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Discussion and Conclusions

Um dos temas recorrentes no campo dos estudos sociais da infância, ocupando mesmo a posição de um dos componentes da ruptura paradigmática contemporânea, é a perspectiva de “dar voz”, “escutar” ou mesmo abrir canais para a participação de crianças e adolescentes como parceiros(as) da pesquisa (PRADO, 2013).

Tal disposição tem uma série de implicações nos dispositivos da pesquisa, que vai muito além dos procedimentos para “estimular” ou “provocar” a fala, envolvendo princípios éticos tanto na coleta das informações fornecidas por crianças e adolescentes quanto na análise e interpretação das informações fornecidas pelos sujeitos da pesquisa.

No Negri estamos atentos(as) a tais implicações em vários planos, tanto quando em nossas pesquisas entrevistamos crianças e adolescentes (e adultos também), como quando analisamos pesquisas realizadas por adultos que observaram ou entrevistaram crianças e adolescentes. Por tais razões, consideramos quatro pontos para análise da escuta dos(as) adolescentes envolvidos nas quatro dissertações aqui analisadas: instrumento de coleta de informações; disponibilidade das informações; explicitação dos princípios éticos adotados; tratamento/interpretação dado às informações.

Instrumentos de coleta de informações. As dissertações informam que as pesquisas se filiam a metodologias qualitativas ou compreensivas. Assim, Audi (2006, p. 2) informa que as “entrevistas são analisadas qualitativamente”; Bonfim (2011, p. 68), que seu método seria “compreensivo da base afetivo-volitiva”; Macêdo (2006, p. 99), que adotara um “método predominantemente qualitativo”; Pereira (2001) informa que teria adotado, em sua pesquisa, uma “epistemologia qualitativa inspirada em González Rey”.

Iniciamos com as dissertações de Audi (2006): se ela não informou o método, informou os procedimentos como as demais, e constituiu, juntamente com a dissertação de Bonfim (2011), uma das únicas que informou, no corpo do texto, procedimentos éticos adotados, que transcreveu no anexo o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e publicou todas as entrevistas que realizou.

Em Bonfim (2011) encontramos trechos sofisticados sobre o método:

Este trabalho buscou um referencial teórico-metodológico para a compreensão de sentido enquanto categoria construída no campo da intersubjetividade, mas permeado pela dialética de exclusão/inclusão social. Encontramos em Vigotski a possibilidade de compreender os jovens como sujeitos dotados de singularidade e afetos, a partir de um repertório histórico e social que influencia nos significados construídos socialmente, mas tornam os sujeitos únicos (BONFIM, 2011, p. 20).

A tradução dessa perspectiva propôs-se, na prática da pesquisa, em questionário (denominado de “entrevista estruturada”) que forneceu dados numéricos (resultados apresentados em números absolutos e porcentagem) e entrevista semi-estruturada. Bonfim (2011) também informou quais procedimentos éticos foram adotados, incluiu o TCLE nos anexos, bem como o questionário e o roteiro da entrevista. Na apresentação e discussão dos resultados incluiu a transcrição de falas dos sujeitos entrevistados(as).

Em Macêdo (2006), também localizamos um tópico, bastante sofisticado, sobre método, no qual da mesma forma que Pereira (2001), cita González Rey.

Nosso objeto de estudo, o sentido da formação para o trabalho e as expectativas em relação ao futuro por parte dos adolescentes aprendizes, define-se em termos qualitativos, uma vez que é determinado pelo sentido subjetivo e processos de significação. O que justificou a utilização, predominantemente, do instrumental proveniente do método qualitativo, sendo que se utilizou, também, de instrumental proveniente do método quantitativo para se compreender aspectos sócio-demográficos. [...] Não se pode pensar, assim, numa subjetividade a-histórica e apolítica sic que tem a função de desvelar um mundo imutável, pois a formação para o trabalho e, consequentemente, seu sentido, não são apenas o que se objetiva nos atos e modos operatórios, mas, principalmente, as marcas de seus atos na transformação do sujeito (MACÊDO, 2006, p. 85 e 86).

