Dentre os constructos referentes às capacidades das TICs são incluídas as capacidades de representação, alcance e monitoramento, sendo que as duas primeiras podem ser relacionadas com a mimeses e a mediação eletrônica, respectivamente. Além dessas, a TVP considera a possibilidade de automação como uma das capacidades das TICs, assim
[...] a virtualização de processo inclui a automação de processos. Para ver a relação, considere que os processos são compostos de: (a) as tarefas, que são as etapas envolvidas no processo, e (b) atores, que são as pessoas que completam as etapas. Quando uma tarefa é virtualizada, pode também ser automatizadas, mas não tem de ser. Se ela é automatizada, o ator que era o responsável pela tarefa no processo físico é substituído por um sistema de informação. Se a tarefa não é automatizada, o ator mantém a responsabilidade pela tarefa. (OVERBY, 2012, p. 113).
Contudo, apesar dessa capacidade não ser incluída originalmente como um constructo no modelo, será considerada neste estudo, dado que pode ser considerada uma capacidade das TICs, como apresentado na subseção 2.1.1.
Dentre as capacidades incluídas no modelo original (OVERBY, 2008), a capacidade de representação diz respeito à “capacidade das TICs de apresentar informações relevantes para um processo, incluindo simulações dos atores e objetos dentro do mundo físico, suas propriedades e características, e como interagimos com eles” (OVERBY, 2008, p. 283).
Essa capacidade permitiria, por exemplo, “que muitos requisitos sensoriais, tais como som e visão (e, em menor grau, tato, paladar e olfato) sejam replicados em processos virtuais baseados em TI (Steuer 1992; Suh e Lee 2005).” (OVERBY, 2012, p. 113).
A capacidade de alcance se refere à “capacidade das TICs de permitir a participação no processo através tanto do tempo quanto do espaço (Broadbent et al. 1999; Evans and Wurster 2000).” (OVERBY, 2012, p. 113).
A capacidade de monitorar é a capacidade que a TICs possuem “de autenticar os participantes do processo e monitorar atividades (Zuboff, 1998).” (OVERBY, 2012, p. 113).
Além das capacidades das TICs, a TVP inclui um conjunto de construtos que diz respeito aos requisitos dos processos. O Quadro 5, elaborado com base em Overby (2008, 2012) traz a definição de cada um destes constructos. e entre esses constructos, denominados capacidades ou requisitos, o modelo da TVP propõe um conjunto de relações, ilustrado na Figura 2.
Como se pode observar na Figura 2, os requisitos do processo teriam efeito negativo, tornando um processo menos propício a ser virtualizado. Assim, quanto mais alto um requisito, menor a chance de tornar determinado processo virtual.
Constructos Requisitos Sensoriais a necessi uma expe participan envolve a processo quando e (OVERBY Requisitos de Relacionamento a necess outros em de conhe 2012). Requisitos de Sincronismo o grau e rapidamen Requisitos de
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controle o grau emcontrole s Quadro 5: Definição operacion Fonte: elaboração própria.
Figura 2: Modelo da TVP Fonte: OVERBY, 2012, p. 280
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Definição
sidade de os participantes de um processo sere periência sensorial completa, tanto do processo antes e objetos envolvidos no processo. Essa
as sensações de ver, ouvir, sentir, provar e toca o ou objetos, bem como a sensação geral qu engajados no processo, por exemplo, excitação BY, 2008, 2012).
ssidade dos participantes de um processo de in m um contexto social ou profissional, que geralm hecimento, confiança e desenvolvimento de ami em que as atividades que compõem um proc
ente com o mínimo de atraso entre elas (OVERBY em que os participantes do processo requerem a antes do processo (OVERBY, 2008, 2012).
em que os participantes do processo requerem sobre o comportamento dos outros participantes ( ional dos constructos da TVP.
80.
iz respeito às capacidades das TICs, a T m papel como moderadoras nas relações virtualizabilidade.
entre um requisito, uma capacidade e a monstrado em azul na Figura 2, tem sua I, apresentada no modelo original de Ov
como hipótese a ser testada.
