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Nesta seção, apresento o contexto sócio-geográfico da Diretoria Regional de Educação da Penha e da escola a ela ligada, na qual esta pesquisa foi realizada. Inicio com a descrição da região onde a DRE se localiza e, na sequência, a descrição da escola por mim supervisionada.

A Diretoria Regional de Educação da Penha (DRE - PE) situa-se na Zona Leste da cidade de São Paulo e sob sua administração, na época da coleta dos dados, estavam 58.861 alunos, atendidos em 111 escolas de educação infantil e 38 escolas de ensino fundamental. A DRE-PE tem, em sua área, três subprefeituras (Mooca, Penha e Ermelino Matarazzo) e 12 distritos (Água Rasa, Mooca, Belém, Tatuapé, Brás, Pari, Penha, Cangaíba, Artur Alvim, Vila Matilde, Ponte Rasa e Ermelino Matarazzo). Devido à extensa área de abrangência da Diretoria, há contradições sociogeográficas e econômicas, pois os distritos sob sua jurisdição são muito distintos. Os bairros da Mooca e do Tatuapé, por exemplo, são econômica e socialmente mais desenvolvidos do que os demais; em contrapartida, os bairros Cangaíba e Artur Alvim são locais onde ainda são encontradas áreas que estão passando por processos de urbanização e regularização de áreas de risco (favelas) e canalização de córregos.

Essa região é cortada por grandes corredores, tais como Marginal Tietê, Avenidas Salim Farah Maluf, Radial Leste, Aricanduva, São Miguel, Imperador, Estrada de Itaquera, Assis Ribeiro, e faz divisa com o município de Guarulhos. É uma região muito ampla e possui tráfego bastante intenso.

Abaixo, apresento o mapa das 31 subprefeituras da Cidade de São Paulo (Figura 1) que tem como objetivo mostrar a extensão territorial da Diretoria de Educação Regional onde foi realizada a pesquisa, que compreende os bairros: Mooca, Penha e Ermelino Matarazzo.

Subprefeituras que compõem a Diretoria Regional de educação da Penha

Figura 1: Mapa das 31 Subprefeituras da Cidade de São Paulo – Fonte:

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/subprefeituras/mapa. Acessado em 05.02.2012.

A partir da divisão administrativa do município em 31 subprefeituras, foram criadas 13 Diretorias Regionais de Educação (DRE), que têm por função a implementação das políticas públicas educacionais para o Município de São Paulo. A DRE é um órgão intermediário entre a Secretaria Municipal de Educação (SME) e as Unidades Escolares, sendo responsável pela administração das escolas e o

Cada administração educacional das DRE organiza-se conforme o organograma mostrado na Figura 2.

Diretoria Regional de Educação

DIVISÃO DE ORIENTAÇÃO TECNICO - PEDAGÓGICA DIVISÃO DE PROGRAMAS ESPECIAIS RECURSOS HUMANOS DIVISÃO DE PLANEJAMENTO UNIDADES EDUCACIONAIS FINAN- CEIRO ASSESSORIA Diretor Regional de Educação PRÉDIOS E EQUIPA- MENTOS DEMANDA ESCOLAR/ TEG DOT-CEFAI SUPERVISÃO TÉCNICA ASSESSORIA JURÍDICA EXPEDIENTE INFORMAÇÕES GERENCIAIS ALMOXARIFADO ESCOLAS PARTICULARES SUPERVISÃO ESCOLAR CONVÊNIOS

Figura 2: Organograma das Diretorias Regionais de Educação – Fonte: http://portalsme.prefeitura.sp.gov.br/Regionais/108200/Documentos/reuniao/Apresenta %C3%A7%C3%A3o%20DRE%20CL.pdf8

Segundo a figura 2, a Supervisão Escolar e a Diretoria de Orientação Técnico- Pedagógica (DOT) da DRE têm como compromisso garantir a implantação e implementação das políticas educacionais no que se refere ao ensino público de qualidade. Para tanto, procuram estreitar as relações com as equipes gestoras e docentes, visando a identificar as dificuldades e necessidades apontadas pelas escolas e as formas de colaboração encontradas para a superação de seus problemas. Também acompanham a implementação do Programa “Ler e Escrever – Prioridade na Escola Municipal”, reorganizado pela Portaria 5.403/07 que, por meio das avaliações externas, identifica o grau de desenvolvimento da competência leitora e escritora dos alunos. Tais avaliações são feitas por meio de visitas às unidades escolares, nas quais o supervisor conversa com professores, Coordenadores Pedagógicos e Diretores. Além disso, o supervisor acompanha como as atividades estão sendo desenvolvidas. Por meio de um trabalho em equipe, a DOT deve também promover a formação continuada dos Coordenadores

Pedagógicos, dos professores e do quadro de Apoio à Educação nas diferentes modalidades.

A Escola Municipal de Ensino Fundamental na qual a pesquisa foi desenvolvida está situada numa avenida de fácil acesso e é uma das mais antigas da região, contando com um corpo docente fixo de aproximadamente 120 professores. Uma grande parcela deles acumula cargos como forma de aumentar suas massas salariais, o que acarreta cansaço e desgaste nas relações interpessoais; pouco ou quase nenhum tempo sobrando aos profissionais para investir na formação contínua e acadêmica.

Atende ao ensino fundamental com cerca de aproximadamente mil e quinhentos alunos, distribuídos em dois turnos diurnos de funcionamento. Em seu entorno, há um posto de saúde público, uma escola municipal de educação infantil e uma creche conveniada com o município.

O edifício da escola conta com 16 salas de aula no piso superior e uma no inferior. No piso inferior há, também, salas-ambiente de vídeo, laboratório de informática, leitura, dois banheiros (um para meninas e outro para meninos), cozinha, pátio interno, onde são servidas refeições e lanches, palco para exposição de trabalhos e apresentações teatrais, sala da Direção, secretaria, sala da coordenação pedagógica, uma sala dos professores subdividida em duas, uma para atividades de preparo de aula e outra para a realização do horário coletivo – onde os professores cumprem suas jornadas. No piso superior, há uma sala ambiente de Ciências e de Apoio Pedagógico.

A escola possui, ainda, duas quadras para a prática desportiva, situadas junto ao portão de entrada e saída dos alunos e é importante destacar que se desenvolvem, nessa unidade, atividades de bandas e fanfarras, que têm por objetivo buscar a valorização do espaço educativo, promovendo apresentações e representando a escola em espaços e eventos públicos.

Finda a exposição dos contextos, apresento, a seguir, os participantes da pesquisa, que são as pessoas que dão sentidos às prescrições governamentais por meio de suas ações diárias, ao viverem e conviverem com o cotidiano educacional, muitas vezes permeado por conflitos e dilemas.