasileiro por classe de renda e região. Para Belo Horizonte, no ano de 1996, o consumo total calculado foi de 2.675 GWh e o consumo medido foi de 3.166 GWh. O Quadro 2 4 mostra os resultados encontrados por Cchão para o consumo residencial de energia elétrica por usos finais em 1996, para Belo Horizonte.

encontrados por Cchão para o ano de 1996. Classes de Renda Média I II III IV V Belo Horizonte 123 153 169 243 309 199 Brasil 132,7 154,8 179,7 234,8 313,7 203,1 Fonte: ACHÃO, 2003 Classes de Renda Média I II III IV V Aquec. de água 9,0 10,0 10,6 21,3 18,0 17,0 Condic. ambiental 12,1 11,9 11,9 10,5 11,3 11,2 Conserv. alimentos 38,1 38,0 38,4 33,9 33,9 34,9 Iluminação 22,1 21,7 20,4 17,2 15,5 17,2 Lazer 9,8 9,9 9,4 7,8 6,7 7,6 Serviços gerais 9,0 8,6 9,3 9,3 14,6 12,0 Total 100 100 100 100 100 100 Fonte: ACHÃO, 2003