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Pregunta 13 ¿Cree que existe una relación entre las conductas problemáticas y la necesidad de pertenencia a un grupo por parte de los estudiantes?

6.1 Discusión de los resultados

Foi Théodore Levitt que em 1983 começou a utilizar o termo globalização para designar a convergência global dos mercados. Tratava-se de um processo de reorganização e reorientação das economias nacionais “segundo critérios de um mercado global, em função de um contexto de fluxos e transações transnacionais processadas através de um sistema de redes de empresas” (Santos, 2002).

Desde Levitt até aos nossos dias, muitos autores reflectiram sobre a evolução do processo de globalização económica, considerando-o como uma sucessão de fases.

Malcom Waters (1999) apresenta-nos a evolução do processo de globalização económica em três fases.

A primeira fase, a que ela chama “economia capitalista”, define claramente os seus contornos no período de 1600 a 1870, assumindo a forma de impérios absolutistas em decadência com fracos Estados-Nação em emergência, acompanhados de ligações transgeográficas de mercadores e comerciantes. Entre 1870 e 1970, período que Waters identifica como “economia política”, assistiu-se à emergência das relações económicas internacionais, onde o poder do Estado depende da capacidade da sua economia, das suas empresas nacionais, de modo a poder influenciar o sistema económico internacional através dos fluxos de trabalho, comércio e investimento. Para Waters, esta foi a segunda fase do processo de globalização económica.

A terceira fase é a chamada “economia cultural”, e é, na opinião do autor, a fase actual onde os mercados vão para lá dos Estados e das unidades de produção económica, para serem mais humanizados e individuais “tornando-se uma economia reflexivamente globalizada” (1999, p. 91).

Também na perspectiva do processo de globalização como uma sequência de fases, Wolfgang, Riel e Stevens referem-se ao processo de globalização económica como um conjunto de acontecimentos excepcionais que têm vindo a acontecer ao longo da História Económica, sendo que estes períodos são os chamados períodos de expansão duradoura2. Na opinião destes autores ocorreram dois acontecimentos com características excepcionais: um nas últimas décadas do século XIX, com a Revolução Industrial, e outro a seguir à II Guerra Mundial (2001, p. 12).

2 Período este que estes autores consideram estarmos a atravessar, com a globalização económica. Na opinião destes

autores para se considerarem estes acontecimentos excepcionais, é necessário que tenham duas características essenciais: um ritmo de desenvolvimento acima da média; uma interdependência de múltiplos factores que se inter- relacionam numa conjuntura histórica específica, desencadeando ritmos de incrível rapidez de transformações socio- económicas e de crescimento de produtividade. Este conjunto de características é o que estes autores defendem como sendo um período de expansão duradoura.

Também Lipsey partilha da opinião que a história mundial já conheceu outros períodos com estas mesmas características do período que estamos a viver. Exemplifica com a Era Mecânica que descreveu o período de 1500 a 1870 na Europa, época que revolucionou a forma de produção que passou a ser mecanizada. A Era Electrónica, para Lipsey, descreve o período de 1870 até aos nossos dias (2001, p. 58).

Ou seja, muitos autores defendem que o processo de desenvolvimento da economia mundial não é uma sequência contínua de fenómenos, mas sim um processo descontínuo onde se intercalam períodos de crescimento de produção e de trocas comerciais, acompanhados por uma expansão demográfica com períodos de estagnação e recessão (Dicken, 1998, p. 20). Mas como poderemos caracterizar a fase actual do processo de globalização económica?

Preocupado com o papel do mercado global está a desempenhar na transformação dos parâmetros do desenvolvimento, Philip McMichael (1996) afirma que em qualquer parte do mundo estamos a participar no processo social global a que chamamos globalização onde as interdependências entre as pessoas, as comunidades e as nações são imediatas.

“The global market place is a tapestry of commodity exchanges that bind producers and consumers across the world” (McMichael, 1996, p. 1).

Para Wolfgang, Riel e Stevens o contexto actual é, como referimos anteriormente, caracterizado por um período de expansão duradoura, ou seja, um período de dinamismo económico de longo-prazo, assente em 5 pilares (2001, p. 16).:

• Instrumentos ou tecnologias para aumentar a capacidade de criação de valor;

• Estruturas institucionais económicas e sociais que permitem gerir o risco, a incerteza e melhorar a transparência;

• Factores quantitativos ligados aos recursos naturais, e ao capital fixo e humano, que são considerados factores de produção;

• Forças concorrenciais que fomentam a produtividade e as inspirações motivadoras que conduzem à inovação.

Na opinião destes autores, é a evolução de cada um deste factores que definirá o rumo do dinamismo económico actual

Para que no século XXI seja accionado um novo período de expansão, estes autores defendem que terá de se verificar o desenvolvimento de uma economia e sociedade do conhecimento à escala mundial, acompanhada de uma economia global baseada nos fluxos internacionais de comércio, investimento e tecnologia, procurando atingir uma sustentabilidade ambiental a nível global (idem, p. 22).

No entanto, tudo estará dependente das escolhas políticas actuais que determinarão os resultados futuros.

Como temos vindo a identificar, existem várias noções para explicar o período económico que vivemos, Schwartz, Eamonn e Boyer (2001) sintetizam alguns

dos termos mais usados: economia pós-industrial, economia dos serviços, sociedade pós-capitalista, economia digital, economia de rede, nova economia, e, mais recentemente, economia do conhecimento.

A caracterização do processo de globalização define-o como uma tendência de integração económica, onde se verifica o aumento das redes transnacionais, o poder do mercado de competitividade e a procura mundial de informação e de conhecimento em tempo real.

Admitindo que a economia do conhecimento está em emergência, como referem Schwartz, Eamonn e Boyer (2001), são possíveis, de acordo com os autores, dois futuros: ou todos beneficiarão dos benefícios desta economia do conhecimento, ou apenas uma elite restrita ganhará. Este cenário é proposto com base na crença de que existe uma sociedade a duas velocidades, onde uns conhecem e os outros desconhecem.

No entanto, estes autores apontam para um futuro inevitável onde o conhecimento é um dos bens mais valioso tornando-se “(...) a chave que abre caminho ao círculo de crescimento contínuo do potencial económico” (Schwartz, Eamonn e Boyer, 2001).

As dinâmicas económicas que se interpenetram na complexidade social e política, originam modelos de desenvolvimento baseados nas condições de produção e de repartição dos rendimentos, a que nos habituámos a chamar de processos de internacionalização3, multinacionalização, transnacionalização4 e

globalização5.

O processo de globalização económica gerou, também, alguns condicionalismos. Este condicionalismos poderão estar relacionados com a exigência de uma melhor redistribuição dos ganhos, ou seja, um maior proteccionismo por parte dos Estados, no que diz respeito ao reforço das suas políticas sociais. Numa perspectiva a longo-prazo, um outro condicionalismo, tem a ver com a sustentabilidade ecológica.