8. Discussion of Empirical Results
8.1 Discussion of Engle-Granger output as a whole and on variables
Echinodorus subalatus (Mart.) Griseb língua-de-vaca A 0,08 5452
AMARANTHACEAE
Chenopodium ambrosioides L. mastruz A 0,60 7727 Gomphrena demissa Mart. capitãozinho A 0,73 4096
ANACARDIACEAE
Myracrodruon urundeuva Allemão aroeira A, B 1,69 5522 APOCYNACEAE
Aspidosperma pyrifolium Mart. pereiro A, B, E 1,73 6393
ARECACEAE
Copernicia cerifera (Arruda) Mart. carnaúba A, B, C, G 1,08 7726
ASTERACEAE
Acanthospermum hispidum DC. carrapicho-cigano A 0,30 7723 Egletes viscosa (L.) Less. macela A 0,04 6681
BIGNONIACEAE
Tabebuia caraiba (Mart.) Bureau caibreira B 0,08 6629 Tabebuia impetiginosa (Mart. ex DC.) Standl. pau -d’arco-roxo A, B, E 0,95 8036
BORAGINACEAE
Cordia insignis Cham. louro B 0,47 6378
Heliotropium elongatum Willd. fedegoso A 0,69 6396
BRASSICACEAE
Capparis cynophallophora L. feijão-bravo A 0,08 6387 Cleome spinosa Jacq. mussambê A 0,73 4077
BROMELIACEAE
Encholirium spectabile Mart. ex Schult. f. macambira G 0,04 6386
BURSERACEAE
Commiphora leptophloeos (Mart.) J.B. Gillett imburana A, B 0,73 6395
CACTACEAE
Cereus jamacaru DC. mandacaru A, C, F 0,73 6658
Melocactus bahiensis (Britton & Rose) Luetzelb. coroa-de-frade A 0,65 - Pilosocereus gounellei (F.A.C. Weber) Byles & G.D.
TABELA 1. Continuação ...
Família/Nome Científico Nome Vulgar Registro
CHRYSOBALANACEAE
Licania rigida Benth oiticica A, F 0,13 7582
COMBRETACEAE
Combretum leprosum Mart. mofumbo A, B, E 0,21 4104
CONVOLVULACEAE
Ipomoea asarifolia (Desr.) Roem. & Schult. salsa A 0,26 8039 Operculina macrocarpa (Linn) Urb. batata-de-purga A 0,82 7967
CUCURBITACEAE
Apodanthera congestiflora Cogn. cabeça-de-negro A 0,47 7660
Luffa aegyptia Mill. bucheira G 0,04 7583
Luffa operculata (L.) Cogn. cabacinha A 0,60 -
CYPERACEAE
Cyperus articulatus L. junco A 0,21 6686 Fimbristylis vahlii (Lam.) Link barba-de-bode A 0,08 7687
EUPHORBIACEAE
Cnidoscolus quercifolius Pohl favela A 0,39 6389 Cnidoscolus urens (L.) Arthur urtiga A 0,34 7301 Croton blanchetianus Baill. marmeleiro A, B 1,00 4072 Croton heliotropiifolius Kunth. velame A 0,17 2802
Croton sp. marmeleiro-branco A 0,04 -
Jatropha mollissima (Pohl) Baill. pinhão-brabo A 0,21 6679
FABACEAE
Caesalpinioideae
Caesalpinia ferrea Mart. jucá A 0,53 7730 Caesalpinia pyramidalis Tul. catingueira A, E 0,43 4103 Senna obtusifolia (L.) H.S. Irwin & Barneby mata-pasto A 0,04 7724 Senna ocidentallis (L.) Link manjerioba A 0,08 6670
Cercideae
Bauhinia cheilantha (Bong.) Steud. mororó-preto A, B, F 0,34 4099
Bauhinia pentandra (Bong.) Vogel ex Steud. mororó-branco A 0,26 4069
Faboideae
Amburana cearensis (Allemão) A.C.Sm. cumaru A, B 2,04 7928 Dioclea grandiflora Mart. ex Benth. mucunã A, D 0,17 8025 Erythrina velutina Willd. mulungu A 0,04 7725