A transposição para a “coleta” de informações junto aos sujeitos traduziu-se em entrevistas individuais e entrevistas coletivas. Denomina a entrevista como uma “conversa permanente entre as opiniões, emoções, tendo o propósito de converter- se em um diálogo” (MACÊDO, 2006, p. 92). Como não apresenta transcrição das entrevistas individuais, não se pode apreender como ocorreu o “diálogo”. De todo modo, apresenta o roteiro no qual encontram-se apenas tópicos referentes ao sujeito a serem entrevistados. Para as entrevistas coletivas não encontramos roteiro, apesar da informação: “[...] cujo roteiro foi elaborado buscando-se retomar os conteúdos apreendidos mediante a observação”, sem que tenhamos encontrado informações, na dissertação, sobre “a observação” como procedimento. A função das entrevistas coletivas teria sido a de dar “suporte ao estudo, funcionando como validação das interpretações e elaborações. Bem como funcionando como uma devolução, uma vez que se procurou expor as análises ou interpretações do entrevistador sobre as experiências relatadas pelos entrevistados” (MACÊDO, 2006, p. 93).

No capítulo de resultados localizamos excertos de transcrição das entrevistas. O corpo da dissertação menciona apenas que o projeto foi submetido ao conselho de ética da UFPB, mas não anexa o TCLE.

Na dissertação de Pereira (2001, 43), também nos deparamos com um sofisticado texto sobre método, no qual afirma que “o conhecimento científico é importante” também “porque revela um fenômeno”:

Baseado nesta epistemologia, González Rey (1997a) propõe a pesquisa qualitativa, como sendo um processo contínuo, como um tecido complexo que se desenvolve ao longo da própria pesquisa. É uma construção de conhecimento que necessariamente implica num processo de relacionamento, de comunicação entre dois sujeitos ativos. Assim como Gonzalez Rey (1999), acredito que a pesquisa qualitativa está intimamente relacionada a uma definição epistemológica, que se orienta para a compreensão de um objeto, no seu mais amplo sentido. A subjetividade, a história, o contexto e todos os elementos que marcam a singularidade de um fato, de um sentido revelam a expressão do sentido pessoal de adolescentes que vivem em relações de trabalho (PEREIRA, 2001, p. 48)

O método traduziu-se em procedimento de entrevista semi-estruturada com dois jovens, um rapaz e uma moça. As entrevistas foram transcritas no anexo e os procedimentos éticos foram descritos em nota de rodapé.

Por questões éticas, os adolescentes entrevistados, estavam cientes dos objetivos da pesquisa ao qual estavam participando, bem como os seus anonimatos. Confirmando isso, assinaram uma carta, permitindo o usufruto das entrevistas cedidas, desde que lhe fossem garantidas as condições acima (PEREIRA, 2001, p. 49).

Não localizamos, na dissertação de Pereira (2001), a explicitação do roteiro de entrevistas, mas na transcrição defrontamo-nos com a explicação, às pessoas entrevistadas, quais seriam os objetivos da pesquisa.

Sujeito: B.F.18

Idade: 16 anos

Profissão: vendedor e gerente de cheques

P – Estou fazendo uma pesquisa com os jovens, para a minha dissertação de mestrado. Eu quero saber como é o dia destes jovens, no trabalho, na escola, em casa, com amigos, o futuro. Enfim, entender um pouquinho do cotidiano dos jovens. Então vamos começar pelo seu trabalho. Você me disse que trabalha com vendas e é gerente de cheques. Onde você trabalha? (PEREIRA, 2001, p. 141).

É possível notar omissão, no objetivo explicitado aos jovens, de que a pesquisa usaria jovens específicos, e não genéricos, aqueles que trabalham em firmas nas quais seus pais são “patrões”.

