Após uma profunda imersão sobre o processo de trabalho das Agentes de Segurança Penitenciária no Brasil, diversos questionamentos e problematizações fazem-se presentes. Contudo, um esforço apriorístico a guisa de considerações finais torna-se necessário.
Ao abordar o complexo universo das Unidades Prisionais no Brasil, percebemos que o modelo de encarceramento que hoje presenciamos é transpassado pelo reflexo de sociedade em que vivemos. As ASP, por seu turno, também são produto e produtoras desse contexto no âmbito do seu exercício profissional.
A crescente onda de violência e insegurança que permeia a nossa atual sociedade inflama e reforça discursos e práticas que atentam, por vezes, contra a dignidade humana. Ganha força, por exemplo, narrativas injuriosas de que “bandido bom é bandido morto”, reverberando também no interior das unidades prisionais.
Como corolário, comportamentos e práticas violentas instauram-se como único subterfúgio para o controle da segurança interna dos presídios, deixando tanto a população carcerária como as ASP expostas a uma situação de exposição crônica a violência. Conforma-se, portanto, um ambiente em que a ressocialização da população privada de liberdade é colocada em xeque.
Por outro lado, as prisões assemelham-se muito mais a “depósitos” de pessoas que não mais servem ao convívio social. Nesse quesito, a história da Saúde Pública no Brasil já nos apresenta diversos exemplos de como esse modelo “higienista” está fadado ao fracasso. Assistimos, em um passado recente, ao isolamento de pessoas portadoras de doenças transmissíveis como tuberculose e hanseníase. Na dimensão da saúde mental, o processo de internação manicomial até hoje se apresenta como um desafio a ser superado. Quando enxergaremos que a situação das penitenciárias apresenta-se como análoga, a exigir da sociedade um outro caminho que não seja o pautado na exclusão de toda monta? Quando perceberemos que
o atual modelo carcerário, antes de representar uma solução para os problemas dos que se desviam da Lei, apresenta-se como mais um ingrediente que coloca toda a sociedade em um ciclo vicioso de violência, prisão e punição?
O Brasil é o 4º país com a maior população carcerária do mundo. Prende muito e prende muito mal. Somos detentores de uma Polícia considerada como uma das mais violentas do mundo. Por outro lado, uma radiografia da nossa comunidade carcerária revela que a população privada de liberdade é composta, em sua maioria, de jovens negros, com baixo nível de escolaridade e que vivem em condições onde muitas vezes, o Estado não consegue dar assistência. Cria-se, portanto, um contexto de Violência Institucional, tanto por parte do braço da Polícia, como de grande parcela da sociedade que não consegue acessar os mínimos direitos garantidos por Lei.
Outro ponto de reflexão que identificamos no decorrer desta tese é a dificuldade que o Sistema Penitenciário tem de se enxergar enquanto um “Sistema”. Muitas das ações desenvolvidas não consideram a complexidade e a diversidade de situações presentes no ambiente prisional. As políticas públicas muitas vezes atendem as populações privadas de liberdade, mas deixam de lado os ASP.
Como consequência, a precarização do trabalho dos ASP vai cada vez mais se agudizando, tornando essa categoria profissional mais propensa ao desenvolvimento de doenças de natureza física e psicológica. A Saúde do Trabalhador, por seu turno, precisa estar atenta para o desenvolvimento de ações sistemáticas e intersetoriais, como forma de minimizar esses impactos no conjunto desses trabalhadores.
LIMITES DO ESTUDO
Cabe-nos aqui, abordar algumas das principais limitações encontradas nesse estudo. Iniciamos com a dificuldade que foi o contato e a realização da pesquisa em algumas cidades do Brasil. Por vezes, a Direção das unidades penitenciárias não contribuía para a realização dos trabalhos, colocando diversos empecilhos para a sua efetivação.
Como exemplo, citamos o caso de Pernambuco. A equipe de pesquisadores tentou por diversas vezes o contato prévio para a realização dos trabalhos de campo. Em todas as oportunidades, o diálogo não conseguia avançar e acabamos por ter de abrir mão desse estado.
Mesmo quando os contatos eram estabelecidos, era comum a equipe de pesquisadores encontrarem dificuldades para acessar o ambiente prisional. Diversos procedimentos rígidos de segurança dificultavam o contato com a população de estudo.
Além disso, a própria dinâmica complexa de trabalho das Agentes de Segurança Penitenciária impunha aos pesquisadores uma flexibilidade necessária para contornar diversas situações. Por vezes, ASP que foram selecionadas para participarem do estudo, desistiam por ter de assumir algum posto de trabalho, ou mesmo, ter que conduzir alguma detenta. Isso fez com que enfrentássemos uma perda amostral de pouco mais de 20%.
O grande volume de informações e de procedimentos laboratoriais por que passavam as ASP, tomava grande parte do tempo da equipe de pesquisa. Além disso, os altos custos de deslocamento e estadia impediam uma permanência mais prolongada nas cidades. Desse modo, tornava-se praticamente inviável pensar em estratégias de reposição de amostra.
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