Geoffroea spinosa Jacq. umarizeiro A 0,04 -
Myroxylon peruiferum L. f. brejuí A, B, D 0,39 5524
34 TABELA 1. Continuação ...
Família/Nome Científico Nome Vulgar Categoria VU Registro
Mimosoideae
Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan angico A, B, G 1,08 6622 Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir. jurema-preta A, B. E 1,78 6383 Mimosa verrucosa Benth. jurema-branca E 0,04 4101
LAMIACEAE
Hyptis suaveolens (L.) Poit. alfazema-braba A 0,73 7581 Marsypianthes chamaedrys (Vahl) Kuntze betônica A 0,08 7511
Vitex gardneriana Schauer jaramataia A 0,65 7506
MALVACEAE
Helicteres baruensis Jacq. guaxuma B 0,17 4076
Pseudobombax marginatum (A. St.-Hil., Juss. &
Cambess.) A. Robyns embiratã A 0,04 5449
NYCTAGINACEAE
Boerhavia diffusa L. pega-pinto A 0,30 6652
OLACACEAE
Ximenia americana L. ameixa A 0,47 6388
PASSIFLORACEAE
Passiflora foetida L. maracujá-do-mato A, C 0,21 4071
PHYLLANTHACEAE
Phyllanthus niruri L. quebra-pedra A 0,39 7732
PLANTAGINACEAE
Scoparia dulcis L. vassourinha A, D 0,65 6631
POLYGONACEAE
Triplaris gardneriana Wedd. cauaçú A 0,08 -
RHAMNACEAE
Ziziphus joazeiro Mart. juazeiro A, C, F 1,34 4049
RUBIACEAE
Tocoyena formosa (Cham. & Schltdl.) K. Schum. genipapo A 0,04 6675
Guettarda angelica Mart. ex Müll. Arg. quina-da-serra A 0,04 4108
SAPOTACEAE
Sideroxylon obtusifolium (Humb. ex Roem. & Schult.)
T.D.Penn. quixabeira A, B, C 1,04 5523
SOLANACEAE
Physalis angulata L. canapú C 0,26 7926
Solanum agrarium Sendtn. melancia-da- praia A, C 0,47 -
Solanum sp. jurubeba A 0,13 -
TURNERACEAE
Turnera subulata Sm. chanana A 0,82 6654
VIOLACEAE
ARTIGO 2 – Uso e diversidade de plantas medicinais na comunidade rural de Laginhas, município de Caicó, Rio Grande do Norte (nordeste do Brasil)
(Este capítulo foi submetido à Revista Brasileira de Plantas Medicinais e o texto apresentado segue a mesma estrutura exigida pela referida revista.)
36 Uso e diversidade de plantas medicinais na comunidade rural de Laginhas,
município de Caicó, Rio Grande do Norte (nordeste do Brasil)
ROQUE, A.A.1*; ROCHA, R.M. 2; LOIOLA, M. I. B.3
1Mestrando - Programa Regional de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio
Ambiente (PRODEMA/UFRN) – Residência: Av. Brancas Dunas, 2016, Apto 104, Bloco I, Candelária, Natal - RN, Brasil, CEP: 59064-720. *[email protected] de História e Geografia, Campus Ceres, UFRN, Caicó – RN, CEP: 593000-000.
3Departamento de Botânica, Ecologia e Zoologia - UFRN, Campus Universitário, Lagoa
Nova, Natal - RN, CEP: 59720-970. [email protected]
RESUMO: O presente trabalho teve como objetivo identificar as formas de uso de plantas medicinais nativas do bioma Caatinga, em uma comunidade rural no município de Caicó, Rio Grande do Norte (Nordeste do Brasil). Utilizaram-se entrevistas semi-estruturadas e estruturadas buscando informações, junto a especialistas locais, sobre o uso e das plantas. São descritos os usos medicinais de 62 espécies, reportadas por 12 informantes (mateiros, rezadeiras, raizeiros, agricultores e donas-de-casa) com idade superior a 35 anos. As famílias com maior representatividade na consulta foram Fabaceae (13 spp.), Euphorbiaceae (6 spp.) Cactaceae ( 3 spp.) e Lamiaceae (3 spp.). Para revelar as espécies mais importantes foi considerado o grau de consenso entre as respostas dos informantes. A aroeira (Myracrodruon urundeuva Allemão) e o cumaru (Amburana cearensis(Allemão) A. C. Sm.) destacaram-se como as espécies com o maior número de citações, sendo estas também as que obtiveram o maior número de indicações de usos terapêuticos. As cascas e as raízes foram as partes mais consumidas. Os dados levantados por esta pesquisa evidenciaram uma diversidade de espécies da flórula
seridoense com potencial medicinal e reforçam a importância que a biodiversidade tem sobre as comunidades rurais, viabilizando o início do manejo da vegetação local.