Conforme informamos, foi apenas nas dissertações de Audi (2006) e Bonfim (2011), que localizamos a transcrição dos TCLE: na de Audi (2006) o termo foi bastante completo, explicitando o objetivo, entre outros aspectos. No termo da dissertação de Bonfim (2011), não localizamos os objetivos da pesquisa. Em nenhuma das duas dissertações encontramos informações sobre como ou se ocorreram pergunta dos sujeitos, se houve recusa, ou se os sujeitos pediram esclarecimentos etc.

Quando voltamos nossa atenção ao uso feito nas dissertações dos excertos das transcrições das entrevistas, alguns aspectos chamaram nossa atenção: com exceção da dissertação de Bonfim (2011), as demais não identificaram os excertos com nomes fictícios dos sujeitos, o que dificultou, para nós leitoras, uma apreensão concreta dos sujeitos, de suas subjetividades. Audi (2006) não utiliza nenhum identificador; Macêdo (2006) indica entre parênteses “Adolescente, sexo feminino, 16 anos – Entrevista (individual)”; Pereira (2001) usa apenas duas iniciais (L e B). Foi apenas na dissertação de Bonfim (2011), que localizamos uma apresentação individual de cada sujeito da pesquisa. Exemplo:

Benício é um jovem de 18 anos que se diz muito comunicativo, brincalhão e até bagunceiro, mas um bom aluno. Os pais se separaram há seis meses e ele decidiu que precisava ajudar a mãe a cuidar da casa e dos três irmãos mais novos. Trabalha como supervisor de vendas, mesma profissão da mãe e seu salário é investido nas despesas domésticas, no pagamento do dízimo da igreja, algumas compras, prestação de um computador e investimento em uma poupança para a futura carreira profissional, provavelmente na área de Informática. Diz ser responsável pelos irmãos mais novos e sente-se muito feliz em poder ajudá-los por meio de seu salário (BONFIM, 2011, p. 167).

Sobre a escuta dos sujeitos, o segundo comentário refere-se ao espaço ocupado pelos excertos das entrevistas nas dissertações, espaço analisado de duas perspectivas: qualitativa e quantitativa.

Do ponto de vista quantitativo, usando as ferramentas “contar palavras” e “contar caracteres” nos trechos indicados como transcrição de entrevistas nas dissertações, conseguimos estabelecer um percentual com relação ao todo da dissertação.

Quadro 21 - Frequência de palavras e caracteres, por partes, das dissertações analisadas. N % N % N % N % Palavras Texto completo 34.229 100 24.730 100 44.264 100 53.026 100 Texto parcial 6.931 20,2 11.164 45,1 14.622 33,0 19.978 37,7 Excertos de falas 1.830 5,3 2.678 10,8 1.086 2,5 4.751 9,0 Caracteres Texto completo 194.142 100 144.626 100 292.364 100 319.865 100 Texto parcial 41.283 21,3 62.936 43,5 97.609 33,4 125.346 39,2 Excertos de falas 9.598 4,9 14.546 10,1 6.527 2,2 25.750 8,1

Partes Audi (2006) Bonfim (2011)DissertaçõesMacêdo (2006) Pereira (2001)

Nota-se que o espaço concedido aos excertos das entrevistas dos(as) adolescentes variou entre 2,5% em Macêdo (2006) e 10,8% em Bonfim (2011). Tanto a dissertação de Macêdo (2006) quanto de Bonfim (2011), como informamos antes, não transcreveram a totalidade das entrevistas. Pereira (2001) e Audi (2006), por terem transcrito as entrevistas, abriram amplamente mais espaço para a “voz” dos(as) adolescentes: por terem incluído anexos com falas dos(as) adolescentes, abrem reais oportunidades do(a) leitor(a) de ter acesso a essas vozes.

