• No results found

Após todas as interacções efectuadas pelo utilizador são apresentadas as estatísticas geradas pelo módulo de utilizadores. Estas estatísticas têm um valor de confiança atribuído a cada actividade

Figura 4.30: Actividades a apresentar para a sala de estar.

e têm associadas o contextos nas quais foram realizadas. Ver as tabelas 4.34, 4.35, 4.36, 4.37 e 4.38.

Pode ser verificado que, para a actividade 13 (outras actividades), foi registado um nível de confiança de 20%. Este valor deve-se ao utilizador ter realizado três actividades no período de tempo definido para as estatísticas. Na tabela 4.37, é possível verificar quais os contextos em que o utilizador interagiu com o sistema.

Para a primeira estatística calculada, o contexto de utilizador possui o valor “0” devido à inexistência de qualquer tipo de sistema de localização para utilizadores; o contexto temporal da entrada gerada corresponde ao índice 1 da tabela apresentada em 4.38; a interface possui o identificador 1 e não existe qualquer tipo de equipamento associado a esta entrada.

Figura 4.31: Actividades a apresentar para a sala de estar 2.

Figura 4.33: Interface ver televisão.

Figura 4.35: Estatísticas 2.

Como podemos verificar nesta tabela, o contexto temporal 1 corresponde à data de 7/10/2011 com início às 1:48:19 e teve uma duração de 30 minutos, o que corresponde ao período de tempo programado para as estatísticas.

Conclusão

5.1

Síntese do trabalho e conclusões finais

Nesta dissertação foram apresentados dois módulos desenvolvidos no âmbito do projecto DOM- inho, o sistema de utilizadores e o sistema interfaces. Estes módulos visam a concepção de um sistema adaptável automaticamente às preferências, hábitos e comportamentos dos utilizadores. Este trabalho foi, assim, dividido em duas partes essenciais, uma de investigação e outra de desenvolvimento. Durante a investigação foi notória a falta da sensibilidade das empresas para o fornecimento de interfaces inteligentes, assim como a inexistência de normalização nos proto- colos utilizados. Foi no entanto verificado que a sua disponibilização fornece diversas vantagens aos utilizadores, facilitando as suas tarefas diárias e permitindo que pessoas com deficiências possam utilizar mais facilmente este tipo de sistemas.

A utilização de um protocolo normalizado e a modularização deste sistema tem também van- tagens, como a simplificada integração de novos serviços, o desenvolvimento de diferentes mó- dulos por entidades diferentes, a fácil integração de módulos num qualquer produto seguindo a mesma arquitectura, entre outros. A definição de uma “comunidade de domótica” neste projecto, faz também, com que as actualizações de novos objectos possam ser facilmente adicionadas aos sistemas sem que seja necessária a sua reestruturação.

O SNMP foi o protocolo comunicacional escolhido para o DOMinho. Tal como constatado em alguns estudos realizados sobre a sua potencialidade neste tipo de sistema, também nos testes

realizados no protótipo desenvolvido foi verificado que a sua integração em domótica tem van- tagens e é adequada. A tecnologia sem fios escolhida para transportar este protocolo não pôde ser validada devido à indisponibilidade deste tipo de módulos. No entanto, baseado nos estudos efectuados, espera-se que a tecnologia UWB se adeque ao sistema desenvolvido, pois possi- bilita mecanismos de localização com elevada acuidade e tempos de resposta muito rápidos e para além disso, possui uma largura de banda elevada, o que permite que serviços com necessi- dade de maior largura de banda possam ser disponibilizados.

Durante os testes confirmaram-se as esperadas vantagens da utilização de um protocolo e sistema normalizado na domótica, pois permitiu uma rápida e fácil integração de todos os mó- dulos da arquitectura DOMinho. Esta interoperabilidade possibilita que os fabricantes possam especializar-se em diferentes módulos/serviços/equipamentos.

Através da disponibilização dinâmica das informações de preferências, hábitos e compor- tamentos fornecidas, pelo módulo de utilizadores, foi verificado que é possível a inferência de serviços e interfaces com maior exactidão. Com a atribuição dos contextos temporal, espacial, de utilizador, de equipamento e de interface, foi ainda verificado que estas informações suportam dados suficientemente precisos e flexíveis, sendo fornecido à camada de inferências informações concretas sobre os utilizadores permitindo que serviços e interfaces possam ser disponibilizados com maior nível de eficácia. O módulo de interfaces, por outro lado, permite que novos serviços, características, tipos de interacção e tipos de menus possam ser adicionados ao sistema sem a necessidade de o reestruturar. Permite ainda que interfaces de diferentes níveis de complexibili- dade possam interagir com o sistema, possibilitando por exemplo, que o software de inferências possa referir à interface que determinado menu deve ser apresentado com maior tamanho do que outros caso sejam considerados problemas de visão no utilizador. Por outro lado, permite, não só, identificar a forma como o menu deve ser apresentado, mas pode ir a um nível mais baixo, permitindo fornecer informações de apresentação específica para uma determinada actividade presente num menu.

Através dos testes realizados ao protótipo desenvolvido, foi concluído que o modelo possui um bom desempenho, sendo todos as interfaces apresentadas em real-time e todas as adaptações realizadas com sucesso. A utilização de notificações SNMP retira uma parte significativa do pesado processamento nas interfaces. O módulo de utilizadores, por sua vez, realizou correcta- mente o mapeamento dos estereótipos referentes ao utilizador registado no sistema e efectuou correctamente o cálculo das estatísticas referentes às interacções desse utilizador. Após algum

tempo de testes foi verificado que o sistema fica um pouco mais lento devido à grande quanti- dade de informação introduzida nas tabelas. No entanto, e caso o número de utilizadores seja relativamente elevado, é possível ultrapassar este problema através da distribuição das infor- mações em mais do que uma tabela do mesmo tipo ou através da utilização de mais do que um sistema de utilizadores e interfaces nos sistema domóticos, uma vez que a arquitectura é comple- tamente modular. Foi também verificado que a primeira interacção realizada, entre o utilizador e o sistema, é relativamente morosa. No entanto, após uma análise mais profunda ao protótipo, foi detectado que este se deve ao modulo de inferências e à forma não optimizada como foi im- plementado. Foi também verificado que as tabelas criadas possuem uma grande relevância no sistema e que os seus atributos permitem um bom funcionamento do mesmo.

Em relação ao protótipo criado, foi concluído que a API Swing do java, utilizada para o desenvolvimento da parte gráfica, é pouco flexível, tornando difícil o desenvolvimento de inter- faces muito complexas.

Os trabalhos relacionados, apresentados no capitulo 2.2 mostraram possuir uma grande relevân- cia e trazer uma grande inovação nos serviços de domótica. No entanto, devido à grande gener- alidade do sistema DOMinho este pode trazer mais-valias importantes no presente e no futuro, suportando novos serviços e funcionalidades. A sua estrutura modular atribui também uma grande flexibilidade ao sistema, permitindo que cada módulo possa ser desenvolvido por enti- dades especializadas e distintas. Além disso, a utilização de um protocolo normalizado como o SNMP torna mais simples a interoperabilidade entre sistemas, e permite que o sistema possa estar dividido em diferentes máquinas, reduzindo o peso do processamento.

Para concluir, todos os objectivos inicialmente propostos foram cumpridos, contudo, não foi possível validar e testar o uso do protocolo UWB para a interface, pois não foi possível ter acesso a nenhum módulo UWB.

RELATERTE DOKUMENTER