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Discussion of this thesis method and design

In document Bachelor thesis (sider 17-20)

Há basicamente duas coisas que diferenciam o mercado futuro do mercado a termo: (a) as partes não são vinculadas, ou seja, o contratante não precisa aguardar até a data de vencimento para exercer sua posição. Assim, ele pode a qualquer tempo, renegociar e repassar sua obrigação, graças ao (b) ajuste diário dos preços dos contratos, que reflete a movimentação do mercado segundo a cotação dos mesmos em bolsa. Essas duas características conferem maior liquidez a esse tipo de produto.

5.3 Mercado de opções

Ainda segundo Edwin et al. (2004, p. 485):

Uma opção é um contrato que dá a seu titular o direito de comprar ou vender um título especificado, em certa data ou dentro de certo período, a um preço determinado [...]. Opções representam um direito sobre um título subjacente e, portanto, são chamados de contratos referenciados.

Uma opção, como o próprio nome sugere, oferece a seu comprador, que por isso paga um custo adicional, o direito de exercer ou não aquela posição, cujos preço e prazo foram previamente estabelecidos diferentemente do que ocorre nos mercados a termo e futuro. Ao emissor ou vendedor, entretanto, cabe a obrigação de honrar o acordado.

Dessa maneira, uma opção de compra pode ser analogamente compreendida como o sinal pago na aquisição de um imóvel, pois ele dá o direito de compra a um preço combinado. Nesse caso, a desistência é facultada mas o sinal não é devolvido. Por outro lado, o vendedor é obrigado a fazer o que se comprometeu na celebração do contrato. A opção de venda, por seu turno, pode ser comparada a um seguro automotivo, onde a companhia seguradora, em troca de um prêmio, repõe o capital segurado em caso de sinistro.

Faz-se cabível destacar aqui a observação apontada por Damodaran (2009, p. 336): Diferente dos contratos a termo e de futuros, que previnem tanto riscos de perdas quanto os riscos com oportunidades, os contratos de opções protegem apenas contra os efeitos negativos dos riscos, preservando as oportunidades potenciais. Contudo, essa vantagem tem de ser ponderada com o custo da compra de opções, que varia com o grau de proteção desejada.

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5.4 Mercado de Swaps

De acordo com a CVM - Comissão de Valores Mobiliários, o Mercado de Swaps é “aquele em que as partes trocam um índice de rentabilidade por outro, com o intuito de fazer hedge, casar posições ativas (recebimento) com posições passivas (dívida), equalizar preços, efetuar arbitragem11 ou até alavancar sua exposição ao risco.”

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Segundo a CVM – Comissão de Valores Mobiliários, arbitragem é a operação financeira em que se busca obter resultado positivo através do posicionamento em dois ativos ou dois mercados que apresentem variações na diferença entre seus preços, sem que haja necessidade de investimento de recursos próprios e sem que se corram riscos elevados. Mais informações no sítio http://www.portaldoinvestidor.gov.br/

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6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Embora não se tenha abarcado, neste trabalho, todo o processo evolucionário do pensamento humano sobre o risco, em razão da própria limitação de escopo que um tema dessa natureza requer e como, aliás, é natural esperar de uma abordagem introdutória, especialmente no que tange à cobertura das principais técnicas de mensuração do risco; oferece-se, em contrapartida, a oportunidade para futuras consultas, para o que destacam-se duas importantes obras: o livro The history of statistics: the measurement of uncertainty

before 1900, de Stephen M. Stigler (1986) e o livro The emergency of probability: a philosophical study of early ideas about propability, do filósofo canadense Ian Hacking

(2006).

Apesar dessa abordagem introdutória, onde muitas janelas se abrem para maiores aprofundamentos, a diferenciação consensual, identificada em diversos autores, entre risco e incerteza, é o divisor a partir do qual todos os esforços e conhecimentos acumulados sobre o tema, e que hoje culminam numa melhor administração do risco, sob os enfoques econômico e financeiro, se desenvolve.

Assim, a melhor dominação do risco é um campo em franco desenvolvimento e cujas ramificações se estendem por diversas áreas, desde as mais recentes incursões no terreno da psicologia comportamental, o uso comercial dos derivativos, até o fenômeno ainda não inteiramente compreendido da não-linearidade, objeto de estudo dos teóricos do caos.

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O artigo de TREYNOR (1962) é um manuscrito não publicado. Há uma versão final disponibilizada em: KORAJCZYK. Robert A. Asset pricing and portfolio performance. Londres: Risk Books, p. 15-22, 1999.

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