No campo dos estudos sociais da infância, a escuta de crianças (adolescentes) constitui a conquista de um direito, de um lugar na pesquisa que também vem sendo reconhecida no âmbito das práticas sociais jurídicas. Conforme Prado (2012), a ampliação do espaço outorgado à voz das crianças:

[...] por outro lado, traz consequências para as pesquisas em geral, pois incluí-las não significa simplesmente aumentar a quantidade de pessoas ouvidas; significa, antes, trazer perspectivas e saberes diferentes daquelas dos adultos pesquisadores, que poderão somar-se a estas ou mesmo colocá-las em questão. Isto porque “existem realidades que somente a partir do ponto de vista das crianças e dos seus universos específicos podem ser descobertas, apreendidas e analisadas” [...]. Estudar com crianças abre, portanto, ao pesquisador uma perspectiva que, sem elas, não se teria. Assim, a compreensão de fenômenos e as próprias agendas de pesquisas podem ser modificadas por meio desse tipo de experiência investigativa (MAYALL, 2005 apud PRADO, 2012, p. 49, aspas da autora).

Umas das maneiras (mas não a única) de apreender se as dissertações analisadas “estudaram com os(as) adolescentes” foi observar as interpretações apreendidas no texto sobre suas vozes: as interpretações foram da teoria para a fala dos(as) adolescentes, da fala dos(as) adolescentes para a teoria e/ou uma combinação de ambas. Como informamos, não localizamos na dissertação de Audi (2006) a explicitação de um enfoque teórico. Portanto, tal análise não foi possível.

Nas demais dissertações, o movimento pareceu-nos mais no sentido da teoria para os(as) entrevistados(as), buscando-se ouvi-los, mas não tanto escutá-los. Exemplo:

Estes jovens entendem como sinônimo de currículo, o acúmulo de experiências, sempre calcada na relação da venda da força da mão de obra. Procuram fazer “algo melhor”, no sentido de: “algo que dê mais dinheiro e concomitantemente aumente esse currículo”. Entretanto, são ingênuos ao crerem que essas “experiências profissionais”, ao qual conceituam de currículo, irão ajudar a construir seus futuros currículos profissionais. Qualquer trabalho que realizaram ou mesmo o atual, é sempre visto como um “bico”. É um momento de espera por algo melhor no espaço financeiro e de independência familiar, mas sem perder o real sustento dos pais (PEREIRA, 2001, p. 70).

Além desse exemplo “pinçado” nas dissertações, estratégia, metodologicamente frágil, outra alternativa seria analisar em profundidade o roteiro das entrevistas e a grade para sua análise. Isto porque a análise de sua construção poderia permitir apreender qual o foco analítico adotado. Isto é, as perguntas ajudariam a apreender se a adolescência estaria sendo tratada ou não pela pesquisa como categoria analítica ou como informante para sustentar interpretações já postas. Como a maioria das dissertações não incluiu o roteiro das entrevistas, tal análise só pode ser efetuada para a dissertação de Bonfim (2011, p. 97). Uma das partes do roteiro procura investigar “os sentidos do trabalho”. Foram incluídas 23 questões (conforme quadro anexado na referida dissertação) dentre as quais poucas, cinco ou seis, se voltam para a condição ser jovem/adolescente: por exemplo, “qual o diferencial que os jovens têm a oferecer para o mercado de trabalho?”. Em investigação que se voltasse para adolescência como categoria analítica, as perguntas poderiam direcionar-se, por exemplo, para as discriminações que enfrentou por ser adolescente para se colocar no mercado de trabalho, como foi acolhido(a) por ser jovem, qual o impacto de dispor do seu dinheiro na própria família, o que pensa sobre seu salário quando comparado ao dos adultos.

É verdade que encontramos, por vezes, nas dissertações menções a tais discriminações relatadas pelos(as) adolescentes/jovens, mas que não adentram o roteiro de entrevista, conforme localizado em Bonfim (2011).

