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Wing Span for Power Output of 1.5 Mw

4. Aircraft or rigid wing kite

5.2. Discussion of Compatibility model

Rio do Fogo é uma pequena cidade do litoral norte do estado do Rio Grande do Norte (ver Figura 5). Com uma população estimada de 10.447 habitantes (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2006), se tornou município recentemente, em 21 de dezembro de 1995. Antes desta data essas terras já pertenceram, em ordem cronológica, aos municípios de Extremoz, Ceará-Mirm, Touros e Maxaranguape (Araújo, 2005). Atualmente limita-se com os municípios de Touros, Pureza, Maxaranguape e com o Oceano Atlântico (Morais, 2007).

Este município é subdividido em seis áreas chamadas distritos: a sede Rio do Fogo, Zumbi, Pititinga, Punaú e Catolé e Canto Grande, que antes de sua recente emancipação faziam parte do município de Maxaranguape. A ocupação destas terras está atrelada a colonização do vale do Ceará-Mirim. A história do distrito que dá nome ao município se inicia com a vinda de quatro famílias do sertão que seguiam para o litoral fugindo da seca que assolava a região. As famílias sertanejas mantinham seu sustento através de pescaria numa grande lagoa existente nas proximidades. No

caminho para as pescarias noturnas, avistavam com freqüência “aparições” de um grande círculo de fogo em torno da lagoa acreditando ser um fenômeno sobrenatural. A partir disso, os habitantes pioneiros passaram a chamar a lagoa de “Lagoa do Rio do Fogo” e conseqüentemente o pequeno rio recebeu o nome oriundo do fenômeno e passou a se chamar Rio do Fogo, originando então o nome da localidade (Morais, 2007).

Figura 5. Mapa político do estado do Rio Grande do Norte com destaque para o município de Rio do Fogo (fonte: Ministério de Minas e Energia, 2005b)

Pelo fato de a sede administrativa deste município ser recente, pouco desenvolvida e se situar distante, os distritos dependem deste praticamente apenas em virtude do centro administrativo, que conta com seis Secretarias: da Educação, das Finanças, da Administração, da Saúde, da Agricultura e da Ação Social (IDEMA, s/d). É interessante observar que mesmo com um fluxo intenso de veranistas e apesar da proposição do parque eólico como atração turística pela empresa que o implementou (Kohan Saagoyen, 2002), o município não possui uma secretaria de turismo.

Distante 81 km da capital Natal, sua economia é baseada principalmente na pesca artesanal. Apesar de possuir cenário natural atrativo, as atividades de turismo ainda são incipientes, e esse local se beneficia do turismo principalmente por estar na rota turística de outros municípios (Kohan Saagoyen, 2002). Conforme Araújo (2005), no fim da década de 1980 e início dos anos 1990, com o declínio da produção pesqueira e a instalação de um “spa” no distrito de Rio do Fogo e um hotel-pousada em Barra do Punaú, o turismo começou a aparecer como alternativa econômica para o município, mas ainda timidamente.

Os serviços de saúde pública e de educação são deficitários. No que diz respeito à saúde, possui 5 postos e uma unidade mista, mas que não oferece hospitalização (IBGE, 2006). Os serviços de educação se restringem a 24 estabelecimentos, sendo 8 destinados a pré-escola, 14 ao ensino fundamental e 2 ao ensino médio. Desses, 5 são responsabilidade do governo estadual e 19 do município, não existindo escola particular (IBGE, 2006). Os indicadores de pobreza estão em 75%, sendo que 59% da população de 10 anos ou mais de idade não possuem renda, 29% possuem renda mensal de até um salário mínimo (aproximadamente U$ 188 dólares); e 8% vivem com renda entre um e dois salários mínimos (IBGE, 2001).

O local escolhido para a construção do parque eólico se situa no distrito de Zumbi (ver Figura 6 e 7), uma pequena comunidade de pescadores, que teve seu povoamento iniciado nos idos do século XIX (Morais, 2007), possuindo características semelhantes às outras áreas do município. Este distrito possui 936 casas9 e aproximadamente 4.500 habitantes. Zumbi se distingue um pouco das outras localidades por dotar de relativa estrutura de comércio devido à grande procura de veranistas em função da praia que se situa neste distrito (Araújo, 2005). Por esta característica, possui muitas casas de veraneio que são utilizadas praticamente apenas no período de alta estação (dezembro a março), ficando fechadas praticamente o ano inteiro (Kohan Saagoyen, 2002; Araújo, 2005). Além dos veranistas, o turismo em Zumbi é pouco explorado, existindo apenas três pequenas pousadas. Possui uma pequena edificação escolar que atende crianças de primeira a quarta série do ensino fundamental na qual duas escolas, uma municipal e outra estadual, dividem seu espaço em turnos diferentes (ver Figura 8). Este distrito conta também com um posto de saúde.

9 O número de casas foi contabilizado a partir do número de ligações encontradas em Zumbi,

Figura 6. Centro de Zumbi (Fonte: arquivo pessoal).

Figura 8. Sede da escola Municipal e da Escola Estadual do Distrito de Zumbi. (Fonte: arquivo pessoal)

Entre o centro do distrito de Zumbi e o parque eólico está o Conjunto Residencial Novo Horizonte (Figura 9) localidade mais próxima ao parque eólico (ver Figura 10 e 11), motivo pelo qual foi definido como principal local de desenvolvimento desta pesquisa/estudo. Sua ocupação é recente, data de 1996, e ocorreu devido à doação de terras da prefeitura para formação de um loteamento, em troca de voto. Nessa área, a maioria das casas é de veraneio.

Figura 10. Vista para Zumbi do em um dos aerogeradores mais próximos desta localidade.

Figura 11. Vista para o Conjunto Novo Horizonte no pé do aerogerador mais próximo da localidade

Os poucos moradores fixos do Conjunto Novo Horizonte vivem principalmente da pesca e, apesar de viverem muito próximos ao parque eólico, contam com energia elétrica, porém, não possuem iluminação pública, como pode ser observado na Figura 12.

Figura 12. Conjunto residencial Novo Horizonte, tendo ao fundo uma cerca demarcando uma propriedade e os aerogeradores do parque eólico (Fonte: arquivo pessoal).