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DISCUSSION & CHALLENGES

In document WHY BIOMASS GASIFICATION (sider 25-30)

A capacidade das narrativas infográficas de transmitir informações e gerar conhecimentos por meio de representações verbais e visuais faz com que este recurso tenha potencialidade no âmbito educacional. Segundo Lapolli et al. (2013a), as narrativas infográficas na web podem ser utilizadas na educação, aumentando a motivação dos alunos, e favorecendo uma aprendizagem contextualizada. Assim, essa ferramenta pode facilitar o processo de ensino e aprendizagem, fazendo com que os alunos interajam de forma mais fluida com o ambiente (LAPOLLI et al., 2013b).

De acordo com Flores (2009), como recurso educativo, a infografia surge das qualidades que a priori se pode observar nela: unir de forma coesa imagem e informação, fazendo com que a participação de um especialista em comunicação visual seja importante, uma vez que ele é capaz de determinar a estética e a interface mais apropriadas de acordo com o conteúdo e o público ao qual o material é destinado. Por outro lado a infografia apresenta pequenas doses de informação, que desenvolvida em conjunto com professores e consultando textos acadêmicos pode levar a compreensão de determinado tema (FLORES, 2009).

A consulta a diferentes tipos de materiais, bem como a especialistas do assunto a ser abordado numa infografia tem a ver com o compromisso que é preciso ter com o conteúdo didático. Para garantir a aprendizagem do aluno, o conteúdo apresentado deve estar correto. Assim como no jornalismo, a infografia didática deve prezar pela veracidade daquilo que está sendo narrado tanto por meio de texto como por meio de imagem.

Para Costa, Tarouco e Biazus (2011, p.1), “a criação de OAs baseados em infográficos pode facilitar o processo de ensino- aprendizagem”. Segundo Pessoa e Maia (2012, p.9), a infografia como OA “[...] pode complementar o conteúdo disponível nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem de forma dinâmica e interativa,

modernizando o texto científico, tornando-o mais didático e adequado ao contexto educacional em que se manifesta”. Desta maneira, a infografia complementa a informação, oferecendo subsídios para o aluno se aprofundar no assunto exposto no infográfico.

Quando inseridas na web, a ordem e o ritmo de apresentação das narrativas infográficas podem ser determinados pelo aluno. Sobre esse assunto, Costa e Tarouco (2010, p. 4) revelam que “enquanto o suporte impresso é fixo, estável, o suporte digital é fluido e líquido”. Assim, a infografia na web permite a visualização do conhecimento por meio de diversos recursos comunicativos que se unem oferecendo cada vez mais possibilidades aos alunos que interagem de forma fluida tanto com o ambiente digital, como com seus colegas e professores.

Segundo Marín Ochoa (2009b), as características da infografia digital permitem que ela contenha diversos gêneros, diversas formas de apresentação, diversos meios, diversos pontos de vista, diversas possibilidades de interação que a transformam numa ferramenta ideal pata a aprendizagem do século XXI. Para Bottentuit Junior, Lisboa e Coutinho (2011, p.5) a utilização de infográficos promove uma aprendizagem onde os alunos podem se deparar com uma realidade mais consistente.

Através dos infográficos, os alunos podem ter acesso aos mais variados tipos de conteúdos e o mesmo poderá ser explorado em múltiplos formatos, ou seja, pode constituir-se como fonte alternativa de informação, como uma fonte de pesquisa, como um esquema para discussão, como estratégia pedagógica para o ensino ou ainda, como um poderoso recurso para a educação a distância [...] (BOTTENTUIT JUNIOR; LISBOA; COUTINHO, 2011, p.5).

Sobre o potencial pedagógico da infografia, Andrade (2011, p.66) alega que os elementos da linguagem visual atuam no campo cognitivo, favorecendo o aprendizado. “[...] a infografia busca uma aproximação do estudante ao objeto de estudo, provocando uma experiência interativa mais profunda e significativa, trazendo uma informação muitas vezes distante da realidade de todos, de uma forma clara e compreensível”.

Para Valero Sancho (2012) a infografia digital está se desenvolvendo para o ensino, podendo ser utilizadas por pessoas de qualquer idade que possuem o animo de aprender nas mais diversas áreas. Segundo esse autor, a infografia é uma das melhores formas de

ensinar devido às múltiplas ferramentas que podem ser utilizadas a seu serviço, conduzindo os estudantes pelos caminhos da aprendizagem. Sob o pretexto didático, frequentemente são apresentadas ficções ou simulações que não ocorreram e nunca ocorrerão com a finalidade de construir uma realidade utópica ou de mostrar as qualidades de alguma coisa (VALERO SANCHO, 2012).

Portanto, os infográficos, utilizados num ambiente de EaD, podem tornar o material educativo mais atrativo ao aluno, facilitando a compreensão por tornar o assunto em questão mais prático e real (BRAGA, 2009). “Entretanto, não é qualquer tipo e forma de material educacional que os alunos buscam. Eles querem materiais atrativos visualmente, que consigam interagir, conversar, compreender com facilidade e estimule suas reflexões” (BRAGA, 2009, p.7).

Para auxiliar no desenvolvimento de materiais atrativos para os alunos, a infografia educacional pode se apropriar de características estudadas no campo do jornalismo. Algumas dessas características devem ser adaptadas. Por exemplo, na figura 10, Valero Sancho (2003) aponta as características relacionadas ao conteúdo jornalístico (utilidade infográfica) e à visualidade (visualidade infográfica). Essas últimas se mantêm no caso de uma infografia voltada para o ensino-aprendizagem, sendo necessário adequar apenas às características relacionadas ao conteúdo que, neste caso, seria o conteúdo educativo.

Costa, Tarouco e Biazus (2011) abordam a escolha e a criação de imagens para conteúdos educacionais, enfatizando que as imagens meramente decorativas não contribuem para a compreensão do conteúdo e podem inclusive aumentar a carga cognitiva do estudante, prejudicando a aprendizagem. Assim, os dados e as informações contidos numa infografia voltada para o processo de ensino- aprendizagem devem ser organizados e apresentados para que o aluno consiga explorá-los de forma intuitiva, focando suas energias naquilo que é relevante.

Para Valero Sancho (2010), as infografias digitais possuem um forte componente estético que seduz e capta a atenção dos intérpretes. Essas apresentações sedutoras e de fácil assimilação, que utilizam imagens, metáforas visuais, textos, cores, entre outros, motivam a entrada nos diversos conteúdos de forma fácil. Como resultado, é possível que os intérpretes aumentem seus conhecimentos. Nesse sentido Bezerra, Serafim e Medeiros (2011) afirmam que na modalidade de EaD, construir e compartilhar conhecimento por meio da infografia torna um objeto de interesse individual em algo passível a discussão e construção coletiva.

2.7 DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM EM RELAÇÃO AOS

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