As situações constrangedoras partem, muitas vezes, dos próprios colegas de trabalho. Segundo relatos, por pessoas que se sentem ameaçadas por profissionais mais jovens. Em outras situações, os jovens sentem-se subestimados por empresas que não oferecem o suporte necessário para a aprendizagem de ocupação ao serem submetidos à realização de tarefas

rejeitadas por outros. Também afirmam vivenciar um clima de desvalorização e competitividade (BONFIM, 2011, p. 76).

Por outro lado, mais de uma vez foi possível apreender-se, nas dissertações, interpretações “teórico-normativas”, como as transcritas abaixo.

Sobre os motivos envolvidos no ingresso dos jovens, a independência aparece com maior frequência, mas o sentido dessa independência está atrelado ao poder de consumo que causa admiração pelo produto consumido e que pode significar sucesso pela possibilidade de independência. No entanto, tal significação de autonomia na realidade inibe potencialidades dos jovens pobres e a ideia de independência como fonte de consumo mascara a alienação que submete o jovem trabalhador ao diminuir seu potencial de ação sobre uma realidade de exploração (BONFIM, 2011, p. 85).

Em Pereira (2001), como vimos, localizamos, entre outros, o qualificativo “ingênuos” para os(as) adolescentes entrevistados(as) ou no geral, difícil saber...

Entretanto, apesar dos adolescentes se considerarem profissionais flexíveis, aptos a qualquer tipo de serviço, são ingênuos em acreditar que somente por já terem feito de tudo um pouco (desde servir café até atendimento direto ao público) possuem tais características [...] (PEREIRA, 2001, p. 73, grifo nosso).

Porém, é na dissertação de Pereira (2001) que, várias páginas após o excerto anterior, no encaminhamento para as considerações finais, encontramos o uso do verbo “dialogar”, para caracterizar a relação entre pesquisadora e adolescentes.

Nesta pesquisa, ao dialogar com estes adolescentes, os mesmos puderam, ao contar um pouco de suas vidas, ressignificar suas experiências. Ao atribuírem conceitos, ao denominarem seus sentimentos, ações e pensamentos, revelaram como construíram seus sentidos. Sentidos estes, não só vinculados ao trabalho, mas com todas as relações que estabelecem enquanto seres sociais (PEREIRA, 2001, p. 116).

Finalmente, em Macêdo (2006), entre outros, o confronto entre suas interpretações e as falas dos(as) adolescentes, aparece na dicotomia “sonho” e “realidade”.

Esses adolescentes, de fato, parecem não conseguir ressignificar os próprios sonhos e desejos, de forma a perceberem que os mesmos se constituem, também, na relação com o mundo social. E, por não os analisarem criticamente, acabam colocando-os num lugar especial, inquestionável, o que Alberto (2002) considera como uma expectativa da ordem do desejo. Outra parte vislumbra um futuro mais pautado na

realidade, uma vez que procura realizar seus sonhos por intermédio dos estudos ou do trabalho, buscando formas de superar as adversidades do meio social (MACÊDO, 2006, p. 146).

Ou seja, nos deparamos com situações equivalentes àquelas observadas por Prado (2009) em sua pesquisa sobre o uso de falas de crianças e adolescentes em artigos de psicólogos(as) sobre trabalho infanto-juvenil: “suas falas são consideradas ideológicas e equivocadas quando não corroboram a posição defendida no texto” (PRADO, 2009 apud PRADO, 2011, p. 88).

Sintetizando o tópico sobre caracterização dos sujeitos e suas atividades observamos, nas dissertações analisadas, que os sujeitos entrevistados ou que responderam ao questionário eram todos de área urbana, residentes predominantemente ao Sudeste, grande São Paulo, local de realização das entrevistas. Informações foram disponíveis sobre sexo, raramente sobre cor-raça, intensamente (mas vagamente) sobre condição socioeconômica, via de regra denominada classe social. A despeito da composição paritária de rapazes e moças, todas as dissertações adotam o genérico masculino, sem explicações, e usam o termo homem para humanidade.

3.2.5 Análise referente a concepções de adolescência e adolescentes apreendidas

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