ões foram ampliadas por Overby elho na Figura 2, e o modelo passou a idades das TICs e a virtualizabilidade do pr
rem capazes de apreciar o em si quanto de outros sa experiência sensorial ar outros participantes do que os participantes tem ão, vulnerabilidade e etc interagirem uns com os lmente levam à aquisição izades (OVERBY, 2008, rocesso precisam ocorrer BY, 2008, 2012).
a identificação dos outros a habilidade de exercer (OVERBY, 2008, 2012). TVP pressupõe que es entre os requisitos a virtulizabilidade do a fundamentação em Overby (2008), sendo y (2012), conforme a considerar relações processo.
Assim, se uma tecnologia tem alta capacidade de representação, consequentemente, será mais fácil tornar virtual o processo para o qual está sendo aplicada do que se tiver baixa capacidade de representação, bem como algumas TICs podem proporcionar melhor alcance do que outras (OVERBY, 2012).
Desta forma, um processo virtual com alcance estendido é, provavelmente, útil a um número maior de pessoas do que um com alcance limitado, aumentando, assim, por exemplo, a sua adoção e uso (OVERBY, 2012).
Contudo, diferentemente das capacidades de representação e alcance, a capacidade de monitorar dependeria do processo que está sendo considerado e pode ter influência direta negativa ou positiva na virtualizabilidade do processo (OVERBY, 2012).
Por fim, para a virtualizabilidade do processo – a variável dependente no modelo – não é definido originalmente nenhum constructo. Entretanto, Overby (2008) sugere que sua mensuração possa se dar como adoção, satisfação e, ainda, Overby, Slaughter e Konsynski (2010) e Overby e Konsynski (2008, 2010) consideram a adequação como um constructo que poderia aumentar o poder explicativo do modelo.
Esses três constructos foram mantidos como indicadores de virtualização, pois já foi constatada uma relação entre eles na virtualização do processo ensino- aprendizagem (LIN, 2012), e foram definidos com base em definições propostas em outros modelos.
Nesse sentido, considerou-se adequação como “o grau que uma tecnologia auxilia um indivíduo a realizar seu portfólio de tarefas”. (GOODHUE; THOMPSON, 1995, p. 16), sendo que nesse estudo foi considerada apenas uma tarefa: aprender.
Satisfação é definida como a afeição ou os sentimentos do usuário sobre a participação no curso, na aula ou em relação à utilização do mundo virtual (BHATTACHERJEE; 2001).
No que diz respeito à adoção, optou-se por substituí-la pelo constructo continuidade de uso. Isso se deu devido aos casos estudados nesta pesquisa serem ex post, ou seja, os participantes já haviam adotado a tecnologia em questão no momento do estudo; e ainda, por se considerar que
de acordo com Bhattacherjee [10], o eventual sucesso de uma nova TI é mais dependente do uso contínuo dos usuários da TI ao invés de sua adoção inicial. Isto porque o uso frequente e ineficaz de TI após a aprovação inicial pode incorrer em custos indesejáveis ou resultar em um desperdício de esforço no desenvolvimento da TI. (Hong; Thong; Tam, 2006, p. 1819-1820).
Portanto, definiu-se continuidade de uso como a intenção dos participantes de continuar usando os mundos virtuais para o processo ensino- aprendizagem (BHATTACHERJE, 2001).
É essa teoria estruturada sobre o pressuposto da relação entre requisitos dos processos e capacidades das TICs e seus constructos para tornar um processo virtual, considerando seus respectivos conjuntos de constructos apresentados, que fornece o modelo geral para a análise do fenômeno objeto desse estudo.
Ademais, em si, essa teoria é também objeto de estudo, pois possui lacunas, indicadas por seu próprio autor, a serem preenchidas, dado que “(...) pode haver fatores que influenciam a virtualizabilidade para os processos em um domínio, mas não para aqueles em outro. Esses fatores específicos do domínio não são abrangidos pela teoria de virtualização de processo”. (OVERBY, 2008, p. 288).
Desta forma, considera-se a TVP aqui como uma estrutura geral aberta ao surgimento de outros fatores, próprios do domínio estudado, e sugere-se um novo fator a ser considerado no seu modelo, e que, assim como a capacidade de automação, foi acrescido ao conjunto inicial de fatores para orientar este estudo, o requisito de coordenação, apresentado a seguir.