Palavras-chave: Caatinga, comunidade rural, etnobotânica, plantas medicinais, Rio Grande do Norte
ABSTRACT: Use and diversity of medicinal plants in the rural community of Laginhas, Caicó, Rio Grande do Norte (Northeast Brazil). The aim of the present study was to identify the different uses of native medicinal plants from the Caatinga biome, in a rural community in the municipality of Caicó, Brazil. Semi-structured and structured interviews were used to collect information, with the help of local specialists, on the use of the plants. The medicinal uses of 62 species are described by 12 individuals (woodsmen, faith healers, herb doctors and housewives) aged 30 years or more. The most representative families were the Fabaceae (13 spp), Euphorbiaceae (6 spp.) Cactaceae (3 spp.) and Lamiaceae (3 spp.). We considered the degree of consensus among the responses to determine the most important species. Two species Myracrodruon urundeuva Allemão and Amburana cearensis (Allemão) A. C. Sm. were the most frequently cited and the most indicated for therapeutic use. The bark and roots were the parts most consumed. The data obtained in this study showed a diversity of flora species in the Seridó region of Rio Grande do Norte state with medicinal potential, and reinforce the importance of biodiversity in rural communities, perhaps signaling the start of local vegetation management.
Key words: Caatinga, rural community, ethnobotany, medicinal plants, Rio Grande do Norte.
38 O ser humano foi e ainda é, importante agente de mudanças vegetacionais e de evolução vegetal, porque sempre foi dependente do meio botânico para a sua sobrevivência, manipulando-o não somente para suprir as suas necessidades mais urgentes, mas também na sua magia e medicina, no uso empírico ou simbólico, nos ritos gerenciadores de sua vida e mantenedores de sua ordem social (Albuquerque, 2005).
As comunidades rurais estão intimamente ligadas aos usos de planas medicinais, por estas serem, na maioria das vezes, o único recurso disponível para o tratamento de doenças na região. Para Pilla et al. (2006) à medida que a relação com a terra passa por uma modernização e o contato com centros urbanos se intensifica, a rede de transmissão do conhecimento sobre plantas medicinais pode sofrer alterações, sendo necessário com urgência fazer o resgate deste conhecimento e de suas técnicas terapêuticas, como uma maneira de deixar registrado este modo de aprendizado informal.
A Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, é uma das vegetações mais ameaçadas do planeta, e, apesar disto, esta exclusividade não foi suficiente para direcionar muitos estudos botânicos nesta área (MMA, 2004). Vários autores (Albuquerque, 2004; Albuquerque & Andrade, 2002a) chamam a atenção para o fato de que as populações distribuídas dentro deste bioma, em sua maioria, dependem diretamente dos recursos vegetais disponíveis para o seu sustento.
A partir de levantamentos das potencialidades dos recursos vegetais disponíveis a uma determinada comunidade, pode-se traçar um plano de recuperação e de conservação da área estudada, assim como a otimização dos usos originais atribuídos pelos moradores, complementando a renda da população ao mesmo tempo em que se ampliariam as perspectivas das gerações futuras usufruírem destes recursos.
Segundo Diegues (2000), a importância de trabalhos que contemplem o conhecimento tradicional, se encontra na diferença do termo “biodiversidade” que, na maioria das vezes, é traduzida em longas listas de espécies de plantas e animais
descontextualizados do domínio cultural, para a “biodiversidade” em grande parte construída e apropriada material e simbolicamente pelas populações tradicionais. Quando se une o natural e o cultural, obtêm-se espécies de maior valor simbólico, onde fica mais viável lutar pela sua conservação.
O objetivo do presente trabalho foi realizar o estudo etnobotânico de espécies vegetais utilizadas como plantas medicinais por especialistas locais da comunidade rural de Laginhas, município de Caicó – RN. Para tanto foram investigados 1) as partes das plantas utilizadas; 2) as principais doenças combatidas; 3) a forma de preparo dos medicamentos caseiros e 4) os índices de concordância de uso entre os entrevistados.
MATERIAL E MÉTODO